Avaliação: Novo Chevrolet Prisma



Chega às concessionárias a nova geração do Chevrolet Prisma (entre 2006 e 2012, foi um sedan baseado no Celta; clique aqui para conferir a trajetória do modelo, que passou por poucas modificações). Agora o Prisma é baseado no moderno Onix, apresentado no Salão de São Paulo em 2012. De cara percebe-se que é um carro totalmente novo (confira a foto ao lado), com mais espaço e equipamentos. 


Frente e lateral são semelhantes às do Onix - o que indica que pode não agradar a todos, embora seja bem mais imponente que o Prisma anterior que, embora fosse bonito, era mais pacato. O design da traseira é o ponto alto do novo Prisma, com um terceiro volume integrado à carroceria, lanternas com moldura prateada e brake-light na tampa do porta-malas. Há ainda pequenos diferenciais visuais em relação ao Onix, como novas opções de cores (incluindo a Cinza Sand das imagens) e rodas aro 15'' sem o acabamento preto do hatch LTZ.



Por dentro, conserva o painel, o acabamento e o espaço interno do Onix. Uma das poucas diferenças são as costuras acinzentadas (laranja no hatch). Mesmo a versão LT (acima, na cor Preto Global) agrada pelo bom nível de equipamentos (possui airbag para motorista e passageiro da frente, freios ABS com EBD, travamento das portas a partir de 15 km/h, chave tipo canivete com botão de abertura do porta-malas, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos "um-toque", porta-revistas na parte de trás dos bancos dianteiros, sensores de estacionamento, banco traseiro bipartido, tomada 12V, regulador do brilho do quadro de instrumentos, entre outros itens) como no acabamento e conforto que tornam injusta uma comparação com o Prisma antigo. A lamentar, a visibilidade traseira (que já era sofrível) piorou por conta do tampão elevado, que garante mais espaço no porta-malas (aumentou de 439 para 500 litros, capacidade igual à do Grand Siena). Está aí a justificativa para os sensores de estacionamento equiparem todas as versões.


Há duas opções de motor: 1.0 SPE/4 Flex (ao lado) com 78 cv com gasolina/80 cv com etanol e torque de 9,5/9,8 kgfm (com gasolina/etanol). Este propulsor é interessante com o Prisma vazio (ele pesa 1031 quilos, doze quilos a mais que o Onix 1.0 LT, o que é pouco considerando o acréscimo considerável do volume traseiro), ágil no perímetro urbano e com consumo de 8,6 a 9 km/l na cidade.

O motor 1.4 SPE/4 rende 98/104 cavalos e 13,0/13,9 kgfm de torque (com gasolina/etanol, nessa ordem). É mais adequado para sua proposta mais familiar, pois possui mais potência e torque, o que podem representar mais fôlego em ultrapassagens, subidas e outras situações em que mais força é exigida, ainda mais com porta-malas carregado e os cinco ocupantes a bordo (quatro adultos e uma criança no meio do banco de trás). A Chevrolet declara tempo de 0 a 100 km/h de 10,7 segundos, bem à frente de muitos concorrentes com motor 1.6. 


O Prisma LT 1.0 parte (na tabela) de R$ 34 990 (as cores Prata Switchbalde e Cinza Sand, metálicas, custam R$ 1000 a mais). Há ainda três pacotes de equipamentos, entre R$ 1300 e R$ 3500. A versão 1.4 LT possui os mesmos itens da versão 1.0, porém com faróis escurecidos com máscara azul, calotas de oito raios e lanternas escurecidas, por R$ 39 090. E o LTZ (foto acima e abaixo) custa R$ 45 990, vindo com rodas de liga leve aro 15'', ar-condicionado, sistema multimídia MyLink com tela de sete polegadas sensível ao toque (com rádio, entradas USB e auxiliar, Bluetooth, visualizador de fotos ou vídeos e aplicativos para smartphones), quatro alto-falantes, computador de bordo com funções consumo médio, velocidade média, autonomia, temperatura externa e tempo de viagem, entre outros itens. Entretanto, as concessionárias neste momento cobram ágio que podem chegar a R$ 4 mil. Ainda em 2013 deverá chegar a opção automática, com o câmbio de seis marchas usado em Sonic, Spin, Cobalt e Cruze.


Veredicto: O Prisma anterior teve boas vendas no Brasil, mas era uma opção desconsiderada para o consumidor que exigia espaço interno maior ou um nível de equipamentos e acabamento superior. Já a nova geração (que herda apenas o nome) possui desempenho satisfatório, airbags e ABS e sensores de estacionamento de série, porta-malas ampliado... Não há dúvida de que a mudança foi para melhor. Com isso ocorreu um esperado aumento nos preços e, nas versões mais equipadas, acaba disputando mercado com outro sedan da própria Chevrolet, o Cobalt (assim como o Onix toma vendas do Agile). Para o consumidor é preciso estabelecer prioridades: quem preferir um carro mais bonito, com itens como central multimídia e rodas de liga leve (indisponíveis no Cobalt LT), o Prisma é uma boa compra. No entanto, o Cobalt leva vantagem pelo espaço interno e porta-malas significativamente maiores, além de ter disponível motor 1.8 e câmbio automático de seis marchas.


O Prisma tirou...


Design_ 8,5
Espaço interno_ 8,5
Conforto_ 9,0
Acabamento_ 9,0
Equipamentos_ 9,0
Desempenho_ 9,0
Consumo_ 8,5
Custo-benefício_ 9,0

Nota Final_ 8,8

Quer ver mais imagens do novo Prisma? Confira abaixo a Galeria de Imagens do Auto REALIDADE!











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