Renault Sandero Tech Run: vale a pena?


No início do mês de outubro, a Renault lançou no Brasil a série especial Tech Run do Sandero (nomenclatura já adotada em uma edição do Clio em 2002), trazendo visual diferenciado e pacote recheado de equipamentos - destaque para a central multimídia Media Nav, introduzida em 2012 e que começou equipando o Duster Tech Road, mas logo se propagou na linha Logan e Sandero. Baseado na versão Expression 1.0, ele beira os R$ 38 000. Seria vantajoso comprá-lo, sabendo que a nova geração do modelo (ao lado) será lançada no próximo ano?


Externamente, o Sandero Tech Run agrada. Os faróis e lanternas com máscara negra foram adotados em toda a linha 2014, e aliados à parte externa dos retrovisores e maçanetas na cor cinza, os logotipos nas portas dianteiras e na tampa do porta-malas e as rodas aro 15'' (iguais às do antigo Sandero Vibe) garantem um pouco mais de exclusividade ao Sandero, fator relevante para o público jovem.


Por dentro, o Tech Run traz decoração exclusiva, com laterais dos bancos dianteiros e cintos na cor azul e o nome da série especial no raio inferior do volante. Mas o que enche os olhos (e que não é exclusivo da série...) é o sistema Media Nav, com tela touchscreen de sete polegadas (os únicos botões são o de ligar/desligar e o de ajuste do som) e fácil operação. A entrada USB, no canto direito superior, deixa o dispositivo "exposto". O sistema traz Bluetooth, GPS, entrada auxiliar/iPod e quatro alto-falantes. O acabamento melhorou em relação aos Sandero pré-linha 2012, embora não seja exatamente a referência do segmento. O painel e as laterais das portas continuam a usar muito plástico rígido. De série, ar-condicionado, direção hidráulica com ajuste de altura, airbags frontais e freios ABS, travamento automático das portas a partir de 6 km/h, três apoios de cabeça traseiros, limpador, lavador e desembaçador traseiro, abertura interna da tampa do tanque de combustível, vidros elétricos (apenas dianteiros), regulagem de altura do banco do motorista, protetor de cárter e computador de bordo. O espaço interno, assim como o porta-malas de 320 litros, são mais amplos que a maioria dos concorrentes.


O pecado do Tech Run é ter apenas opção de motor 1.0 16v. Com 76 cavalos e torque de 9,9 kgfm utilizando gasolina ou 77 cv e 10,1 kgfm com etanol, o Sandero não se dá muito bem com o propulsor, com seu peso de 1025 quilos. Ironicamente, na Argentina esta série especial é oferecida com o motor 1.6. A montadora declara que o Sandero Tech Run acelera de 0 a 100  km/h em 14,1 segundos com etanol e 14,2 s com gasolina, alcançando 161 km/h com etanol, 1 km/h a mais do que com gasolina. Ao menos o consumo é adequado: com gasolina, faz 12,4 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. Já com etanol, as médias são de 8,1 km/l em circuito urbano e 8,6 km/l em circuito rodoviário.

O Sandero Tech Run custa R$ 37 790 A garantia é de três anos. Há quatro opções de cores: Branco Glacier (carro das imagens), Vermelho Vivo, Prata Etiole e Preto Nacré (estas duas últimas adicionam R$ 1030 ao preço final). Os concorrentes ainda começam a dispor de centrais multimídia (um deles é o Chevrolet Onix 1.0 LT, que custa R$ 37 690 equipado com MyLink). Para quem aprecia as características do Sandero, a opção mais similar é o recém-chegado Logan 1.0 Authentique, que é mais espaçoso e traz ar-condicionado, Media Nav e sensor de estacionamento traseiro por R$ 36 840.



Veredicto: quem é fã dos atributos do Renault Sandero encontra vários atrativos na série especial Tech Run, como o design diferenciado, o pacote completo de equipamentos, o amplo espaço para passageiros e bagagem e o consumo moderado de combustível. Entretanto, o motor 1.0 exige paciência do condutor e a iminência do lançamento da nova geração é um fator que desestimula sua compra, ainda mais com o preço pouco animador.  

O Sandero Tech Run tirou... 

Design_ 8,5 
Espaço interno_ 9,0 
Conforto_ 7,5 
Acabamento_ 8,5 
Equipamentos_ 8,5 
Desempenho_ 6,5 
Consumo_ 8,5 
Custo-benefício_ 7,0

Nota Final = 8,0



Comentários

  1. Eu tenho um desses e, realmente, o que deixa a desejar é só o motor, que é muito fraquinho. De resto é muito bom (não excelente).

    ResponderExcluir
  2. Comprei uma ,é bonita ,mas não estou contente. O ar é muito fraco ,moro no litoral e não consegue gelar . os isopor entre a lata e tapete ficou orrivel . na estrada é uma porcaria ,não anda nada . de 1 a 10 dou 4.5

    ResponderExcluir
  3. Comprei uma ,é bonita ,mas não estou contente. O ar é muito fraco ,moro no litoral e não consegue gelar . os isopor entre a lata e tapete ficou orrivel . na estrada é uma porcaria ,não anda nada . de 1 a 10 dou 4.5

    ResponderExcluir
  4. Tenho esse modelo desde 2014, rodo pouco mas realmente o motor desagrada. No geral acho um bom carro pelos equipamentos embarcados,mas não recomendo pra quem tiver um pé mais pesado. Um motor 1.6, seria a escolha mais acertada para o peso desse carro.

    ResponderExcluir
  5. Viajei de Curitiba com meu tech run até Fortaleza sem problemas,10000 km.maravilhoso,! Que outro 0km . Recomendo

    ResponderExcluir
  6. Tenho um Tech Run 2014, ótimo carro e para falar a verdade acho o motor bem forte por ser 1.0, já andei em fox, gol etc.. o Sandero é bem mais forte. Minha nota é 9,0

    ResponderExcluir
  7. Eu recomendo, tenho um, é um excelente carro!

    ResponderExcluir
  8. A única coisa que não gosto no meu Sandero TechRun é que ele, é um pouquinho fraco nas arrancadas, nessa parte ele perde feio para um clio 2004 que eu tinha!!!!

    ResponderExcluir
  9. Aff! Tenho um, ano 2014, é muuuuitoo lento. O peso não deixa o motor desenvolver! Sou mulher, não ligo muito pra velocidade, mas na subida da raiva!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Na seção de comentários do Auto REALIDADE você está livre para escrever o que você achou da matéria.

Caso você queira fazer perguntas maiores, incluir fotos ou tirar dúvidas, envie e-mail para blogautorealidade@hotmail.com

Sua opinião é muito importante para o Auto REALIDADE! Estamos a disposição no Facebook (http://www.facebook.com/AutoREALIDADE), no Instagram (http://www.instagram.com/autorealidade e no Twitter (@AutoREALIDADE).