Destaques do Auto REALIDADE

terça-feira, 30 de abril de 2013

A morte de Wolfgang Sauer, o "Homem-VW"


Durante a década de 1970, a Volkswagen do Brasil estava em uma fase ainda voltada a veículos destinados ao mercado interno construídos com base no eterno Fusca (SP2, Variant, TL, entre outros) - e diversas mudanças ocorreram com a administração do executivo Wolfgang Sauer, nascido em 15 de março de 1930 em Sttutgart (Alemanha) e que naturalizou-se brasileiro, comandou a Bosch desde 1961 e assumiu a presidência da VW em 1973. Sob sua gestão foi adquirida a Chrysler do Brasil e da Argentina; foi construída a fábrica da VW em Taubaté (SP) e o Centro de Desenvolvimento de Produtos.

Na década de 1980, Sauer articulou a exportação do Passat para o Iraque em troca de barris de petróleo, em uma época que sentia reflexos da crise do "ouro negro". Também foram exportados para os Estados Unidos os modelos Voyage e Parati, com diversas alterações para atender às exigências locais e rebatizados de Fox (ao lado) e Fox Wagon, entre 1987 e 1993. De Sauer também partiram os planos da fusão de Volkswagen e Ford, gerando a Autolatina, joint-venture que perdurou até 1996, anos depois de ter deixado a presidência da marca.


Em 2012 foi lançada a biografia "O Homem Volkswagen" (Geração Editorial, 528 páginas), de autoria de Maria Lúcia Dureetto e com prefácio do ex-ministro Delfim Netto. Sauer esteve internado no hospital Sírio-Libanês desde 3 de março e morreu na segunda-feira (29), aos 83 anos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ford Fiesta eWheelDrive, com rodas motorizadas


A maior surpresa ao conhecer o novo Fiesta eWheelDrive talvez seja abrir o capô e não encontrar o motor - no local foram alojadas baterias. Mas as rodas de estilo diferente "denunciam" a novidade deste modelo desenvolvido pela Ford em parceria com a desenvolvedora de componentes alemã Schaeffler: os centros das rodas traseiras abrigam dois motores elétricos (curiosamente elas não poderiam ter tamanho inferior a 16 polegadas). Com maiores aperfeiçoamentos, seria possível abrir espaço na frente do carro, com estas baterias instaladas no assoalho. São 110 horsepower e o vigoroso torque de 71,3 kgfm.


domingo, 28 de abril de 2013

Por dentro do Peugeot 208 Allure


A Peugeot decide, após o insucesso do 207 (que não passava de um 206 reestilizado), fabricar em Porto Real (RJ) o 208, exatamente como o modelo que circula na Europa. Com muitas inovações e uma campanha publicitária original (veja aqui), o Auto REALIDADE já divulgou fotos do modelo 1.5 Active dias antes de seu lançamento oficial. Agora é hora de conhecer a versão Allure, que deverá ser a mais comercializada do novo hatch, por contar com diversos equipamentos sem cobrar o preço da versão mais cara, Griffe.


As diferenças visuais em relação ao Active (acima) são as rodas de liga leve aro 15'', os faróis de neblina e o teto panorâmico Cielo, que dão à versão intermediária um ar completo sem recorrer à versão Griffe. A cor, Rouge Aden, colabora na boa impressão. Se por fora ele agrada, com linhas arrojadas, por dentro possui diversas características peculiares.


O volante possui dimensões reduzidas e os instrumentos foram deslocados para cima, o que ao vivo garante uma boa leitura das informações. O console traz na versão Allure uma tela sensível ao toque de sete polegadas que comanda o sistema multimídia. A interface do sistema é interessante e há recursos como GPS, comandos no volante, Bluetooth, conexão steaming para áudio e entradas USB e auxiliar. O ar-condicionado é manual, enquanto o Griffe traz um bi-zone automático.


O teto panorâmico Cielo colabora tanto para ampliar a sensação de espaço interno quanto para dar um ar de requinte, visto que o item só está disponível na versão Allure do Peugeot 308, como opcional. No irmão de projeto Citroën C3, preferiu-se um para-brisa de amplas proporções que privilegiasse a visão dos passageiros da frente. No 208, o vidro panorâmico não é integrado ao para-brisa, mas em compensação se estende até os bancos traseiros. Por um momento os ocupantes de trás não vão notar que esta versão possui manivelas para levantar/baixar os vidros traseiros.


O espaço interno é bom (mérito do entre-eixos de 2,54 metros, dando mais liberdade às pernas dos ocupantes) e o padrão dos tecidos, as partes plásticas prateadas, os cromados no volante, aros dos instrumentos e saídas de ar, além da faixa clara no painel, colaboram para a composição do bom acabamento. O porta-malas comporta 285 litros, na mesma faixa de concorrentes como Punto e C3.


O motor do 208 Allure é o 1.5 8v, evolução do 1.4 que equipa o 207. Com 89 cavalos com gasolina e 93 cv com etanol, desenvolvendo torque de 13,5 kgfm com gasolina/14,2 kgfm com etanol @ 3000 rpm, possui funcionamento suave e silencioso. De acordo com dados da Peugeot, o modelo faz de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos (11,7 s com gasolina) e pode chegar a 181 km/h com etanol. O consumo divulgado é de 8,0 km/l na cidade com etanol e 11,6 com gasolina; na estrada, pode fazer 9,6 km/l com etanol ou 14,3 km/l com gasolina.


O Peugeot 208 convive com a linha 207, agora sem a presença da versão SW, que no começo do ano deixou de ser produzida com as vendas fracas. Permanecem em linha o 207 Hatch (acima, junto com o 208) que parte de R$ 29 990. A gama de versões, que hoje conta com as opções Blue Lion, XR, XR S, XS Automático e Quiksilver, deverá ser drasticamente reduzida por conta da novidade. Ainda está indefinida a comercialização do Peugeot 301 (sedan do 208, de carroceria e interior mais comportados) em território brasileiro. Por ora, 207 Sedan e Hoggar permanecem em linha.

Em Teresina (PI), o 208 Allure 1.5 mostrado custa R$ 47 000, enquanto o Active custa R$ 41 000. O preço das revisões é estipulado: odono de um 208 1.5 paga 220 reais na revisão de 10 000 km, R$ 370 na revisão de 20 mil km, R$ 220 na revisão de 30 mil km, R$ 620 pela revisão de 40 mil km, R$ 390 na revisão de 50 mil km e R$ 370 na revisão de 60 000 quilômetros. Há também acessórios que podem ser instalados nas concessionárias, como alarme, sensor de ré, soleira em alumínio, frisos para o para-choque, barras de teto, adesivo, e para a versão básica Active, GPS e CD player MP3.

Veredicto: Enfim a Peugeot oferece no Brasil um modelo alinhado à Europa e competitivo da mecânica aos itens de série. O 208 justifica seu preço superior ao do 207, embora quando equipado com todos os itens possa chegar a impagáveis R$ 55 790. Apesar dos motores compartilhados com o C3, pouco lembra o hatch da Citroën e pode agradar mais pelo interior modernoso, mas peca por não trazer mais do que dois airbags, mesmo nas versões mais caras. O próximo desafio da Peugeot é fidelizar o cliente e priorizar o bom atendimento, o que ainda não foi alcançado por todas as concessionárias. 

Confira mais imagens do Peugeot 208!


sábado, 27 de abril de 2013

Toyota 4Runner passa por reestilização controversa


Após cinco gerações (a última delas apresentada em 2009), o Toyota 4Runner recebe mudanças de gosto discutível, especialmente na parte externa. A frente ganha faróis assemelhados ao Scion FR-S, interligados a uma faixa vertical com as luzes de neblina; a grade pentagonal cresceu e foi incluido um enorme aplique prateado na parte inferior do para-choque. O resultado contrasta com as laterais, intocadas (há novas opções de rodas aro 17''ou 20''). A traseira agora adota lanternas sem a coloração vermelha e o para-choque de trás também ganha aplique metalizado.





As versões SR5, Trail e Limited utilizam o mesmo motor 4.0 V6 de 270 hp. É possível selecionar tração apenas nas rodas traseiras, 4x4 part-time ou 4x4 full-time. O interior ganha novo quadro de instrumentos e console com aplique preto-metálico, além do sistema multimídia Toyota Entune de série.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Chevrolet divulga preços do Corvette Stingray


Enquanto o Chevrolet Corvette C7 não chega às concessionárias norte-americanas, seus preços vão sendo divulgados pela GM: a versão Stingray, no momento a única a ser oferecida, custará US$ 51 995 na carroceria cupê, enquanto o Convertible sai por US$ 56 995 (os preços não incluem o frete de US$ 995 e outras taxas). Mas para ficar igualzinho ao Corvette do Salão de Detroit, o comprador terá que desembolsar US$ 73 360, para incluir opcionais como o pacote de performance Z51 (+ US$ 2800), o pacote de acabamento 3LT (+ US$ 8005), bancos tipo competição, rodas pintadas de preto, Magnetic Ride Control, entre outros itens.

O 6.2 LT1 V8 Small-Block, com injeção direta, 450 hp e torque de 62,2 kgfm, leva o Corvette de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos.


O fim de NFS World? EA garante que não


Nestas últimas horas corria um forte boato de que a Eletronic Arts iria desativar os servidores do jogo Need For Speed World Online, que desde julho de 2010 está disponível gratuitamente para download. Não chega a ser incomum a inativação de servidores de jogos via internet, especialmente dos mais antigos (o que ocorreu em meados de 2012 com o primeiro Most Wanted, que agora só pode ser jogado off-line). O rumor de que hoje seria o último dia de NFS World se intensificou com o fechamento da Quicklime Games, estúdio co-autor do jogo. Além disso, um dos Community Managers, Drew, saiu do cargo.



Há alguns minutos, veio a resposta da Eletronic Arts: o NFS World não será desativado e as contas dos jogadores permanecerão como estão (apesar de ser gratuito, muitos carros, peças e bônus são comprados apenas por Speedboost, adquirido com dinheiro de verdade). O jogo passará por modificações nas próximas semanas, a serem reveladas posteriormente.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Audi TT ultra quattro no Wörthersee 2013


Incrível como, mesmo lançado em 2006, o Audi TT de segunda geração continua atual - e a montadora aproveita o evento Wörthersee Tour 2013 (que ocorre todos os anos e reúne aficionados por carros do grupo Volkswagen) para mostrar o ultra quattro Concept - que ao menos por ora não deverá entrar em produção, ainda que limitada. Destaca-se pelo visual agressivo: a grade central, imensa, desalojou as quatro argolas da Audi; as maçanetas foram removidas (assim como os retrovisores, substituídos por câmeras) e o aerofólio, fixo, disputa atenções com as rodas, a saída única de escape e os apliques de fibra de carbono no teto, na parte inferior da carroceria e no capô.


O interior recebeu bancos tipo concha, gaiola interna, telas de visualização das imagens dos retrovisores e apliques metalizados. Com 1111 quilos e motor 2.0 TFSI de 310 horsepower, seu tempo de aceleração de 0 a 100 km/h é de 4,2 segundos, diferença significativa de 1,3 segundo em relação ao TT de série. A velocidade máxima do TT ultra quattro é de 280 km/h.



Renault Sport Twizy F1: cadeira elétrica


Os engenheiros da Renault reuniram esforços para uma criação bem maluca: o Twizy Renault Sport F1. Para começar, o visual é assemelhado aos modelos de competição da montadora (os pneus são os mesmos do Fórmula Renault 2.0, os retrovisores e o banco único são similares aos monopostos e o volante é o mesmo de um Fórmula 1), além das asas frontal e traseira, da iluminação especial e da nova suspensão. 

O sistema de regeneração de energia KERS também está presente no Twizy F1, fazendo o carrinho saltar de 17 horsepower para 97 hp! Este boost dura 14 segundos e permite um tempo de aceleração de 0 a 100 km/h de 6,2 segundos, mesmo resultado do Mégane R.S. A velocidade máxima, no entanto, fica limitada a 110 km/h (enquanto o convencional tem fôlego apenas até 80 km/h). O RS Monitor registra os tempos de aceleração de 0 a 50 km/h, 0 a 100 km/h, além dos recordes obtidos nestas provas.




Buick Riviera, carro-conceito em Xangai


A Buick apresenta o concept-car Riviera, nome utilizado em um cupê produzido entre 1963 e 1999 e que retornou como carro-conceito em 2007. O Riviera dos novos tempos traz um design com poucos traços dos atuais modelos da marca norte-americana em ascensão na China, inspirado na dinâmica natural da água, representada pela tonalidade azul da carroceria e pela iluminação frontal (inclusive em torno do emblema da Buick). Possui dez câmeras de alta definição monitorando toda a carroceria, além de 15 micro-sensores de alta precisão e tecnologia 4G de internet de alta velocidade.

 

Opulência chinesa [Alta Roda]


Como tudo na China é grandioso, o Salão do Automóvel de Xangai, maior cidade do país mais populoso, não poderia ser diferente. A começar pelo número de marcas locais desconhecidas no mundo ocidental e focadas no mercado local. Apenas para citar algumas: Baojun, Bestern, Dongfeng, Emgrand, Englon, GAC, Haima, Haval, Hauwtai, Icona, Oley, SouEast, Zinoro e Zotye. Na maioria dos estandes as informações se limitavam a folhetos em chinês e sem informações em inglês para imprensa estrangeira. A exposição termina na 2ª. feira, dia 29.

Explosiva demanda na China – vendas crescerão 7% este ano para em torno de 20 milhões de veículos leves e pesados, cinco vezes mais que o Brasil – leva a situações inusitadas. Numa tentativa de controlar a procura e a nuvem de smog que envolve Xangai, leiloam-se placas para carros novos e podem alcançar até U$14.000/R$ 28.000. Por isso modelos pequenos e baratos não compensam tal investimento. Quem tem dinheiro quer conforto e mesmo automóveis médio-grandes contam com versões de entre-eixos alongados.


Além de o mercado chinês ser o maior do mundo, até 2020 deve alcançar 2,7 milhões de carros de luxo por ano, o que desbancaria também os EUA nesse segmento de topo. Portanto, soa natural eleger o Salão de Xangai para lançamentos como revitalização do Porsche Panamera, novo Maserati Ghibli ou Lamborghini Aventador 720-5, edição especial de 50 anos da marca. São lá as estreias do sedã A3 e dos conceituais crossovers (quase prontos) BMW X4, Mercedes-Benz GLA, este candidato à produção no Brasil, e Citroën DS4 X, apelidado de Wild Rubis por sua cor especial.


Para compensar os 17 novos produtos que a GM lançará este ano, além da tradicional ofensiva da VW que lidera entre automóveis, a Ford apresenta o carro-conceito Escort, originado de um Focus sedã anabolizado, específico para o mercado local. Honda exibiu o Crider, evolução do conceito C, mais próximo da nova geração do Civic que chega em quatro anos. Curioso é reestreia de uma marca americana de carro elétrico, Detroit Electric, que já produziu esse tipo de veículo de 1907 a 1939 (apenas 13.000 unidades).

Chinesas que constroem fábricas de automóveis no País também apresentam novidades. JAC A20, equivalente ao hatch J3, mostra dimensões semelhantes ao futuro modelo a ser feito em Camaçari (BA). Mas o carro será específico para o Brasil, inclusive versão sedã Turin, em estratégia semelhante à Hyundai Brasil com o HB20. Já o sedã A30 será importado em 2014, como J4. No total, há cinco lançamentos da marca e três modelos-conceito.


Chery também tem novidades. Além do novo QQ, subcompacto que será produzido em Jacareí (SP), ao lado do Celer, apresenta dois protótipos Alfa 7 (sedã) e Beta 5 (SUV), além do modelo futurístico @Ant.


RODA VIVA



CONFORME esperado, novo Fiesta, alinhado ao modelo europeu e início de produção apenas seis meses depois, começa a ser vendido em maio sem motor de 1 litro, inicialmente (depois chegará o 3-cilindros). Compacto estreia motor de duplo comando de válvulas variável, 1,5 litro/115 cv, nas versões mais baratas, e 1,6 litro/130 cv. Ambos dispõem da maior potência específica do mercado e partida sem gasolina em dias frios, ao usar etanol.


CONSUMO em cidade/estrada, com 130 cv e câmbio manual: 1 L/7,9 km e 1L/9,9 km (etanol) e 1L/11,4 km e 1L/13,9 km (gasolina). Com 115 cv: 1 L/7,8 km e 1L/9,6 km (etanol) e 1L/10,8 km e 1L/13,7 km (gasolina). Na média, motor mais potente é mais econômico, ao contrário do ocorrido no passado.


PREÇOS partem de R$ 38.990, pouco abaixo da maioria dos concorrentes de peso, e sobem até R$ 54.990, na versão Titaniun, que inclui sete airbags e câmbio automatizado de embreagem dupla, seis marchas. Ford investiu, ainda, em segurança ativa ao adicionar, aos modelos de maior cilindrada, controle eletrônico de trajetória e tração.


FIESTA apresenta, agora, estilo marcante: adotou nova grade frontal de identidade da marca e manteve tradicionais lanternas traseiras elevadas para melhor visibilidade. Interior também é novo e se nivela aos compactos “premium” do mercado brasileiro. Por enquanto, conviverá com Fiesta Rocam que continua com motor de 1 litro e preço menor.


SAVEIRO recebeu mesma frente de Gol e Voyage, na linha 2014. Assim tem condições de avançar em participação de mercado frente à líder Strada, que apresenta linhas já cansadas, mas não a ponto de lhe tomar a dianteira. Faltam motor mais forte (continua o de 1,6 l/104 cv como única e incômoda oferta) e preço competitivo, apesar de conjunto tecnicamente superior e estilo mais atual. Começa em R$ 33.490 (cabine simples) e R$ 36.610 (cabine estendida).


VERSÃO Cross, da picape compacta da VW, é a mais equilibrada do segmento. Combina tradicional espírito aventureiro, sem resvalar para o exagero e gosto duvidoso. De novo, seu preço atrapalha ao iniciar em R$ 48.990. Evolução em relação à Saveiro anterior aparece, com nitidez, exatamente nessa versão.


Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).



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