Destaques do Auto REALIDADE

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Chevrolet promove modificações no Malibu


A oitava geração do Chevrolet Malibu passa por modificações - o modelo não teve o sucesso esperado em vendas nem boa repercussão na mídia norte-americana (foi criticado pelo entre-eixos encurtado em relação à geração anterior e pelo interior um pouco frustrante). Ainda assim, a Chevrolet brasileira continuava com os planos de importá-lo: o Malibu 2013 pôde ser visto no Salão do Automóvel de São Paulo ano passado (ao lado, em foto de Rafael Susae) e algumas unidades foram fotografadas em testes. Mas a Chevrolet norte-americana decide revelar agora a linha 2014 do Malibu, reestilizada em apenas dezoito meses.

A maior mudança foi na frente, com grade superior maior. O para-choque dianteiro também foi redesenhado. Por dentro, há 3,1 centímetros a mais para os joelhos dos ocupantes de trás e o console central foi redesenhado. A suspensão incorpora ajustes empregados no atual Impala e o motor 2.0 Turbo ganha mais torque (totalizando 40,7 kgfm, aumento de 14%). Outra novidade é o propulsor 2.5 Ecotec, que gera 196 hp e 25,7 kgfm. Por fim, foram adicionados os dispositivos de segurança Side Blind Zone Alert (indica pontos cegos laterais) e Rear Cross Traffic Alert, além de 10 airbags de série.



Toyota Etios aventureiro é confirmado para o 2º semestre


Em entrevista ao portal "Diário do Nordeste", o vice-presidente da Toyota Brasil, Luís Carlos Andrade, revelou algumas informações sobre o futuro da montadora no País. Segundo ele, o Etios - que vem correspondendo às expectativas de vendas, com cerca de 7800 unidades vendidas em abril - terá câmbio automático em breve, tanto na carroceria hatch quanto na sedan, o que deverá ocorrer quando a nova fábrica de motores Toyota estiver em funcionamento. Mas a novidade mais próxima é a versão "aventureira urbana" do Etios Hatch, que já possui estratégias de lançamento e será lançada no segundo semestre deste ano. Enquanto o novo modelo não chega, o Auto REALIDADE publica uma projeção de como pode ficar esta versão: para-choques, para-lamas e a base das portas devem receber apliques de plástico, enquanto as rodas de liga leve terão novo desenho e os faróis deverão ser do tipo máscara negra.

Outras antecipações do vice-presidente da Toyota: o novo Corolla vem inspirado no carro-conceito Furia, com design mais esportivo e jovial e a linha Hilux/SW4 permanece sem novidades neste ano. Luís Carlos Andrade declarou ainda estar negociando com o Governo Federal a redução de preço do Prius para cerca de R$ 90 000 (atualmente ele custa R$ 121 900).

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Em busca do menor consumo [Alta Roda]


Mais um passo foi dado pelo governo para esclarecer e regulamentar o complicado novo regime automobilístico, batizado de Inovar-Auto, vigente por cinco anos, de 2013 a 2017. Além de complexo e intervencionista, na realidade não restavam alternativas muito melhores para que o País conseguisse manter sua indústria à tona em um ambiente complexo de competição internacional. Sem contar os sérios problemas advindos da valorização da moeda brasileira, que torna baratos os produtos importados e caros, os de exportação.

Para compensar o aumento de 30 pontos percentuais de IPI – ao contrário dos que muitos pensam atingiu produtos nacionais e importados – foram apertadas as exigências. O número mínimo de processos industriais a cumprir foi aumentado de forma escalonada. Em 2017, por exemplo, eram oito e agora, dez.

Importante para quem compra veículos é saber que o novo regime resultará em carros mais econômicos. A média ponderada dos modelos vendidos por cada fabricante terá de atingir uma melhoria em eficiência energética de 12% (equivalente à redução de 13,5% no consumo) com referência em 2012.

Não é meta banal. Comparações simplórias com a Europa desconsideram diferentes combustíveis e ciclos de aferição de consumo em laboratórios. Fabricante que deixar de cumprir estará sujeito a uma escala de multas pesadíssimas por unidade produzida. Na pior hipótese poderia passar de R$ 1 bilhão, se vendesse um milhão de unidades por ano fora do limite, por exemplo.


Há, no entanto, duas severas metas voluntárias de melhoria de consumo incentivadas por diminuição de carga fiscal, mas revertida ao produtor: reduções de 15,5% e 18,8%. Foram feitas duas mudanças: prazo esticado em um ano (de outubro de 2016 para outubro de 2017) e inclusão de carros híbridos e elétricos no cálculo da média ponderada de consumo.

No segundo caso, como se trata de modelos de alto custo de produção e o governo não alterou os impostos sobre eles, teriam pouco peso no cálculo da frota total comercializada pelo fabricante. Examina-se, porém, a possibilidade de valorizar essas tecnologias, até hoje subsidiadas no exterior, ao atribuir peso maior.

Intenção é estimular o interesse dos compradores brasileiros, concedendo ao fabricante ou importador um benefício fiscal indireto para veículos de baixíssimo consumo, caso dos híbridos. Afinal, as metas voluntárias seguem coladas às anunciadas na União Europeia e EUA para os próximos anos e as estratégias são semelhantes.

Não ficou claro, ainda, a referência na ponderação para veículos puramente elétricos. Estes acabaram de sofrer um revés simbólico no exterior com a falência do projeto Better Place, que previa postos de troca rápida de bateria em automóveis adaptados para tal. Além de tudo muito caro, atraiu poucos interessados nos dois países que tentaram abraçar o plano, Israel e Dinamarca.

RODA VIVA


PELO número de vezes que o Golf VII tem sido fotografado em testes de campo, indica que lançamento está próximo. Tudo aponta para meados do segundo semestre. Volkswagen usará boa parte de sua cota anual de 9.600 unidades para importá-lo da Alemanha. Como divide arquitetura com Audi A3, ambos deverão ser produzidos na fábrica de São José dos Pinhais (PR).


RENAULT, até o momento, é única marca sem modelos importados, à exceção de origem argentina. Decidiu, agora, aproveitar sua cota de até 9.600 unidades/ano sem IPI adicional. Pode trazer Mégane R.S. de 265 cv, mas objetivo central é o Captur, SUV compacto com base no novo Clio, a ser produzido no Paraná. Possível anúncio no próximo dia 17.


BEM posicionado na faixa de compactos de preço superior, novo Fiesta mostra conjunto mecânicos dos melhores, além de interior moderno e recursos multimídia de ponta, desenvolvidos junto com a Microsoft. Boa posição de dirigir, motor de 1,6 L mais potente do segmento (130 cv/etanol) e câmbio automatizado de duas embreagens que funciona melhor na opção S (esporte).


MERCADO brasileiro despertou para o conforto de câmbios automáticos ou automatizados. Há dez anos representavam apenas 2% das vendas de automóveis. Este ano pularão para 12%. Em algumas marcas já é bem mais. Entre as Quatro Grandes GM avançou bastante: Cruze, 90%; Sonic, 85%; Spin, 60%; Cobalt, 40%. Tendência de subir com Onix e Prisma, em breve.

REDUÇÃO de acidentes em estradas federais pedagiadas será incentivada por meio de tarifas mais atraentes às concessionárias. Ideia é ter bônus tarifários, se obras representarem menos mortos e feridos. Em sentido inverso, as que atrasarem cronogramas de melhorias de pistas terão reajustes menores. Tudo isso nos novos contratos.

COMBINAÇÃO de rastreador e seguro contra furto e roubo está em expansão. Pósitron é um dos fabricantes desse equipamento que funciona com GPS e rede celular GSM/GPRS. Preço do seguro, em parceria com BNP/Cardif, tem desconto de 50%: dispensa vistoria prévia, análise por perfil e região de circulação. Plano lançado este mês.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Veja como ficou o novo BMW X5


A BMW revela todas os detalhes sobre a nova geração do X5, a F15 -  começando pelas versões, serão: xDrive30d (foto de abertura), xDrive50i (modelo na cor Sparkling Brown - tonalidade que lembra a do X1 - nas fotos abaixo), sDrive35d, M Sport, M50d e Luxury Line. Seu design renovado não chega a quebrar os paradigmas dos novos BMW, embora seja facilmente diferenciável do X5 E70 (à direita), que passou sete anos sem modificações profundas.

Alguns elementos visuais do novo X5 são conservados do pioneiro (1999), como os faróis de neblina, redondos, logo abaixo dos principais, o recorte da vigia traseira e as lanternas que invadem a tampa do porta-malas, onde ficam mais esguias. Como estamos em 2013 e nem tudo é saudosismo, o X5 busca influências em BMWs atuais: os faróis achatados lembram o novo Série 3, enquanto lateral e traseira remetem ao X3. Seu coeficiente aerodinâmico (Cx = 0,31) é muito bom para um utilitário esportivo.


Os modelos sDrive35i e xDrive35i contam com motor 3.0 TwinPower de seis cilindros em linha. Com 300 cavalos, o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h é de 6,2 segundos. Para quem quer mais emoção, há a versão xDrive50i, com um 4.4 V8 de 445 hp. Este faz de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. A versão xDrive35d, que estreia mais tarde, traz um motor movido a diesel (3.0 TwinPower), com 255 hp.




Com interior repleto de itens de conforto e bom acabamento, o X5 traz opção de sistema de som da Harman Kardon ou Bang & Olufsen; sistema iDrive integrado à central multimídia, que possui tela de 10,2 polegadas, ar-condicionado com quatro zonas de temperatura e teto solar panorâmico, para citar alguns exemplos. 

O novo X5 também traz um grande porta-malas (650 litros ou 1850 com os assentos traseiros rebatidos). E estão presentes dezenas de assistentes de segurança: o Driver Assistant (normal ou Plus), que traz Active Speed Control (controlador de velocidade que mantém uma distância segura do carro da frente, a até 210 km/h), sendo que a até 40 km/h, o sistema gerencia inclusive a permanência do X5 na pista. Há ainda Head-Up Display, faróis de LED adaptativos, Lane Change Warning (alerta em todas as mudanças de faixa sem uso do pisca), BMW Night Vision (detecta objetos e pessoas quando não há boa iluminação), entre outros itens.



O novo X5 começa a ser comercializado na Europa em novembro deste ano, mas a versão xDrive35d fica para dezembro.

Nissan Sentra: nova geração ainda em 2013


A Nissan Brasil confirma a comercialização da nova geração do Sentra no fim do segundo semestre deste ano. Apesar da boa notícia (o modelo atual, lançado em 2007, permanece como um bom carro, embora já visualmente cansado), a montadora não informou em que versões ele virá, nem citou se o modelo a ser vendido no Brasil conserva o motor 2.0 ou segue a linha do modelo norte-americano, que diminuiu para 1.8 e rende 130 hp. Nos EUA, há as versões S, SE, SR e SL, custando entre US$ 15 990 e US$ 19 590.


Aston Martin lança V12 Vantage S


A Aston Martin revela o sucessor do V12 Vantage, que assume seu nome com a adição da letra S. As diferenças visuais estão nos para-choques, teto e parte da tampa do porta-malas (que une as lanternas) pintados de preto, além de novas rodas de 10 raios. Sob o capô, o V12 Vantage S traz o motor 6.0 V12 AM28, de 573 cavalos. Ele faz de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos, alcançando a velocidade máxima de 330 km/h.




segunda-feira, 27 de maio de 2013

MINI leiloa Paceman customizado por Roberto Cavalli


A MINI arrecadou 150 mil euros com a venda de um Paceman. Mas a causa é nobre: doar o dinheiro em prol da luta contra a AIDS no evento Life Ball. O modelo duas portas ganhou customização do estilista italiano Roberto Cavalli (ao lado), se destacando por uma pintura escura que, com a luminosidade, reflete partículas que lembram ouro. Rodas, teto, retrovisores, partes internas e até os vidros também receberam pintura dourada. A assinatura do estilista está gravada nas portas dianteiras.


domingo, 26 de maio de 2013

Avaliação da nova geração do Toyota RAV4


A Toyota do Brasil lançou o Prius em janeiro de 2013 e agora apresenta a nova geração do RAV4, revelado no Salão de Los Angeles, ano passado. Acenando com um design atual, longe da timidez do RAV4 anterior, lançado em 2006 (à esquerda), e contando com um pacote de equipamentos completo, a nova geração quer fisgar o consumidor disposto a comprar um utilitário esportivo na faixa de R$ 97 mil a R$ 120 000. As versões que o Auto REALIDADE apresenta são: 2.0 4x2 (na cor branca) e 2.0 4x4 (verde metálico). Há ainda a versão 2.5 4x4, com lista similar de equipamentos.


O novo RAV4 traz um visual atraente, longe de traços exagerados e mais livre de polêmicas. Visualmente, as versões 4x2 e 4x4 são iguais, contando com rodas aro 17'', aerofólio, barras no teto e para-choques parcialmente sem pintura (assim como frisos dos para-lamas e apliques na base das portas). A dianteira é composta por faróis que se integram com a grade, que por sua vez forma uma elipse. Já a traseira ficou vazia com a retirada do estepe (agora interno) e a grande tampa do porta-malas.


Por dentro é possível diferenciar o 4x2 (acima) do modelo de tração integral, mais equipado. Ambos vêm de série com ar-condicionado, sistema de som CD/MP3/USB/Bluetooth/entrada auxilar, direção elétrica progressiva, computador de bordo (com as funções hodômetro total/parcial, temperatura externa, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia e velocidade média), trio elétrico, airbags e freios ABS com distribuidor eletrônico de frenagem (EBD) e sistema de auxílio em frenagem de emergência (BAS), mas o 4x4 oferece ar digital dual-zone (convencional no 4x2); câmera de ré (contra sensores de estacionamento traseiros), partida por botão, controlador de velocidade, tela de 6,1 polegadas sensível ao toque (monocromática no 2WD) e seis airbags, contra dois do RAV4 4x2. O estilo do painel lembra o Lexus CT 200h, com comandos de estilo moderno e intuitivos. Os instrumentos possuem boa leitura, e para quem estava cansado de pequenos marcadores digitais de combustível, está à disposição um sistema analógico gigante.


O espaço interno é muito bom para cinco adultos (parte do mérito vai para a distância entre-eixos de 2,66 metros). O assento traseiro está numa posição mais baixa, o que traz sensação de amplitude. O banco do motorista possui ajustes elétricos (de inclinação, distância, altura e lombar) na versão 4x4, que são interessantes para se encontrar uma posição confortável de se dirigir. Todos os passageiros contam com apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos.


O acabamento é bom, porém não tão refinado do que modelos mais em conta (reflexos de um modelo fabricado no Japão e exportado para os Estados Unidos, onde não é visto como um SUV de luxo). Os painéis de portas possuem temas interessantes, mas são de plástico, sequer emborrachado. Entretanto, na versão 4x4 o painel frontal conta com forração de couro  (aliás, os bancos também são de couro, parte legítimo, parte sintético). O deslize eram as costuras, que num carro com 18 quilômetros rodados tinham aspecto encardido.


O RAV4 2.0, movido a gasolina, gera 145 cavalos @ 6200 rotações por minuto e torque de 19,1 kgfm @ 3600 rpm. O câmbio é continuamente variável (CVT), com sete "marchas". Este conjunto permitiu ao RAV4 alcançar o índice "A" de eficiência na categoria, com consumo de 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada. A emissão de dióxido de carbono também é reduzida para um utilitário esportivo 2.0 a gasolina: 134 g/km rodado. Mas tem um detalhe chato: a tampa do capô é um pouco pesada e requer a velha vareta de sustentação (ao lado).


O porta-malas comporta 515 litros até a altura da cobertura retrátil. Há uma tampa que cobre o estepe (com roda de liga leve) e que possibilita esconder alguns objetos. Outra curiosidade é o copo especial de série, que pode ser aquecido ou resfriado na versão 4x4 (abaixo).

Por R$ 96 900 é possível adquirir o RAV4 com tração nas rodas dianteiras (a propósito, seu nome significa "Recreational Active Vehicle with 4-wheel drive", o que faz o 4x2 não honrar seu batismo). O modelo 4x4 custa R$ 109 900 e a versão 2.5 4x4 sai por R$ 119 900, trazendo a mais teto solar elétrico e o motor a gasolina com 179 cavalos @ 6000 rpm e 23,8 kgfm de torque, além de um câmbio automático de seis marchas.

São poucos os deslizes - a luz de porta aberta não indica qual delas não foi fechada, o nicho do passageiro poderia ter tampa e nem sempre é de primeira que se encontra o botão de abertura da tampa do porta-malas. Mas não chegam a abalar o conjunto competitivo do novo RAV4.


Veredicto: Se o antigo RAV4 era careta e não parecia valer o que custa, a nova geração "evoluciona" sem partir para um visual tão ousado quanto Hyundai ix35 ou Kia Sportage, mas ainda assim moderno. Possui interior com diversos equipamentos de série - o 4x4 traz mais, só que cobra na mesma proporção. O 2.5 seria apenas para aqueles que classificam teto solar como item obrigatório ou querem um pouco mais de vigor do motor, embora o 2.0 seja suficiente e relativamente econômico. O principal rival, Honda CR-V, está com elevada procura: com preços, motor e pacote de equipamentos "nivelados", o Toyota também pode fazer sucesso no Brasil.

Galeria completa de fotos do novo RAV4!


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