Destaques do Auto REALIDADE

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Nova geração do Honda Accord chega ao Brasil


A nona geração do Honda Accord, apresentada no exterior em 2012 (e que pôde ser vista no Salão do Automóvel de São Paulo daquele ano, ao lado em foto de Rafael Susae) passa a ser comercializado no Brasil a partir de julho. Apesar de lembrar o sedan anterior, lançado no Brasil em 2008, trata-se de um Accord totalmente renovado, com diversos avanços técnicos. 

A frente do novo Accord incorpora um toque de agressividade (como se vê no para-choque, com a base central preta) com o requinte das luzes de posição diurnas e a grade cromada. A lateral, clássica e marcada por alguns vincos, e a traseira, agora sem o gosto duvidoso dos prolongamentos das lanternas do Accord anterior, causam uma boa impressão inicial. As rodas são aro 16'' para o modelo 2.4 e aro 17'' (nas imagens) na versão V6.


Internamente, suas principais características são o quadro de instrumentos analógico e bastante detalhado, o acabamento em couro, o ar-condicionado digital dual-zone e o console com duas telas em cores. A tela superior de oito polegadas transmite imagens das câmeras dianteira, traseira e do topo do carro, e abriga o sistema i-Mid, enquanto a tela inferior acessa o sistema de som (rádio, dispositivos USB, Bluetooth, CD, entre outras mídias).


Há duas opções de motorização. O 2.4 16v quatro-cilindros DOHC i-VTEC, assim como o V6, adota a tecnologia batizada de Earth Dreams (que lhe rendeu uma plaqueta na cobertura plástica do propulsor). São 175 cavalos e um câmbio automático de cinco marchas.



Já o 3.6 V6 24v gera 280 cavalos e traz transmissão automática de 6 marchas. Há o sistema VCM (Administração de Cilindros Variável), o que faz com que ele utilize apenas três de seus seis cilindros em velocidades baixas. Já quando se exige o máximo de torque, os seis cilindros operam juntos, automaticamente. Ambos contam com o sistema Econ (presente nos Honda Civic e CR-V), que é acionado pelo botão verde abaixo da saída de ar do motorista e que privilegia o consumo.



Disponível nas cores branco Pérola (nas imagens), prata Global (metálico) e preto Cristal (perolizado) - é, as cores vermelha e azul estão disponíveis apenas para os norte-americanos... - o Honda Accord EX 2.4 custa R$ 119 900. Já o modelo EX 3.6 sai por R$ 147 900. 



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Argentinos ainda inquietos [Alta Roda]


Salão do Automóvel de Buenos Aires, que se encerra dia 30, é boa oportunidade de repassar o longo processo de integração das indústrias automobilísticas dos dois países. Na verdade o livre comércio vem sendo sucessivamente adiado. Último acordo previa 1º de julho deste ano para deixar as fronteiras completamente livres, mas se dá como certo novo adiamento pelo menos até o final de 2014.

Dependência da produção argentina do mercado brasileiro é enorme: 90% de suas exportações vêm para cá. Também se deve considerar que, hoje, 70% das exportações de veículos brasileiros destinam-se à Argentina. O balanço em valores está equilibrado, pois enquanto o País envia modelos compactos, traz veículos médios. Contra os argentinos pesam autopeças e componentes: não há escala de produção. No final, carros brasileiros representam pouco menos de 50% do mercado argentino, enquanto os automóveis vizinhos, apenas 10% do nosso.

Este ano as vendas na Argentina crescerão pelo menos 10% (Brasil, no máximo 4%) e arranharão as 900.000 unidades. Tal crescimento é pouco saudável, pois se baseia na defesa dos compradores contra a inflação anual real perto de 30%, ainda escamoteada pelo governo.


O VI Salão de Buenos Aires, realizado a cada dois anos, mostra oferta mais variada de veículos importados, basicamente pelas mesmas marcas aqui presentes. Chineses não têm muita vez por lá. Embora importadores sem produção local tenham que exportar produtos locais para compensar dólares gastos, Argentina tem custo logístico menor pela concentração da frota e impostos inferiores. Por isso, nos estandes se veem tantos carros que não chegarão ao Brasil, como Fiat Panda.


Estrearam modelos produzidos lá que, no máximo, em três meses estarão no Brasil: Ford Focus (hatch e sedã) e Citroën C4 Lounge, sucessor do sedã Pallas. Renault exibiu o novo Logan superequipado (típico de salão), que sairá de São José dos Pinhais (PR), no último trimestre deste ano. Chevrolet Tracker, SUV compacto produzido no México e pouco maior que o EcoSport, também será importado, dividindo cotas com Sonic e Captiva mexicanos.


Toyota mostrou Etios ao público argentino, mas até o início das vendas em outubro receberá alterações no painel e outras internas providenciadas pela filial brasileira apenas um ano depois do lançamento. Nova geração do SUV médio Kuga, que divide arquitetura com o Focus, deve ser produzida na Argentina e exportada para cá, desde que a fábrica consiga divisas para trazer peças da Espanha. Se confirmado, Toyota responderá com nacionalização do RAV4, já bem encaminhada.


Entre os importados que logo estarão aqui, destaques para os Nissans Sentra e Altima. Pequenos retoques no Renault Koleos, SUV médio sul-coreano, estrearam em Buenos Aires. Pode vir ao Brasil, se sobrar cotas do Captur (SUV compacto) e Mégane R.S.


Volkswagen apresentou aos argentinos o Golf VII, além do up! e o conceitual Tiguan. No início, até a produção no Paraná, virá para cá o Golf VII GTI importado da Alemanha. Subcompacto up! será diferente do alemão, pois aqui terá interior e porta-malas maiores, além de janelas traseiras que podem ser baixadas e não só basculadas.


RODA VIVA


SEGUNDA fábrica que a Honda construirá no interior de São Paulo já tem dois produtos definidos, baseados na nova arquitetura de compactos desenvolvidos para países emergentes, ou seja, menos sofisticada. Um deles é o SUV já exibido como carro-conceito no Salão de Detroit e o outro um hatch. Este nada terá a ver com o Brio fabricado na Tailândia e na Índia.

MITSUBISHI iniciou a venda do SUV médio ASX produzido em Catalão (GO). Igual ao importado do Japão, utiliza arquitetura do sedã médio-compacto Lancer, cuja versão nacional chega em um ano. Motor já é montado no Brasil e versão flex está nos planos. Câmbio CVT tem seis marchas virtuais. Suspensões bem acertadas, apesar do curso curto. Parte de R$ 83.490.


POUCO mais de dois anos de lançamento no Brasil e JAC reformulou os compactos J3 e J3 Turin, em nível superior ao de tradicional meia-geração. Parte frontal mudou bem e a traseira do sedã, idem. Boas mudanças internas, com novos materiais, painel e quadro de instrumentos, este de nítida inspiração alemã. Preços iguais: R$ 35.990 e R$ 37.990. Os de produção local, em 2015, serão completamente novos.


CHERY lançou o SUV Tiggo com reformulações internas e externas que podem ajudar na reação de vendas da marca chinesa. Revitalização externa inclui da grade à capa do estepe externo. Recebeu capricho no acabamento interno e equipamentos como bússola, altímetro e barômetro. Motor de 2 litros podia ter mais torque. Montado do Uruguai, por R$ 51.990.

DUNLOP, marca inglesa de pneus do grupo japonês Sumitomo, não se acanhou em entrar no mercado brasileiro na faixa de maior concorrência, de início importando. Produto a ser feito no Paraná, a partir de outubro, é da linha EC 201 para rodas de aro 13 e 14 pol., nas medidas mais procuradas.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


Ford lança F-150 Tremor, com motor 3.5 EcoBoost


Um dos modelos de maior sucesso no mercado norte-americano, a pick-up Ford F-150 está disponível na nova versão Tremor, que utiliza o motor 3.5 com a tecnologia EcoBoost (aplicada no Fusion 2.0 e em modelos da Ford europeia), que gera 365 hp a 5000 rpm. Mais de 90% do torque (de 58 kgfm) está disponível entre 1700 e 5000 rotações por minuto.


A versão Tremor estará disponível apenas com cabine simples (nos EUA, a F-150 possui ainda opções de cabine estendida e dupla) e traz um visual diferenciado, com faixas laterais, rodas aro 20'' de seis raios e grade dianteira exclusiva. O interior entrega certo requinte, com o sistema MyFord Touch e bancos de couro com insertos em Alcantara.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Citroën apresenta novo Grand C4 Picasso


Após a apresentação do Citroën C4 Picasso remodelado, em abril, é hora da versão de sete lugares dar o ar da graça (invertendo a ordem original de apresentação das minivans C4: o Grand C4 havia sido apresentado no Salão de Paris em 2006, fazendo uma aparição no Salão de São Paulo daquele ano, e em janeiro o C4 Picasso, de cinco lugares). O Grand C4 Picasso 2014 adota um visual polêmico, conservando a disposição de luzes do C4 Picasso (luzes diurnas de LEDs integradas à grade, enquanto os faróis principais ficam mais abaixo). Mas para-choque e faróis são diferentes, conferindo certa distinção ao modelo de sete lugares.



Se a lateral é interessante, a traseira divide opiniões com as grandes lanternas em formato de "C" e o relativo vazio da área traseira. O que agrada - seja quem adorou, seja quem não gostou do visual - é o interior, com uma grande tela de 12 polegadas que substitui o quadro de instrumentos e comanda o GPS, o sistema de som e outros itens, além da nova transmissão automática EfficientTronic de seis velocidades.




Eis a nova geração do Mazda3


Completando dez anos em 2013, o Mazda3 chega à terceira geração completamente renovado. Na verdade, sua apresentação está marcada para hoje à noite, mas estas fotos já vieram a público. Em comparação com o 3 anterior (lançado no fim de 2008 e reestilizado ano passado), a filosofia de design Zoom-Zoom dá lugar à Kodo, adotada no novo Mazda6. O novo 3 ganha 6 milímetros na distância entre-eixos e opções de motorização 2.0 Skyactiv-G (155 hp) e 2.5 Skyactiv-G de 184 hp no mercado norte-americano.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Fiat Idea recebe novidades na linha 2014


Se na Itália o Fiat Idea saiu de cena com o lançamento do 500L, no Brasil o monovolume ganhou uma reestilização exclusiva para nosso mercado - e agora, modificações para a linha 2014. A frente ganha grade superior com filete cromado e grade inferior com aberturas hexagonais. Os modelos Attractive (foto de abertura) e Essence ganharam novas opções de rodas e molduras dos faróis de neblina redesenhadas, enquanto o Adventure permanece o mesmo de 2010.



Por dentro também houve modificações: o console central foi redesenhado, adotando saídas de ar mais arredondadas, novo rádio, nova tampa para o airbag e volante com comandos do rádio na versão Adventure. Com motor 1.4, o Idea Attractive custa R$ 43 290, com o ar-condicionado incorporado à lista de itens de série. O Essence 1.6 16v custa R$ 45 370 e o Adventure, com motor 1.8 16v, R$ 52 400 sem opcionais.



sábado, 22 de junho de 2013

Exposição em comemoração aos 10 anos de Clube do Carro Antigo PI (Parte 02)



No domingo, os carros antigos das imagens circularam por diversas ruas de Teresina (PI) e estiveram expostos ao público na entrada da Potycabana (próxima ao Teresina Shopping). O Auto REALIDADE apresenta agora os modelos representantes das décadas de 1960, 1970 e 1990.



Um dos modelos mais emblemáticos da exposição, o Dodge Dart Seneca (ano 1960) foi lançado naquele ano como uma opção (relativamente) menor da marca. Conservava os cromados, os detalhes "aeronáuticos" e o rabo-de-peixe que foram adotados em vários carros norte-americanos produzidos na década anterior. Esta unidade carregava no bagagito uma miniatura do Plymouth Fury 1959.



Outro carro de 1960 era o Chevrolet Impala (que naquele ano estreava sua terceira geração). Aliás, a exposição contava com três Impala: um vermelho, um vinho e outro azul.



Também esteve em dose tripla o Ford Corcel I: uma unidade de quatro portas, vermelha, e outras duas na  carroceria cupê, já reestilizados (um amarelo e outro azul).



Ao lado do Corcel, o norte-americano Mercury Cougar (modelo 1972), ainda baseado no Ford Mustang, com diversas mudanças em relação ao Cougar anterior, lançado em 1967.



Falando em Mustang, havia duas unidades do pony-car na exposição: um 1965 Hardtop e um Mach I, ano 1971 (este modelo apareceu no filme "007 - Os Diamantes São Eternos").



Outro esportivo marcante da Ford, o Maverick GT V8 também compareceu na comemoração dos 10 anos do Clube do Carro Antigo do Piauí. O motor 4.9 (302) tinha 197 cavalos.



Arquirrival do Maverick, o Chevrolet Opala esteve presente na versão cupê, ano 1977, com motor quatro-cilindros e transmissão automática.



O Dodge Charger R/T surgiu em dose dupla: um vermelho e outro branco. Derivado do Dart cupê já comercializado no Brasil, seus 215 cavalos eram abastecidos com gasolina azul (de alta octanagem).



A Rural, utilitário de apelo familiar, também se fez presente. Primeiramente produzida pela Willys, com alterações em relação ao Jeep Station Wagon, seu estilo recebeu modificações que, diz-se, foram inspiradas nas obras de Oscar Niemeyer. A Ford continuou a produzir a Rural após a compra da Willys, basicamente igual até o fim de produção, em 1977.



Também houve espaço para os grandes sedans nacionais: Aero-Willys, Simca Chambord, Ford Landau...


Mais esportivos no visual do que na mecânica em si, os Volkswagen Karmann-Ghia e SP2 também estiveram expostos.



Duas unidades do Fusca (um amarelo, 1980, outro azul, 1963), ambos com placas pretas, também estacionaram na Potycabana.


Também esteve presente o concorrente do Fusca nos anos 1960, o DKW Belcar (1966). Produzido entre 1958 e 1967, trazia um motor dois-tempos de três cilindros, que deixava um característico odor por onde passava.


O sueco Volvo P1800 S, ano 1964, incorporava modificações em relação ao P1800 lançado no ano anterior. Tornou-se famoso com sua aparição na série de TV "O Santo".


As picapes também tiveram espaço: estiveram expostas a Chevrolet Brasil 3100, ano 1963, e uma Ford F-1 customizada.


O Ford Fairlane, 1963, também deu as caras. O modelo norte-americano era uma opção maior do que o Falcon, porém menor que o Galaxie.


Uma legítima "banheira" norte-americana, o Lincoln Continental Mark V foi a geração que teve maior êxito em vendas, apesar de ser produzido apenas entre 1977 e 1979.


Tão grande quanto o Continental, o Cadillac Eldorado (oitava geração) foi produzido de 1971 a 1978 e também foi sucesso em sua época.


Até a bruta Chevrolet Veraneio (inicialmente C-1416) esteve presente, na versão Luxo.


O Dodge Magnum, cupê de luxo produzido no Brasil entre 1978 e 1981, substituiu o Dart Gran Luxo e teve sua carreira marcada pelas baixas vendas e pelo fim de linha, com a compra da Chrysler do Brasil pelo grupo Volkswagen.


O MP Lafer 1979, aclamada réplica dos MG ingleses, esteve ao lado do Ford Escort XR3 Conversível, o carro mais novo do evento (ano 1990/1991).


Esta unidade do XR3 não trazia logotipos na traseira e as rodas foram substituídas por outras maiores, embora seu interior esteja original e a capota elétrica (com travas manuais), operando normalmente. Nesta época, o XR3 adotava o motor 1.8 AP da Volkswagen, que nele gerava 99 cavalos.



Algumas curiosidades



Havia dois "intrusos" no evento: um Chevrolet Cruze LTZ e uma S10 LT cabine simples. Mais para exposição que para comercialização (não havia estande de vendas para os dois, que permaneceram trancados durante o evento).


Os suportes para as faixas de isolamento eram rodas de ferro de carros... E o que você acha da faixa abaixo?


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