Destaques do Auto REALIDADE

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Review: Mercedes-Benz SLS AMG


Lançado no Salão de Frankfurt de 2009, o Mercedes SLS atualmente é o esportivo topo-de-linha da marca da estrela de três pontas. Desenvolvido pela divisão esportiva AMG, ele começou a ser comercializado logo após o fim da produção do SLR McLaren. A unidade das imagens, fabricada em 2010, foi a sensação durante a inauguração da concessionária Newsedan em Teresina (PI) e trazia a tradicional cor prata, com interior nas cores preto e vermelho.


Seu design, interpretação contemporânea do 300 SL Gullwing "Asa de Gaivota", impressiona: as entradas de ar, os vincos que sugerem velocidade, as rodas aro 19'' na frente e 20'' atrás, o aerofólio acionado eletricamente e o enorme capô em contraste com a traseira curta são alguns dos principais elementos do visual do SLS. Apenas a traseira apresenta leve desarmonia com o conjunto. Assim como no 300 SL, as portas abrem para cima e proporcionam melhor acesso ao interior. Entretanto, os mais altos precisam ter atenção para não bater a cabeça na porta.



Por dentro, acabamento bastante esmerado e fusão de conforto e esportividade. O volante de base achatada e boa pegada traz paddle-shifts para trocas de marcha e comandos de áudio. Os difusores de ar lembram turbinas de aviões; os bancos envolventes e o console prateado, recheado de comandos, instigam os apaixonados por esportivos. 







O motor 6.2 V8 leva a assinatura do engenheiro Markus Jaudes. São 571 cavalos @ 6800 rpm e torque de 66,3 kgfm de torque @ 4750 rpm. O câmbio é o Speedshift DCT de sete marchas, com os modos C (Controlled Efficiency), S (Sport), S+ (Sport Plus) e M (Manual). De acordo com a Mercedes, o SLS vai de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos, atingindo 317 km/h de velocidade máxima - limitada eletronicamente. O consumo médio é de 7,7 km/l.


O porta-"malas" possui capacidade de 176 litros: uma pequena cortesia complementada pela rede porta-objetos atrás dos bancos. Já o tanque comporta 99 litros. Encher o tanque do SLS (com gasolina comum, em postos de Teresina) ultrapassa R$ 260.

E o preço? O SLS, assim como outros modelos AMG, só é adquirido em dólares. Um modelo "seminovo" como o das imagens é avaliado em R$ 600 000, enquanto um zero-quilômetro chega a R$ 770 000. É exatamente o preço do Audi R8 5.2 V10, um pouco menos potente (532 cv). 

















sábado, 28 de setembro de 2013

Ford lança novos Focus Hatch e Sedan


Após três anos, finalmente o mercado brasileiro passa a contar com a terceira geração do Ford Focus, nas carrocerias Hatch e Sedan. As exclusividades do modelo fabricado na Argentina em relação aos Focus europeus e norte-americanos são as luzes diurnas de LEDs acopladas aos faróis e rodas aro 17'' com centro pintado de preto, detalhes disponíveis na versão Titanium. 

O design ganha ousadias em relação à geração anterior, lançada em 2008 (à direita, na cor preta). A traseira do Sedan, considerada muito careta, agora adota lanternas horizontais que invadem a tampa do porta-malas e para-choque mais esportivo. Porém, em breve o Focus deve mudar no exterior, ganhando nova frente (a grade passa a ser similar a adotada no New Fiesta e no Fusion).


A Ford decidiu promover primeiro o Novo Focus Sedan: foi o único a ser apresentado tanto no Salão de São Paulo em 2012 (trazido dos Estados Unidos) quanto na exposição Focus Pop-Up Gallery, já na configuração definitiva. Mas o Hatch também começa a ser vendido, custando a partir de R$ 60 900 na versão de entrada equipada com motor 1.6.


Um dos avanços mais notáveis da nova geração do Focus está nos motores: o 1.6 Sigma TiVCT ganhou potência em relação ao utilizado no New Fiesta e EcoSport: rende 131 cavalos com gasolina e 135 cv com etanol, com torque de 16,2/16,7 kgfm de torque com gasolina/etanol, na ordem. Já o 2.0 Duratec (na foto) incorpora a tecnologia Direct Flex, pioneiro em aliar injeção direta de combustível à flexibilidade entre gasolina e etanol. Sua potência é de 175/178 cavalos. O torque é de 21,5 kgfm com gasolina e 22,5 kgfm com etanol. O câmbio automático passa a ser o Powershift com opção de trocas manuais em botões na alavanca. A versão sedan teve porta-malas encolhido para 421 litros, enquanto o hatch oferece 316 litros, capacidade também inferior a outros hatchbacks médios.


Serão oferecidas quatro versões. A S vem de série com ar-condicionado manual, airbag duplo, freios ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), ajuste de altura e profundidade do volante, ajuste de altura do banco do motorista, repetidores de piscas nos retrovisores, acendimento automático do pisca-alerta após frenagem brusca, assistente de partida em rampa (HLA), controles eletrônicos de estabilidade (ESC) e tração (TCS), alça de segurança para passageiro da frente, temporizador dos faróis, aviso de portas abertas, pressão baixa nos pneus, faróis acesos, de utilização do cinto para ocupantes da frente e de chave na ignição, ISOFIX (fixação para cadeirinhas infantis), rodas aro 16'', tomada 12V, iluminação do porta-malas e do porta-luvas, alarme, vidros elétricos com sistema um toque (apenas para baixo e para o motorista), travas elétricas, abertura elétrica do porta-malas e da tampa do tanque de combustível, lanterna de neblina (porém sem faróis de neblina), banco traseiro rebatível e bipartido, saída de ar para ocupantes do banco traseiro, computador de bordo, palhetas "Flat Blade", dois porta-copos, sistema Sync com tela de 3,5 polegadas, 4 alto-falantes, dois tweeters e Rádio CD MP3 com Bluetooth e entrada auxiliar e uma entrada USB, controles de áudio no volante e leitura/envio de mensagens SMS. A versão SE traz os itens acima, além de 4 airbags (frontais e side-bags), faróis de neblina com moldura cromada, ajuste lombar para o motorista, controle da intensidade da luz do painel, descansa-braço dianteiro, freios a disco nas quatro rodas (o S traz freios a tambor atrás), luzes de cortesia na dianteira e traseira, rodas aro 17'', maçanetas internas na cor cromado fosco (preta no S), molduras das saídas de ar na cor prata metálica (também preta no S), iluminação dos para-sóis, vidros dianteiros e traseiros com sistema um toque para cima/baixo, volante revestido em couro, abertura e fechamento de todos os vidros e portas, duas alças de segurança traseiras, ajuste manual de altura dos faróis, sensor de estacionamento traseiro, controlador de velocidade e sistema Sync com tela de 4,2 polegadas. Mais completo, o SE Plus vem com ar-condicionado automático digital bi-zone, seis airbags (frontais, side-bags e de cortina), retrovisores externos com luz de aproximação e rebatimento elétrico, acendimento automático dos faróis, Ford Power (partida por botão) e sensor de chuva. Por fim, o Titanium é a versão completa, trazendo teto solar elétrico, grade dianteira na cor preto brilhante, ajuste elétrico do banco do motorista em seis posições, luzes de cortesia em LEDs, molduras das saídas de ar e do painel central em cinza metálico, duas tomadas 12V, 4 porta-copos, alarme volumétrico, faróis de xenônio com ajuste de altura automática e lavadores, sistema de estacionamento automático (Active Park Assist, abaixo), sensor de estacionamento dianteiro, MyFord Touch com tela sensível ao toque de 8 polegadas e tela no painel de instrumentos de 4,2 polegadas; Sony Premium Sound, sistema de navegação e entrada RCA de áudio/vídeo.


O Focus Hatch será oferecido nas versões S 1.6, por R$ 60 990; S 1.6 PowerShift, a partir de R$ 66 990; SE 1.6, por R$ 63 990; SE 1.6 PowerShift, por R$ 69 990; SE 2.0 PowerShift, por R$ 72 990; SE Plus 2.0 PowerShift, por R$ 75 990 e o topo-de-linha Titanium Plus 2.0 PowerShift, que custa R$ 87 990. O Sedan, que só é equipado com motor 2.0 e câmbio Powershift (não haverá opção manual), terá quatro versões: S 2.0 PowerShift (R$ 69 990), SE 2.0 PowerShift (R$ 74 990), SE Plus 2.0 PowerShift (R$ 77 990) e Titanium Plus 2.0 PowerShift, que custa R$ 89 990, valor próximo à estimativa feita pelo Auto REALIDADE no Focus Pop-Up Gallery e apenas R$ 3 mil abaixo do Fusion 2.5. As cores Prata Geada e Prata Atenas custam R$ 1000, enquanto as tonalidades Azul Mônaco, Cinza Novara, Cinza Ubatuba e Preto Gales somam R$ 1285.


Fotos | Divulgação, Rafael Susae (2), (5), (6) e Júlio Max

Comerciais - VW Golf VII (The Very Best)









quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Exageros abomináveis [Alta Roda]


Embora a atividade de lobby não seja regulamentada no Brasil, nada impede empresas se juntarem e, legitimamente e às claras, trabalhar por suas propostas. Exemplo recente é a campanha Aprove Diesel, em vínculo muito próximo à SAE Brasil, organização de engenheiros da mobilidade. A entidade congênere, AEA, manteve-se neutra nesse assunto.

De fato, o Brasil é o único país em que uso do diesel em veículos leves não está autorizado por razões, no passado, de origem econômica. Aprove Diesel quer mudar essa situação e apresenta argumentos técnicos e ambientais no mínimo discutíveis. Primeiro ao afirmar que motores diesel modernos são muito superiores em termos de consumo de combustível. Este cenário já virou e os números apresentados estão distorcidos. Os de ciclo Otto (gasolina, etanol e flex) tiveram um salto tecnológico e continuarão a evoluir rapidamente.

Ao se comparar motores europeus modernos, de mesma potência, a diferença de consumo em relação à gasolina caiu de 25% para 12%. Há projeções para menos de 10%. Como um motor a diesel custa até 50% mais, em breve estará inviabilizado na Europa para automóveis menores e baratos. Combustíveis europeus são muitos caros e isso ajudou na quilometragem mínima anual para amortizar a diferença de custo do veículo (quanto maior e menos accessível, melhor).

Quem acompanha lançamentos constata que novas gerações de motores são quase todas a gasolina, mais baratos de produzir. Fabricantes europeus despejaram muito dinheiro para “limpar” a sujeira do diesel com ajuda de muletas técnicas e, claro, querem convencer o resto de mundo a entrar nessa aventura.

No Japão e China, diesel é liberado para automóveis, mas sua participação, meramente simbólica. Na vizinha Argentina, menos de 3%. Nos EUA, só motores a gasolina estão no programa oficial de metas de redução de consumo, o que não deixa de ser uma “discriminação”, segundo o lobby de marcas europeias. 

Diesel é insubstituível em caminhões, razoável para utilitários e SUVs pesados, mas do petróleo vem também gasolina adequada aos veículos leves.

Onde entra o Brasil nessa história? O vilão ambiental do momento é o gás carbônico (CO2) e a única forma de combatê-lo é diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Pessoal do Aprove Diesel esqueceu-se de dizer que as emissões desse gás poderão aumentar aqui e não diminuir. Etanol de cana-de-açúcar é praticamente neutro em CO2, no ciclo de produção/consumo. Então, automóveis que usam gasolina, com 25% de etanol, quase se equivalem aos a diesel em termos de CO2. E se utilizarem apenas etanol nem dá para comparar, mesmo com nosso atual atraso tecnológico.

Empresas que mostram posição antiCO2 na Europa, aqui mudam o discurso. Para dourar a pílula, acenam com a possibilidade de o País produzir biodiesel e diesel de cana. Essas alternativas, porém, são inviáveis economicamente, se sabe não é de hoje. Mesmo o etanol mal consegue competir com a gasolina subsidiada.

Exageros nos argumentos sempre são abomináveis. Há pouco tempo os engajados diziam que o Brasil estava em desacordo com a Declaração Universal de Direitos Humanos, da ONU, ao proibir o acesso dos cidadãos aos avanços do motor diesel. Pode?

[A opinião do colunista não reflete a opinião do Auto REALIDADE sobre o tema]


RODA VIVA


EMBORA a Renault ainda esconda, há planos ambiciosos para o SUV compacto Captur além da importação, no início de 2014. Derivado da arquitetura do atual Clio francês, a empresa estuda nacionalizar o modelo, com simplificações, e lançá-lo aqui como a próxima geração do Duster, em 2016. Afinal, a competição será cada vez maior nesse segmento.

ALINHADA ao cenário menos otimista para o mercado de veículos este ano, Abeiva (de importadores sem fábricas no País) rebaixou as previsões de vendas. Antes, projetava 120.000 unidades entre seus mais de 30 associados. Agora, com resultados até agosto computados, imagina algo em torno de 117.000 unidades, em 2013, independentemente da variação cambial.

CAIU o queixo da bancada do diesel, na Europa, após resultado obtido por um Focus com motor de 1 litro EcoBoost a gasolina. O carro completou uma viagem em estrada abertas, na Escandinávia, de pouco mais de 1.600 km, com um tanque de 55 litros. Obteve assim, 30,3 km/l, a uma velocidade média de 66,6 km/h, compatível com o tráfego normal.

BUSCA de menor peso nos veículos e economizar combustível chegou também aos vidros. Recurso é comum no automobilismo, pelo uso de acrílico, para ganhar em desempenho. Saint-Gobain Sekurit anuncia o primeiro para-brisa com vidro de menor espessura, mais leve e mesma resistência. Novo produto se enquadra no programa de eficiência energética Inovar-Auto.

MAIS um avanço técnico, visando menor consumo, foi revelado pela Garrett, fabricante de turbocompressores da Honeywell. Chegará aqui em 2016. Seu funcionamento equivale a de um turbo de geometria variável, com eficiência em qualquer regime de rotação. Esse recurso, até agora, era tão caro que só se aplicava no Porsche 911 Turbo. As coisas mudam...

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


Equus Bass770, o novo esportivo americano


Com jeitão de Ford Mustang (Fastback, dos anos 1960) modernizado e exclusividade, o Equus Bass770 agora começa a ser comercializado nos Estados Unidos. A nova montadora revelou imagens externas do carro em 2012, e agora ocorre a apresentação oficial, inclusive com um clipe de 5 minutos, com cenas de ação ao melhor estilo Bullitt.

A mecânica vem do Chevrolet Corvette ZR1: o motor é o 6.2 LS9 V8 Supercharged de 640 hp e 83,6 kgfm de torque a 3800 rpm. Seu câmbio manual de dupla embreagem possui seis marchas. A carroceria é composta por alumínio e fibra de carbono, resultando em 1650 quilos. Seu desempenho é equivalente ao de Camaro ZL1 e Mustang Shelby GT 500: aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e velocidade máxima de 320 km/h.


Apesar do design retrô, o Bass770 traz dispositivos de segurança dos carros atuais, como airbags dianteiros e side-bags, freios ABS, controle de tração, Magnetic Selective Ride Control, entre outros. Há diversas opções de cores: Blue Navy, Grey Storm, Silver, White, Black, Red, Blue, White Cream, Green e Burgundy (algo como roxo). Os interessados no Equus Bass770 terão que desembolsar muito dinheiro, mais precisamente entre US$ 250 000 e US$ 290 000 (de acordo com a personalização), que nos EUA compram uma Ferrari 458 Italia Coupé ou um McLaren MP4-12C. É o preço da exclusividade...



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