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Dodge La Femme, pioneiro pensado para as mulheres


Se nos dias atuais praticamente todo carro é "unissex", na década de 1950 a Dodge pensou em oferecer um pacote de equipamentos para o modelo Custom Royal, criando o primeiro modelo específico para mulheres (que, afinal, eram cada vez mais interessadas em automóveis e decidiam a cor de sua carroceria): o La Femme, lançado em 1955, após a boa recepção do Chrysler La Comtesse, carro-conceito apresentado no ano anterior.


Com pintura "saia-e-blusa" nas cores Sapphire White (branco) e Heather Rose (rosa) no modelo 1955, o La Femme tinha estilo moderno para a época e dimensões avantajadas: 5,385 metros de comprimento e 3,05 metros de distância entre-eixos.


Havia uma bolsa com acessórios localizada atrás do banco do passageiro da frente, que incluía pó compactado para o rosto, espelho, batom, acendedor e caixa para cigarros (é, fumar era elegante nos Anos Dourados), e ainda compartimento atrás do banco do motorista com agasalho, chapéu e guarda-chuva (combinando com as cores aplicadas ao modelo)... O painel também recebia a cor rosa. Já seu motor 4.4 V8 FirePower rendia nada menos que 235 horsepower, porém a suspensão ajustada para transmitir conforto não inspirava condução esportiva. Já naquela época, o La Femme trazia direção hidráulica (com dois tons de rosa) e câmbio automático Powerflite, com apenas duas marchas.

Para 1956, o esquema de cores foi substituído: Misty Orchid e Regal Orchid. Houve também leves atualizações na carroceria, a bolsa foi eliminada e detalhes de acabamento se tornaram mais simples. Mas, a despeito do anunciado pelo departamento de marketing da Dodge ("sucesso estrondoso"), o La Femme deixou de ser oferecido naquele ano, com o baixo interesse do público pelo Dodge. A falta de divulgação e mesmo a inexistência de unidades do modelo nas concessionárias sepultaram de vez o La Femme. Nem ao menos se sabe quantas unidades foram produzidas, pois tecnicamente era um pacote opcional e não um modelo de série, mas calcula-se que entre 1955 e 1956 existiram 2500 unidades - muito pouco, perto das 110 972 unidades fabricadas do Dodge Coronet apenas em 1955.


No Brasil, foram poucos os modelos declaradamente direcionados para o público feminino - ainda assim, não tão sexistas em relação a cores e acessórios. No início de 1984, a Fiat lançou o Oggi Pierre Balmain, com duas malas no porta-malas, para-choques e frisos na cor marrom e emblemas identificando a versão. Em 2002 chegou o Renault Clio Sedan "O Boticário", ofertado com motor 1.0 e mais equipamentos (espelho no para-sol do motorista, revestimento de veludo especial e maçanetas internas em tom que imitava alumínio, além de airbag duplo, ar-condicionado e direção hidráulica). Esta série deu certo, conquistando pelo bom custo-benefício, e foi reeditada em 2003, já com o novo visual, também com o motor 1.6. Este ano, a Renault apresentou a série especial Tweed do Sandero Stepway, que traz cores e revestimentos inspirados na moda xadrez, aliado ao pacote completo de itens de série e ao estilo aventureiro, que faz sucesso entre as consumidoras.


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