Destaques do Auto REALIDADE

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Falta de preparo [Alta Roda]


Você vai ouvir muito sobre chamadas emergenciais automáticas (eCall, em inglês) a partir de carros acidentados. A iniciativa vem da Ford que lançará o serviço – sem custo de utilização – no novo Ka, em setembro. Na realidade, eCall já é oferecido no Brasil pela Volvo, porém nesse caso pago por incluir mais opções e dispor de plantão 24/7. A Ford pretende estender o recurso para toda sua linha, a partir de 2015.

Hoje, no Brasil, há 41 milhões de telefones inteligentes (pouco além da frota real de veículos capaz de circular). Apesar de se agregar, como opcional, ao modelo mais barato da marca, na versão de entrada SE (R$ 35.395), o equipamento Sync de comandos de voz e pareável ao celular aparece de série na versão SE Plus por R$ 2.000 integrando a central multimídia com tela tátil. Isso permite o conceito correto de “olhos na estrada, mãos no volante”, sem sujeitar o motorista a multa de trânsito.

A ligação automática ao 192, do Samu, depende da deflagração do airbag ou de desligamento da bomba de combustível que ocorre em fortes colisões traseiras, laterais, tombamento ou capotagem. Há três situações de grande utilidade: ocupantes inconscientes ou imobilizados, mensagem padronizada repetida duas vezes e fornecimento ao atendente das coordenadas de localização do veículo. No caso de o carro sair da pista e se chocar com obstáculo, à noite em especial, pode não haver testemunhas do acidente e aí o eCall é ainda mais útil.

Óbvio que outros fatores intervêm no processo, a começar pela infraestrutura de telecomunicações, embora uma chamada de emergência ocorra por qualquer rede disponível, independentemente da utilizada pelo dono do telefone. A celeridade do socorro também precisa de eficiência. Essas pré-condições estão postas, dentro da realidade do País.

Há ainda um passo adicional: inclusão do chip telefônico no próprio sistema multimídia interativo. Certamente a Ford e outros fabricantes que não quiserem ficar para trás nessa corrida de prestação de serviços poderão oferecer essa opção. Entre outras vantagens, como melhoria de captação de sinal de celular, garante a eCall no caso de o telefone ter sido danificado em um acidente grave, o que de fato pode ocorrer, ou simplesmente sua bateria descarregar.

Essa iniciativa já existe em outros países, como o OnStar (serviço pago) da GM, nos EUA. A Ford também o introduziu na Índia, porém em modelos mais caros. A Europa, no entanto, procura tornar o serviço obrigatório desde 2004. Os problemas lá são parecidos aos daqui porque, embora bem menos graves, existem zonas de “sombra” de sinal celular em áreas remotas, a eficiência do socorro varia entre diversos países e ainda há a barreira de diferentes idiomas.

Em razão do sistema europeu ainda precisar de ajustes, além de investimentos públicos e privados, sofreu vários adiamentos. Agora há um novo prazo: outubro de 2017. Lá existe a consciência de valorizar a vida e do rápido socorro aos acidentados.

Os três níveis de governo no Brasil deveriam estar preocupados com este assunto em razão do aumento da frota, dos acidentes e da fraca cobertura celular. Por enquanto, se colocam a reboque dos fabricantes de veículos. Será que o Samu estará mesmo preparado para a previsível expansão das eCalls no Brasil e, mais do que isso, os hospitais?

RODA VIVA



FENABRAVE, a pedido deste colunista, quantificou a queda dos modelos de entrada (faixa abaixo de R$ 30.000, a preços de hoje) na participação de vendas de automóveis. Em 2003 representavam 50,8%; em 2013, apenas 28,6%. Reflexos de maior poder aquisitivo, diminuição real de preços e evolução natural do consumidor.


OUTRO fenômeno mais recente: escalada de picapes compactas, puxada em maior parte pela Strada. Chegou à décima colocação dos mais vendidos, numa primeira etapa. E a cabine dupla de três portas, em apenas seis meses, representa 50% das vendas totais do modelo. Com esse desempenho pode garantir, em 2013, posição firme entre os cinco primeiros.


IGUAL sorte não bafeja o Linea. Sofre forte concorrência interna do Grand Siena (até no porta-malas), embora passe sensações melhores quanto à atmosfera a bordo, qualidade de materiais e, principalmente, isolamento acústico. Motor de 1,8 L é adequado, mas espaço igual ao do Punto nos bancos dianteiros atrapalha bastante. Não tem como enfrentar os reais médios-compactos.

CORREÇÕES: produção acumulada do utilitário Troller, desde o início em 1995, alcançou cerca de 15.000 unidades. Os incentivos federais da Ford para Camaçari (BA) e Horizonte (CE) continuarão até 2020. Parte dos incentivos estaduais, porém, se encerra em 2015.

GOVERNO FEDERAL adiou por dois anos os rastreadores em veículos à venda no Brasil não apenas por dificuldades técnicas. Há duas ações na Justiça questionando quanto ao direito de privacidade. Por outro lado, cerca de 200 empresas oferecem o serviço. Quem se interessar estará servido. Não tem sentido impor esse acessório.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).




quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ford EcoSport linha 2015: poucas novidades


A Ford lança a linha 2015 do EcoSport, com novas cores e a disponibilidade do câmbio PowerShift de seis marchas para as versões SE, FreeStyle e Titanium (apenas o 4WD não conta com esta transmissão). A FreeStyle 2.0 Powershift (até então disponibilizada somente com câmbio manual) se intermédia entre as opções 2.0 SE e 2.0 Titanium, com preço de R$ 73 990. Seu motor Duratec 16v rende 141 cavalos com gasolina e 147 cv com etanol. 

Em relação à versão SE, o FreeStyle traz a mais: rodas de liga leve aro 16'', bagageiro de teto com barras transversais, grade dianteira e retrovisores na cor cinza London Grey, computador de bordo, alarme volumétrico, sensor de ré, vidros elétricos dianteiros e traseiros com fechamento um-toque, ajuste lombar do banco do motorista, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, tomada 12 V e som com quatro alto-falantes dianteiros e dois tweeters.



A versão SE, de entrada, vem com direção elétrica, ar-condicionado, porta-luvas refrigerado, controles eletrônico de estabilidade e tração (AdvanceTrac), piloto automático, faróis de neblina e sistema de conectividade SYNC com rádio, CD Player, Bluetooth, entradas USB e auxiliar, comandos de voz para áudio e celular e tela monocromática de 3,5 polegadas.

A nova linha EcoSport traz três novas cores – a sólida branco Vanilla (acima), a metálica prata Dublin (abaixo) e a perolizada vermelho Merlot (foto de abertura) – há ainda as tonalidades sólidas branco Ártico, preto Ebony e vermelho Arpoador e as metálicas laranja Savana e prata Riviera.



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Chevrolet Montana 2015 traz de série direção hidráulica


Intocada visualmente desde o lançamento, em 2010, a Chevrolet Montana recebe (poucas) novidades na linha 2015. O destaque é a inclusão da direção hidráulica como equipamento de série desde a versão de entrada (LS), que também vem de fábrica com banco do motorista e cinto de segurança com regulagem de altura, para-choques na cor da carroceria, alerta sonoro de faróis acesos, protetor de caçamba, airbag duplo e freios ABS com EBD (assistente de frenagem de emergência). Como opcionais, ar-condicionado e vidros, travas e retrovisores externos elétricos.

Outra novidade da linha 2015 é a cor Carbon Flash (preta metálica), que estará disponível nas lojas a partir de setembro. As outras opções são: Branco Summit e Vermelho Pepper (sólidas), Cinza Astec e Prata Switchblade (metálicas).

Como acessório, passa a estar disponível o suporte de bicicleta, que a fixa na caçamba em pé, de modo que o quadro não encoste em nenhuma superfície. Outros acessórios disponíveis são: sensor de estacionamento, santoantônio e capota marítima.

As versões LS e Sport compartilham o motor 1.4 Econo.Flex, de 102 cavalos e 13,5 kgfm de torque (com etanol) e o câmbio manual F1X. A capacidade de carga é de 768 quilos. A Montana 2015 parte de R$ 36 296.

sábado, 26 de julho de 2014

A análise de Need For Speed, o filme


Nos 20 anos do jogo The Need For Speed, que desencadeou uma das séries mais bem-sucedidas dos videogames automotivos, o filme (anunciado ainda em julho de 2012) estreou nas telonas mundiais.

O Auto REALIDADE realiza agora uma análise mais detalhada, já que o período em que ficou em cartaz nos cinemas foi bem curto em comparação a outros títulos. Need For Speed estará disponível em agosto, em DVD e Blu-Ray; aguarda-se sua transmissão no canal Telecine em breve.


Desenvolvido em conjunto com a DreamWorks, a Reliance Entertainment e a Touchstone Pictures, Need For Speed inicia retratando a história da Marshall Motors, em Mount Kisco (Nova York, EUA). A preparadora é "herdada" do pai, falecido há pouco tempo, pelo protagonista Tobey Marshall (Aaron Paul). Ele recebe a ajuda dos amigos Benny "Maverick" (Scott Mescudi, o Kid Cudi), que pilota aviões e helicópteros, informando os rachadores sobre tráfego intenso ou polícia ao redor; Joe (Ramón Rodriguez), que frequentemente está ao volante da Ford Super Duty, que possui até bomba de combustível integrada; Finn (Rami Malek), que frequentemente presta ajudas ao grupo, e Pete, jovem rapaz que teve uma visão: Tobey venceria a De Leon, tradicional corrida organizada pelo DJ Monarch (Michael Keaton). O enredo confunde bastante no início, mas com o desenrolar da história cada personagem possui uma atuação definida.


Em um drive-in lotado de modelos especiais para qualquer amante de automóveis, Dino Brewster (Dominic Cooper) chega num Mercedes-Benz SLR McLaren prata em companhia da noiva Anita (Dakota Johnson, ao lado), ex-namorada de Tobey (com quem teve uma breve conversa) e irmã de Pete.


A primeira corrida envolve modelos clássicos: o Camaro 1968 pilotado por Pete, o Ford Torino 1969 de Tobey e oponentes nos outros carros (BMW 2800 CS, Porsche 944 S2 e Pontiac GTO). Estes carros felizmente foram poupados de acidentes, mas ao final apenas o GTO, o Camaro e o Torino estão no páreo. Algumas cenas mostram o ponto de vista dos pilotos, recurso introduzido no jogo Need For Speed Shift (ao lado, a sequência Unleashed).


Com a vitória de Tobey (por uma vantagem bem pequena, diga-se), Dino chega à garagem com a proposta da oficina customizar um Mustang retrabalhado por Caroll Shelby. Caso vença a De Leon, a equipe recebe 25% do valor de venda do carro (algo insignificante em se tratando de um Mustang comum nos EUA, mas muito considerando que o carro seria vendido por US$ 2 milhões). Com a oficina cheia de dívidas do banco, contraídas ainda por seu pai, Tobey aceita a proposta, ainda que todos os outros fossem contra.

Durante a chegada do carro à preparadora, nota-se um dos poucos momentos em que o filme presta homenagem ao jogo: Maverick e Pete se divertem jogando Need For Speed ProStreet.




Durante a apresentação do Mustang Shelby (que está disponível no Need For Speed Rivals), a bela Julia (Imogen Poots, acima) se faz de desentendida para conhecer mais detalhes do esportivo, que seu marido considera comprar. Ao abrir o capô, ela começa a recitar as informações do motor ("5.8 litros, bloco de alumínio, SVT Supercharger e cabeçotes de competição") (!). Mas Dino quer US$ 3 milhões pelo carro (Julia aceita pagar "apenas" US$ 2 000 000), e para isso o Ford precisa atingir 370 km/h. Todos, menos Tobey, parecem não por fé na meta.


Nos testes, o Mustang até ultrapassa a velocidade máxima estabelecida (234 mph, ou 376,5 quilômetros por hora - repare que ele possui um head-up display muito bem-elaborado, contando com imagens dos retrovisores, substituidos por câmeras, e quadro de instrumentos com diversas informações), e a compra é efetivada por US$ 2,7 milhões (à esquerda, Julia e seu esposo). No dia seguinte, Dino oferece a Pete e Tobey o comando de unidades "ilegais" do Koenigsegg Agera, dos quais apenas um é real (o de cor cinza): os outros dois são kit-cars. A corrida era uma nova aposta: caso Tobey vencesse, levaria 75% do valor do Mustang; se perdesse, abria mão dos 25% que conseguiu. Durante a pilotagem, até o Agera cinza é substituído por uma réplica, já que as cenas envolviam pilotagem perigosa, em meio a carros na contra-mão.

Tobey está no Agera cinza; Pete, no branco; Dino, no vermelho. Note que a roda traseira dos kit-cars trava na frenagem, e veja a diferença entre o Koenigsegg real e sua réplica.



(Alerta de spoilers!)
Porém, durante o "test-drive" em alta velocidade entre os três Agera, Dino acerta o carro pilotado por Pete, que levanta voo e capota diversas vezes, em chamas. Tobey dá meia-volta enquanto Dino foge do local e se desespera ao ver o jovem amigo morto, dentro do Koenigsegg ainda em chamas.





Tobey é condenado a dois anos de prisão, sem provas que incriminem Dino (que chegou a comparecer ao velório de Pete) e faz uma tatuagem no pulso esquerdo em homenagem ao amigo falecido. O mais estranho: "testemunhas" disseram só ter visto dois carros no local do acidente (de fato, já que Dino fugiu), mas como os dezenas de motoristas que foram ultrapassados e quase envolvidos em acidentes (que viram os três carros juntos) não foram ouvidos? De volta à liberdade, é recebido por Maverick e Julia, que o confia a direção do Mustang durante a jornada até San Francisco, rumo à De Leon.



Com 48 horas até o início da De Leon, Tobey realiza diversas "façanhas" com o Mustang, chamando a atenção da polícia e até de Finn, que àquela altura havia abandonado a oficina em favor de um trabalho em escritório. O Mustang derrapa, se arrisca na contra-mão e até faz um voo apelidado de "gafanhoto" para despistas os "tiras" (aqui vale ressaltar que as rodas e pneus do Mustang são outros durante a cena de ação).




Convencida, Julia passa a valorizar mais a companhia de Tobey e até se oferece a abrir o tanque de combustível no reabastecimento em movimento. À noite, a tranquilidade acaba, com um xerife atento. Ele avista o Mustang procurado pela polícia e "a mulher de meia-idade e cabelos loiros" da descrição policial; Julia derruba o que pode para sair do encalço do policial, pula nos braços de Tobey por uma janela (após relutar muito) e foge, enquanto o policial, na perseguição, teve o eixo traseiro do Ford Crown Victoria arrancado, por culpa de uma corrente laçada pelo próprio Tobey.



É ela quem dirige, após o cansaço de Tobey, que havia pilotado o dia inteiro. À luz do dia, uma emboscada é preparada, envolvendo três carros: uma Chevrolet Silverado Trophy Truck, um Ford Bronco customizado e um Hummer H2 SUT, com grandes rodas, no estilo DUB. Julia, mencionando o "complexo de inferioridade" (apontando o dedo mindinho em seguida) do motorista do H2, puxa  o volante forçando um desvio do Hummer, que bate e descreve um voo espetacular (à esquerda). Da Silverado, tiros acertam a lanterna direita e o vidro traseiro do Mustang. Com o "bloqueio" da estrada de asfalto por dois caminhões, a perseguição ocorre na estrada de terra; Maverick surge em um helicóptero Apache "cedido" por um militar, e libera os cordões para içar o Mustang (com pneus de perfil baixo...) em meio ao abismo. O carro é levado para uma área próxima, onde aguardavam Joe e Finn na picape Ford, enquanto Benny Maverick é preso.






Com o Mustang ainda bem sujo e avariado, Tobey e Julia vão ao hotel - um desentendimento com Dino quase põe tudo a perder, mas no dia seguinte, tudo se resolveria na pista. O rival iria de Lamborghini Sesto Elemento - citou que apenas três foram produzidos, quando na vida real foram 20... De repente, spoiler: o Mustang é violentamente atingido por um caminhão Peterbilt, com um capanga de Dino ao volante. O impacto deflagra o airbag do lado direito e faz o carro capotar várias vezes. Ambos tiveram ferimentos e logo foram resgatados por Joe e Finn; Julia quebra o braço e Finn a acompanha no hospital.



Tobey não tem mais carro para disputar a De Leon, mas uma conversa com Anita - àquela altura já separada de Dino, por conta da verdade sobre a morte de Pete vir à tona - o faz ter acesso à senha da garagem de seu rival, onde encontra o Agera vermelho (que, inclusive, ainda tinha marcas do acidente fatal na parte direita do para-choque, registrada em fotos as quais Anita pôde ver no computador de Dino).


Já bem mais envolvido com Julia, ocorre um beijão entre os dois [ ( ͡° ͜ʖ ͡°) ]. No dia seguinte, cinco oponentes aguardam a largada na De Leon: na primeira fileira, um Bugatti Veyron Super Sport (preto/laranja - English Paul como piloto) e um Lamborghini Sesto Elemento, o carro usado por Dino; na segunda fileira, um Saleen S7 prata de Gooch e um McLaren P1 laranja de Texas Mike; por último, um pouco conhecido GTA Spano amarelo de Johnny V e, em cima da hora, o Agera pilotado por Tobey, que ainda joga a aliança de Anita para Dino pela janela [detalhe: no Sesto Elemento de verdade há apenas uma abertura corrediça, ao invés do vidro elétrico da réplica]. Julia acompanha a corrida por um notebook no hospital; Maverick, mesmo na cela, assiste via tablet. Detalhe: o vencedor da corrida leva todos os carros.



(Aqui, são muitos spoilers!)

A corrida lembra muito o cenário dos Need For Speed Hot Pursuit (o primeiro saiu em 1998; o segundo em 2002, e o terceiro, em 2010): cenários muito belos, quase sem tráfego, e com a "participação" da polícia. Durante a disputa, sabe-se lá como, o Saleen colide com um Chevrolet Tahoe de polícia, que capota várias vezes. Um Charger policial, que andava lento e repentinamente ficou rápido, ainda bate forte no S7, arrancando-lhe uma das rodas.


Em outra cena de muita ação e pouca verossimilidade, num trecho da estrada um ônibus escolar ocupava uma faixa, e um caminhão-reboque, quase toda a outra. Para evitar uma colisão em alta velocidade com o ônibus onde viajavam dezenas de crianças, o policial do Charger bateu forte no reboque, que transportava um Ford Aerostar, causando uma explosão. Para azar do motorista do GTA Spano, o Dodge voou ao seu encontro.



Outro policial teve a ideia de colocar um cacetete no acelerador quando os corredores se aproximavam (!). Quem se deu mal desta vez foi o piloto do Bugatti Veyron, que liderava a prova e foi atingido na lateral. Mais uma falha: em um take, as rodas laranjas do Veyron "viram" pretas.



Com o acidente acima, Tobey Marshall assume a primeira posição - e o cerco policial se intensificou, com ao menos seis viaturas e o helicóptero no encalço dos corredores. Com o piloto do P1 passando à frente de Dino, em uma curva jogou seu Sesto Elemento na traseira do McLaren, fazendo-o capotar.



Dino tinha tudo para repetir a manobra que vitimou Pete e acabara de tirar de jogo o P1, mas a habilidade de Tobey, freando e fazendo drift em alguns momentos, evitou o contato entre os dois carros. [Algumas vezes, a janela direita do Agera está aberta; em outras, fechada]. Uma moita e a falta de experiência de Dino causaram-lhe um acidente sério com o Sesto Elemento, que capotou várias vezes e o fez pegar fogo. Contradizendo suas palavras da noite anterior, Tobey retornou e tirou o rival do cockpit, desferindo-lhe um violento soco antes da chegada dos policiais.


Apesar de ser o vencedor da De Leon por walk-over, Tobey sucumbiu à força dos policiais e foi preso por participação em corrida ilegal, assim como Dino. 178 dias depois, Tobey sai da penitenciária, enquanto o rival respondeu pelo assassinato de Pete. Pelo menos em uma coisa o filme foi realista: o tempo passou e veio também a nova geração do Mustang, que chega agora aos Estados Unidos (uma clara ação comercial). No comando, Julia; na central multimídia, Joe e Finn falam que a pena de Maverick está perto do fim, com o bom comportamento e as aulas de dança promovidas pelo detento...





Sim, Need For Speed abusa de "clichês" dos filmes de ação e decepciona um pouco pela falta de atenção aos detalhes, em especial às réplicas dos carros, com alguns erros de proporção e acabamento, e aos veículos que contracenam (para ficar em um exemplo, uma mesma Explorer Sport Trac preta aparece em ao menos três cenas do filme), mas o enredo convence. Além disso, houve um esforço grande de contenção dos efeitos de computador: praticamente todas as colisões ocorreram de verdade.

O filme teve arrecadação mais de três vezes superior ao orçamento de US$ 66 milhões, e voltou as atenções à franquia de jogos (justamente no ano em que nenhum novo título de Need For Speed será apresentado), além de faturar com o licenciamento de miniaturas de carros do filme, já comercializadas pela Hot Wheels e pela Maisto (à direita).

Esperamos que Need For Speed renda um segundo título nas telonas, mas que seja mais realista, apresente uma história mais coerente (se possível com ligação com este primeiro filme) e, claro, preserve as cenas de adrenalina com os carrões que nós, entusiastas dos automóveis, adoramos...

Nota Final_ 8,0

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