Destaques do Auto REALIDADE

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Escaramuças não ajudam [Alta Roda]


Um manto de incertezas cobre o setor de etanol no Brasil depois do resultado da eleição presidencial. O problema maior é que o próprio partido no poder tem posições ambíguas ou mesmo opostas. No governo Lula houve certo deslumbramento e no de Dilma quase uma condenação ao esquecimento. Em meio a isso, a descoberta de petróleo em grande quantidade em águas profundas e bem longe da costa. Parecia o tiro de misericórdia sobre o combustível alternativo, renovável e incomparavelmente neutro em termos de emissão de gás carbônico (CO2), quando se considera o ciclo fechado da produção ao consumo.

O fato é que etanol hidratado (uso direto) e anidro (em mistura com gasolina) já chegaram a responder juntos por mais de metade do consumo de combustível em motores de ciclo Otto no Brasil. Hoje, apenas 33%. Na esteira dessa queda cerca de 70 das 440 usinas do País encerraram atividades e 100.000 empregos diretos se perderam (em parte devido à mecanização da colheita de cana). Para quem se preocupa com problemas sociais está aí um deles.

Há soluções para esse impasse, mas é preciso saber se serão mesmo buscadas. Os motoristas já deram o recado: podem reconhecer vantagens ambientais, empregos e melhor desempenho. Admitem até abastecer mais vezes pela menor autonomia com etanol. Mas não estão dispostos a pagar mais por quilômetro rodado. Saída óbvia seria uma estratégia confiável e duradoura sobre o que o País quer em termos de abastecimento de sua frota. Sem essa sinalização, nada feito.

Obviamente de pouco adianta aumentar de 25% para 27,5% o teor de etanol na gasolina (Argentina puxará essa proporção de 8% para 10% até o fim do ano). Os testes da nova mistura deveriam ter se encerrado este mês, mas ficou para “depois das eleições”. Já se sabe que se trata de mera jogada política e será confirmada. Previsibilidade sobre o preço da gasolina depende do fim do intervencionismo apelativo. Alguém do governo reconhecerá que errou?

O que ajudaria bastante seria o fim das escaramuças entre produtores de combustíveis e fabricantes de veículos. Os primeiros, talvez no desespero, partiram para esses 27,5% de etanol anidro e, aparentemente, convenceram o governo a estimular que o consumo relativo entre etanol hidratado e gasolina, nos motores flex, melhore de 70% para no mínimo 75% (autonomia 7% maior com o combustível verde).

A segunda proposta depende de incentivos fiscais, previstos em lei, para compensar o aumento de custos. Mas na recente conferência Datagro, do setor de cana, nenhum representante ministerial convidado compareceu para explicar esse mecanismo.

Já a indústria automobilística fez muito menos pelos motores flex do que poderia. Engenharia nacional de motores progrediu graças ao etanol, mas nem mesmo substituiu em grande escala o anacrônico sistema de partida a frio com auxílio de gasolina. Só agora, forçada pelo Inovar-Auto, vai melhorar o consumo, mas ainda patina na tal diferença relativa etanol/gasolina.

Por sua parte, produtores de etanol também precisam se esforçar mais – alegam, porém, exaustão financeira – para segunda geração do combustível e pesquisar produção de propanol e butanol que têm poder calorífico maior e garantiria boa vantagem na bomba ao abastecer.

RODA VIVA


HONDA decidiu que o SUV compacto nacional se chamará HR-V, como em outros países (Vezel, no Japão), apesar de já existir aqui caminhão Hyundai HR. Como a Coluna antecipou, produção começa em abril próximo, em Sumaré (SP). Fábrica nova de Itirapina (SP), no final de 2015, centralizará aos poucos todos os produtos de tanque central: Fit, City e depois HR-V.


IMPORTANTE para Peugeot será o ano de 2015. Além do SUV compacto 2008 nacional, a fábrica argentina terá dois lançamentos de peso no próximo ano. O hatch médio-compacto 308, lançado em 2012, passará a ser igual ao modelo francês agora em produção. Já o sedã derivado 408, de 2011, receberá a tradicional atualização de meia geração bem em tempo.

BOM exemplo de motor suave e com boas respostas, apesar do peso (vazio) de quase duas toneladas na versão LTZ, está na picape S10 de cabine dupla. Trata-se de motor de 4 cilindros, 2,5 L flex que, graças à injeção direta, vai a 206 cv (etanol). Câmbio manual de seis marchas ajuda bastante. Outra vantagem: preço mais em conta que a versão diesel.

IMBRÓGLIO dos simuladores de direção se resolveu a favor das autoescolas e não do melhor aprendizado. Como cada um dos 27 Detrans pode agora tomar sua decisão baseada em diferentes critérios, nunca se conseguirá uniformidade para se analisar com isenção os efeitos reais de utilização de um recurso mais moderno na formação de novos motoristas.

ALÉM de tornar os simuladores facultativos, o Contran permitiu que ao usar esse equipamento o treinamento em veículos reais se reduza em 75%, no período noturno e 10%, de dia. Texto da regulamentação é confuso. Um exemplo para aplacar a ira das autoescolas: carga horária subiu para 25 horas/aula, mas 30% podem ser no simulador.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Volkswagen lança cross up! no Salão de SP


Texto - Júlio Max | Fotos - Rafael Susae

Até o Volkswagen up! rende-se ao modismo aventureiro, tanto na Europa quanto no Brasil. O compacto, disponível somente na versão quatro-portas e com o mesmo padrão de equipamentos do high up!, ganha visual mais robusto, com para-choques levemente redesenhados (entrada de ar maior na frente e apliques prateados), novas rodas diamantadas aro 15'' "zurique", molduras de plástico preto nas caixas de roda, faixas laterais, rack de teto e, por dentro, detalhes exclusivos no volante, na soleira das portas dianteiras, revestimento de couro "native" na alavanca de câmbio e no freio de mão, além de bancos com revestimento tear “hydra” cinza com o logotipo gravado nos encostos.

O cross up! estará disponível em dez opções de cores: três sólidas (Branco Cristal, Vermelho Flash e Preto Ninja), seis metálicas (Prata Sirius, Prata Egito, Prata Lunar, Azul Night, Vermelho Ópera e Cinza Quartzo) e a especial Amarelo Saturno. Há cinco cores disponíveis para o "pad" do painel.



De série, o cross up! traz direção elétrica com regulagem de altura, pneus de baixa resistência ao rolamento (185/60 R15), “infotrip” (computador de bordo com 10 funções), conta-giros, indicador de temperatura externa, limpador, lavador e desembaçador do vigia traseiro; banco do motorista com regulagem de altura; espelho no para-sol (do passageiro), faróis e lanterna de neblina, luzes de leitura para motorista e passageiro, chave tipo canivete, alarme com comando remoto, trava elétrica das portas e da tampa do porta-malas, vidros dianteiros elétricos, sensor de estacionamento traseiro, retrovisores com ajuste elétrico e luzes de seta integradas, freios ABS com EBD, airbags dianteiros, cintos de segurança com pré-tensionador e limitador de carga e fixação do tipo ISOFIX/top tether para cadeirinhas infantis.



O cross up! conta com o motor 1.0 EA211 de três cilindros, 75/82 cavalos e 9,7/10,4 kgfm de torque (com gasolina/etanol, respectivamente). Com baixo peso (960 kg com câmbio manual e 959 kg com a transmissão automatizada I-Motion SQ100, opcional), o acelera de 0 a 100 km/h em 13,0/13,2 segundos e alcança 160/161 km/h com câmbio manual e faz de 0 a 100 km/h em 13,6/13,8 e chega a 163/164 km/h com o automatizado (utilizando gasolina/etanol, nesta ordem. O compacto mede 3,63 metros de comprimento (apenas 2,3 cm maior que o up! tradicional), 1,65 m de largura e 1,51 metro de altura.

Seu tanque de combustível tem 50 litros de capacidade, e o porta-malas, 285 litros (ou 976 L com o rebatimento do banco traseiro). Como opcional, o “maps & more” – sistema multimídia e de navegação com tela removível, sensível ao toque, de 5 polegadas –  traz GPS, gráficos de consumo instantâneo, consumo médio, distância percorrida, tempo de percurso, autonomia e velocidade média; visor de rádio/CD player, Bluetooth com viva-voz, visor OPS de estacionamento e visualização de fotos.



Fiat apresenta Bravo 2015, reestilizado


Texto - Júlio Max | Fotos - Rafael Susae

A Fiat decide por apresentar agora a linha 2015 do Bravo, embora suas vendas iniciem posteriormente, nos próximos meses. O hatch médio passou por modificações leves e controversas. Seu para-choque frontal recebe nova grade, com barra cromada e integrado a uma moldura que acomoda a placa da frente. Mais abaixo, o extenso friso cromado é semelhante ao do Linea, e faróis de neblina e grade inferior foram redesenhados.


Na lateral, as mudanças se resumem a rodas e adesivos. E na traseira, as lanternas ganharam novo desenho interno, o para-choque redesenhado e o logotipo "Bravo" acima do escudo da Fiat são as (poucas) novidades.



A versão de entrada, Essence 1.8, passa a contar de série com novo sistema multimídia, com tela de LCD touchscreen, além de comandos de mídia e telefone no volante revestido em couro. Como opcionais de complemento ao sistema, estão disponíveis câmera de ré integrada e GPS.



O Bravo 2015 estará disponível nas versões Essence, Sporting (ambas com motor 1.8 16v), T-Jet 1.4 16v e na série especial Blackmotion, com 1.8 16v, que assume o lugar do Bravo Wolverine. Para os modelos 1.8, há opção de câmbio manual ou automatizado Dualogic Plus, enquanto o esportivo T-Jet traz câmbio manual de seis marchas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Peugeot 2008 é apresentado no Salão de SP


Texto - Júlio Max | Fotos - Rafael Susae

A Peugeot enfim apresenta o crossover 2008 ao mercado brasileiro, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, com comercialização prevista para o primeiro semestre do próximo ano. Trata-se do primeiro modelo da marca francesa a contar com o motor 1.6 THP Flex, que passa a gerar potência de 173 cavalos com etanol, ante 165 cv com gasolina. Este motor também passa a equipar o Citroën C4 Lounge ainda em 2014. 


O 2008 se destaca pelo design com riqueza de detalhes e formas que lembram o irmão de plataforma, o 208. Por dentro, o volante de dimensões reduzidas, o painel de instrumentos elevado e a central multimídia com tela sensível ao toque também remetem ao hatchback; já sua porção aventureira é evidenciada pela maior altura livre do solo e pelos pneus de uso misto.



A Peugeot também mostra um mocape do 2008 HYbrid Air, que demonstra a união entre um motor a gasolina e um sistema hidráulico acionado por ar comprimido. É possível optar por três modos de condução: “Air”, ativo até 70 km/h (apenas a energia contida no ar comprimido locomove o carro), “Gasolina” (entra em ação o motor de três cilindros 1.2 VTi) e “Combinado”, quando o mecanismo com ar comprimido contribui como boost em acelerações e retomadas. Assim, o consumo de combustível é de, em média, 34 km/l. Outra vantagem é não demandar baterias de íon-lítio ou outros materiais, preservando o espaço interno dos ocupantes e contribuindo para diminuir a emissão de poluentes.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fiat FCC4: um conceito diferente de picape


A Fiat mostra um carro-conceito radical, que dá continuidade à sequência de protótipos iniciada com o FCC de 2006 e continuada com o FCC2 Bugster (2008) e o FCC3 Mio (2010). Desta vez, a proposta é avaliar a receptividade a FCC4, uma picape média fora dos padrões, desenvolvida pelo Fiat Design Center Latam e com a proposta de conciliar amplo espaço interno, altura do solo elevada e luxos de sedan.


Ao vivo, a FCC4 é baixa em relação à picapes como S10 e Hilux (1,60 m de altura), mas, com 5 metros de comprimento e 1,94 m de largura (sem espelhos), suas dimensões se equivalem às atuais referências da categoria. As janelas são estranhamente reduzidas, e não há caçamba ao ar livre, o que pode desagradar a quem depende deste compartimento.


A Fiat abusou de termos em inglês para descrever o estilo da FCC4: wrap around (união entre formatos das janelas), highlights (vincos da carroceria) e layers (camadas de reflexos). Como no novo Jeep Cherokee, as luzes superiores são Day Running Lights (luzes de condução diurna), e logo abaixo se situam os faróis principais.

A traseira traz vidro fastback e lanternas de LEDs de estilo ousado. A porta traseira é assimétrica; o teto, envidraçado, e os escapes, situados nas extremidades do para-choque traseiro, com aplique central em alumínio.


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