Destaques do Auto REALIDADE

quinta-feira, 30 de julho de 2015

TSI: bem mais que a sigla [Alta Roda]


Desde o final de semana passada, com a chegada do up! TSI, o Brasil tem pela primeira vez um automóvel mais avançado tecnologicamente em termos de motor que o mesmo modelo comercializado na Europa. Em regra, o País vai a reboque de países centrais ou, em alguns poucos casos, até recebe primeiramente um novo modelo com alguns meses de antecedência.


No caso do produto de entrada da Volkswagen, além de reconhecido como primeiro turboflex fabricado no Brasil (os da BMW e PSA Peugeot Citroën são importados), nem na Europa essa motorização – no caso apenas a gasolina – está, por ora, disponível. Na realidade, a própria VW já produziu motor 1-litro turbo (gasolina), a exemplo deste, para Gol e Parati entre 2000 e 2002 focado em desempenho.


Entretanto, o TSI faz o casamento perfeito entre injeção direta e turbocompressor (antes a injeção era indireta) dentro do conceito moderno de aumentar o desempenho e simultaneamente obter menor consumo de combustível. De maneira simplificada, oferece potência 28% maior, 105 cv, e torque 61% superior, 16,8 kgfm (ambos os valores com etanol). Ainda assim, consegue economia de etanol e gasolina de cerca de 6% e se transformou no modelo de menor consumo do País. Aliás, só perde para automóveis híbridos com motores a combustão e elétrico.


O desempenho deste 3-cilindros na prática equivale a de um motor comum aspirado de 1,8 l, só que na estrada supera 20 km/l com gasolina a 120 km/h. Motor a apenas 2.900 rpm garante silêncio a bordo. Diferencial foi alongado em nada menos de 26% para o máximo de economia e ainda assim acelera de 0 a 100 km/h em 9,1 s (etanol). Sua elasticidade impressiona porque o torque máximo se mantém entre 1.500 e 4.500 rpm. O número de vezes que se troca de marchas é bem menor.


A Volkswagen oferece o novo TSI para todas as versões (menos a de entrada, take up!) por R$ 3.100,00 extras, sendo que nas mais caras, incluída a nova speed up!, é de série. Preços vão de R$ 43.490 a 49.900. Para reconhecer o modelo, além do emblema com o “I” vermelho, a tampa do porta-malas é sempre pintada de preto (não reconhecível na cor preta, claro) e o para-choque dianteiro é 4 cm mais pronunciado por abrigar radiador maior.

Quem roda dentro da média nacional de 12.000 km/ano obteria retorno do valor pago a mais em pouco mais de 10 anos. Para se ter ideia, um Renegade diesel, caso existisse versão equivalente mecanicamente à de um motor flex, levaria mais de 20 anos para se pagar com a economia de combustível. Só que o prazer ao dirigir é incomparável: muito mais ágil do que qualquer outro de seu segmento (inclusive de modelos de maior porte e potência), fácil de estacionar (apenas 3,64 m de comprimento) e comportamento em curvas irrepreensível em razão de suspensões um pouco mais firmes.

Conceito de subcompacto não foi, até agora, de todo absorvido pelo motorista brasileiro. Tanto que a GM descartou tal produto no plano adicional de investimentos (ver Roda Viva). VW, Fiat e Chery pensam diferente. Ainda assim o up! alcançou 2,4% do mercado de compactos hatches e sedãs no primeiro semestre do ano e com a versão TSI pode chegar a 3%. Meta-alvo bastante razoável para um hatch moderno.

RODA VIVA


GENERAL MOTORS dobrou a aposta no Brasil ao anunciar aporte adicional de R$ 6,5 bilhões até 2019. Significa 40% do total para China, México e Índia. Família de seis modelos compactos visa apenas a países emergentes. Para a Coluna, serão substituídos em quatro anos Onix, Prisma, Cobalt, Spin e Montana. E um crossover no lugar do Tracker.

INTERESSANTE é a estratégia oposta à da Ford, que alinhou seus produtos aos produzidos em mercados maduros. Carro subcompacto (em torno dos R$ 30.000) estaria fora dos planos, afirma a GM. Investimento inclui motores de três e quatro cilindros novos (inclusive turbos), além de câmbios e expansão de conectividade em toda sua linha.

JEEP apresentará em janeiro próximo no Salão de Detroit o modelo que substituirá o Compass/Patriot. Trata-se do segundo produto todo novo (maior que o Renegade) da marca de utilitários na nova fábrica da FCA em Goiana (PE). Produção e vendas começarão primeiramente no Brasil. Mercado americano, porém, será abastecido pela unidade fabril do México.


JETTA tem qualidades para avançar no disputado mercado de sedãs médios-compactos. Na versão básica (Trendline) e intermediária (Comfortline), esta produzida em parte no Brasil, os retoques de estilo e bom acabamento são pontos positivos. Motor de 2 L/120 cv não anima no uso cotidiano, apesar do ótimo câmbio automático (6-marchas). Já versão de topo Highline, motor turbo de 211 cv, deixa qualquer rival para trás.

DÓLAR ALTO (perto de R$ 3,40 na semana passada) dificulta ainda mais a vida dos importadores. Em quatro anos a participação nas vendas internas despencou de 24% para 15%. Situação só não está pior porque marcas europeias – maioria entre as importadas – se beneficiam, parcialmente, da desvalorização do euro ante a moeda americana.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


Chevrolet divulga mais recursos do OnStar


Com estreia marcada para este segundo semestre no Brasil, o OnStar vai equipar modelos da linha Chevrolet e oferecer serviços como o de Concierge: ao pressionar um botão na parte de baixo do retrovisor, o motorista é conectado à central de atendimento OnStar e pode pedir, enquanto dirige, que o atendente busque informações na internet por ele (!). Assim, fica fácil verificar a previsão do tempo para a semana, a cotação do dólar do dia, ou conferir o placar de uma partida de futebol. A conversa é transmitida para o sistema de som do carro, que traz um canal específico de telecomunicação e que independe de um telefone celular.


O serviço de Concierge do OnStar também pode atuar como um assistente pessoal, ao reservar uma mesa em um restaurante indicado ou agendar horário no salão de beleza de preferência do cliente - sempre mediante disponibilidade - e conhecer informações turísticas ou sobre pontos de interesse. Na iminência de falta de combustível, o motorista pode solicitar que seja enviado ao GPS do carro o destino até o posto mais próximo. Havendo necessidade de auxílio (como para a troca de um pneu furado ou em caso de pane mecânica), o atendente do OnStar direciona a ligação para o Chevrolet Road Service, precisando o local do incidente.


Informações sobre ruas bloqueadas ou vias alagadas também estarão à disposição do motorista. Pelo final dos dígitos da placa, o OnStar identifica que o veículo está em um dia de restrição a sua circulação e emite uma mensagem de alerta automática ao condutor. A central de atendimento do OnStar funcionará 24 horas todos os dia.


Os primeiros modelos Chevrolet equipados com o OnStar no Brasil serão o Cruze Sedan e o Cruze Sport6, na linha 2016. Estarão disponíveis recursos de segurança (recuperação em caso de roubo), emergência (notificação automática de acidente e assistência 24 horas), conectividade (comanda e verifica por meio de aplicativo no smartphone o travamento/destravamento das portas e o acionamento da buzina e do pisca-alerta, entre outros itens) e navegação (envia destinos de forma remota ao sistema multimídia).


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Os detalhes do Honda CR-V LX 2015


A versão de entrada do Honda CR-V reestilizado terá cota de importação para o Brasil limitada a 120 unidades, então encontrar o LX 2015 será tão difícil quanto o HR-V manual (que corresponde a apenas 1% da produção total do utilitário) ou o Civic Si (que vem em pequenos lotes de 100 unidades).

Externamente, o modelo mais em conta (que preenche a lacuna entre o HR-V EXL, ao lado, e o CR-V mais equipado) recebeu as mesmas novidades da versão EXL 4x4: faróis e lanternas com novo desenho interno, grade superior com molduras cromadas, novas rodas aro 17'' (que parecem pequenas para suas caixas de roda), para-choques redesenhados e filete cromado traseiro. A ausência de barras longitudinais de teto e faróis de neblina, além das maçanetas na cor do carro ao invés de serem cromadas, ajudam a identificar o CR-V LX. No geral, manteve seu aspecto sóbrio, característica comum ao seu principal rival, o Toyota RAV4 (que chegou ao País em 2013 e, nos Estados Unidos, recebeu uma atualização de meio-ciclo de geração), porém divergente de seu oponente coreano, o Kia Sportage.



O interior mantém o aspecto geral da versão EXL, com materiais de boa qualidade (macios ao toque, detalhes prateados) e ergonomia correta.

De série, o LX oferece ar-condicionado manual com saídas para os ocupantes traseiros (direcionáveis independentemente, porém fechadas ou abertas simultaneamente), direção elétrica progressiva, chave-canivete com abertura/fechamento das portas, vidros e do porta-malas, cobertura retrátil do porta-malas, botão ECON com indicador do controle de consumo de combustível, banco traseiro bipartido (60/40) com rebatimento e reclinamento por um botão, volante ajustável em altura e distância, travamento das portas a 15 km/h, airbags frontais e laterais, assoalho traseiro plano, cintos de três pontos e encostos de cabeça para os cinco ocupantes (com pré-tensionadores, regulagem de altura e limitador de força nos cintos dianteiros), freios a disco nas 4 rodas com ABS, EBD e Brake Assist, alarme com sensor de presença e acionamento via chave...

...central i-MID com visor LCD "insensível ao toque" de 5 polegadas, visor da câmera de ré, controles no volante, Bluetooth, CD Player, 4 alto-falantes, entrada auxiliar P2 e conexão USB para MP3 Players, pen-drive e iPod/iPhone/iPad; freio de estacionamento no pedal, comandos iluminados dos vidros elétricos (do tipo um toque, com abertura/fechamento automático e sistema anti-esmagamento), apoio de braço frontal, limpador de para-brisa com duas velocidades, função intermitente e acionamento um-toque, controle automático de velocidade, porta-revistas atrás dos bancos dianteiros, porta-luvas com chave, porta-óculos no teto, desembaçador/limpador traseiro, descansa-braço traseiro com dois porta-copos, alavanca interna par abertura do bocal do tanque de combustível e aviso sonoro de faróis acesos, chave no contato e cinto de segurança desafivelado (para motorista).


O quadro de instrumentos com ajuste de luminosidade manteve a disposição das informações, com conta-giros em semi-círculo e com o ponteiro repousando "em pé" à esquerda e um quadro monocromático com dados envolvido pelo velocímetro. 


A perda de itens do CR-V LX é significativa: partida por botão, chave com sensor de aproximação, teto solar, ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia com tela sensível ao toque, sensor de chuva e, pior, foram-se embora os airbags de cortina, o controle de estabilidade/tração VSA, o assistente de partida em ladeiras HSA e a sinalização intermitente de frenagem brusca. Vale ressaltar que os bancos de couro bege do modelo das imagens estão disponíveis como acessório: o revestimento original é de tecido.

Em termos mecânicos, o CR-V LX mantém o motor 2.0 16v FlexOne de 150/155 cavalos a 6300 rpm e 19,3/19,5 kgfm de torque a 4700/4800 rpm (dados com gasolina e etanol, respectivamente). A tração, no entanto, é dianteira. A retirada de equipamentos fez o modelo da Honda emagrecer de 1579 para 1502 quilos. O desempenho é razoável, inferior ao HR-V e sua carroceria menor e mais leve: o CR-V acelera de 0 a 100 km/h em 13,5 segundos e atinge 171 km/h. 

Em termos de consumo, com gasolina registra 9,4 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada; já com etanol, faz 7 km/l na cidade e 9 km/l na estrada.

O CR-V LX 
manteve as dimensões básicas da carroceria anterior, exceção feita ao comprimento (4,58 metros), que cresceu 5 centímetros. A altura é de 1,65 metro, a largura de 1,82 m e a distância entre-eixos, 2,62 metros. Seu tanque de combustível leva 71 litros; o porta-malas acomoda 589 litros, ou 1146 L com os bancos de trás rebatidos.


Disponível nas cores Copper Red Pearl, Taffeta White Solid (nas imagens), Alabaster Silver Metallic, Modern Steel Metallic e Crystal Black Pearl, o Honda CR-V LX custa R$ 115 100, ao passo que o modelo EXL 4x4 sai por R$ 134 900 (ambos com frete incluso, e pintura metálica ou perolizada representando um acréscimo de R$ 1200).

A princípio, a diferença de preço de cerca de R$ 20 mil é atraente, mas considerando todas as perdas desta versão, nem a própria Honda espera que esta versão seja de grande volume, daí a quantidade limitada de unidades trazidas para o Brasil. Considerando que tem desempenho inferior e consumo superior ao HR-V, além da lista de itens sem grandes requintes, o comprador da versão LX é bem específico, possivelmente fidelizado ao modelo e que dá prioridade ao espaço interno (esta sim uma vantagem ampla frente ao utilitário derivado de Fit/City), mas que prefere abrir mão da tração nas 4 rodas e das comodidades a mais da versão EXL.




Jaguar F-PACE enfrenta rigorosos testes pelo mundo


Com estreia marcada para o Salão de Frankfurt (Alemanha) em setembro e comercialização mundial a partir do primeiro semestre de 2016 (inclusive no Brasil), o Jaguar F-PACE - primeiro utilitário-esportivo produzido na história da montadora - está encarando percursos extremos para avaliar como se saem seus componentes sob calor ou frio intenso. Trata-se de um dos mais exigentes programas de testes já implementados pela Jaguar Land Rover.


No centro de testes da Jaguar Land Rover em Arjeplog (Suécia), há uma pista de 60 quilômetros com diversos obstáculos (subidas de montanha, inclinações, retas para testes em alta velocidade e obstáculos off-road). Detalhe: a temperatura média no inverno por lá é de -15 ºC. Assim, é possível desenvolver com mais precisão e por à prova a tração nas quatro rodas o controle dinâmico de estabilidade e o sistema All Surface Progress Control.


Já no deserto de Dubai (com temperaturas em torno de 50°C na sombra, quase o mesmo que em Teresina, Piauí), a incidência de luz solar diretamente na carroceria faz com que as temperaturas da cabine cheguem perto dos 70 °C - e ainda assim, os sistemas de entretenimento, telas sensíveis ao toque e os controles de temperatura puderam ser operados normalmente. Lá, está sendo aprimorado o sistema de refrigeração (uma vez que o fluxo de ar no local é baixo).


O F-PACE também foi testado em estradas montanhosas e de cascalho. Apesar da camuflagem bem ajustada à carroceria, é fácil identificar que suas linhas se assemelham bastante às do carro-conceito C-X17, apresentado há dois anos no Salão de Frankfurt; a frente traz os genes dos sedans XE e XF, enquanto os vincos laterais, janelas traseiras e lanternas lembram o F-Type.

A política de trânsito desastrosa da cidade de São Paulo


Atual gestão municipal sofre de má-fé ou de idiotia?
Por André Garcia

Já escrevi que a Lei 12.587/2012 sancionada pela Presidente Dilma, determina aos municípios a adoção de Políticas de Mobilidade Urbana onde se incentiva a adoção de transporte público, da bicicleta ou andar, isso mesmo, ser pedestre. Na ocasião critiquei a exclusão da motocicleta como alternativa a mobilidade urbana, indo o Brasil na contramão dos países de primeiro mundo, especialmente os europeus como França, Espanha, Portugal, Itália, dentre outros.

O prefeito que nada fizer, deixará de receber verba federal, portanto, todas essas mudanças que vemos na cidade de São Paulo, não é por uma visão estadista do atual Prefeito, mas por determinação legal.

O grande problema é como essas mudanças estão sendo elaboradas e colocadas em prática.


Quando a indústria automobilística se instalou no Brasil, havia a promessa política de que haveria a construção de rodovias, ou seja, mesmo não havendo necessidade aparente, mesmo não havendo demanda, foram construídas diversas rodovias e o ícone da época foi a Via Anchieta, que liga a capital paulista a Baixada Santista.


Nessa linha de raciocínio, surge a questão da ciclovia. Se a Via Anchieta inicialmente tinha um tráfego de 80 veículos por dia, hoje são milhares de veículos por hora e toneladas de carga com destino ao Porto de Santos.

Todavia, a gestão municipal apesar da boa iniciativa em se criar a demanda, pecou com a falta de estudo, e pior, com o alto custo em pintar a ciclovia de vermelho, talvez para lembrar a cor do partido político.


Evidentemente, que seria mais barato a demarcação com tachões e mais seguro, já que nos dias chuva a ciclovia se torna excelente via para se 'estabacar' no chão, já que a tinta não é aderente.


A coisa foi tão mal elaborada, tal medida foi tão populista, que há trechos que beira o ridículo e as fotos dizem por si. Na minha rua, em pleno bairro do Morumbi, a ciclovia está pintada, mas falta sinalização da via pública, a faixa dupla (amarela) nem existe mais.

Pior foi a construção da ciclovia da Avenida Paulista, que se por um lado pensou na segurança do ciclista em separá-lo da disputa de espaço com os veículos automotores, por outro, as faixas de rolamento são inseguras tamanha sua estreiteza, completamente fora dos padrões mundiais de segurança de tráfego. Sem sombra de dúvida, total irresponsabilidade da gestão municipal, que fala uma coisa e faz outra: cria a ciclovia, mas incentiva o uso do automóvel com a construção de três faixas de rolamento para automóveis, quando se pensando na segurança viária, se pensado no outro veículo de alternativa a mobilidade urbana – a motocicleta, duas faixas mais a faixa exclusiva de ônibus aumentaria o conforto dos usuários e consequentemente a segurança viária.

Outra ação idiota, no mais puro significado psiquiátrico da palavra, foi a redução de velocidade das Marginais Pinheiros e Tietê.

Explico: as marginais são consideras pistas expressas e tecnicamente são pistas com poucas saídas, como é o caso, e no mundo todo, especialmente se você procurar biografias de segurança viária dos EUA e Europa. Nestas pistas, o tráfego de pessoas na situação de pedestres ou ciclistas e ou animais é intolerável, passível de multa e detenção.

Os argumentos para diminuir as mortes não passam daquelas velhas desculpas de 'tapar o sol com a peneira', já que aplicam o remédio para o fator secundário de um acidente de trânsito e não ataca o fator primário, ou seja, o que causou o acidente de trânsito.

A diminuição da velocidade nas marginais torna-se um incentivo para os motoristas dos automóveis e caminhões usarem cada vez mais o celular, costurar o trânsito com seus veículos filmados (película escura), portanto sem visão periférica, e o trânsito de pessoas vendendo quinquilharias, vulgo ambulantes. Não é fantástico?!?!?!

Diante de tudo isso, a resposta é do leitor: a atual gestão sofre de má-fé, já que pensa em aumentar arrecadação com multas de trânsito, institucionalizando a indústria da multa, ou, realmente, sofre de idiotia?

Por fim, hoje entrei com um pedido na Ouvidoria do Ministério Público do Estado de São Paulo (http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/Ouvidoria/Formulario) para que fiscalize a receita das multas de trânsito da Prefeitura Municipal de São Paulo, com fundamento no artigo 320, do CTB, que determina:

“A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

Parágrafo único. O percentual de cinco por cento do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito. “

Bem como, exija que a gestão municipal cumpra princípios básicos de segurança de trânsito, tais como manter a largura de 3,50 metros nas faixas de rolamento cujo fluxo de veículos seja igual ou superior a 2000 (dois mil) veículos por hora em horário de pico. Lembram-se da Avenida 23 de Maio na gestão do atual Senador José Serra?? Quando criaram a quinta faixa de rolamento, alterando os 3.50 para 2,60 de largura... bingo: o resultado foi o aumento de acidentes com motocicleta.

Que Deus nos ilumine na República onde 'Operação Lava Jato' se tornou culpada pela queda do PIB e não os cabides de empregos, corrupção e demais benefícios de toda classe política federal, estadual e municipal.

Biografias: IRishStatute Book; CouncilRegulationoftheEuropeanCommunities; Highway Design Manual – CaliforniaDepartamentofTransportation; NationalHighwayTrafficSafetyAdministration; Código de Trânsito Brasileiro e Constituição Federal de 1988.

André Garcia é Palestrante e Consultor Segurança de Trânsito Motociclista, Advogado especializado em Gestão e Direito de Trânsito, Instrutor de Pilotagem formado pela Yamaha e Honda, Jornalista especializado no setor de duas rodas, colaborou com Motonline, Best Riders, Revista Moto! sempre criticando e formando opinião sobre Segurança & Legislação focado em motocicleta, laureado com os Prêmios ABRACICLO de Jornalismo 2008 – Destaque em Internet e 2013 – Vencedor na categoria Revista, Homenageado pelo Dia Internacional do Motociclista em 09/08/2013 pela Câmara Municipal de São Paulo e Associação Comercial de São Paulo com o Troféu 'Marco do Paz' destinado a quem se destaca em trabalhos de ação social e pela construção da cultura de paz no mundo, atualmente é colunista colaborador de segurança de trânsito nas revistas e sites moto.com.br, Perkons, ANFAMOTO e CIPA.

Ford New Fiesta, Fusion e EcoSport convocados para recall


A Ford está convocando proprietários dos modelos New Fiesta Hatch e Sedan (modelos 2011 a 2014), EcoSport (2013 e 2014) e Fusion (modelo 2013) para substituir o trinco da fechadura das portas. Existe a possibilidade de quebra do guia da mola dos trincos dos modelos mencionados, o que pode ocasionar dificuldade de fechar e travar as portas; além disso, caso seja possível o fechamento das portas com esforço adicional, existe o risco de sua abertura involuntária com o veículo em movimento (!), o que pode causar acidentes com possíveis danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.

Todos os carros terão substituídos o trinco da fechadura das quatro portas (e, no caso do EcoSport, também do trinco da fechadura do porta-malas). O tempo estimado de reparo é de 4 horas e 15 minutos para New Fiesta Hatch e Sedan, 4 horas e 45 minutos para o EcoSport e 3 horas para o Fusion. Vale alertar que o início do atendimento ocorre apenas a partir de 7 de agosto de 2015.

Chassis envolvidos

New Fiesta Hatch e Sedan produzidos de 17 de abril de 2010 até 20 de dezembro de 2013
2011 - De BM100360 até BM240266
2012 - De CM100001 até CM214047
2013 - De DM100027 até DM221798
2014 - De CM100001 até CM214047 e de EB649580 até EB721943

EcoSport produzidos de 1º de agosto de 2012 até 28 de dezembro de 2013
2013 - De D8760812 até D8843021
2014 - De E8786882 até E8932087

Fusion produzidos de 11 de maio de 2012 até 31 de maio de 2013
2013 - De DR100258 até DR372896

Maiores informações

0800 703 3673

Fusion modelos 2011 e 2012 envolvidos em recall paralelo



A Ford também está convocando unidades do Fusion produzidas de 7 de setembro de 2010 a 28 de fevereiro de 2012, por uma falha na caixa de direção - uma interrupção momentânea em sua conexão elétrica, podendo resultar na perda da assistência com o veículo em movimento. Assim, a direção entrará no modo manual (haverá um alerta sonoro e uma mensagem no quadro de instrumentos, informando o motorista da alteração). Devido ao aumento no esforço necessário para a realização de manobras - especialmente em baixas velocidades - existe o risco de acidentes com danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.

A atualização do software do módulo de controle da direção elétrica leva em torno de 15 minutos. Caso seja necessária a substituição da caixa de direção elétrica, o serviço leva mais 3 horas. Este recall está sendo atendido desde 17 de julho de 2015.

Chassis envolvidos 

2011 - De BR129990 até BR332286
2012 - De CR100012 até CR313284

Maiores informações

0800 703 3673

terça-feira, 28 de julho de 2015

Ferrari exibe a 488 Spider, sem capota



Era questão de tempo para a Ferrari 488 GTB, apresentada no início de 2015, ganhar sua versão conversível - a Spider. Estruturalmente baseada na 458 sem capota, a nova 488 mantém o teto rígido eletricamente acionado em apenas 14 segundos - mas ainda não foi desta vez que foi possível deixar o motor à mostra como na equivalente cupê (o concorrente McLaren 650S conseguiu unir capota retrátil e parte da tampa do motor transparente).


A nova Ferrari adota o recém-apresentado motor 3.9 V8 Turbo de 670 cavalos (100 cv a mais que a 458 Spider) e 77,5 kgfm de torque a partir de 3000 rpm. Auxiliada pela carroceria com 23% mais rigidez torcional e menos peso, a 488 Spider acelera de 0 a 100 km/h em 3 segundos cravados e chega a 200 km/h partindo da imobilidade em 8,7 s.


Com alterações prioritariamente aerodinâmicas sobre a carroceria desenhada no estúdio Pininfarina, a 488 Spider responde em direção em cerca de 9% menos tempo que a 458 - e o "turbo lag", típica letargia na pressão sobre o acelerador existente em alguns carros turbinados, foi reduzido ao ponto de, na Ferrari, o acelerador responder em apenas 0,8 segundo.


Honda convoca recall para Fit, Civic, City e CR-V


A Honda está convocando no Brasil proprietários dos modelos Civic, City, CR-V e Fit para, a partir do dia 03 de novembro, para a substituição do insuflador do airbag do motorista. Caso haja uma colisão em que as bolsas frontais sejam acionadas, é possível haver o rompimento da estrutura do insuflador, trazendo o risco de projetar fragmentos metálicos no interior dos carros envolvidos. Em situações extremas, este problema pode causar danos materiais, lesões graves ou até mesmo fatais aos ocupantes e/ou terceiros.

Chassis envolvidos (não-sequenciais)

Fit - produzidos de 6/5/2008 a 31/7/2009 - De 9Z100001 a 9Z127455
Fit - produzidos de 5/8/2009 a 31/8/2010 - De AZ100001 a AZ220097
Fit - produzidos de 10/6/2010 a 22/6/2011 - De BZ100001 a BZ124062
Fit - produzidos de 22/6/2011 a 22/12/2011 - De CZ100001 a CZ108818

City - produzidos de 26/1/2009 a 1/7/2010 - De AZ100032 a AZ133428
City - produzidos de 15/6/2010 a 23/6/2011 - De BZ100001 a BZ213443
City - produzidos de 28/6/2011  a 21/12/2011 - De CZ10001 a CZ209150

Civic - produzidos de 10/1/2007 a 1/9/2007 - De 7Z200010 a 7Z218065
Civic - produzidos de 11/7/2007 a 20/12/2008 - De 8Z100001 a 8Z272815
Civic - produzidos de 20/7/2008 a 4/7/2009 - De 9Z100001 a 9Z127320
Civic - produzidos de 9/6/2009 a 1/6/2010 - De AZ100001 a AZ220760
Civic - produzidos de 3/6/2010 a 18/11/2011 - De BZ100001 a BZ136356

CR-V - produzidos de 13/1/2007 a 3/8/2007 - De 7Z201712 a 7Z205988
CR-V - produzidos de 23/7/2007 a 29/9/2008 - De 8Z500001 a 8Z505942
CR-V - produzidos de 4/11/2008 a 24/9/2009 - De 9Z500001 a 9Z504860
CR-V - produzidos de 21/5/2009 a 1/10/2010 - De AZ500001 a AZ510981
CR-V - produzidos de 14/10/2010 a 24/11/2011 - De BZ500001 a BZ512140

Maiores informações

0800 701 3432 (de segunda a sexta-feira, das 08h às 20h - horário de Brasília).

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Mitsubishi apresenta L200 HLS Chrome Edition



A Mitsubishi dá continuidade à linha de séries especiais (em 2015, foram lançados a L200 Savana Off e o Pajero HPE-S) e lança a L200 Triton HLS Chrome Edition, limitada a 300 unidades com diferenciais visuais, mais equipamentos e motor Flex - com pegada mais urbana, já que não há tração nas quatro rodas. Externamente, a picape conta com para-choque e grade assemelhados aos do Pajero Sport, para-barros, retrovisores cromados com luzes de seta de LEDs e rebatimento elétrico, novos faróis de neblina, maçanetas cromadas, estribos laterais, adesivo "Chrome Edition" na tampa da caçamba (com tampa pintada na cor da carroceria), capota marítima, protetor de caçamba e rodas exclusivas aro 17" com pneus 265/65.





A L200 Chrome Edition traz sistema multimídia Power Touch (com tela sensível ao toque de 7 polegadas, CD player, entradas auxiliar e USB com interface para iPod; MP3 Bluetooth e rádio AM/FM), bancos de couro cinza e plaqueta numerada na tampa do porta-luvas. A picape também é equipada com coluna de direção, pedais e espelho retrovisor interno colapsáveis, airbag duplo e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da frenagem) e BAS (mantém a trajetória adequada mesmo em situações limites de utilização dos freios).


Com a suspensão SDS (Sport Dynamic Suspension), o rolamento da carroceria é reduzido e o conforto à bordo é equilibrado entre a picape vazia ou carregada (com mais de 1 tonelada). A suspensão dianteira é independente, com braços triangulares duplos, amortecedores hidráulicos, molas helicoidais e barra estabilizadora.



Seu motor é o 2.4 Flex, de 4 cilindros em linha, 16 válvulas, injeção eletrônica multiponto sequencial e que rende 142 cavalos a 5000 rpm e torque de 22 kgfm a 4000 rpm (utilizando etanol). O câmbio é manual, de cinco marchas. Seu tanque de combustível tem capacidade de 90 litros. As medidas se mantiveram as mesmas: 5,11 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,78 metro de altura e entre-eixos de exatos 3 metros.



A Chrome Edition é a nona versão da L200 Triton, oferecida ainda nas versões HPE (diesel manual, automática e flex), Savana, GLS, GLX, GL e HLS. A série especial, que pode ser pintada nas cores Cinza Londrino, Prata Rhodium e Marrom Barroco, é vendida por R$ 87 990, com três anos de garantia e revisões com preços fixos.


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