Destaques do Auto REALIDADE

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Ano para esquecer [Alta Roda]


Fazer o balanço de um ano tão difícil para a indústria automobilística, como o de 2015, é tarefa nada agradável. Afinal, em dezembro de 2014 se imaginava pequena queda de vendas este ano porque o Produto Interno Bruto (PIB) iria cair 1%. As últimas previsões apontam para recuo do PIB no mínimo de 3,5% e isso explica parte do mergulho, sem ser a única nem a principal razão.

EUA e países europeus passaram por crises nos seus mercados internos que em alguns casos chegaram a 50% de encolhimento nos últimos sete anos. No entanto estão em plena recuperação, em especial os EUA. Japão teve queda menor e a China, sempre exceção, apenas diminuiu o ritmo de crescimento em 2015, embora mantenha com folga a posição de maior do mundo com mais de 23 milhões de veículos comercializados.


Quando esta coluna começou, em 1999, registrou grande decepção no emplacamento de veículos (somados automóveis e comerciais leves e pesados). O Brasil quase havia rompido a barreira de 2 milhões de unidades, exatas 1.943.458, e veio um tombo inesperado de 35% ao fim de dois anos para 1.078.215. A partir daí o mercado voltou a crescer e chegou perto de 4 milhões de unidades: 3.802.071. Falava-se até em vendas de 4,5 milhões, em 2017.

De lá para cá, só frustrações. Foram três quedas sucessivas: 1% em 2013, 7% em 2014 e no mínimo 27% em 2015, de acordo com projeções. Em três anos, acumulou-se perda acima de 37%. Mesmo previsões mais pessimistas do início deste ano estimavam menos 15%. Houve uma conjugação de fatores: antecipação de compras em 2012, aumento de impostos, encolhimento do crédito, menor poder aquisitivo, aumento do desemprego e, acima de tudo, a mistura explosiva de crise política e econômica que minou a confiança dos compradores.

O Brasil perdeu a quarta colocação (2,5 milhões de unidades em 2015 ou 1 milhão a menos) no ranking mundial de mercados e vai terminar em sexto ou sétimo este ano. Uma marcha à ré surpreendente em um País com apenas cinco habitantes/veículo. A Honda concluiu a fábrica nova de Itirapina (SP) e decidiu por enquanto não produzir, enquanto a Chery trabalhou com 5% de sua capacidade total na nova unidade de Jacareí (SP).


Nem tudo foi ruim em 2015. Novidades importantes de produção regional como HR-V, Renegade, 2008 e Duster Oroch (ordem cronológica) e boas reestilizações no Versa, Focus, HB20 e Cobalt, além do up! TSI. FCA inaugurou a fábrica de Goiana (PE). Audi voltou a produzir (A3 sedã) e a BMW completou os cinco modelos previstos. Apenas carros da faixa superior de preço cresceram em torno de 20%. Preços de tabela ficaram em média alinhados à inflação, mas quem pôde comprar recebeu descontos e bônus. As exportações subiram 12%.

Fabricantes que se concentram em automóveis mais acessíveis viram sua fatia de mercado encolher. Fiat, GM, VW e Ford (só esta conseguiu ligeiro aumento) ficaram até novembro com 56,5%, somando-se importados e produzidos no Mercosul de cada marca. Há 15 anos os chamados Quatro Grandes abocanhavam mais de 80% do mercado.

Perda de 10% no número de empregos diretos sobre 2014 foi menor que a queda de produção (cerca de 23%), mas a ociosidade média deve ter superado 30%.

RODA VIVA

ALGUNS fatos positivos também marcaram 2015: fim da obrigatoriedade dos extintores de incêndio (apesar da tentativa de retorno por meio de lobby no Congresso Nacional) e isenção do imposto de importação (II) para carros elétricos. Os híbridos recarregáveis ou não em tomada foram incentivados com II entre 0 e 7%, dependendo de consumo e montagem no País.


OUTRA boa notícia, agora no final de ano: previsão do controle eletrônico de estabilidade até 2020 para projetos novos ou com grandes mudanças. O prazo não precisava se estender até 2022 para modelos que estão à venda no momento. Possivelmente, o governo pensou nos anos difíceis ainda por vir. Retomada discreta das vendas pode se dar apenas em 2017.


HB20X Premium automático de seis marchas é prejudicado pelo preço alto (mais de R$ 65.000 com tela multimídia e bancos de couro marrom), mas atende proposta do conceito “aventureiro”. Direção eletroassistida, finalmente, chegou e deveria equipar todos os HB20. Vão livre aumentado em 4,1 cm absorve bem os buracos e, claro, não permite exageros em curvas.

ESTUDO da Delphi mostra crescente aceitação do sistema de ar-condicionado no mercado brasileiro, incluídos os carros importados. Em 2008, 67% dos modelos novos vendidos recebiam esse equipamento, mesmo se oferecidos opcionalmente. Para 2015 a estimativa é de o percentual subir para 84%. Há impacto no consumo de combustível, mas vale a pena.

GOVERNO de São Paulo reduziu de 90 para 60 dias o prazo para leilão de veículos apreendidos e não reclamados pelos donos. Se multas, impostos e taxas não pagos e preço das diárias no pátio ultrapassarem o valor do carro, leilão pode ser antecipado. Quem sabe parte das “sucatas” ambulantes saia de circulação, mesmo as isentas de IPVA (mais de 20 anos).

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

sábado, 19 de dezembro de 2015

Renault Twizy recebe homologação para o Brasil



O Renault Twizy, compacto elétrico à venda em 35 países, agora está homologado no Brasil pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A  resolução do órgão classifica o Twizy como sendo um quadriciclo, permitindo a circulação estritamente urbana. Assim, ele poderá ser emplacado e comercializado em território nacional. O modelo acomoda duas pessoas (uma sentada atrás da outra) e possui singelos 2,33 metros de comprimento e 1,18 metro de largura. Seu conjunto elétrico fornece o equivalente a 20 cavalos, que lhe proporcionam autonomia de aproximadamente 100 quilômetros.



Atualmente, a Renault oferece no exterior quatro opções de carros elétricos (Zoe, Kangoo Z.E, Fluence Z.E e Twizy), liderando em aliança com a Nissan o mercado de veículos movidos a bateria, com mais de 274 mil veículos vendidos.



Atualmente, duas unidades do Twizy rodam por praças e parques de Curitiba: a Renault e a prefeitura da capital do Paraná estabeleceram parceria para órgãos como Guarda Municipal, Setran e Centro Móvel de Informações Turísticas utilizarem unidades do Zoe e do Kangoo Z.E.. São mais de 130 unidades da gama Z.E. circulando no Brasil, destinadas à instituições e empresas que desenvolvem projetos voltados ao uso e disseminação de veículos elétricos.



Em 2013, Itaipu e Renault assinaram um acordo prevendo a montagem de 32 Twizy a partir de 2014 no Centro de Pesquisa Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Os veículos, que chegaram semi-desmontados, são utilizados exclusivamente para estudos e trabalhos internos, dentro dos limites do complexo hidrelétrico.


Um teste (bem) off-road com o Jeep Renegade Trailhawk


A concessionária United da Avenida Universitária implantou uma pista de testes off-road para por à prova a versão 4x4 do Jeep Renegade, a Trailhawk, além dos outros modelos da marca. Trata-se do primeiro circuito fora-de-estrada estabelecido em uma autorizada Jeep no Nordeste, resultado do notável desempenho em vendas do Renegade durante o ano de 2015.



Primeiramente, o consultor Haroldo fez a volta de reconhecimento de terreno; depois foi minha vez... O percurso (vídeo acima) já começa com uma subida de grande inclinação, em que praticamente se vê apenas o céu - mesmo parando na metade do caminho, o Hill-Holder não deixa o carro descer por alguns segundos. Depois vem uma descida bem íngreme, onde entra em ação o Hill Descent Control. Com este sistema, a velocidade é controlada e não é preciso pisar no freio do Renegade.


O Jeep em seguida passa sobre uma ponte de madeira e por baixo dela. Neste trecho é preciso fazer curvas mais fechadas - contudo, a direção elétrica facilita as manobras. Há ainda a câmera de ré em conjunto com os sensores de estacionamento para não esbarrar em nenhum banco de areia.


No trecho onde o Trailhawk passa por troncos, o sacolejo é grande mas o carro não sai da trajetória. Passada esta etapa, encara-se uma inclinação lateral bem acentuada à direita, mas o Jeep ainda daria conta de ângulos mais elevados.



Em seguida vem a "caixa de ovos": basta selecionar a tração reduzida e o carro passa pelas irregularidades sem necessidade de acelerar. Aí vem outra inclinação lateral (à esquerda) e uma região onde o Renegade atravessa pedregulhos e uma pequena área alagada.

Por último, um trecho em linha reta está disponível para acelerar e frear forte. O mérito está na disponibilidade do torque a partir de 1750 giros e na atuação dos freios a disco nas quatro rodas. Aos mais habilidosos há também o pêndulo, onde algumas das rodas ficam literalmente no ar. Nesta situação, a rigidez torcional é posta à prova, mas o Renegade se sai bem: até é possível abrir a porta com um dos pneus fora do chão.


A versão Trailhawk do Renegade se caracteriza externamente pelos para-choques com maior ângulo de entrada/saída e ganchos de reboque vermelhos, logotipos, capas dos retrovisores e molduras da grade em cinza-fosco, altura em relação ao solo mais elevada (22,3 cm), adesivo central no capô, rodas aro 17'' com pneus 215/60 de uso misto, além de teto pintado na cor preta e o emblema "Trail Rated". Por dentro, destaque para as molduras na cor vermelho rubi.


De série, esta versão traz quadro de instrumentos com tela colorida de 7 polegadas (com ilustrações do carro, velocímetro digital, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, distância percorrida, tempo de percurso), direção elétrica, ar-condicionado dual-zone, central multimídia Uconnect (com tela sensível ao toque de 5 polegadas, câmera traseira com linhas de guia, GPS Tom Tom), acendimento automático dos faróis, volante regulável em altura e profundidade, banco traseiro bipartido, porta-objeto sob o banco do passageiro dianteiro e travas, retrovisores e vidros elétricos, entre outros itens.



Em termos de segurança, há controle eletrônico de estabilidade, Hill Start Assist (assistente de partida em ladeiras), sensor de chuva, alarme, espelho interno eletrocrômico, sensor de estacionamento traseiro e fixação ISOFIX para cadeirinhas infantis.



Há ainda equipamentos opcionais: faróis de xenônio, banco do motorista regulável eletricamente, som Beats com 8 alto-falantes e subwoofer, lanterna removível, 7 airbags, rebatimento elétrico dos retrovisores, detector de pontos cegos, chave presencial, tomada de três pinos e 127 Volts, bancos revestidos parcialmente em couro, além dos tetos solares Command View ou My Sky.


O motor 2.0 Turbodiesel Multijet, de 170 cavalos a 3750 rpm e 35,7 kgfm de torque, forma par com o câmbio automático ZF de 9 marchas, que traz aletas no volante para trocas de marcha sequenciais. Já o porta-malas, com dois focos de iluminação e ganchos para fixar cargas, comporta 260 litros.




A tração 4x4 possui cinco modos selecionáveis: Snow (neve), Sand (areia), Mud (lama), Rock (pedras, exclusivo desta versão) e Auto, onde se detecta a necessidade de acionar a tração integral.



Disponível nas cores Vermelho Colorado, Branco Ambiente (nas imagens), Laranja Aurora, Preto Shadow, Verde Commando (sólidas) e Prata Melfi (metálica), o Renegade Trailhawk custa a partir de R$ 124 900. Também há preços fixos de manutenção: a revisão de 20 mil quilômetros ou um ano, por exemplo, é estipulada em R$ 646,54, envolvendo óleo do motor, filtro de óleo, filtro de ar e filtro de combustível.



Honda Accord 2016 chega ao mercado brasileiro


Importado dos Estados Unidos, o Honda Accord linha 2016 começa a chegar às concessionárias brasileiras a partir de janeiro, com novidades em seu design e melhorias de equipamentos e acabamento. O sedan médio-grande será trazido unicamente na versão EX, equipada com motor 3.5 V6 i-VTEC e câmbio automático de seis marchas, agora com paddle shift para trocas sequenciais.


A frente do novo Accord passa a ter uma integração maior entre os cromados da grade e os faróis em LED. Capô e para-choque ganham vincos mais acentuados. Lateralmente, o destaque são as novas rodas aro 18”; já na traseira, as mudanças estão no estilo interno das lanternas (com LEDs), no para-choque e na tampa do porta-malas, que passa a contar com um discreto aerofólio.


No interior, as novidades são as pedaleiras esportivas em alumínio com iluminação, o acabamento na cor preta (com detalhes que imitam madeira), quadro de instrumentos redesenhado, central multimídia com navegador integrado, rebatimento elétrico dos retrovisores externos, banco traseiro bipartido rebatível (nas proporções 60/40) e partida a distância com acionamento pela chave, que permite a climatização do interior, esquentando ou esfriando o ambiente até atingir 22° C, temperatura considerada como confortável em diversas situações.​


O Accord 2016 conta com revestimento dos bancos em uma mescla de couro e material sistético, e detalhes com aspecto de madeira no painel e nas portas. O volante traz ajuste de altura e profundidade no volante, o banco vem com ajustes elétricos, e na direção concentram-se os atalhos do sistema de som e do controlador automático de velocidade.


A central multimídia com tela de 7 polegadas multitoque possui GPS com informações de trânsito por meio de radiofrequência de cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba), conexão Wi-Fi com uso de browser para acesso à internet (quando o veículo estiver parado), além de Bluetooth para realização de chamadas e reprodução de áudio, compatível com Apple CarPlay e Android Auto, recursos de espelhamento da tela de smartphones e tablets. O Accord também passa a contar com entrada HDMI, que se soma às duas entradas USB, DVD player e entrada auxiliar. Há alto-falantes nas quatro portas, dois tweeters na dianteira e um subwoofer na traseira.


Além dos sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, a câmera de ré possui três modos de visão (normal, com campo ampliado e de cima para baixo), incluindo a função de linhas de guia dinâmicas. Do lado direito, o retrovisor tem o dispositivo Honda LaneWatch, que monitora o ponto cego por meio de uma câmera localizada abaixo do espelho e mostra as imagens no visor superior i-MID.


O Accord 2016 também conta com abertura da porta do motorista por aproximação da chave, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva e teto solar elétrico.


A versão EX do Accord 2016 traz o motor 3.5 V6 i-VTEC de 24 válvulas, de 280 cavalos a 6200 rotações por minuto e torque de 34,6 kgfm a 4900 rpm - que pode desativar três cilindros para economizar combustível caso não seja demandada muita força - aliado ao câmbio automático de seis marchas, com aletas atrás do volante e modos “D” (Drive) ou “S” (Sport).


O motor possui coxins ativos eletro-hidráulicos, enquanto os recursos Active Noise Control e Active Sound Control captam ruídos e vibrações na cabine por meio de um microfone e, por meio dos de alto-falantes, emitem ondas contrárias, transmitindo a sensação de silêncio. O conjunto de suspensão passa a contar com novos amortecedores, e a direção elétrica recebeu nova programação, assegurando maior precisão ao volante.

Em termos de segurança, o Accord possui seis airbags (frontais de duplo estágio, laterais dianteiros e de cortina), freios ABS com EBD (distribuição de frenagem), controles de tração e estabilidade, além do Hill Start Assist (assistente de partida em ladeiras).


Com três anos de garantia sem limite de quilometragem, o Accord terá apenas três opções de cores: White Orchid (perolizada), Platinum Silver (metálica) e Crystal Black (perolizada). Os preços ainda não estão definidos e devem sofrer acréscimos com a instabilidade do valor do real frente ao dólar norte-americano.




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