Destaques do Auto REALIDADE

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Acorda Brasil [Alta Roda]


A eficiência energética é tema importante e que veio para ficar. Pode-se considerar até uma conquista e o único aspecto merecedor de apoio incondicional do controvertido programa Inovar-Auto implantado no quinquênio 2013-2017. Sua principal consequência está sendo a modernização e o lançamento de motores novos por quase todos os fabricantes de veículos leves no Brasil.

Ainda causa suspense saber quem vai optar pelo bônus para superar a meta obrigatória na média de todos os veículos produzidos por cada fabricante. A exigência é redução mínima de 12,1% no consumo de combustível em km/l (na realidade, autonomia) ou megajoule/km, unidade que expressa de forma correta as diferenças de poder calorífico entre etanol e gasolina.

Entretanto, há um prêmio de 1% no IPI para os que atingirem 15,5% de incremento na eficiência energética e mais 1% para alcançar 19%, ou seja, a meta-alvo. Em 1º de outubro próximo se conhecerão as marcas habilitadas para tal e esse se trata de segredo estratégico.


Recentemente, em São Paulo, a Associação Brasileira de Engenharia (AEA) organizou o II Simpósio de Eficiência, Emissões e Combustíveis. Ficou ressaltado o sucesso de 30 anos do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores) e a junção bem-sucedida com as metas do programa de eficiência energética, a única parte do Inovar-Auto que merece e deve ter continuidade depois de 2017.

Também recebeu total reconhecimento o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), conduzido com alta competência pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), e a consolidação confiável dos valores de consumo de combustível, emissões de poluentes e de gás carbônico (CO2) numa única tabela. Daí se chegou à nota triplo A no País para automóveis e comerciais leves fabricados aqui ou importados.

Vários outros pontos foram debatidos entre eles as futuras normas de emissões PL7. Está difícil de chegar a um consenso. A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do governo paulista) chamou atenção sobre a necessidade de apertar o controle de emissão de vapor de combustível durante o abastecimento nos postos e a utilização de parâmetros nacionais. Esses gases são precursores de ozônio ao nível do solo, um problema nas grandes cidades agravado no inverno.

Aditivos para gasolina foi assunto considerado importante quando se analisa em conjunto meio ambiente e eficiência energética. Infelizmente a aditivação básica obrigatória está atrasada por discordâncias entre a Petrobrás e o órgão regulador ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Deve-se ressaltar que cada distribuidora, se assim optar, continuará a desenvolver e comercializar seu próprio pacote de aditivos, o que significa combustível ainda melhor.

A consultoria AVL destacou a eletrificação de sistemas e tecnologias híbridas. A combinação entre motores a combustão interna e elétrico, que na Europa ganhou muita força depois do atual imbróglio do diesel em automóveis, significará um grande salto em eficiência energética. O Brasil ainda não acordou para essa realidade.

RODA VIVA

NOVELA de livre comércio de veículos entre Brasil e Argentina concluiu mais um capítulo. Agora o acordo se estenderá até 2020 e continua o estranho regime: a cada US$ 1,5 exportado, o Brasil pode importar US$ 1, sem taxas. Pelo tratado do Mercosul, desde o ano 2000 deveria haver livre circulação de produtos. Este é o sexto adiamento e, se espera, o último.


QUARTA geração do Kia Sportage chegou ao mercado com mais espaço interno, estilo bastante atual e até com melhora aerodinâmica (Cx 0,33). Motor continua o 2-L/167 cv (etanol). Oferta será limitada pelas cotas de importação, porém a preço competitivo: R$ 109.990 a 134.990. Há dois bancos elétricos na frente; falta indicador de consumo no computador de bordo.


AUDI A4 teve mudanças estilísticas discretas, mas ao rodar em cidade e estrada é fácil de notar as diferenças. Motor turbo 2-L/190 cv impressiona também pelos 32,6 kgfm de torque e economia de combustível. Interior está mais moderno e comportamento em curvas, exemplar. Avanços em direção semiautônoma ainda dependem de homologação no Brasil.

POUCO mais de três anos atrás, desavisados atribuíam automóveis caros ao “lucro Brasil”, embora os preços tenham caído em termais reais por quase uma década. Hoje o cenário é oposto, segundo dados do Banco Central. As matrizes enviaram, de janeiro a maio deste ano, quase US$ 2 bilhões para cobrir o “prejuízo Brasil”. Há marcas perdendo US$ 1 milhão por dia...

LEITOR Everton Lima, de São Paulo, chama atenção para as seguidas negativas que vem enfrentando para obter carteira de habilitação por ter baixa acuidade visual. Nos EUA as leis de trânsito permitem o uso de lentes de correção acopladas aos óculos, chamadas de telelupa kepler, de acordo com regulamentação específica. Pena o Brasil não aceitar essa possibilidade.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


terça-feira, 28 de junho de 2016

Linha Renault Duster 2017 está mais econômica; Oroch ganha câmbio automático



A linha 2017 dos Renault Duster e Oroch mudou além do que os olhos podem vislumbrar ao primeiro olhar. Agora, os dois modelos chegam à linha 2017 com melhoria em eficiência energética de até 11,5% nos motores 2.0, em relação ao modelo anterior. Todas as versões 2.0 passam a ser equipadas com direção eletro-hidráulica, mais suave e que colabora com a redução do consumo; o propulsor está mais eficiente, houve mudanças na ergonomia interna e a Duster Oroch recebe a opção do câmbio automático.



O ESM (Energy Smart System), sistema de regeneração de energia, atua quando o motorista retira o pé do acelerador: o motor funciona sem consumir combustível e o alternador automaticamente passa a recuperar energia e enviá-la para a bateria, que aumenta sua carga. Durante a aceleração, o alternador não precisa retirar energia do motor para enviar à bateria, já que houve a carga na desaceleração.


Com a adoção da direção eletro-hidráulica de assistência progressiva, que visa menor esforço na hora de realizar manobras, a bomba da direção passa a ser acionada por um motor elétrico, e não pelo propulsor do carro, evitando-se a perda de potência e se reduzindo em até 2% o consumo de combustível.


A partir de uma mudança da força tangencial no anel do cilindro, houve uma redução de atrito interno do motor 2.0 16 válvulas, que manteve os números de potência (143 cv com gasolina e 148 cv com etanol) e torque (20,2/20,9 kgfm a 4000 rpm). Desta forma, todas as versões da Oroch e do Duster manual receberam nota “A” em consumo de combustível no Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro.


A adoção de pneus "verdes" para o Duster 2.0 (item já presente na Oroch), com menor resistência ao rolamento, também ajuda na melhoria da eficiência. Estes pneus são mais leves e aquecem menos, graças à adição de compostos sintéticos à mistura original de borracha e sílica. O desenvolvimento da linha 2017 da Oroch e do Duster envolveu 74 engenheiros da Renault Tecnologia Américas - em um período de dois anos, foram testadas 121 unidades em países como Brasil, Argentina e França.


Ambos trazem a função Eco-Mode, acionada por botão localizado no console central. Este modo limita a potência e o torque do motor, além de reduzir a potência do ar-condicionado, o que permite uma redução de 10% no consumo de combustível. Outro recurso é o indicador luminoso de trocas de marchas Gear Shift Indicator, que sugere quando reduzir ou subir marcha.


Este detalhe, só quem é bem familiarizado com o Duster (como nós) perceberia: o comando de controle dos retrovisores elétricos agora está na porta do motorista. Já o botão de travamento dos vidros traseiros foi para junto do comando do Eco-Mode. Outra mudança foi na adoção do vidro com acionamento por um toque. Há ainda o fechamento dos vidros pela chave na versão Dynamique, bastando dar dois cliques para que os vidros subam ao travar as portas.


A Duster Oroch passa a contar com o câmbio automático em reação ao Fiat Toro, que em sua versão 1.8 Flex, somente é oferecido com esta transmissão. Ainda que a manopla seja nova, trata-se da transmissão de 4 marchas similar à do Mégane, com trocas de marcha sequenciais na alavanca. Hoje cerca de 48% dos consumidores dos grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo, optam por carros automáticos.


Veja a tabela de preços da linha 2017 dos modelos:

Duster
Expression Manual 1.6 16V Hi-Flex.............................R$ 66.490
Dynamique Manual 1.6 16V Hi-Flex.............................R$ 72.580
Dynamique Automático 2.0 16V Hi-Flex……................R$ 83.540
Dynamique 4x4 Plus 2.0 16V Hi-Flex……....…….……..R$ 84.690

Oroch
Expression 1.6 16V Hi- Flex…………...………………..R$ 66.080
Dynamique 1.6 16V Hi- Flex…………....……………….R$ 70.580
Dynamique 2.0 16V Hi- Flex…………....……………….R$ 74.580
Dynamique Automática 2.0 16V Hi- Flex….................R$ 76.580


Ford lança Fiesta 1.0 EcoBoost no Brasil, por R$ 71 990


O Ford New Fiesta é o modelo escolhido para receber, pela primeira vez, o motor 1.0 EcoBoost. Disponibilizado unicamente na versão Titanium, o motor tem de pequena apenas a capacidade cúbica, uma vez que traz turbocompressor, injeção direta de combustível, duplo comando variável de válvulas, bomba variável de óleo, correia banhada em óleo, coletor integrado ao cabeçote, sistema duplo de aquecimento/arrefecimento e sistema de resfriamento dos pistões por jato de óleo.

Assim, o modelo rende 125 cavalos (mais potência já atingida por um 1.0 produzido em série no Brasil) e torque de 17,3 kgfm, sendo que a 1500 rpm já está disponível 90% da força do motor. O câmbio é o PowerShift, automatizado de dupla embreagem e 7 marchas.



Além do desempenho empolgante (aceleração de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos), o motor faz o Fiesta brilhar em termos de consumo, chegando a 12,2 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada, sempre com gasolina, pois o motor é importado da Romênia e, portanto, não está calibrado para ser abastecido com etanol. O grande empecilho é mesmo o preço, superior ao do Titanium 1.6: R$ 71 990, antes R$ 70 690 do modelo de maior cilindrada.



O New Fiesta 1.0 EcoBoost Titanium traz de série 7 airbags (frontais, laterais, de cortina e para os joelhos do motorista), chave presencial com botão de partida, bancos revestidos em couro, rodas de liga leve de 16 polegadas, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, espelho retrovisor eletrocrômico, controlador automático de velocidade, ar-condicionado digital, sistema SYNC AppLink com comandos de voz e ligação automática de emergência em caso de acidente.



Para o lançamento, a Ford disponibiliza o financiamento com taxa zero em 18 meses, além da opção de incluir o valor das revisões no financiamento e de se ampliar a garantia de fábrica para quatro ou cinco anos.
A linha 2017 do Fiesta deixa de ser oferecida para pessoas físicas com o motor 1.5, para evitar canibalização com o Ka - as versões passam a ser todas equipadas com o 1.6 Sigma: SE, SEL e Titanium. O New Fiesta SE, com câmbio manual de cinco marchas, traz ar-condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros, travas e retrovisores elétricos, alarme volumétrico, som MyConnection e computador de bordo por R$ 51 990.



Inédita, a versão SEL, com câmbio manual ou automático sequencial, traz controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em subidas, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, rodas de liga leve de 15 polegadas, sistema SYNC com comandos de voz, AppLink e assistência de emergência, ar-condicionado digital, 4 vidros elétricos dianteiros e traseiros e chave de segurança MyKey. Custa R$ 58 790 com câmbio manual e R$ 64 990 com o PowerShift.


Casal larga tudo para percorrer a América a bordo de uma Nissan Frontier


Para quem gosta de dirigir, é um sonho viajar através de diferentes países - que geralmente esbarra na falta de tempo (e dinheiro). Já o casal Rômulo Wolff e Mirella Rabelo abdicou da carreira executiva para viajar por todo o continente americano, a bordo de uma Nissan Frontier 2.8 SL, batizada de Gallega (que era apelido de uma das caravelas de Cristovão Colombo).




Através do site Travel And Share (com canais no YouTube, Facebook, Instagram e Snapchat), os dois mostraram aos internautas suas "rotinas" ao atravessar 15 países e mais de 40 mil quilômetros em 270 dias - uma jornada que iniciou em Resende (RJ) e chegou agora ao Alasca (EUA) sem maiores surpresas desagradáveis. 



O casal conta: "Trocamos nossas casas pelo conforto de uma Nissan Frontier para percorrer inúmeras estradas, trilhas, cruzar rios, enfrentar muita poeira e lama, pois o nosso coração aventureiro bate mais forte. Com a Frontier, pudemos alcançar os lugares mais difíceis, aqueles que, de carona, num carro de passeio ou transporte público, não seria possível ou bem mais complicado".


Agora que o continente americano foi visitado, o casal pretende percorrer todo o mundo com a picape nos próximos 3 anos. Confira abaixo mais fotos tiradas por Mirella e Rômulo ao longo desta jornada:


Lamborghini Aventador homenageia 50 anos do Miura


Cinco décadas após o lançamento do esportivo Miura, até hoje lembrado como o precursor da era dos motores V12 para a italiana Lamborghini, o Aventador ganha uma série especial limitada a 50 unidades - quase todas já vendidas. O Aventador Miura Homage terá seis opções de cores similares ao antepassado, como a Rosso Arancio Miura das imagens, a Verde Scandal e a Blu Tahiti metálica. As rodas Dione, de 20 polegadas na frente e 21'' atrás, podem receber a cor prata ou dourada.


Outros detalhes visuais são o logotipo traseiro preto, os emblemas posicionados nas laterais e a plaqueta numerada no interior, que pode receber os revestimentos em couro Nero Ade ou Terra Emilia. O Aventador mantém o motor 6.5 V12 de 700 horsepower a 8250 rpm e torque de 70,4 kgfm a 5500 rpm, que o leva de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e à velocidade máxima de 350 km/h.


Aston Martin Vantage GT12 Roadster: literalmente singular


Almejando um modelo exclusivo, um consumidor anônimo requisitou à divisão Q de personalização dos Aston Martin um Vantage GT12 conversível - o modelo só é produzido como cupê, e ainda assim em uma série limitada a 100 carros. Como dinheiro nestes casos não é problema, a montadora inglesa desenvolveu o GT12 Roadster, que se mostra bastante elegante com a combinação de cores em grafite e marrom, enquanto o Vantage Coupé é mais berrante com seus detalhes em laranja e seu grande aerofólio fixo.


O Vantage GT12 Roadster conta com o motor 6.0 V12 aspirado de 600 cavalos, aliado ao câmbio SportShift III de 7 marchas com paddle-shifts no volante. A divisão Q também foi responsável por outros modelos de produção limitada da Aston Martin, como Vulcan, One-77 e Lagonda Taraf.


Curta a página do Auto REALIDADE!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...