Destaques do Auto REALIDADE

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Tempos de reação? [Alta Roda]


Em plena crise de vendas pode parecer que a grande onda de lançamentos em 2016 se deve à atuação imediata dos fabricantes em busca de clientes arredios. Na realidade, as novidades foram decididas há quatro ou cinco anos, nos tempos de bonança, e em razão de metas de eficiência energética. Só neste mês de setembro, chegaram Uno e seus novos motores, reformulações de meia geração no Fusion, motor 1-litro turboflex para o Golf, além do Jeep Compass produzido no Brasil (a ser analisado na Coluna da próxima semana).


A Ford sempre posicionou bem o seu médio-grande Fusion por trazê-lo do México isento dos 35% de imposto de importação, que deixa os rivais diretos sem fôlego para competir. Não é à toa que até o final do ano se aproximará das 100.000 unidades vendidas desde 2005. Hoje o ritmo caiu para 5.000 unidades/ano, mas o carro recebeu uma série de aperfeiçoamentos.


O visual do modelo 2017 inclui mudanças em faróis, grades e lanternas, além de discreto aerofólio sobre a tampa do porta-malas. A potência do motor turbo a gasolina 2-L passou de 240 cv para 248 cv e ganhou 7% de economia de combustível, mesmo porcentual do motor flex aspirado de 2,5 L que manteve os 175 cv. Alavanca do câmbio automático deu lugar a um prático botão giratório.


Na versão de topo Titanium de tração 4x4 estão concentradas tecnologias como o controle de cruzeiro adaptativo incluindo a função para-e-anda e o detector de pedestre com frenagem autônoma. Segurança passiva inclui oito bolsas de ar (duas para joelhos, do motorista e passageiro) e cintos de segurança infláveis para dois passageiros do banco traseiro. Ajustes elétricos estão nos dois bancos dianteiros.


Dinamicamente é um carro bom de dirigir e tem suspensões voltadas mais ao conforto. Altura de rodagem foi aumentada em 1,2 cm, o que diminuiu (não eliminou) problema anterior de raspar em quebra-molas e rampas, em especial quando roda carregado.

Preços acompanharam a variação do dólar e os novos equipamentos. Vão de R$ 121.500 a R$ 154.500. A Ford manteve a transparência ao adicionar um ano de garantia a cada revisão, no quarto e no quinto anos, por opção do comprador.


Decisão audaciosa foi da VW ao oferecer o primeiro médio-compacto, Golf TSI, com motor de 1-litro e 3 cilindros. Porém, não é qualquer motor. Trata-se do melhor turboflex do mercado na relação desempenho-consumo. São 125 cv a etanol (116 cv a gasolina ou 1 cv a mais que o oferecido na Europa) e torque de 20,4 kgfm, no caso equivalente a uma unidade moderna 2-L de aspiração natural.


Seu desempenho se assemelha a de um automóvel com o dobro da cilindrada, em qualquer condição de uso, porém limitando o consumo a 11,9 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada (gasolina); 8,4 km/l e 10,1 km/l (etanol). Contribui para esses resultados o novo câmbio manual de seis marchas. O automático virá em 2017. Preços partem de R$ 74.990 e alcançam R$ 95.661 (para menos de 5% dos compradores).


Golf terá apenas motores com turbocompressor. A fábrica também mudou o plano de manutenção, agora a cada ano ou 10.000 km. Antes se exigia troca de óleo semestral e a alteração será válida para toda a linha VW. Já não era sem tempo.

RODA VIVA

SERGIO MARCHIONNE, presidente mundial da FCA, reafirma que novas tecnologias – da condução autônoma à eletrificação – são muito caras e ainda geram incertezas, inclusive de plena aceitação pelos clientes. “Em carros esporte, então, nem pensar”, disse. Ele veio ao Brasil para lançamento mundial do SUV médio-compacto Compass, que será fabricado também no México, Índia e China.


FIAT montou uma estratégia para colocar o novo motor de 3 cilindros no Mobi, o que ajudará a impulsionar suas vendas. Criará nova versão (possivelmente batizada de Drive) prevista para estrear logo no início de 2017 ou até antes. Aos poucos, descontinuará o atual motor de quatro cilindros que, além de antigo, não brilha em termos de consumo.


ESTILO tem alguns exageros, mas o híbrido Toyota Prius traz experiência marcante. Quem usa o acelerador com moderação consegue tirar o carro da imobilidade e, em teoria, rodar até quatro km no modo puramente elétrico. Resultado de consumo de combustível no uso urbano é excepcional; na estrada, nem tanto. Atmosfera da cabine, um ponto alto.


MITSUBISHI renova a picape média de cabine dupla L200 Triton, sem retirar de linha a geração anterior. Estilo mudou pouco e uma das novidades é a altura da caçamba, o que aumentou o volume para carga. Grande evolução mesmo foi do motor a diesel, que diminuiu cilindrada para cortar consumo e ainda assim ganhou potência (190 cv) e torque (43,9 kgfm).

DEZOITO entidades de vários setores tentam convencer candidatos à prefeitura da maior cidade do País – e, portanto, exemplo para outros municípios – sobre a importância da inspeção veicular de segurança e ambiental. Estudos apontam que de 10% a 20% das mortes no trânsito ocorrem por falta de manutenção regular, sem contar a melhora na qualidade do ar.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


Nissan Micra estreia nova geração no Salão de Paris


Esqueça aquele jeitinho simpático das gerações anteriores do Nissan Micra (March aqui no Brasil): a quinta geração do compacto, fortemente inspirada no carro-conceito Sway, debuta no Salão de Paris com estilo ousado - na medida para rivalizar com o Ford Fiesta - e novas tecnologias. A carroceria poderá receber 10 cores (incluindo a vívida Energy Orange) e cresceu 17,4 centímetros no comprimento (passando a 3,999 metros), 7,7 cm na largura (1,74 m) e 7,5 cm na distância entre-eixos (2,52 metros), mas ficou 5,5 centímetros mais baixo (passando a 1,45 m).


O estilo do novo Micra segue as mais recentes diretrizes de estilo da Nissan, como se pode observar no Brasil com o Kicks: faróis e lanternas que avançam pelas laterais, grade frontal com V cromado, coluna traseira com moldura entre as janelas e vincos fortes por toda a carroceria - no caso do Micra, as maçanetas traseiras se camuflam próximo aos vidros traseiros. Este estilo lhe rendeu um coeficiente aerodinâmico significativamente melhor, de 0,29.


Não estranhe se o painel parecer familiar: como Micra e Kicks são parentes, elementos como o volante multifuncional de base achatada, os comandos de ar-condicionado, a moldura do painel revestida de couro e o sistema multimídia de 7 polegadas com GPS, Siri e Apple CarPlay são comuns a ambos. O quadro de instrumentos do Micra é idêntico ao do Sentra SL, incluindo a tela colorida do computador de bordo.


O compacto da Nissan passa a trazer recursos como: frenagem automática de emergência com detecção de pedestre, assistente de manutenção na faixa de rodagem caso a seta não seja acionada, reconhecimento de placas de trânsito, Around View Monitor (câmeras nos quatro cantos da carroceria mostra o que se passa ao redor do carro), monitoramento de veículos em pontos cegos e acionamento automático dos faróis altos. Outras boas novas: direção elétrica recalibrada e sistema de som Bose com 6 alto-falantes.


O novo Micra terá três opções de motorização: 0.9 Turbo a gasolina de 3 cilindros, 90 horsepower e torque de 14,3 kgfm (com incremento de pouco mais de 1 kgfm com o overboost), 1.5 Diesel de 4 cilindros, 90 HP e 22,4 kgfm de torque (!), e 1.0 a gasolina aspirado, de 3 cilindros, 73 horsepower e 9,7 kgfm. Todos contam unicamente com câmbio manual de 5 marchas.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Volkswagen I.D. promete revolucionar os conceitos sobre elétricos



O Salão de Paris será palco de aparição de um conceito que estabelece um ambicioso plano da Volkswagen: até 2020, o I.D. chega ao mercado europeu abrindo caminho para uma linha inteiramente nova de automóveis elétricos. E não é só: o conceito exibido na França representa um modelo autônomo para o ano de 2025 - espere, portanto, um I.D. um pouco menos futurista daqui a quatro anos. O hatchback, concebido sobre a nova plataforma para elétricos (MEB), terá autonomia entre 400 e 600 quilômetros, com seu motor elétrico que rende 125 kW (o que equivale a 170 cavalos).


Com o novo conceito de aproveitamento de espaço "Open Space", o I.D. possui dimensões compactas por fora, mas facilita o acesso aos passageiros com as portas traseiras corrediças sem pilar central de sustentação. No modo autônomo, o modelo retrai o volante multifuncional para dentro do painel, e pode receber entregas quando o proprietário do carro não está em casa. A VW quer vender um milhão de carros elétricos por ano até 2025, mas não se preocupe: o Golf está assegurado na linhagem da Volkswagen.


Toyota Corolla Dynamic 2.0 é reação aos novos sedans médios



Para não acharem que assistiu impassível à chegada dos novos Cruze e Civic, a Toyota apresenta no Brasil a série especial Dynamic do Corolla, baseada no modelo XEi e que acrescenta alguns detalhes exclusivos. Ao preço de R$ 95 800, o modelo estará disponível nas cores Branco Pérola, Preto Eclipse e Prata Super Nova.



Desenvolvido no centro de pesquisa e design em São Bernardo do Campo (SP), o Corolla Dynamic traz luzes diurnas de LED juntas aos faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas pretas, emblema Dynamic na tampa traseira e capas dos retrovisores pintadas na cor Preto Eclipse.



Por dentro, o Corolla Dynamic traz revestimentos na cor preta e tapetes personalizados. De resto, a lista de itens é a mesma do XEi: ar-condicionado automático digital, computador de bordo com velocímetro digital, vidros elétricos com acionamento por um toque nas quatro portas, banco traseiro bipartido (60/40) com descanso de braço central e porta-copos, controlador de velocidade de cruzeiro, retrovisor interno eletrocrômico, central multimídia com tela touchscreen de 6.1 polegadas com rádio, GPS, câmera de ré, entrada USB, Bluetooth, DVD Player e TV digital.



O motor é o mesmo 2.0 Flexfuel Dual VVT-i DOHC de 16 válvulas, que rende 143/154 cavalos e 19,4/20,3 kgfm de torque (com gasolina e etanol, nesta ordem), aliado ao câmbio Multi-Drive CVT com modo esportivo e sete marchas virtuais que podem ser alternadas por borboletas no volante.



Em termos de segurança, o Corolla Dynamic conta com cinco airbags (dois frontais, dois laterais nos bancos dianteiros e um para os joelhos do motorista), ancoragem ISOFIX para cadeirinhas, travamento automático das portas a 20 km/h, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores e limitadores de força e freios ABS com EBD. Mas controles de estabilidade e tração que são bons...


Ford Fiesta Hatch ganha versão Titanium "sem Plus" e pacote Style


A linha 2017 do Ford New Fiesta passa a contar com mais opções de versões, mas não é desta vez que a marca disponibiliza opções mais em conta do novo motor 1.0 EcoBoost. A novidade das imagens é o pacote de acessórios Style, disponível para as versões 1.6 SE e 1.6 SEL (sempre com câmbio manual). Os diferenciais são: grade dianteira, capas dos retrovisores e molduras dos faróis de neblina em preto brilhante, além das rodas de liga leve de 16 polegadas com o estilo da versão Titanium e pintura escurecido. 


O modelo SE custa R$ 54 660 e vem com ar-condicionado, direção elétrica, controle eletrônico de estabilidade e tração, além de assistente de partida em ladeiras. Já o SEL (que acrescenta itens como sensor de estacionamento traseiro, sistema de som SYNC e ar-condicionado digital) sai por R$ 59 330.


Já a versão Titanium 1.6, com transmissão manual ou automática, fica posicionada abaixo da Titanium Plus, trazendo todos os itens do SEL, além de bancos de couro, rodas de 16 polegadas, controlador automático de velocidade e faróis com máscara cromada, por R$ 63 300 com câmbio manual ou R$ 67 890 com o câmbio automatizado sequencial de dupla embreagem PowerShift.


O New Fiesta 2017 parte de R$ 51 990 na versão SE 1.6 manual, que vem com ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos, travas elétricas com comando na chave, retrovisores elétricos com piscas integrados, rádio My Connection Gen. 3 (com rádio, entrada USB, Bluetooth e entrada para iPod), computador de bordo, faróis com máscara negra, rodas de aço 15" com calotas integradas, alarme volumétrico e freios ABS com EBD.


A versão SEL 1.6 vem com faróis de neblina dianteiros, rodas de liga leve de 15 polegadas, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em subidas, sensor de ré, sistema de som SYNC com AppLynk e Assistência de Emergência, chave programável My Key, ar-condicionado digital e vidros com fechamento na chave, por R$ 58 790. Com câmbio PowerShift, o preço é de R$ 64 990.

A linha se completa com a versão Titanium Plus, que sempre traz o PowerShift e oferece chave presencial, botão de ignição. sete airbags (frontais, laterais, de cortina e para os joelhos do motorista), sensor de chuva, acendimento automático dos faróis e espelho retrovisor eletrocrômico, por R$ 70 690 com o motor 1.6 ou R$ 71 990 com o novo 1.0 EcoBoost a gasolina, de 125 cavalos.

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