Quatro motivos para verificar o histórico do carro quando optar por um usado

O que rolou no Show Cars do Theresina Hall



Após muitas expectativas, o Show Cars reuniu no estacionamento do Theresina Hall diversos clubes de automóveis no Piauí, com apresentação de carrinhos radiocontrolados, stand-up comedy (com Jackstênio, Luma Alves, Genésio, Sandy, Jimmy Charles), grafitti (Tom e Danny), música eletrônica (DJ Byron Lopez) e forró (Cristian Ribeiro), com ingresso por 10 reais e um quilo de alimento não-perecível.



Na falta de superesportivos, quem chamou atenção foi o grupo Ferrugem nas Veias, que trouxe diversos exemplares de clássicos nacionais conservados. Estiveram presentes nada menos que três unidades do Gol GTi, ícone por ser o primeiro carro nacional com injeção eletrônica Bosch LE-Jetronic de combustível - mais especificamente a gasolina, marcando uma transição de retorno do álcool para o combustível fóssil. Lançado em 1988, o hatch contava com motor 2.0 8 válvulas de 120 cavalos. Em 1991, passou por uma reestilização.



O Gol GTi 2000 vinho é ano 1993/94, enquanto o GTi preto sem faróis de milha e com Orbitais maiores é um ano-modelo 1994. O GTi vermelho é ano-modelo 1993, enquanto o outro Gol preto é um GTS.





Eram três os Escort XR3 presentes, dois deles pós-era da implantação dos catalisadores nos carros nacionais. O modelo azul 1991 é um XR3 Fórmula com amortecedores eletrônicos, que inclusive foi clicado para uma reportagem da seção "Grandes Brasileiros" da revista Quatro Rodas. O vermelho, de 1992, também traz teto solar e uma atenção aos detalhes também impecável. Já o XR3 prata, em estado de conservação significativamente inferior aos "colegas", trazia logotipos e frisos na cor vermelha. Naquela fase, o XR3 contava com o motor 1.8 AP de 99 cavalos declarados.



Havia dois exemplares do Kadett: o amarelo é o GS 1991, versão esportiva da época do lançamento do hatch no Brasil e que, naquele ano, daria lugar para o GSi (com injeção eletrônica). Com piscas alaranjados, tomada de ar no capô, friso preto na tampa do porta-malas e fileira de luzes "check-control", o GS rendia 116 cavalos com álcool em seu motor 2.0. Já o GSi conversível é pertencente ao último ano de fabricação (1994) e contava com bancos Recaro, painel digital e capota de lona (eletricamente retrátil) instalada na Itália - o projeto era do estúdio Bertone.



Também eram dois os Mavericks presentes: o GT 302 V8 amarelo, ano 1976/77, recentemente ganhou placa-preta e ganhou rodas/pneus como os de época, enquanto o V8 preto conta com mecânica preparada e visual mais agressivo: rodas de cinco raios, capô fosco com abertura, emblemas Shelby e volante Shutt. Originalmente, o motor 5.0 (de 302 polegadas cúbicas) rendia 199 cavalos e tornava o cupê da Ford um dos mais rápidos esportivos nacionais na década de 1970.




Havia um Opala Diplomata Cupê (1987) e outro Diplomata SE, ano-modelo 1991. O cupê logo deixaria de ser produzido, motivadas pelo baixo volume de vendas. Também havia se dissipado o caráter esportivo das versões SS de outrora. Já o Diplomata de 4 portas é um dos últimos representantes da própria linha Opala, que recebeu retoques para tentar manter suas linhas atuais: ganhou para-choques envolventes, piscas frontais brancos, retrovisores ancorados na coluna A (sem quebra-vento) e lanternas fumê.




O Passat L 1974 recebeu customização "eurolook": rodas BBS, faróis auxiliares Cibié alaranjados, frisos cromados e pintura bege.





Para encerrar a seção dos clássicos, o Omega CD 4.1 (1997, penúltimo ano de produção) trouxe de volta lembranças de quando era um dos sedans mais desejados do Brasil. Seu motor, derivado do Opala e retrabalhado pela Lotus para substituir o 3.0 importado da Alemanha, rendia 163 cavalos. 



Na ala dos carros novos, destaque para o Kia Sorento em sua nova geração, a terceira desde que foi apresentado no mercado brasileiro, em 2003. Importado em versão completa, o SUV de 7 lugares traz motor 3.3 V6 de 24 válvulas, que rende 270 cavalos, e está aliado ao câmbio automático de 6 marchas com opção de trocas sequenciais.




O novo Sorento conta, entre outros itens, com abertura elétrica do porta-malas por aproximação, banco do motorista com memória, ajuste elétrico e extensor de joelhos, chave presencial que abre/trava portas e aciona o alarme, freio de estacionamento eletrônico, quadro de instrumentos com tela de 7 polegadas, controlador automático de velocidade, rodas de liga leve aro 18'' com pneus 235/60, faróis com lavador, regulagem automática de altura e xenônio no facho baixo, câmera de ré com visor no sistema multimídia, detector de veículos em ponto cegos (BSD), Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC), Assistência em Frenagens de Emergência (BAS), Gerenciamento de Estabilidade (VSM) e Assistente de de Partidas em Aclives (HAC).



Nos Clubes do Corsa e Celta, diversos exemplares dos modelos da Chevrolet marcaram presença, em variados estilos de personalização, das mais discretas (com rodas de liga leve e suspensão rebaixada) a detalhes mais chamativos, como envelopamentos extravagantes, suspensão a ar e iluminação diferenciada).





Fãs dos carrinhos radiocontrolados certamente deliraram com as réplicas de diversos veículos: carros de drifting (Nissan Skyline GT-R R34 e Silvia S15), nacionais (Gol, Opala, Caravan, Voyage, Saveiro, Kombi, Parati), off-roaders (Jeep Wrangler Unlimited, Toyota 4x4), monopostos (inclusive o McLaren de Ayrton Senna) e até caminhões.


Não menos interessante era o veículo de apoio para a equipe das miniaturas: o utilitário JPX Montez (1998), que foi montado no Brasil entre 1994 e 2001 com aporte financeiro de Eike Batista e base nos modelos Auverland A-3 franceses, trazendo inclusive o motor Peugeot 1.9, que turbinado rendia 90 cavalos.


O Clube do Chevette também foi representado por diversos exemplares, dos primeiros modelos "Tubarão" ao exemplar do último ano de produção (1993), passando pela perua Marajó e pelos Chevette com grade frontal bipartida.



A Transformacar levou Chevrolet Camaro SS (6.2 V8 de 406 cavalos, ao lado de uma réplica elétrica para crianças), MINI Cooper S (1.6 turbinado de 184 HP e 24,5 kgfm de torque, força que o leva de 0 a 100 km/h em 72 segundos, com velocidade máxima de 223 km/h) e Toyota Corolla ao estilo DUB.



O Clube dos VW Quadrados também exibia modelos preservados, como o Gol S 1985 e o Santana vinho com interior bege e rodas BBS. Estiveram presentes outros representantes da Volkswagen nacional das décadas de 1980 e 1990, como Santana, Parati e Saveiro.


Outros clubes de automóveis também marcaram presença: Tuning Cristão PI, Rebaixados Piauí Clube, Baixos, Clube Peugeot Piauí e Só na Fixa.




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