As atrações do Clássicos Brasil, no Clube Hípico de Santo Amaro [Parte 2]



A primeira edição do Clássicos Brasil reuniu raridades da indústria automobilística nacional, como as duas unidades do Shark, fora-de-série nacional lançado em 1970 com carroceria de fibra de vidro e motor VW 1300. As linhas gerais do modelo produzido pela Trivellato S.A. são inspiradas no Ford GT40; já a traseira é assemelhada à do Chevrolet Corvette C3.

Nesta postagem, você confere as atrações da Simca, DKW, Willys, Puma, Romi, além dos fora-de-série e protótipos nacionais.


Puma



Inúmeros esportivos da Puma estiveram presentes, desde o modelo com motor DKW ao GTB S2 com mecânica do Chevrolet Opala, passando pelos modelos como o GT, o Spyder e o primeiro GTB.



DKW


A montadora alemã foi representada pelo jipe Candango de quatro portas e pela perua 3=6 (que posteriormente adotou o nome Vemaguet).


Romi-Isetta


Primeiro automóvel de passeio a ser fabricado no Brasil (o que não foi reconhecido oficialmente, pois contava com apenas uma porta, frontal), duas unidades do Romi-Isetta com pintura "saia-e-blusa" (azul claro e branco) estavam acompanhados de uma igualmente diminuta Vespa, ano 1959.



  
Willys


Com uma linha bem diversificada, a Willys foi representada por modelos como o popular Teimoso (uma versão extremamente simplória do Gordini 1093, também presente no evento e baseado no Renault Dauphine), o Interlagos (berlineta e conversível, baseados no Renault Alpine) e ainda o Itamaraty Executivo, que contava com ar-condicionado para quem sentava atrás e tinha 5,52 metros de comprimento.

Simca


Um dos sedãs de luxo nacionais dos anos 1960, o Simca Chambord esteve acompanhado de sua versão mais requintada, o Presidence,



Mais Foras-de-Série e Protótipos Nacionais

Dardo


O fora-de-série nacional era baseado no Fiat X 1/9 e foi o primeiro a contar com mecânica da montadora de Betim (MG). Apresentado em 1979, era um Targa com capota de fácil remoção e motor 1.3 de 72 cavalos, posteriormente substituído pelo 1.5 de 96 cv.

Brasinca


Esteve presente um dos raríssimos Uirapuru conversíveis, pertencente a Fábio Steinbruch, grande entusiasta de automóveis antigos que faleceu em um acidente de moto no fim de 2012. Estavam no Clássicos Brasil outros carros seus, como Dodge Dart SE, Gordini, FNM JK, Simca Presidence e Volkswagen SP2.


MP Lafer


A aclamada réplica do MG TD 1952 inglês, com mecânica do Fusca, também se fez presente.

Envemo 


Incrivelmente semelhante ao Porsche 356, a réplica Envemo Super 90 chegava a contar com peças originais dos esportivos alemães. Teve pouco mais de 200 unidades produzidas entre 1980 e 1983.


 
Bianco


Fora-de-série apresentado no Salão do Automóvel de 1976 e mais esportivo no visual do que na mecânica, o Bianco tinha o tradicional 1600 VW de 65 cavalos. Já o interior era mais refinado, com volante e alavanca de câmbio em madeira, além de revestimento em couro.


Bugre


A febre dos bugues nacionais iniciou com o Bugre, em 1970 que utilizava o chassi do Fusca com corte e solda para se moldar à carroceria mais curta e alta.


O Aruanda foi projetado por Ari Rocha e apresentado no Salão do Automóvel de 1964, um modelo tão compacto que utilizava motor de dois cilindros e 380 cm³ da MV Agusta. O modelo esteve por um longo tempo sumido e foi doado ao projetista, que realizou sua restauração.



Este é o Monarca, considerado o primeiro automóvel fora-de-série brasileiro, criado em conjunto por Oliviero Monarca e Toni Bianco, com motor do Porsche 356 e plataforma Volkswagen.




Já o Brasília Esporte, concebido em 1961, teve oito unidades produzidas e era possível escolher detalhes como o formato da grade dianteira e o desenho das lanternas. Havia um teto rígido e uma capota de lona, nas imagens.



O Moldex, apresentado na segunda edição do Salão do Automóvel de São Paulo (em 1961), foi o primeiro fora-de-série fabricado em fibra de vidro, com chassi e mecânica DKW. Projetado por Eugenio Stieler e Rodrigo Rivolta, o modelo contava com duas capotas, uma rígida e outra de lona. Apenas estas duas unidades foram produzidas, sendo que o branco está em processo de restauração.


E até mesmo ônibus restaurados estiveram presentes! O Carbrasa levava os estudantes do colégio Dante Alighieri, enquanto o International escolar servia de vitrine para o primeiro Curso de Restauração de Veículos Antigos.

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