Renault Captur estreia câmbio CVT em duas versões, partindo de R$ 84.900


Quatro meses após o lançamento, o Renault Captur passa a contar com o câmbio automático continuamente variável nos modelos equipados com motor 1.6: Zen (R$ 84.900) e Intense (R$ 88.400). Este é o mesmo câmbio adotado por seu primo Nissan Kicks, porém com opção de seis marchas simuladas (apesar de haver sensação de trocas de marcha, a transmissão em si traz relações de marcha infinitas).


Com a chegada do câmbio X-Tronic CVT, a linhagem do Captur no Brasil está completa. O modelo Zen 1.6 de entrada dispõe de câmbio manual de 5 marchas e parte de R$ 78.900. Já a versão 2.0 Intense com o câmbio automático de 4 marchas, que custava justamente o valor que passa a ser do Intense 1.6 CVT, subiu para R$ 91.900.



O funcionamento do CVT é basicamente o seguinte: uma correia metálica liga duas polias com sulco em forma de “V” e largura variável. A primária, também conhecida como condutora, recebe o torque do motor, enquanto a secundária transmite ao diferencial. Cada polia tem dois cones que podem se afastar ou se aproximar por meio de um sistema hidráulico, diminuindo ou aumentando a largura do canal onde passa a correia. De acordo com a demanda do motorista, este afastamento ou aproximação dos cones aumenta ou reduz a velocidade do carro.


Quando os cones estão juntos, o canal fica mais estreito e o raio da polia aumenta. Em marcha reduzida, a polia primária apresenta um raio menor, enquanto a polia secundária fica com raio maior. Na medida em que o carro acelera, o movimento das polias se inverte e a relação de marcha fica maior. A distância entre as polias é fixa.


O câmbio X-Tronic CVT também possibilita trocas manuais na alavanca de câmbio, ao deslocar a manopla para a esquerda para assumir o controle. A opção traz vantagem em performance, especialmente nas ultrapassagens e arrancadas. Outro destaque é o Lock-up com Active Slip Control: a polia é liberada de forma gradual para que o torque seja transmitido de forma linear.


Apesar do Captur amargar resultados abaixo da média de vendagem dos utilitários de sua categoria, a Renault garante que as vendas dos primeiros meses "estão em linha com os objetivos previstos" para o modelo. Um detalhe curioso é que a pintura em dois tons é incluída por 85% dos compradores. E pelos cálculos da marca, o câmbio CVT representará 60% das vendas do Captur no segundo semestre.



De série, o Captur Zen 1.6 CVT vem com quatro airbags (dianteiros e laterais), controle eletrônico de estabilidade (ESP), controle eletrônico de tração (ASR), assistente de partida em ladeiras (HSA), freios com ABS, ISOFIX, direção eletro-hidráulica, volante com regulagem da altura, ar-condicionado, rodas aro 17 polegadas de liga leve, vidros elétricos, alarme perimétrico, chave-cartão hands free, comandos de áudio e celular na coluna de direção, assento do condutor com regulagem de altura, travamento automático das portas a 6 km/h, luzes diurnas em LED, retrovisores elétricos rebatíveis, controlador e limitador automático de velocidade.



O Captur Intense traz ainda: rodas aro 17 polegadas de liga leve diamantadas, apoio de braço dianteiro, Media Nav 7” touchscreen, câmera de ré, ar-condicionado automático, sensor de chuva, farol de neblina com função Cornering Light e sensor crepuscular.


O Captur tem garantia de fábrica de 3 anos ou 100 mil quilômetros rodados, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Os consumidores que optarem pelo financiamento oferecido pela marca têm 5 anos de garantia total. Já as revisões ocorrem em intervalos de 10.000 quilômetros ou a cada ano de uso e possuem preços previamente disponíveis, além de cesta de peças com preço fechado, incluindo mão-de-obra. Há ainda o Renault Assistance, um serviço de atendimento emergencial e de socorro mecânico disponível 24 horas por dia, por 2 anos.


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