Os detalhes da Chevrolet Spin LTZ 2019 com câmbio automático

Avaliação: VW Amarok Extreme 4x4 - a maiorial no uso off-road é ótima também na cidade



Fotos | Júlio Max e Juliano Francisco (imagens em movimento)
Vídeo, edição e texto | Júlio Max, de Teresina - Piauí
Agradecimentos | Assessoria de Imprensa Volkswagen Brasil

O segmento de picapes médias ganhou maior importância mercadológica com o passar dos anos, e a Volkswagen Amarok foi sendo aprimorada de acordo com as demandas do público consumidor. Quando chegou, em 2010, tinha versão única, completa, mas com câmbio manual - numa época em que a preferência geral já era pelas picapes automáticas. Ganhou versões mais acessíveis - inclusive com cabine simples - e em 2012 passou a trazer o câmbio automático de 8 marchas. Posteriormente, ganhou novos equipamentos e séries especiais como a Dark Label e a Ultimate.



Agora, a Amarok está com novo visual, por dentro e por fora. A unidade cedida pela VW do Brasil para nossa avaliação é a topo-de-linha Extreme, que é prima da Amarok Aventura oferecida na Europa e é uma opção mais cosmopolita em relação à já completa Highline, na qual se baseia.


O visual da Amarok Extreme, realçado pela cor Azul Ravenna, é imponente e esportivo. Os faróis são de xenônio nos fachos baixo e alto e são acompanhados por luzes de LED; já a grade possui barras cromadas imponentes. As rodas são grandes e belas, de 20 polegadas, mas os pneus de perfil baixo (de série 50, ante 60 da versão Highline) a fazem estar mais suscetível a bolhas; por outro lado, escoam bem a lama quando sujos. Outros elementos de estilo da picape são: para-barros rígidos, santantônio com logotipo da versão na caçamba, cromados nos filetes dos retrovisores e para-choque traseiro, além de estribos prateados nas laterais.




Por dentro, a versão Extreme também causa boa impressão. As formas circulares do antigo painel deram lugar a linhas retas bem mais elegantes. O interior possui similaridades com outros modelos da Volkswagen na posição de comandos ou mesmo nas peças, o que é bom para quem já está familiarizado a dirigir modelos da marca.


Algumas novidades do interior são mais perceptíveis para quem teve contato com a Amarok anterior. O retrovisor interno anti-ofuscante já existia na picape, mas agora dispensa a moldura grossa. O ar-condicionado, que já tinha duas zonas, passa a trazer visor digital para a temperatura, variando entre 18 e 26° C, com ajuste de meio em meio grau. E como gela! Até a recirculação de ar consegue manter o clima ameno por bons minutos.


Em relação à versão Highline, a série Extreme traz a mais: santantônio na cor da carroceria, estribos laterais planos de alumínio, rodas de liga leve de 20 polegadas com pneus 255/50, capas dos pedais em alumínio, tapetes de carpete com o nome da versão, revestimento dos bancos que mescla couro Nappa e sintético, além do computador de bordo com display colorido de 3,5 polegadas. Esta tela exibe informações como: velocímetro digital, consumo instantâneo e médio, autonomia, distância percorrida (desde a partida ou longo prazo), portas abertas, pressão dos pneus, informações de som, telefone e GPS, entre outras.



O volante é revestido em couro com costuras brancas e traz ajuste de altura e profundidade, paddle-shifts iluminados para trocas sequenciais de marcha, além de comandos de som no raio esquerdo e botões de ajuste do computador de bordo do lado direito. Junto à haste de seta (um leve toque aciona as luzes três vezes) estão os comandos do controlador automático de velocidade. A direção tem assistência hidráulica progressiva.


Na parte esquerda do painel há duas regulagens: à esquerda se ajusta a luminosidade (não apenas do quadro de instrumentos, como de todos os comandos iluminados) e à direita se regula a altura dos faróis.



Mais abaixo há o seletor rotativo dos faróis, que inclui posição de iluminação automática e também faróis e lanterna (esquerda) de neblina. Há também as funções Coming e Leaving Home, que mantém as luzes externas acesas ao abrir a porta do motorista e ao desligar o carro quando o sensor crepuscular reconhecer que o ambiente está escuro quando o seletor estiver na posição Auto, respectivamente.



Na porta do motorista, além dos botões de travamento e destravamento das portas, estão os comandos dos retrovisores (com rebatimento elétrico para cima e desembaçador) e dos vidros, acionados por um toque, com bloqueador das janelas traseiras. Escondida na coluna do motorista está o botão de inibir o alarme volumétrico (abaixo). As 4 portas trazem revestimento de couro no apoio lateral e carpete nos porta-objetos.



Falando em acabamento, a predominância na picape é de plásticos rígidos - mas de boa qualidade, com bons encaixes e variedade nas texturas. A versão Extreme traz couro no apoio de braço, além de tapetes de carpete com o nome da versão, porta-óculos e porta-objetos frontal do console emborrachados, mas os porta-objetos da parte central são de plástico duro e, portanto, suscetíveis a fazer barulhinhos. Os mais atentos observarão que, por baixo da fiação dos bancos dianteiros, é possível ver a lataria nua.



A central multimídia possui tela touchscreen de 6,3 polegadas e muitas funcionalidades. Além de manter o CD Player - item cada vez mais em extinção nos automóveis atuais - há entrada USB, auxiliar, duas entradas para cartão SD e Bluetooth para chamadas telefônicas e streaming de áudio. O maior destaque fica para o espelhamento de tela de celulares compatíveis com Android Auto, Apple CarPlay e MirrorLink. Usando a primeira forma de espelhamento, é possível usar o GPS do Google e conferir informações de trânsito em tempo real, além de ouvir músicas no Google Play Música e Spotify.



Ao todo, a Amarok possui cinco tomadas de 12 Volts: uma no porta-objetos no alto do painel, outra na parte direita do console central (à frente da alavanca de câmbio), acompanhada do acendedor de cigarros (que também pode ser usado como tomada e acompanha um copo que serve como cinzeiro), além da tomada voltada para os passageiros de trás e ainda uma saída de força na parte esquerda da caçamba. Mas só traz uma entrada USB...



Pela tela também se vê a imagem da câmera de ré e os gráficos dos sensores de estacionamento. Há também visualizador de fotos e som com 4 alto-falantes nas portas e 2 tweeters nas colunas dianteiras, com boa amplitude de volume, ajuste de distribuição espacial do som e graves/médios/agudos, com qualidade razoável. É possível também usar os comandos de voz - na maioria das situações, foram bem-entendidos.



Abaixo da tela, o console traz botões para ativar ou desativar os sensores de estacionamento e para ligar a luz de caçamba (acionável só com a ignição desligada), além da luz que sinaliza que o airbag frontal do passageiro dianteiro foi desativado com a chave (no canto direito do painel). O porta-luvas pode ser trancado com a chave, porém é relativamente pequeno e não traz porta-trecos.



Os bancos têm revestimento em couro que mescla material sintético e Nappa (curiosamente, o cheiro deles lembra muito outra picape, o Fiat Toro) e, para quem senta na frente, a ergonomia é exemplar. Tanto para o motorista quanto para o passageiro, há ajustes elétricos de inclinação do encosto, altura e distância do assento e inclusive a regulagem lombar. Há ainda extensores manuais para a região das coxas (luxo do nível dos Audi) e botões que regulam o encosto de cabeça de forma mais cômoda.



Atrás, pode-se baixar o encosto (inteiriço) ou levantar-se o assento, que é bipartido. Há encostos de cabeça e cintos de três pontos para todos, além de dois pontos de fixação ISOFIX para cadeirinhas infantis. Quem senta no meio tem mais comodidade para as costas em relação a algumas picapes que põem um apoio de braço nesta posição do banco traseiro, mas o espaço para pernas é disputado com um porta-copos parcialmente retrátil no piso.



A chave da Amarok, do tipo canivete, lembra modelos como up! e Fox, apenas com botões de travamento e destravamento de todas as portas. Ao segurar o botão de abrir as portas, as janelas descem, mas elas param assim que se solta o botão.



Os dois para-sóis trazem espelhos com tampa corrediça e bordas curvas, com porta-documento para o motorista. À frente há sensor de chuva e palhetas do tipo "aerowisher", enquanto no vidro traseiro há desembaçador.



De noite, a luz azulada do xenônio proporciona boa visão e seu acendimento ocorre de forma automática caso o seletor de luzes esteja na posição "Auto". A iluminação dos comandos em geral é vermelha, mas quadro de instrumentos e temperatura do ar digital trazem iluminação branca. As luzes de teto são amarelas. Atrás, a iluminação da placa é de LED.




A caçamba da Amarok Extreme é emoldurada pelo santantônio com o logotipo da versão e, diferentemente da versão Highline (com aço aparente), possui protetor rugoso no habitáculo. A capacidade é de 1280 litros. Com tampa que pode ser fechada com a chave, esta caçamba possui comprimento de 1,555 metros, largura de 1,62 metro (1,22 m entre as caixas de roda), altura de 50,8 centímetros, altura do assoalho em relação ao solo de 78 cm e superfície de 2,52 metros quadrados.


A carga útil é de 1134 quilos e há quatro ganchos para fixação de cargas. Debaixo da caçamba está o estepe, que - boa notícia - tem roda de liga leve e as mesmas dimensões dos outros pneus.


Ao assumir o comando, a primeira característica que se percebe é a posição de dirigir bastante elevada, complementada por amplo para-brisa e retrovisores com ampla área de visão. O que destoa é o espelho interno delgado, que tem o mesmo estilo de modelos como o Passat. É do tipo anti-ofuscante, mas as bordas do retrovisor deixam refletir a luz alta dos carros. Além disso, poderia ter maior área vertical.



Estacionar a Amarok é até fácil, partindo do pressuposto de que há uma vaga que a acomode... A câmera de ré, posicionada abaixo da tampa traseira, é bastante útil e vem complementada pelas linhas de guia e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, com opção de desativar os apitos e gráficos da carroceria. Mesmo quem tem um Volkswagen up! (como eu...) vai estacionar tranquilamente. Sem falar que o rebatimento dos retrovisores é muito útil em espaços estreitos e pode ser feito com o câmbio em qualquer posição, o que ajuda a sair de garagens apertadas tanto de ré quanto andando para a frente.



O diâmetro de giro, de 12,95 metros, está na média do segmento e no limiar do adequado para algumas vias urbanas. O apoio para o pé esquerdo do motorista é bem cômodo, mesmo para quem calça números grandes. O freio de mão também chega a ser mais fácil de operar que muito carro de passeio. A buzina tem som bem mais grave, até adequado a uma picape.


Na hora de colocá-la na lama, os 24 centímetros de altura em relação ao solo a fizeram encarar o piso encharcado na maior facilidade. Rumo ao atoleiro, era necessário que as quatro rodas girassem para que ela não perdesse o embalo e ficasse no meio do caminho. Felizmente, este gerenciamento da tração é feito eletronicamente, de modo que o motorista não terá imprevistos. Se não der conta, o bloqueio do diferencial traseiro, acionado por botão no console, torna a travessia mais fácil ao distribuir mais torque para a roda que estiver tracionando mais.



O motor 2.0 Biturbo Diesel pode ser visualmente bagunçado (na verdade só não há a cobertura plástica sobre ele), mas tem rendimento parelho com picapes de maior cilindrada. Montado em posição longitudinal, o propulsor de 4 cilindros e 16 válvulas traz injeção direta common-rail e intercooler, rendendo 180 cavalos a 4000 rpm e 42,8 kgfm de torque já a 1750 rpm, o que se traduz em muita força entregue em praticamente todas as situações.



O capô possui manta de isolamento acústico, porém, o motor é acionado por correia dentada, que requer verificação de tempos em tempos. Sua taxa de compressão é de 16,0:1. A título de curiosidade: no reservatório da água do limpador de para-brisa cabem 3,8 litros!



Se o motor é bom, o câmbio automático ZF 8HP é excelente. Utilizado em modelos da Audi, Jaguar e nos Range Rover, com 8 marchas e manopla ergonômica, possui trocas muito suaves e busca colocar marchas mais altas em velocidades baixas para deixar o consumo de combustível mais contido. A cerca de 65 km/h, andando tranquilamente, não raro ela já estava na sétima marcha, e mesmo acelerando fundo, a transmissão é muito bem-escalonada, sem os momentos de indecisão que ainda são perceptíveis em alguns câmbios automáticos com conversor de torque. Responde igualmente bem quando operada pelo motorista no modo sequencial (situação na qual será exibido no quadro de instrumentos a hora sugerida para passar para a marcha seguinte).


A disposição da Amarok Extreme nas acelerações e retomadas foi surpreendente - especialmente considerando que ela possui 2036 quilos em ordem de marcha. Segundo a VW, a versão Extreme atinge a velocidade máxima de 174 km/h. Veja os resultados que obtivemos (feitos em local seguro, com ar-condicionado desligado, uma pessoa a bordo e câmbio em posição Drive):

Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,7 segundos
Retomada de 60 a 100 km/h: 8,2 segundos
Retomada de 80 a 120 km/h: 10,4 segundos



A picape só pode ser abastecida com diesel S-10 ou S-50, com menores teores de enxofre, para não comprometer componentes mecânicos. O tanque de combustível possui a capacidade de 80 litros e, nos 198 quilômetros que percorremos, sua média de consumo (em percursos majoritariamente urbanos) oscilou entre 7,6 e 8,2 km/l. Só abastecemos com diesel S-10. Durante nossa avaliação, o preço do litro do diesel estava cerca de 40 centavos abaixo do valor da gasolina, o que a torna significativamente mais em conta de se manter do que as picapes médias flex, embora cobre seu preço no valor de compra.



Em termos de segurança, a Amarok vem bem equipada. Traz airbags frontais e laterais nos bancos dianteiros (com a possibilidade de desativar, com a chave, a bolsa frontal do passageiro no caso de se levar criança na frente), além de controles de tração e estabilidade, assistente de partida em ladeiras (que operou adequadamente), bloqueio do diferencial acionado por botão e controlador automático de velocidade de descida.


Os freios são a disco ventilados na dianteira e a tambor na traseira, com ABS off-road (faz pequenos travamentos para a terra/areia deslizada ajudar a frear o veículo em menor espaço), frenagem automática pós-colisão (em caso de acidente, reduz automaticamente a velocidade até 10 km/h, minimizando o risco de uma batida secundária), auxiliar de frenagem de pânico e auxílio de frenagem na chuva (RBS).



A suspensão dianteira é independente, com braços duplos triangulares, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Já na traseira a receita é a tradicional deste segmento: eixo rígido, com feixe de molas semi-elípticas de dois estágios e amortecedores hidráulicos. Este conjunto propicia à Amarok estabilidade acima da média nesta categoria e boa desenvoltura para transpor terrenos off-road, só que a deixa mais suscetível a solavancos nas irregularidades em relação, por exemplo, à Frontier - que traz suspensão traseira multilink.


Ao devolver esta Amarok, fomos surpreendidos por haver na concessionária uma unidade 0 km da versão Extreme, também azul. Esta trazia o engate removível para reboque que não veio na "nossa", mas em compensação, a caçamba trazia a lataria exposta. Curiosamente, o logotipo Automatic foi suprimido da tampa traseira.


A Amarok possui 5,25 metros de comprimento, largura sem retrovisores de 1,95 m (2,23 m com os retrovisores e 2,03 m com os retrovisores rebatidos), altura de 1,83 metro e distância entre-eixos de 3,10 metros, o que confere bom espaço para pernas, cabeça e ombros dos ocupantes, na frente e atrás.


A versão Extreme está disponível no site da VW pelo preço de R$ 180.990, incluindo pintura metálica (há o opcional compulsório do engate removível para reboque, por R$ 1000). Em fevereiro haverá o lançamento da versão Highline V6, com motor 3.0 TDI de 225 cavalos e torque de 56,1 kgfm. Esta incorpora equipamentos como a tela do computador de bordo colorida e rodas de 19 polegadas - um meio-termo entre as de 18 polegadas da Highline normal e as rodas de 20'' da Extreme.



Os custos de revisão da versão Extreme estão entre os menores do segmento, parceláveis em 4 vezes:

10 mil quilômetros ou 1 ano - R$ 496,19
20 mil quilômetros ou 2 anos - R$ 811,19
30 mil quilômetros ou 3 anos - R$ 769,19
40 mil quilômetros ou 4 anos - R$ 811,19
50 mil quilômetros ou 5 anos - R$ 769,19
60 mil quilômetros ou 6 anos - R$ 811,19
70 mil quilômetros ou 7 anos - R$ 769,19
80 mil quilômetros ou 8 anos - R$ 811,19
90 mil quilômetros ou 9 anos - R$ 769,19
100 mil quilômetros ou 10 anos - R$ 811,19


Boletim comentado da Volkswagen Amarok Extreme 2.0 Biturbo Diesel 4x4


Design = 9,5
Poucas picapes neste segmento têm tanta presença quanto a Amarok Extreme, prova de que, mesmo com carroceria basicamente idêntica desde que chegou ao Brasil em 2010, teve novidades nos pontos certos nesta reestilização de 2016. A bela cor Azul Ravena ajuda, mas há diferenciais desta versão que atraem olhares, como os faróis de xenônio nos fachos baixo/alto acompanhados de LEDs, santantônio exclusivo, rodas de 20 polegadas diamantadas com apliques pretos na parte interna dos raios, faróis de neblina emoldurados por cromados, estribos laterais...

Espaço interno = 9,25
As dimensões externas da Amarok são avantajadas e isto se refletiu num habitáculo suficiente para acomodar cinco adultos, com sobras de espaço para pernas e cabeça de ocupantes de cerca de 1,80 metro de altura. Além disso, há diversos nichos nas portas, console central, painel e até teto que podem receber objetos. E nem falamos ainda da caçamba de 1280 litros, uma das de maior capacidade (excetuando-se as picapes médias de cabine simples, segmento no qual, aliás, a Amarok também tem uma versão para brigar com Ranger e S10).

Conforto = 8,0
Ainda que a versão Extreme se esforce para oferecer diversas comodidades aos ocupantes - como os bancos elétricos dianteiros, a climatização eficiente em duas zonas, o volante com boa assistência - a picape sofre para rodar em asfalto malcuidado ou estradas de pedra com as rodas de 20 polegadas, a caçamba vazia e a suspensão de eixo rígido na traseira. Assim, o chacoalhar dos ocupantes a bordo é nitidamente superior a outras picapes do segmento, incluindo aí a própria Amarok Highline com suas rodas de 18 polegadas e pneus de perfil mais alto.

Acabamento = 8,5
Por um lado, a Amarok Extreme traz couro nos bancos (de textura macia), porta-óculos com a mesma textura emborrachada do Golf, apoios das portas com couro, tapetes de carpete e revestimentos de couro no aro do volante, coifa do câmbio e aro da alavanca do freio de mão. Os encaixes são bem-feitos. Por outro, o painel inteiro é construído em plástico duro e não é preciso se esforçar muito para enxergar os fusíveis debaixo do painel ou a lataria azul debaixo dos bancos dianteiros. Coisas de picape...

Equipamentos = 9,25
A lista de itens de série da versão Extreme lembra mais a de um sedan de luxo: traz ar-condicionado digital de duas zonas, computador de bordo com tela colorida, central multimídia com espelhamento de tela de celulares, ajuste de altura e profundidade do volante, bancos dianteiros com ajustes elétricos, lombar e com extensores para as pernas... É bem verdade que praticamente todas as rivais trazem um ou outro equipamento como trunfo na manga: a S10 traz atendimento OnStar, alerta de saída de faixa e de colisão frontal; a Frontier oferta saídas de ar traseiras, aquecimento dos bancos dianteiros e central multimídia com aplicativos Android; a Ranger possui com controle de velocidade adaptativo com alerta de colisão frontal e farol alto adaptativo, a L200 vem com chave presencial e partida por botão; a Hilux traz modos Power/Eco do câmbio e central multimídia com DVD e TV digital... Cabe ao consumidor ponderar e escolher a picape que melhor lhe atenderá.

Desempenho = 9,25
Mesmo com mais de 2 toneladas e centro de gravidade elevado, a Amarok Extreme mostrou ter desempenho similar a bons carros de passeio. Mérito da força bruta do motor Biturbo Diesel de 180 cavalos e 42,8 kgfm de torque, gerenciado pelo inteligente câmbio automático de 8 marchas, que fará o possível para mantê-la com marchas altas a fim de minimizar ruídos e consumo de combustível, mas rapidamente atendendo ao motorista caso seja preciso pisar mais forte. E ela contorna curvas muito bem!

Segurança = 9,5
O pacote de itens de segurança da Amarok pode não ter os airbags de cortina e para os joelhos do motorista disponíveis na Ranger, L200 e Hilux, nem o alerta de colisão frontal e o aviso de saída involuntária de faixa presentes na S10, mas é bem abrangente quando olhamos para os itens de proteção ativa (aqueles que evitam o acidente). De fábrica, estão na versão Extreme: airbags frontais e laterais, cintos de 3 pontos e apoios de cabeça ajustáveis para todos, freios ABS off-road, controles de tração e estabilidade, auxílio de partida em ladeiras, controlador de velocidade em descidas, bloqueio eletrônico do diferencial, frenagem automática pós-colisão...

Consumo = 8,0
O nível de consumo de diesel no percurso do Auto REALIDADE foi um pouco inferior à média do Inmetro - mesmo dirigindo de forma econômica e pegando leve no uso do ar-condicionado - mas ainda assim razoável para uma picape deste porte e que anda com tração nas 4 rodas o tempo todo. Com 80 litros (sendo 10 litros de reserva), o tanque de combustível permite longas viagens sem reabastecimento, característica desejada para um veículo desta categoria.

Custo-benefício = 9,0
Neste segmento de picapes médias completas com motor a diesel, só a Nissan Frontier LE está significativamente abaixo da casa dos R$ 180 mil. Para quem quer uma picape que seja boa em todas as situações - na cidade, na estrada e no uso off-road - a VW Amarok é a opção que melhor enfrenta tudo: é um produto já consolidado na categoria, com bom aproveitamento de espaço para 5 pessoas e tralhas, motor com boa entrega de força, câmbio automático admirável, lista de equipamentos de conveniência abrangente, grande quantidade de itens de segurança ativa, boa posição e visibilidade ao dirigir, vários recursos que facilitam a transposição de terrenos fora-de-estrada... O preço de compra e os valores das revisões são razoáveis para o consumidor deste segmento. Ah, e nenhuma picape média à venda no Brasil tem rodas e cor externa tão bonitas assim...

Nota Final = 8,9

As notas são atribuídas considerando a categoria do carro analisado, os atributos oferecidos pelos concorrentes, além das expectativas entre o que o modelo promete e o que, de fato, oferece. Frações de pontuação adotadas: x,0, x,25, x,5, x,75. Critérios - Design = aspecto estético do automóvel. Espaço interno = amplitude do espaço para passageiros (dianteiros e traseiros, de acordo com a capacidade declarada do carro), locais para por objetos e bagagem. Conforto = suspensão, nível de ruído, posição de dirigir, comodidades. Acabamento = atenção aos detalhes internos, escolha de materiais e padronagens. Equipamentos = itens de tecnologia e conforto inclusos no automóvel avaliado. Desempenho = aceleração, velocidade máxima, retomada, comportamento em curvas e frenagem. Segurança = visibilidade, itens de proteção ativa e passiva. Consumo = combustível gasto e autonomia. Custo-benefício = relação de vantagem entre o preço pago e o que o carro entrega.

Vem conferir a Galeria de Fotos da Volkswagen Amarok Extreme!



Comentários

  1. Aquele botão na coluna do motorista não se refere à iluminação da caçamba e sim para desativar o alarme volumétrico.

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    1. O manual do proprietário da picape deixava ambígua a real função do botão e de fato foi possível ligar a luz de caçamba com ela desligada sem recorrer a ele. Texto corrigido. Agradeço!

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