Flagra: Novo Chevrolet Tracker se apronta para a estreia em 2020


O ano de 2019 foi marcado pela aparição de diversos carros de testes conduzidos pelas montadoras no Piauí - para felicidade das pessoas atentas às novidades. Semanas antes do lançamento do novo Hyundai HB20, algumas unidades do hatch circularam com camuflagem pesada (carroceria zebrada, mantas na frente e traseira, e disfarce até sobre as rodas). Já a Ford trouxe unidades do Territory e do "baby-Bronco" para serem analisadas em nossa região. E a Chevrolet, que quase todo ano aproveita nosso Estado para realizar estes testes, precisou intensificar as rodagens com unidades do Onix Plus para encontrar uma solução para os casos de incêndios, e também finalizou por aqui os testes do novo Onix hatch, que acaba de chegar às concessionárias. E mesmo dezembro sendo tipicamente um mês de desaceleração nas atividades das marcas de carro, é preciso considerar o que vem por aí. Para a Chevrolet, uma das novidades mais importantes a serem apresentadas em 2020 é esta flagrada pelo Auto REALIDADE: a nova geração do Tracker.




A primeira vez que a General Motors utilizou o nome Tracker foi em sua versão do Suzuki Grand Vitara, que no Brasil foi vendido entre 2001 e 2009. Em 2013 veio um novo utilitário, mas fora o nome, nada era igual: o então novo Tracker passava a ter plataforma de Sonic e conjunto mecânico de Cruze, deixando de lado as capacidades off-road de outrora para assumir a vertente de SUV urbano. O novo Tracker também promove uma ruptura em relação ao modelo hoje encontrado nas lojas. Para começar, ele passa a adotar a nova plataforma GEM, como a dos novos Onix e Onix Plus.


Além disso, o Tracker deixa de ser importado do México para ser fabricado no Brasil. A gama de versões, hoje restrita a apenas três opções (LT, Midnight e Premier) e só um conjunto motriz (1.4 Turbo Flex com injeção direta de combustível e câmbio automático de 6 marchas), será ampliada. O novo Tracker terá versões com o motor 1.0 Turbo de 116 cavalos já disponível no Onix Plus (sendo que haverá opção de câmbio manual ou automático) e as opções topo-de-linha terão o até agora inédito 1.2 Turbo. A estratégia é similar à adotada pela Volkswagen para o T-Cross: as versões 200 TSI e Comfortline saem com o 1.0 de 128 cavalos e a opção Highline 250 TSI traz o propulsor 1.4 de 150 cavalos.



Em termos dimensionais, o novo Tracker passa a ser 1,2 centímetro mais comprido (passando a 4,27 metros de comprimento), 1,5 cm mais largo (1,79 m) e também com distância entre-eixos 1,5 centímetro maior. Mas a impressão ao ver a nova geração de perto é de que ele ficou bem maior do que era o anterior. Esta percepção se dá com elementos de estilo como as lanternas horizontais que passam a invadir a tampa do porta-malas e as janelas fixas nas colunas traseiras, bem como os vincos mais fortes ao longo da carroceria. O porta-malas deverá ficar maior (com 306 litros, hoje o Tracker amarga a condição de ter o menor compartimento para bagagem do segmento), mas se realmente mantiver os 390 litros do modelo chinês, também não estará entre os maiores da categoria.


O interior do Tracker brasileiro deverá seguir os passos do modelo já apresentado na China, com inspirações no Onix Plus. Volante e quadro de instrumentos serão semelhantes. Entre os mimos que estarão disponíveis nas versões mais completas, estão: ar-condicionado automático digital, teto solar elétrico, sistema multimídia MyLink com Wi-Fi compartilhável, apoio de braço integrado ao console com porta-objetos, entre outros.



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