Avaliação: Nissan Kait Exclusive 1.6 CVT traz evoluções em relação ao Kicks Play

Texto e Fotos | Júlio Max, de Teresina - Piauí
Agradecimentos | Assessoria de Comunicação Nissan

O segmento dos SUVs/crossovers compactos é tão competitivo no Brasil que, hoje, muitas marcas de automóveis oferecem mais de um modelo nesta categoria para ter maiores chances de sucesso, diante de tantas opções existentes - que abrangem uma ampla faixa de preços. A Nissan é uma das montadoras que resolveu adotar esta estratégia a partir de 2025: para rivalizar com versões dos A-SUVs e opções de entrada dos B-SUVs, ela escala o Kait (lê-se káit), reformulação da primeira geração do Kicks (que, em seu último ano de fabricação, passou a ser conhecido pelo nome Kicks Play). Já a segunda geração do Kicks, maior e mais sofisticada, chegou para disputar clientes de versões mais completas dos B-SUVs e até mesmo de algumas opções básicas de modelos do segmento C. Desde o início de 2026, o Kait conta com seis versões: Active, Sense, Sense Plus, Advance, Advance Plus e Exclusive. Nós do Auto REALIDADE, que já havíamos conhecido o Nissan Kait em primeira mão em São Paulo (SP) na época do seu lançamento, em dezembro de 2025, agora tivemos a oportunidade de conviver por uma semana em Teresina com a sua versão topo-de-linha Exclusive. E agora, depois de mais de 750 quilômetros de convívio, é hora de analisar os detalhes desta novidade!

Na dianteira, o Kait passou por uma reformulação geral em relação ao Kicks Play, a começar pelo capô. Agora, ele possui novos vincos, com significativas elevações nas laterais e um recorte central para acomodar o logo da Nissan, que agora fica em posição mais elevada. O Kait segue a tendência atual do conjunto ótico desmembrado em dois níveis e adota iluminação dianteira Full LED em todas as versões. A parte superior é mais delgada, contando com luzes de posição que se convertem nas luzes de seta; o facho baixo acende em uma grande área do refletor, enquanto o facho alto fica concentrado em uma parábola separada. As lentes superiores são visualmente interligadas por uma barra em preto-brilhante. Já a parte inferior possui lentes com maior área vertical e, nas versões mais completas, três barras de luzes de posição de cada lado (esta iluminação, ativada quando o motor está ligado, não se acende simultaneamente com as luzes de posição superiores). Ou seja: subvertendo uma lógica comum nos automóveis atuais, a parte superior é a que concentra o conjunto principal de luzes, mesmo sendo a mais estreita. O para-choque dianteiro do Kait também é inédito, e se destaca pela grande área hexagonal pintada em preto-brilhante onde estão as aberturas de ar (com frisos horizontais) e pela moldura na cor da carroceria, em formato de "U". Na parte superior, existem três fendas horizontais de ar, que lembram o detalhe presente na histórica picape Nissan D21. Na região inferior-central, também há uma área retangular onde é instalado o radar frontal (curiosamente, desde a versão Active este detalhe está presente). Na versão Exclusive, há uma das câmeras que compõem a visão em torno da carroceria. Quando estão em repouso, os limpadores dianteiros ficam sobre a região não-transparente do para-brisa.

Visto de lateral, o Kait explicita seu parentesco com o Kicks Play. Portas, janelas, maçanetas, retrovisores, teto (incluindo as suas barras longitudinais prateadas funcionais, com capacidade de 50 quilos, que estão presentes a partir da versão Advance) e portinhola do combustível (no para-lama traseiro esquerdo) foram conservados. Mas o Kait possui novidades: as rodas de liga leve de 17 polegadas possuem o inédito design "Blades" para as versões Advance, Advance Plus e Exclusive (mesclando superfície diamantada e detalhes em preto-brilhante; nas versões Active, Sense e Sense Plus, as rodas de liga leve de 17 polegadas mantém o estilo das versões mais completas do Kicks Play; em todas as versões, os pneus são de perfil 205/55), a moldura em plástico rígido da parte inferior das portas possui relevos mais agressivos e, nas variantes mais completas, as molduras das colunas traseiras passam a ter adesivos estilizados no lugar das molduras de plástico. As capas dos retrovisores externos agora são pintadas de preto-brilhante, assim como a antena de teto ao estilo barbatana-de-tubarão. Os retrovisores incorporam luzes de seta de LED, podem ser dobrados manualmente e, na versão topo-de-linha, também dispõem de câmeras de visão em torno do veículo. Pintadas na cor da carroceria, as maçanetas dianteiras dispõem de botões que, quando apertados, permitem travar ou destravar o carro a partir da presença da chave. As caixas de roda contam com coberturas parciais de plástico rígido.

A traseira do Kait também foi significativamente reformulada em relação ao Kicks Play. As lanternas totalmente de LED possuem novo formato, deixando de acompanhar a curvatura do vidro traseiro e assumindo formato mais retilíneo e horizontalizado. Elas são visualmente interligadas por uma moldura em preto-brilhante que abriga o emblema da Nissan (onde está alojada a câmera de ré). A tampa traseira tem novo formato, sendo mais reta na parte inferior, com vincos mais fortes e a identificação Kait em destaque. Com fita métrica à disposição, nós do Auto REALIDADE descobrimos que este emblema ocupa uma largura de nada menos que 60,5 centímetros, equivalentes a quase 1/3 da dimensão transversal da carroceria. Conforme a Nissan, este detalhe foi inspirado no SUV Patrol, de grande porte. Abaixo dos emblemas há um puxador com dois botões embutidos: o do lado esquerdo faz o destravamento da tampa traseira e, à direita, há o comando que permite o travamento do carro se a tampa estiver fechada. Se o carro estiver travado e o botão de destravamento da tampa do porta-malas for apertado quando a chave estiver próxima, a tampa é destravada e as demais portas também. O para-choque traseiro do Kait também passou por extensas modificações. Agora, ele possui duas áreas nas laterais pintadas na cor da carroceria, e com refletores horizontais, enquanto o restante da peça vem em plástico preto-fosco. Além disso, o alojamento da placa do carro foi deslocado para o para-choque - contando agora com duas luzes de LED no lugar da iluminação amarelada.

O Nissan Kait possui 4,304 metros de comprimento (curiosamente, 0,6 cm a menos que o Kicks Play), largura sem espelhos de 1,76 metro, largura com espelhos de 1,96 m, altura de 1,611 metro, distância entre-eixos de 2,62 metros, altura livre do solo de 20 centímetros e peso em ordem de marcha de 1139 quilos em quase todas as versões (o mesmo peso que as versões Sense e Advance Plus do seu antecessor Kicks Play) - já a opção Exclusive registra 1157 kg sobre a balança.

A cabine do Kait possui modificações no painel e nos forros de porta, além de novas colorações de estofamentos e padronagens de costuras. Na versão Exclusive, o SUV da Nissan possui materiais sintéticos revestindo volante, bancos, apoio de braço dianteiro, pomo da alavanca de câmbio, faixa horizontal do painel (sendo que a região na cor preta do painel com costuras azuis, da parte superior, é bem mais firme que a seção em cinza, com costuras claras) e áreas das portas dianteiras e traseiras. Nas versões Advance Plus e inferiores, o painel possui uma faixa texturizada central de plástico rígido, o volante tem aro em plástico espumado e os bancos são totalmente forrados de tecido - com padronagem mais simples para a versão Active, paralelogramos em relevo nas versões Sense e Sense Plus e listras diagonais com tecido em preto e cinza nas versões Advance e Advance Plus. Mas os quatro forros das portas possuem revestimentos sintéticos em toda a linha. O forro de teto é confeccionado em feltro simples, e os para-sóis, em plástico rígido. No geral, o acabamento possui bons encaixes e recortes, praticamente sem rebarbas nas peças.

O volante segue o estilo conhecido do Kicks Play, mas troca a moldura prateada na parte inferior por detalhes em preto-brilhante. Ele conta com aro revestido de material sintético, raios em preto-brilhante, base achatada e costuras aparentes em cinza-escuro. Nele estão concentrados no raio esquerdo os comandos de volume e faixas do sistema de som, além do controle do computador de bordo. À direita ficam os controles de velocidade de cruzeiro adaptativo (incluindo botão para regular a distância a ser mantida do veículo à frente, em três níveis), comandos de voz (do aparelho pareado com o sistema multimídia; não há comandos nativos) e de telefone (abre o menu homônimo do sistema multimídia quando não há ligação em andamento; se estiver sendo feita uma chamada, é possível atender por este botão). A coluna de direção possui ajuste de altura e profundidade através da alavanca do canto inferior esquerdo; há uma coifa de carpete para a proteção da parte superior da coluna.

Nas versões Advance, Advance Plus e Exclusive, o quadro de instrumentos é composto por uma tela colorida de 7 polegadas no lado esquerdo (que exibe informações que podem ser ajustadas pelos botões no volante referentes ao computador de bordo) e por uma segunda tela, monocromática, que mostra velocímetro digital, hodômetro total, autonomia estimada e nível de combustível. Nas versões Active, Sense e Sense Plus, tanto o conta-giros quanto o velocímetros são analógicos e há, ao centro, uma tela monocromática de informações, com comandos e informações mais simples.

As informações disponíveis são:
  • Indicadores: exibe o conta-giros digital (marca até 8 mil rpm, com faixa vermelha iniciando pouco antes de 6500 rpm).
  • Áudio: mostra informações de som, como nome da música/estação. É possível alterar a fonte pelo botão "OK" (USB 1 ou 2, Bluetooth, rádio AM ou FM e Android Auto/Apple CarPlay). 
  • Economia de combustível: exibe dois estilos de gráficos relativos ao consumo instantâneo de combustível: um em forma de barras verticais, outro representado por uma barra horizontal, que mostram se o motorista está superando a média de consumo anterior ou não.
  • Computador de bordo
    • Indicador de temperatura do líquido de arrefecimento do motor
    • Pressão dos pneus: se o carro começar a rodar, exibe a pressão de cada um dos quatro pneus, bem como a pressão recomendada por eixo.
  • Instruções de rota:
  • Configurações: neste menu é possível entrar nas seguintes definições:
    • Configuração ESP: ativa ou desativa os controles eletrônicos do veículo.
    • Assistência ao condutor: é possível alterar configurações dos sistemas de assistência de faixa, pontos cegos, frenagem automática de emergência, sensores de estacionamento traseiros, alerta de atenção do condutor, temporizador de alertas e alerta de temperatura baixa.
    • Personalizar a tela: é possível escolher quais telas de computador de bordo serão exibidas, configurar as definições dos gráficos de Economia e escolher se será exibida a animação de boas-vindas (aparece o Kait em três dimensões) quando for dada a partida no veículo ou não.
    • Definições do veículo: aqui é possível regular os ajustes de iluminação (é possível definir se as luzes externas se acenderão quando o carro for destravado e se permanecerão acesas segundos após o desligamento do veículo, além de definir se a iluminação interna vai ser ligada automaticamente e a sensibilidade do sensor crepuscular), setas (para ativar ou desativar a função de acionar as setas 3 vezes com um leve toque na alavanca, sem precisar deslocar ela até o "clique"), bloqueio de portas (é possível ativar ou desativar a função presencial que permite abrir a porta apenas apertando os botões embutidos nas maçanetas dianteiras, programar se só a porta do motorista será destravada ou todas as outras, e definir se, ao trancar o carro, vai haver ou não um breve toque de buzina e acionamento rápido dos piscas) e limpadores de para-brisa (pode-se ativar ou desativar a função do acionamento variar conforme a velocidade e ativar ou desativar o acionamento do limpador traseiro no momento em que a ré for engatada).
    • Manutenção: é possível definir lembretes para a troca de óleo e filtros, de pneus ou de outro componente. Os lembretes aqui sempre serão dados conforme a quilometragem selecionada (500, 1000, 1500, 2000 km...)
    • Relógio: é possível ajustar manualmente o horário e escolher se ele será exibido no padrão AM/PM ou de 24 horas.
    • Unidade/Idioma: permite selecionar em que unidade de medida serão mostrados o consumo de combustível (km/l, l/100 km ou MPG dos EUA ou Reino Unido), a temperatura externa (º C ou º F) e o idioma da tela (português brasileiro, inglês, espanhol ou francês).
    • Configurações de fábrica: todas as configurações do veículo retornam ao padrão de fábrica.
A tela também exibe individualmente qual porta está aberta, lembra o motorista de desligar os faróis ao sair do veículo (caso as luzes estejam ligadas com a ignição desligada) e também indica caso a tampa do porta-malas não tiver sido fechada, embora não alerte se o capô estiver aberto. Curiosamente, na parte inferior do quadro de instrumentos, existem as marcas de ícones relacionados à comutação automática do facho dos faróis e às luzes de neblina dianteiras e traseiras, mas estes itens não estão presentes no Kait (pelo menos, não até agora...).

A haste de luzes conta com as posições O (as luzes externas ficam desligadas; se o motor estiver ligado, as luzes de posição do para-choque dianteiro se acendem), de luzes de posição acesas (neste caso, se acendem as luzes de posição integradas aos fachos principais dos faróis, além das lanternas e luzes de placa), faróis baixos acesos e acendimento automático dos faróis baixos (Auto). O deslocamento da alavanca para a frente permite acionar os faróis altos; para lampejar, o motorista puxa a haste em sua direção. Com um toque leve, a alavanca de seta é acionada três vezes caso esta função esteja ativa.

Está disponível o acionamento temporizado dos faróis (Follow Me Home), mas seu acionamento ocorre de forma manual. Com o Kait desligado e o seletor na posição Auto, quando o motorista puxa a alavanca das luzes em sua direção, os faróis baixos e as luzes de posição ficam acesos por 30 segundos. Repetindo o movimento, o acendimento é estendido por mais 30 segundos até chegar ao período máximo de 2 minutos. Para apagar as luzes durante a atuação do temporizador, é possível girar o seletor para outra posição e, em seguida, posicionar novamente em Auto - ou ligar a ignição. 

Já a alavanca dos limpadores, ao ser deslocada para cima a partir da posição Off (desligada), chega ao estágio 1x (de acionamento contínuo lento enquanto a haste for acionada). Mais abaixo, há as posições de intermitência variável (com 5 opções selecionáveis), acionamento contínuo lento e acionamento contínuo rápido. Girando a ponta da alavanca é possível acionar o esguicho e ativar o limpador traseiro com intermitência ou de forma contínua. Puxando a alavanca em sua direção, o motorista aciona os lavadores e limpadores dianteiros.

O sistema multimídia da Pioneer é item de série nas versões Advance, Advance Plus e Exclusive. Ele possui tela uma polegada maior em relação à central presente nas opções de entrada do Kait, totalizando 9 polegadas, e conta com recursos como indicador de porta(s) e tampa traseira aberta, conta-giros e gráficos dos sensores de ré. A câmera de ré é um item presente de série em todas as versões do Kait. Já a Exclusive possui, com exclusividade, o sistema de visão em 360 graus. Ela traz linhas de guia que acompanham o movimento do volante - quando este está alinhado, elas deixam de ser exibidas. Há também gráficos com escalas de cores para mostrar a proximidade dos objetos que aparecem na tela, com possibilidade de visualização do lado direito ao apertar o botão Camera, e há o espelhamento sem fio de dispositivos compatíveis com Apple CarPlay e Android Auto. Em nosso uso, porém, esta central deixou a desejar - por aspectos como insensibilidade do toque na tela, ícones de atalho pequenos e confusos (sem botões físicos), além dos layouts defasados. 

A resolução da tela é de 1024 x 600 pixels, e há o processador de som AK7604, da AKM. A conexão por Bluetooth pode ser feita simultaneamente com 2 dispositivos e o sistema salva até 5 aparelhos. Os aplicativos YouTube, Web Browser e WebLink só podem ser utilizados ao conectar o celular com o cabo USB, na entrada dianteira com leitura de dados, desde que o aparelho tenha o aplicativo WebLink instalado. Fotos e vídeos podem ser visualizados, mas no caso dos vídeos, a exibição só é feita se o freio de mão estiver engatado. A central multimídia pode entrar em funcionamento antes mesmo da ignição ser ligada, a parte do momento em que o carro é destravado e a porta do motorista é aberta, e também pode ficar ativa depois do desligamento da ignição.

O sistema de som possui 4 alto-falantes (um em cada porta, cada um de 23 Watts). Até que a qualidade de reprodução de áudio está um pouco além do esperado, principalmente se a equalização estiver bem ajustada. Há a possibilidade de acentuar a função Loudness (que, quando ativada, melhora bastante a qualidade de reprodução) e ampliar o volume de cada alto-falante, existindo até uma emulação de subwoofer. Mesmo assim, o som fica um tanto abafado, principalmente os graves.

As saídas de ar centrais do painel possuem difusores com detalhes prateados; entre elas fica o botão do pisca-alerta. A versão Exclusive do Kait volta a ter o ar-condicionado digital, item que tinha sido eliminado do Kicks Play. Ele tem modo automático, zona única de temperatura e regulagem de meio em meio grau entre 18º C e 32º C. A depender da temperatura, há a alteração automática da distribuição de vento: ao selecionar a temperatura de 29,5° C, o ar necessariamente sopra para os pés (e para o painel). Depois de 30,5º C, a ventilação é direcionada somente para os pés. Os botões giratórios contam com molduras em preto-brilhante.

Logo abaixo, no início do console, há tomada de 12 Volts com tampa retrátil e uma entrada USB-A - a única do veículo com a dupla função de dados e carregamento. Curiosamente, nas versões mais simples (Active, Sense e Sense Plus), nesta região estão presentes duas entradas USB, sendo uma do tipo A e outra do tipo C. Outro detalhe é que, nas versões de entrada, as molduras das duas entradas contam com iluminação - capricho que não está presente na USB-A dianteira das versões mais completas do Kait. 

O carregador por indução é de 15 Watts, com superfície emborrachada de 19 x 8,9 centímetros e luz indicadora do status de carregamento (que acende em amarelo durante o carregamento e em verde quando a carga foi concluída). O botão de partida permanece no local conhecido, à frente da alavanca de câmbio, mas ele está diferente em relação ao Kicks Play e passa a ter iluminação branca. A alavanca de câmbio, por sua vez, possui pomo revestido de material sintético e detalhes prateados. Ela traz trilho reto entre as posições Parking, Ré, Neutro, Drive e Low (esta última para ampliar a atuação do freio-motor em declives acentuados, aclives íngremes ou curvas fechadas), além de ter um botão (simbolizado por um traço horizontal) que aciona o modo Sport (quando ativo, ele acende uma luz-espia verde no quadro de instrumentos). O entorno desta região do console central vem na cor preto-brilhante.

O Kait possui dois porta-copos e uma fenda entre eles (todos em plástico rígido texturizado; o porta-copo traseiro é ligeiramente maior do que o dianteiro), alavanca de freio de mão com botão cromado (sua cobertura é levemente emborrachada), apoio de braço com revestimento de material sintético com costuras aparentes (sobre ele, é possível acomodar objetos de até 5 quilos) e, ao destravar esse apoio, o apoio se levanta automaticamente, sendo possível acessar um porta-objetos de espaço razoável, com fundo em plástico rígido. Porém, a entrada USB que existia neste compartimento sumiu: agora, só há uma tampa de plástico. Mas foi mantido o pequeno vão por onde é possível passar um cabo sem que haja seu esmagamento quando o apoio de braço for fechado.

O porta-luvas também é o mesmo do Kicks Play. Ele tem tampa leve (mas que despenca quando é aberta). Possui espaço bom, mas dispensa nichos para pequenos objetos - e perdeu a iluminação que estava presente no Kicks Play.

A versão Exclusive dispõe do espelho interno com lente anti-ofuscante automática (não há mais o botão para ativar ou desativar a função manualmente); curiosamente, a função eletrocrômica do espelho permanece ativa se a ré for engatada (a maioria dos carros desativa o escurecimento da lente nesta situação). Há também a tag Sem Parar fixada ao para-brisa e a indicação do status do airbag do passageiro dianteiro nos primeiros segundos de ignição ligada; a bolsa inflável pode ser desativada pelo switch que fica no lado direito do painel, acessível ao abrir a porta do passageiro dianteiro. Essa indicação fica acesa nos momentos iniciais de cada ignição. Entre os para-sóis existem dois focos de iluminação amarelada, que podem ser acesos individualmente ou juntos. Estas luzes apagam em fade, 15 segundos após fechar a porta do motorista. Grandes, os para-sóis possuem espelhos e tampas, mas sem iluminação; na peça do motorista existe uma tira porta-documento, acessível quando a sombreira está aberta. Além disso, há três alças retráteis de teto para os passageiros, com retorno suave. O forro de teto é revestido em feltro na cor cinza-claro.

A lateral esquerda do painel dispõe de comando para ajuste de altura do facho dos faróis, entre os níveis 0, 1, 2 e 3 (0: adequado para 1 ou 2 ocupantes na dianteira, sem levar carga ou ocupantes traseiros; 1: para 5 ocupantes e carga do porta-malas de até 50 kg; 2: para quando o motorista viaja sozinho, com cargas de cerca de 260 kg ou mais), além do botão de ajuste do brilho dos instrumentos e comando para ativar os recursos do Safety Shield. Há também um porta-objetos aberto e duas alavancas, que, quando puxadas, destravam a portinhola do tanque de combustível e o capô. O apoio para o pé esquerdo do motorista vem em carpete, assim como o assoalho; o pedal do freio é emborrachado, e o do acelerador, de plástico rígido. Os tapetes de carpete são exclusivos desta versão topo-de-linha, com o nome Kait nas peças dianteiras, e há dois ganchos de fixação da peça do condutor. O verso dos tapetes é de plástico texturizado, para melhor fixação com o carpete do assoalho.

Os forros de porta do Kait foram modificados e passam a ter detalhes inspirados no novo Kicks - mas os botões de acionamento de travas, vidros e retrovisores são os mesmos da primeira geração. A porta do motorista concentra os comandos de ajustes elétricos dos retrovisores externos, bloqueio das janelas (traseiras e do passageiro dianteiro; quando o bloqueio está ativo, situação em que o botão "afunda", nem mesmo o motorista consegue acionar os vidros), travamento/destravamento das portas e acionamento dos quatro vidros elétricos, todos com função um-toque para abertura e fechamento (inclusive recurso anti-esmagamento) a partir da versão Advance; nas demais opções mais simples, só o motorista possui a função um-toque (e para baixo). A partir do Advance, há também o acionamento temporizado das janelas por até 45 segundos depois da ignição ser desligada, desde que as portas dianteiras permaneçam fechadas. As maçanetas internas são cromadas e possuem travas mecânicas; há também porta-objetos nos quatro forros (sendo maiores nas portas dianteiras, com divisórias para melhor acomodação de garrafas) e faixas prateadas nas molduras acima das maçanetas internas dianteiras. Quando o veículo está travado, ninguém consegue abrir as portas por dentro somente puxando a maçaneta, nem mesmo o motorista. As telas dos alto-falantes das portas, que eram redondas, passam a ter formato pentagonal, com arestas arredondadas.

Os bancos dianteiros contam com a tecnologia chamada pela Nissan de Zero Gravity, que possuem pontos de apoio corporal para que o ocupante assuma uma posição mais confortável, reduzindo o cansaço. Os ajustes (de distância do assento e inclinação do encosto para as costas) são manuais; o motorista também pode regular a altura do assento manualmente. Ao subir o banco, ele também vai ligeiramente para a frente. Os cintos dianteiros são ajustáveis em altura e os fechos destes cintos regulam em inclinação, sendo que o fecho do cinto do passageiro dianteiro também possui uma camada de carpete. Os encostos de cabeça dianteiros mudaram. Eles estão um pouco mais finos e 4,4 centímetros mais altos; além disso, o ângulo de acomodação, que era de -9 graus, passa a ser de 5 graus, ajudando a melhorar o conforto e a proteger a coluna cervical dos ocupantes em colisões. As costuras dos bancos possuem padronagens exclusivas para a versão Exclusive, com detalhes em branco e azul. Há capas de carpete nas laterais dos bancos que ficam próximas do console. O assoalho do lado do passageiro possui uma inclinação razoável na sua região próxima ao painel.

Para os ocupantes traseiros, o espaço é ótimo para a cabeça e bem razoável para as pernas: um ocupante de 1,80 metro de altura não encosta os joelhos no banco da frente com o banco ajustado para alguém de igual estatura, mas sobram alguns poucos centímetros de espaço. Já o espaço para acomodação dos pés sob os bancos dianteiros é surpreendentemente bom. O túnel ao centro do assoalho é relativamente baixo e permite a acomodação dos pés, mas o assento na região central é mais elevado (e mais estreito), e o encosto é um pouco mais vertical; ainda assim, ocupantes de 1,80 metro de altura não vão encostar a cabeça no teto. Os passageiros dispõem de um porta-revista do lado do passageiro (um tanto quanto raso, revestido de carpete por dentro), duas entradas USB-C (exclusivas para carregamento, que substituem a entrada USB-A do Kicks Play) no final do console, três apoios de cabeça ajustáveis em altura e duas alças de teto retráteis. O banco traseiro tem encosto bipartido na proporção 40/60 em todas as versões e há abas que permitem acomodar os cintos laterais para que estes não fiquem presos ao retornar o encosto para a posição original. Porém, o degrau entre o fundo do porta-malas e o encosto rebatido é bem significativo. Há também dois pontos de fixação Isofix/Latch/i-Size e duas ancoragens Top Tether. As janelas descem até o final.

O porta-malas mantém a capacidade de 432 litros. Com abertura da tampa feita unicamente pelo botão externo, ele possui iluminação amarela na lateral direita, além de duas ganchos fixos (um em cada lateral) para alojar sacolas de até 3 quilos e coberturas de carpete nas laterais, no assoalho e na cobertura (bagagito), que é item de série a partir da versão Sense e possui duas cordas de sustentação. Levantando-se o forro, é possível ter acesso ao estepe, com roda de ferro de 15 polegadas e pneu de perfil 125/90, que deve receber 60 psi (bem mais fino do que o estepe usado até alguns anos atrás, que tinha o perfil 185/65). A parte interna da tampa possui forro em plástico rígido e há, no lado direito, um vão para auxiliar no fechamento. Em volta do trinco há duas borrachas e a entrada inferior do porta-malas possui cobertura de plástico rígido.

A chave presencial é um item presente em todas as versões do Kait, e seu desenho está presente na primeira geração do Kicks desde maio de 2023. Ela conta com três botões, que permitem travar e destravar as portas, além do comando que, quando apertado e segurado, aciona as luzes externas e a buzina de forma contínua. Além disso, há uma lâmina embutida na parte de trás para utilização nas fechaduras, que é liberada ao deslocar uma pequena trava. No travamento, a buzina é acionada uma vez, os piscas acendem duas vezes, as luzes de posição externas ficam acesas por 10 segundos e fica ativo o alarme perimétrico. Os vidros não sobem automaticamente: é necessário apertar e segurar o botão de travamento por alguns segundos. Mas, assim que o movimento é iniciado, é possível soltar o botão, que os vidros continuam a subir. No destravamento, não há som de buzina, e os piscas são acionados uma vez. As luzes de posição externas ficam acesas por 30 segundos - que também é o tempo de retravamento do Kait, se nenhuma porta for aberta. Apertando e segurando este botão, é possível abrir os vidros - e quando o botão é solto, o movimento de abertura das janelas continua até o fim. Se o travamento e o destravamento forem feitos pelos botões nas maçanetas externas, soa um bipe específico. Por estes botões externos não é possível abrir ou fechar as janelas, nem mesmo pressionando longamente. Os bipes soando duas vezes indicam o travamento, enquanto uma vez informam o destravamento.

Ao fechar a porta do motorista, o botão de partida desliga em 10 segundos. Especificamente quando a porta é fechada, fica acesa a tela esquerda do quadro de instrumentos por 10 segundos. A informação do procedimento para ligar o veículo se apaga na tela dos instrumentos em 10 segundos, restando a exibição de relógio e hodômetro, que apaga em 40 segundos se a ignição não for ligada. As luzes de teto se apagam 15 segundos depois do destravamento.

Com a ignição ligada e as luzes desligadas, ficam acesos: o quadro de instrumentos e o sistema multimídia (ambos totalmente operacionais), os botões de travas e vidros (nas quatro portas), as luzes em âmbar de funções do ar-condicionado acionadas e o botão de partida. Com os faróis acesos, se acendem: os botões do lado esquerdo do painel (as posições de 0 a 3 de altura do facho dos faróis, no entanto, não são iluminadas), o botão de ajuste dos espelhos, os comandos do volante, o botão do pisca-alerta, os comandos do ar-condicionado, as molduras das entradas USB (somente as duas traseiras) e as posições do câmbio (no exemplar avaliado, estas indicações não estavam acendendo, mas já havíamos nos certificado de que este detalhe normalmente é iluminado). Depois de desligada a ignição, o botão de partida se apaga cerca de 15 segundos depois, os botões dos vidros e a tela dos instrumentos se apagam em 45 segundos e as molduras das entradas USB-C e o sistema multimídia se desligam automaticamente em 10 minutos, se nenhuma porta for aberta. Caso a ignição seja ligada enquanto o motor está desligado, ela também fica ativa por até 10 minutos, sendo que nos minutos finais surge, no quadro de instrumentos, o aviso de que a ignição será desligada e, depois, que houve o desligamento para proteção da bateria. Vale dizer que o Kait passa a misturar itens da cabine iluminados em branco com outros na cor laranja. 

Mecanicamente, o Kait conserva muito da primeira geração do Kicks. O motor é o mesmo 1.6 HR16DE Flex aspirado de quatro cilindros em linha e 16 válvulas com bloco e cabeçote em alumínio com corrente de comando, comando duplo variável de válvulas e injeção indireta de combustível, que trabalha sob a taxa de compressão de 10,7:1 e rende 110 cavalos com gasolina e 113 cavalos com etanol, a 5600 rpm nos dois casos. O torque é de 14,9 kgfm com gasolina e 15,2 kgfm com etanol, a 4000 rpm nos dois casos. Também foi mantido o câmbio automático Xtronic CVT, com função D-Step para emulação de 6 marchas, modo Sport (que aumenta a rotação do motor em cerca de 1000 rpm) e Lock Up com Active Slip Control. A maior mudança técnica do Kait é o novo eixo de torção traseiro, acompanhado de modificações nas molas e amortecedores. O conjunto da suspensão dianteira é independente (McPherson).

A bateria é de 60 Ampères e há manta de isolamento acústico, mas a pintura do cofre do motor é parcialmente composta somente pela camada primer. A haste do capô é fixada do lado direito (ela fica embutida no verso do capô; tanto o seu encaixe quanto a sua retirada são ações um tanto complicadas) e possui um pequeno aro emborrachado para evitar o contato com o metal.

Em termos de segurança, o Kait possui 6 airbags (frontais, laterais dianteiros e de cortina), alerta do não-uso dos cintos de segurança dianteiros e traseiros (acionado acima de 15 km/h), controles de tração e estabilidade, freios antitravamento (ABS) com discos ventilados dianteiros e tambores traseiros, além de distribuição eletrônica da força de frenagem (EBD) e assistente de frenagem de emergência (Brake Assist); assistente de partida em ladeiras, travamento das portas em movimento a partir de 24 km/h, além do resgate de alguns itens que estavam presentes no Kicks Exclusive de primeira geração com Pack Tech, como o monitor de veículos em pontos cegos (com atuação a partir de 32 km/h) e o detector de tráfego cruzado traseiro (que funciona em manobras de ré a até 8 km/h. Também houve o aprimoramento de equipamentos e a adição de itens inéditos. A frenagem autônoma de emergência com alerta de colisão frontal agora passa a detectar pedestres: ele reconhece veículos a partir de 5 km/h e faz a detecção de pedestres de 10 a 60 km/h, com amplitude de 150 metros.

Já o alerta de saída de faixa passa a ter o assistente de prevenção de saída da faixa; os dois sistemas atuam a partir de 60 km/h. Se não for acionada a seta e o Kait se aproximar de uma das bordas da pista, são aplicados os freios das rodas opostas para manter o carro dentro da faixa - atuação similar à do Sentra.

O piloto automático adaptativo é outra novidade para o Kait. Permite estabelecer uma velocidade a ser mantida entre 30 e 144 km/h, sendo capaz de acompanhar um veículo à frente até a parada total. É possível selecionar entre três níveis de distância do veículo à frente, detectado a partir de 150 metros. Após chegar a 0 km/h, é possível retomar a velocidade pisando no acelerador ou apertando o botão Res no volante.

O Kait passa a ter pré-tensionadores e limitadores de carga também nos cintos traseiros, além dos dianteiros, e também possui sensores de pressão nas portas que ajudam os airbags laterais a inflarem mais rapidamente em caso de colisão. Já a estrutura do assoalho ajuda a manter a posição dos passageiros atrás e a evitar o deslizamento deles pelo cinto de segurança em um acidente.

O tanque de combustível continua a comportar 41 litros. A portinhola é destravada ao deslocar a alavanca da parte inferior do painel. Existem molduras de plástico tanto em torno do bocal do tanque (com inscrição para ser girado até um clique, sob pena da possibilidade da luz de injeção eletrônica se acender no quadro de instrumentos) quanto na face interna da tampa, com adesivo que indica que o Kait pode ser abastecido com gasolina e/ou com etanol.

Fabricado em Resende (Rio de Janeiro), o Nissan Kait Exclusive atualmente tem preço de R$ 152.990 e está disponível em seis opções de cores para a carroceria: Branco Diamond (perolizada, + R$ 2.000), Prata Classic (metálica, + R$ 2.000), Cinza Grafite (metálica, + R$ 2.000), Preto Premium (sólida, sem custo adicional), Vermelho Malbec (metálica, + R$ 2.000) e Azul Oceânico (perolizada, + R$ 2.000). O SUV da Nissan dispõe de 3 anos de garantia, sem limite de quilometragem, e revisões feitas em intervalos de 10 mil em 10 mil quilômetros ou de 12 em 12 meses. Já a cobertura de assistência 24 horas é válida no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile por 2 anos, contados a partir da entrega do veículo.

Impressões ao dirigir

Ao se acomodar no Nissan Kait, o motorista vai perceber alguns pontos em comum com o Kicks Play, como o cheiro da cabine e o posicionamento de condução. É notável que o assento sempre fica em posição elevada, mesmo ao desloca-lo o mais para baixo possível. Isso causa um reflexo um tanto curioso: o motorista é tão posicionado para cima que precisa se esticar para utilizar itens do console, por exemplo. E se isso ocorre com o banco o mais baixo possível, imagine a sensação de quem prefere dirigir com o assento elevado... O ajuste de altura do cinto de segurança ajuda a ter mais comodidade, assim como os ajustes de altura e profundidade da coluna de direção. A visibilidade é boa: pelo amplo para-brisa é possível enxergar uma parte razoável do capô do Kait, que é mais pronunciado do que o do Kicks Play, facilitando a noção da largura da carroceria. As lentes dos espelhos externos e interno são bem-dimensionadas, e a lente anti-ofuscante do espelho interno representa um valioso auxílio à noite. Mas, no Kait, ela fica sempre acionada se for detectada a necessidade do escurecimento - até mesmo quando a ré é engatada. A área envidraçada é ampla e os encostos de cabeça traseiros podem ficar recolhidos quando não estão em uso, colaborando para a visão do vidro de trás - que traz boas dimensões e angulação que permite boa noção do que se passa atrás do veículo, Porém, ele termina em uma posição elevada - e fica a sensação de que o veículo logo atrás parou perto demais da traseira do Kait.

A calibração da direção elétrica do Kait é correta, não sendo excessivamente leve em baixas velocidades (é, na verdade, até um pouco mais pesada do que a média, em se tratando dos SUVs atuais, principalmente em manobras de estacionamento), transmitindo sempre um certo peso para passar segurança - que aumenta conforme a velocidade. A obediência da direção em desvios rápidos de trajetória é satisfatória, mas há uma característica curiosa: o volante reage mais no estágio inicial do esterço. O aro possui abas ergonômicas de encaixe para as mãos na parte superior, mas seu revestimento, rugoso e com costuras grossas, não transmite refinamento nem mesmo nesta versão topo-de-linha - ainda que evite o deslizamento acidental das mãos. O diâmetro de giro reduzido, de 10,2 metros, facilita bastante nas manobras. São 3,1 voltas de batente a batente. Além disso, a buzina é bem fácil de ser acionada de leve - algo que vem se tornando difícil nos automóveis da atualidade.

O conjunto de suspensão do Kait filtra com suavidade as irregularidades do piso. Em buracos ou desníveis maiores, ele se mostra mais firme do que em outros modelos deste segmento - mas ainda assim em um patamar tolerável. Sentimos, neste sentido, um pouco mais de conforto em relação ao Kicks Play, mesmo com os mesmos tamanhos de rodas e pneus: os baques são amortecidos com maciez. A ampla altura em relação ao solo permite ao SUV da Nissan passar com tranquilidade por lombadas e valetas, sem nenhuma raspada durante nossa convivência. Este conjunto também proporciona um comportamento previsível e estável em curvas. Os freios também são bem-calibrados e a modulação do pedal está bastante dentro do esperado.

Se o banco "Zero Gravity" deixa o motorista à vontade, há alguns outros itens do Kait que podem cansar em jornadas mais longas. Mesmo colocando o cinto o mais alto possível, o condutor pode sentir uma leve dor no ombro esquerdo ao dirigir por muito tempo. Além disso, o apoio para o pé esquerdo poderia ter angulação e área revistas. Já a alavanca de freio de mão é leve e fácil de ser operada. Os para-sóis são enormes (ainda que não cubram totalmente os vidros, quando direcionados para as laterais) e as suas articulações são boas.

O isolamento acústico do Kait é, no geral, bom - graças a fatores como a manta sob o capô, o para-brisa com tratamento acústico e os cuidados com o acabamento interno. Apesar disso, nas acelerações o motor urra significativamente, manifestando-se em maior volume na cabine a cerca de 2500 rpm. O câmbio normalmente realiza as mudanças nas relações de marcha em patamares abaixo de 2 mil rpm, o que faz com que o nível de ruído seja contido sob condução parcimoniosa. O nível de vibrações do Kait com o carro parado se mostrou perceptivelmente menor em relação ao Kicks Play: mesmo com etanol, o banco do motorista, por exemplo, treme muito pouco.

A 100 km/h constantes em piso plano, o ponteiro do conta-giros marca cerca de 1650 rpm com o câmbio em Drive e ao redor de 3100 rpm com o modo Sport acionado. Este, aliás, só pode ser ativado com a transmissão em D, e não é memorizado na ignição seguinte; na verdade, até mesmo ao deslocar a alavanca de câmbio para outra posição, constata-se que o modo Sport é desativado ao engatar novamente em Drive. A 60 km/h, as rotações são de 1350 rpm na condução em Drive e 2450 rpm no modo Sport. As trocas das relações de marcha são feitas, em geral, de forma bastante suave: na grande maioria das ocasiões, só é possível saber que houve a troca pela mudança do barulho do motor e pela "queda" do ponteiro do conta-giros, pois não há o algarismo da relação de marcha em uso. Mas durante nossa convivência foram sentidos alguns pequenos trancos em determinadas situações, principalmente quando o carro perdia velocidade. No Kait não existe a opção de trocas sequenciais das relações de marcha. É possível desligar o motor em qualquer posição de câmbio, até mesmo sem pisar no freio, mas haverá um aviso visual e um bipe constante para que o motorista mude para Parking. O motor liga com o câmbio em P ou N. Ao deixar o Kait em Drive, o avanço é perceptivelmente lento e previsível até chegar à velocidade de 7 km/h.

O acelerador do Kait apresenta um nível reduzido de delay em sua resposta, não chegando a ser tão atrasado quanto em outros automóveis que dirigimos recentemente. Para o uso cotidiano, basta pisar levemente no acelerador para o carro acompanhar o ritmo do trânsito. Uma característica curiosa que percebemos é que, ao soltar o acelerador, a perda de velocidade ocorre bem lentamente.

Esguichos (que dispersam água em forma de jatos) e limpadores funcionaram a contento, e a iluminação dos faróis de LED é de alcance bem mais intenso na comparação com as lâmpadas halógenas que eram utilizadas no Kicks Play, principalmente para as laterais. A iluminação interna é agradável, mas poderia haver maior diferenciação entre o nível de brilho máximo e os níveis intermediários. Além disso, falta uniformidade entre as cores dos itens: alguns são brancos, outros são alaranjados. Mas no Kait o visor do ar-condicionado digital é sempre nítido, mesmo que os faróis estejam acesos (em alguns outros Nissan, a tela fica muito escura se as luzes externas forem acionadas).

O controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC) do Kait mantém a velocidade desejada entre 30 e 144 km/h, mas, diferentemente de alguns outros Nissan, não está acompanhado do limitador de velocidade. A progressão de velocidade através dos comandos do volante é lenta, tanto na aceleração quanto na desaceleração. Este sistema é capaz de detectar motos e pode usar até 40% da capacidade de frenagem do carro para desacelerar. Caso haja detecção de um veículo à frente, há a exibição de um ícone específico no quadro de instrumentos. Um sinal sonoro é emitido se deixar de ocorrer a detecção do veículo adiante. O Kait é capaz de acompanhar o automóvel à frente até chegar a 0 km/h (algo que nem todos os seus rivais com ACC fazem), mas só se mantém parado por 2 segundos. Após este período, um bipe soa e o Kait volta a andar para a frente por conta da atuação do creeping do câmbio automático. Com isso, o motorista precisa pisar no freio para se manter parado.

Já o assistente de partida em ladeiras foi capaz de deixar o Kait totalmente parado por aproximadamente 3 segundos antes do veículo começar a descer, correspondendo ao comportamento esperado para este sistema.

Esta versão dispõe do alerta de colisão frontal em conjunto com a frenagem automática de emergência (caso o motorista não reaja a tempo aos alertas, ou no caso de ser aplicada pouca força no pedal do freio). Este recurso começa a ser ativado a partir de 5 km/h, e para de funcionar a cerca de 80 km/h. Existem certas limitações deste sistema, como a detecção de veículos muito estreitos (como bicicletas), além da detecção de automóveis durante uma curva ou quando houver sujeira no sensor ou na pista, por exemplo.

Já o alerta de saída de faixa atua a partir de 70 km/h ou mais. Se o carro sair da pista, o motorista é alertado por uma vibração no volante (nada discreta, pois até os passageiros podem ouvir o ruído) e por uma indicação no quadro de instrumentos. Também há o acionamento seletivo dos freios para que o Kait não invada a outra faixa - de modo similar ao que ocorre no Nissan Sentra. É uma intervenção bem mais sutil do que o observado na grande maioria dos automóveis com assistente de permanência em faixa, que normalmente corrigem o esterço do volante para evitar que o veículo saia de sua pista.

Em termos de desempenho, o Kait obteve resultados bem parecidos com os que conseguimos com o Kicks Play. Os resultados das provas de 0 a 100 km/h e de 40 a 80 km/h são até melhores do que os do Kicks Platinum, com motor Turbo. Mérito do baixo peso da carroceria do Kait, na comparação com outros modelos deste segmento. As acelerações, porém, são feitas com o motor em giro bem elevado, com as trocas das relações de marcha ocorrendo a cerca de 6000 rpm. Confira agora os resultados dos nossos testes de desempenho com o Kait realizados em ambiente seguro, com uma pessoa a bordo, ar-condicionado desligado, gasolina no tanque, controles eletrônicos ativados, câmbio em Drive e cronometragem automática pelo app GPS Acceleration:

Aceleração de 0 a 100 km/h: 11,9 segundos
Retomada de 40 a 80 km/h: 4,9 segundos
Retomada de 60 a 100 km/h: 6,6 segundos

Condições do teste
Temperatura externa: 32° C
Altitude (estimada): 61 metros
Nível de combustível do veículo (estimado): cerca de 1/3 do tanque
Pressão dos pneus: 33 psi (todos os pneus)
Quilometragem do veículo durante os testes: 4102 km

Já o consumo de combustível do exemplar avaliado ficou um pouco aquém do esperado, principalmente com gasolina, abaixo dos 11,0 km/l na cidade presentes na tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro. O consumo com etanol também foi um pouco abaixo da média urbana estabelecida no PBEV (7,8 km/l). A luz de reserva acendeu quando a autonomia estimada era de 26 ou 30 quilômetros; o recálculo continuava ocorrendo até o patamar de 2 km de autonomia restante; após isso, a tela passou a exibir traços (---). Ao todo, foram 759,6 quilômetros rodados com o Kait. Confira os resultados (obtidos em uso predominantemente urbano, com uso constante do ar-condicionado e maior parte do tempo rodando com o câmbio em Drive, sem modo Sport):

Gasolina

Até o fim do primeiro tanque

Consumo de combustível: 9,2 km/l
Distância percorrida: 299,6 km
Velocidade média (estimada): 16 km/h

Após o primeiro abastecimento - 10,0 litros

Consumo de combustível: 9,6 km/l
Distância percorrida: 424,8 km
Velocidade média (estimada): 17 km/h

Após o segundo abastecimento - 7,5 litros

Consumo de combustível: 10,1 km/l
Distância percorrida: 524,8 km
Velocidade média (estimada): 18 km/h

Etanol

Após o primeiro abastecimento - 7,5 litros

Consumo de combustível: 7,2 km/l
Distância percorrida: 180,3 km
Velocidade média (estimada): 21 km/h

Após o segundo abastecimento - 14,028 + 2,0 litros

Consumo de combustível: 7,1 km/l
Distância percorrida: 234,8 km
Velocidade média (estimada): 21 km/h

Boletim comentado do Nissan Kait Exclusive 1.6 CVT

Design = 9,0

O Nissan Kait nasceu com base na primeira geração do Kicks - e, em alguns ângulos, como ao olhar o novo modelo 100% de frente ou de traseira, poucas linhas lembram o veterano crossover lançado em 2016. Porém, a lateral do Kait conserva muitos elementos do primeiro Kicks que se despediu do mercado - e com isso, a harmonia visual do conjunto da obra não chega ao mesmo nível observado no Kicks original, ou na segunda geração do SUV da Nissan. Mas há detalhes interessantes no Kait, como o arranjo interno dos faróis e das lanternas de LED (ambos com lentes mais afiladas), as faixas em preto-brilhante na dianteira e na traseira, além dos adesivos texturizados das colunas traseiras, presentes somente nas versões mais completas. Em nossa convivência, o Kait foi capaz de atrair alguns olhares pelas ruas. Revelado mundialmente no Brasil, o visual do Kait também foi aplicado ao Kicks de primeira geração em alguns mercados, como na Tailândia.

Espaço interno = 9,0

Neste quesito, o Kait mantém a nota que o Kicks de primeira geração já havia obtido em 2021. O patamar de espaço disponível ainda é bem satisfatório para esta categoria. Quatro adultos e uma criança encontram bom espaço para pernas e principalmente para a cabeça. Existem bons nichos no console central e nas portas dianteiras e traseiras para acomodar objetos: garrafas de metal, por exemplo, são acomodadas com facilidade - algo que nem sempre acontece em outros modelos desta faixa de mercado. Além disso, o porta-malas de 432 litros, além de ter boa capacidade para o segmento, tem acesso fácil (ainda que só possa ser aberto pelo botão na parte externa da tampa) e pode ser ampliado com o rebatimento parcial ou total do encosto do banco traseiro - operação feita de forma fácil ao puxar os pinos nas extremidades dos bancos. O encosto bipartido está presente em todas as versões do Kait.

Conforto = 9,0

Dentro do Kait, os ocupantes dianteiros estão acomodados em bancos confortáveis, cujo formato e densidade permitem que o corpo não se canse tanto, mesmo nos trajetos longos. A direção tem calibração cômoda e possui a progressividade necessária para velocidades mais altas. Com os ajustes disponíveis para volante, banco e cinto de segurança, é possível fazer ajustes para motoristas de diferentes biotipos, mas a posição para dirigir é sempre um tanto quanto elevada, sendo necessário abaixar o olhar para conferir alguns itens da cabine. O interior é silencioso e o ar-condicionado cumpre muito bem seu papel. Em jornadas mais prolongadas, o piloto automático adaptativo e o apoio de braço dianteiro são bons aliados do motorista. O conjunto de suspensão é calibrado para proporcionar nível adequado de conforto aos ocupantes, mesmo quando o Kait está trafegando em terrenos com irregularidades comuns de serem enfrentadas no dia-a-dia.

Acabamento = 8,75

Neste quesito, o Kait conservou praticamente todo o padrão já conhecido da primeira geração do Kicks. A versão Exclusive possui material sintético na faixa central do painel, em parte dos forros das quatro portas, nos bancos, no apoio de braço e no aro do volante. Forro de teto (em feltro) e para-sóis (em plástico rígido) são simples, mas bem-montados. Existem variações de texturas e de cores dos plásticos da cabine, que ajudam o Kait a ter uma composição menos austera - ainda mais nesta versão topo-de-linha. As peças são bem-cortadas e os encaixes são bons, o que minimiza o surgimento de rangidos no interior deste Nissan.

Equipamentos = 9,0

A versão topo-de-linha do Kait sai de fábrica com um pacote interessante de equipamentos, que inclui direção elétrica com ajuste de altura e profundidade, chave presencial, vidros elétricos com função um-toque (e operações de abertura e fechamento à distância, através dos comandos na chave), partida do motor por botão, central multimídia, sensores de estacionamento traseiros e câmera de ré. Os itens exclusivos do Kait Exclusive são os seguintes: câmeras de visão em 360 graus com detector de objetos em movimento, ar-condicionado automático digital, tapetes de carpete, piloto automático adaptativo e monitoramento de veículos em pontos cegos.

Instrumentos, Multimídia e Sistema de Som = 8,5

O quadro de instrumentos do Kait segue o padrão visto nas versões Sense e Advance da segunda geração do Kicks: tela de 7 polegadas colorida no lado esquerdo e display monocromático no lado direito. Em relação ao Kicks Play, houve atualização do layout da tela colorida e a substituição do antigo velocímetro analógico. O novo conjunto põe fim a uma reclamação que existia nos instrumentos anteriores, que não permitiam ver o velocímetro digital junto de outras informações relevantes à condução. De um modo geral, a informatividade do Kait possui alguns aprimoramentos em relação ao Kicks Play - as métricas de registro do computador de bordo estão mais completas, e o velocímetro digital é sempre visto. Mas, durante a convivência por uma semana inteira e mesmo tentando de diversas formas, não foi possível operar o menu de instruções de rota do quadro de instrumentos.

O sistema multimídia Pioneer, presente a partir do Kait Advance, mescla pontos positivos e negativos. Com 9 polegadas, a tela é uma polegada maior do que nas versões de entrada do crossover da Nissan, e só neste aparelho existe o espelhamento de aplicativos de celular sem fio (através do Android Auto e Apple CarPlay), além da visualização de fotos e vídeos, bem como mais possibilidades de personalização do sistema em relação a papéis de parede, ícones do menu inicial e até coloração dos ícones sensíveis ao toque no lado esquerdo. Mas os ícones laterais são pequenos e confusos, e a tela nem sempre reage adequadamente aos toques. O layout e o som do bipe ao tocar na tela também não condizem com um aparelho atual. No terceiro dia de convivência com o Kait, os comandos no volante que operam o sistema multimídia deixaram de funcionar, e foi necessário reiniciar o sistema - ao menos, depois disso, tudo voltou ao normal. Desde fevereiro de 2026, está disponível uma atualização do firmware desta central, com pequenas correções. O conjunto de câmeras em torno da carroceria possui definição um tanto baixa, mas ajuda bastante na condução. Além de permitir manobras com maior segurança, o que minimiza a ausência dos sensores de estacionamento dianteiros, também é possível usar as câmeras para checar a proximidade de outros veículos nos semáforos e se certificar se o Kait está dentro das demarcações no asfalto.

Por fim, mesmo tendo somente quatro alto-falantes, até que, na prática, o sistema de áudio do Kait é mais agradável do que em outros carros com esta mesma quantidade de falantes, principalmente com a função Loudness ativa. Além disso, o conjunto é bastante personalizável, com o software de ajuste de áudio que permite diversas regulagens. Mas é preciso atenção para não acentuar demais os graves, sob pena do áudio soar muito abafado.

Desempenho = 8,5

O Nissan Kait aproveita bem a força de seu motor 1.6 Flex aspirado, graças ao peso da carroceria relativamente reduzido, em comparação com seus rivais. Além disso, a calibração do pedal do acelerador chega a ser melhor, para o uso cotidiano, do que em vários modelos com motores Turbo (que acabam mostrando demoras excessivas de resposta). O Kait chega a ser ligeiramente mais ágil do que o Kicks de nova geração (com motor 1.0 Turbo) no teste de aceleração de 0 a 100 km/h, muito embora fique para trás em retomadas de velocidade - afinal, o torque do motor 1.6 surge em rotações bem mais elevadas. Mas, na prática, a força do Kait se mostra suficiente para a maioria das situações no dia-a-dia.

Dirigibilidade = 9,0

As trocas das relações de marcha do câmbio CVT do Kait são feitas, em geral, de forma mais suave do que em alguns modelos desta categoria que utilizam as transmissões automáticas tradicionais. A direção elétrica, apesar de não ser tão leve em baixa velocidade, consegue transmitir boas respostas na utilização cotidiana, enquanto o conjunto de suspensão garante um bom nível de estabilidade em curvas - mesmo com a elevada altura em relação ao solo para o seu segmento.

Segurança = 9,0

A Nissan realizou aprimoramentos no Kait em termos de segurança, incluindo sensores de pressão nas portas para detectar colisões laterais mais rapidamente (o que ajuda os airbags laterais a serem deflagrados mais rapidamente) e pré-tensionadores para os cintos traseiros. Há também importantes assistências à condução, como piloto automático adaptativo capaz de acompanhar o veículo à frente até a parada total (e permanecer parado por alguns segundos, até voltar a andar para a frente), além de alerta de atenção do motorista, alerta de saída de faixa (com discreta assistência para manutenção na pista) e monitor de veículos em pontos cegos com detector de tráfego cruzado traseiro - recursos importantes para evitar colisões no dia-a-dia.

Consumo de combustível = 8,25

O consumo urbano do Kait ficou um pouco distante do dado que consta na tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), principalmente com gasolina no tanque de combustível. Nossa média geral de 10,1 km/l obtida na cidade foi um pouco aquém dos 11,0 km/l oficiais do Inmetro. Já nosso consumo urbano com etanol, de 7,1 km/l, esteve mais próximo da média do PBEV (7,5 km/l). O tanque de combustível, de 41 litros, é um pouco menor do que a média do segmento, o que exige mais paradas para abastecimento.

Relação custo-benefício = 8,75

O Nissan Kait pode até não ser um carro totalmente novo (como é a segunda geração do Kicks), mas traz evoluções perceptíveis em relação à primeira geração do Kicks e conserva os aspectos que já eram desejados pelo público-alvo deste modelo. É uma opção que reúne atributos como bom espaço interno, confiabilidade mecânica e revisões acessíveis, além de ter mais equipamentos de série (com uma lista satisfatória de itens desde a opção Active) e visual atualizado. Apesar de ter itens desejáveis, a alternativa topo-de-linha Exclusive tem preço de tabela parelho ao de carros de projeto mais moderno e com mais equipamentos - mas é comum haver bons descontos nas concessionárias para todas as versões. Fato é que, com Kait e Kicks em sua gama, a Nissan oferece boas opções para atender a consumidores com diferentes prioridades e que querem adquirir um modelo deste (cada vez mais disputado) segmento do mercado automotivo.

Nota Final = 8,8

As notas são atribuídas considerando a categoria do automóvel analisado, os atributos oferecidos pelos concorrentes (diretos ou por aproximação), além das expectativas entre o que o modelo promete e o que, de fato, oferece. Um mesmo carro avaliado duas vezes pode ter sua nota diminuída em uma avaliação posterior, caso não evolua para os níveis de exigência que se aprimoram continuamente no mercado automotivo. Frações de pontuação adotadas: x,0, x,25, x,5, x,75. Em caso de notas com valores fracionados na casa dos centésimos, os décimos da nota do resultado final são arredondados para cima. Critérios - Design = analisado o aspecto estético do automóvel, considerando-se as linhas e formas do veículo, bem como as proporções entre tamanho de rodas e o restante da carroceria, a presença de itens de estilo diferenciados, entre outros detalhes. Espaço interno = julgada a amplitude do espaço para passageiros (dianteiros e traseiros, de acordo com a capacidade declarada do carro), locais para acomodar objetos e bagagem. Conforto = considera o nível de comodidade transmitida pelo conjunto de suspensão e pela operação de transmissão, pedais, alavancas e outros mecanismos, bem como o nível de ruído e de vibrações dentro do automóvel, a posição de dirigir, a ergonomia interna e outras amenidades adicionais. Acabamento = analisada a atenção aos detalhes internos do veículo (encaixes de peças, qualidade dos materiais empregados e padronagens dos revestimentos). Equipamentos = analisam-se itens de série e opcionais disponíveis no automóvel avaliado. Aqui são considerados os equipamentos de conveniência. Instrumentos, Multimídia & Sistema de Som = na análise do quadro de instrumentos, são julgados a facilidade de leitura e a disponibilidade de informações. O sistema multimídia do veículo é avaliado de acordo com os recursos disponíveis (espelhamento de tela de celulares, entradas para dispositivos, facilidade de operação do aparelho, visualização de câmeras, etc). Caso o veículo avaliado não possua um sistema multimídia mas disponha de rádio, este aparelho será analisado sob os mesmos critérios. Se o automóvel não dispuser de sistema de áudio, iremos considerar a presença de pré-disposição para som (fiação, antena e falantes). Desempenho = julgadas a aceleração do veículo, as retomadas de velocidade e a entrega de torque e de potência pelo automóvel. Dirigibilidade = são analisados o comportamento em curvas, a manobrabilidade do veículo (incluindo diâmetro de giro e número de voltas de batente a batente do volante) e o funcionamento da transmissão. Segurança = levam-se em conta a visibilidade pelos retrovisores e pela carroceria, a iluminação do veículo, os itens de proteção ativa e passiva, o desempenho nas frenagens (assim como a modulação do pedal do freio) e a presença e facilidade de operação dos assistentes de condução. Consumo de energia/combustível = energia/combustível gasto durante a avaliação e autonomia. Custo-benefício = avaliada a relação de vantagem entre o preço pago e o que o carro entrega.

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