Os detalhes da Chevrolet Spin LTZ 2019 com câmbio automático

2017, um ano marcado por despedidas: veja carros que saem de cena


Chevrolet Captiva (2008 - 2017)
Quando chegou ao Brasil, o Captiva logo se tornou uma opção diferenciada no segmento de utilitários esportivos, com mais refinamento que a Blazer. Chegou só com opção de motor 3.6 V6, mas em 2009 receberia a versão 2.4 Ecotec, que passou a ser opção única de motorização a partir de 2013. Em todos estes anos, o Captiva só recebeu alterações cosméticas e melhorias de conteúdo, como a adoção de uma central multimídia. Mas agora, o sucessor Equinox - com saudáveis 262 cavalos - parece estar resgatando o sucesso que o antigo SUV mexicano fez há quase dez anos.




Citroën C3 Picasso (2008 - 2017)
A minivan, apresentada no Salão de Paris de 2008 e produzida no Brasil a partir de 2011, teve seu fim no Brasil mais por questão de nomenclatura do que do produto em si - afinal, as versões de entrada do Aircross, sem o estepe externo, não deixam de ser o C3 Picasso em roupagem aventureira. Mas na Europa, a minivan teve um sucessor propriamente dito. E que não é outra minivan, mas sim um utilitário compacto, o C3 Aircross apresentado no Salão de Genebra de 2017.


Fiat Palio (1996 - 2017)
Um dos produtos mais relevantes para a montadora desde seu lançamento em 1996, o Palio logo conquistou popularidade, que motivou a Fiat a mantê-lo atualizado constantemente: fez reestilizações em 2000, 2003 e 2007, além de alterações de motorização. O sucesso motivou o desenvolvimento de uma segunda geração em 2011. Juntos, Palio Fire (com o estilo de 2003) e "novo Palio" alcançaram a liderança de vendas no acumulado do ano de 2014, superando por uma mínima vantagem o então invicto Volkswagen Gol, que ficou no topo do pódio desde 1987. Só que a Fiat preferiu parar de investir em atualizar o Palio, preparando terreno para o lançamento do Argo. No início do ano, nós do Auto REALIDADE desmentimos o boato de que o Palio Fire havia parado de ser produzido (as vendas foram "apenas" restritas a pessoas jurídicas), mas meses depois o baque em vendas com a chegada do novo hatch foi sentida e a produção das duas gerações do Palio foi encerrada no Brasil e na Argentina (lá, seu espaço na linha de montagem será ocupada pelo Cronos). Para ocupar a faixa de preço das versões mais simples está sendo preparada uma opção com menos equipamentos do Argo 1.0.


Fiat Punto (2007 - 2017)
Quando chegou ao Brasil, há exatamente 10 anos atrás, o Punto reavivou o segmento dos compactos premium, que àquela altura tinha como representantes C3 e Polo. Trazia tecnologias como o comando de voz Blue&Me, além de versões com motor 1.4 ou 1.8. O Sporting 1.8 tinha estilo diferenciado, mas só dois anos depois chegou uma versão realmente voltada para a esportividade: o 1.4 T-Jet, com 152 cavalos e câmbio manual. Em 2010, recebeu os motores 1.6 e 1.8 E.torQ, bem como o câmbio automatizado Dualogic. A reestilização realizada em 2012 demorou tanto a chegar que o europeu já havia recebido mais um face-lift. Ganhou fôlego para vender mais, porém foi esquecido não apenas pela Fiat do Brasil, como também na Europa, onde terá um sucessor diferente do Argo.


Fiat Weekend (1997 - 2017)
A perua do Palio foi apresentada no Salão de São Paulo de 1996 e começou a ser vendida no começo do ano seguinte. Quem não se lembra do comercial em que ela contracenava com peixinhos, que cantavam "Fool Around" e choravam quando ela ia embora? Marketing à parte, foi a primeira da categoria com airbag de série para o motorista na versão Stile; a primazia ocorreu também com o câmbio de 6 marchas (na versão 1.0) e com a versão Adventure; seu sucesso motivou outras marcas a investirem em carros de passeio com roupagem aventureira. A Palio Weekend acompanhou todas as reestilizações do Palio na década seguinte: em 2001, ganhou linhas mais retas; em 2004, as lanternas cresceram, com uma grande área na tampa do porta-malas (que por sinal não iluminava; lembrava o formato de um panetone) e, em 2008, chegou a Adventure "bombada", com para-lamas alargados e o diferencial dianteiro blocante Locker. Recebeu seu último face-lift em 2012; diferentemente do Grand Siena, o segmento de peruas já estava com vendas em baixa e não se justificava financeiramente o desenvolvimento de uma nova geração. Chegou a ter linha 2018, mas a versão Attractive tinha o cúmulo de cobrar por um trivial ar-condicionado, enquanto a Adventure já havia perdido a opção de câmbio automatizado Dualogic.



Fiat Doblò (2001 - 2017)
Lançado e divulgado em rede nacional durante o reality show Casa dos Artistas, o Doblò foi a resposta da Fiat aos multivans que já haviam se estabelecido no Brasil: Ciitroën Berlingo e Renault Kangoo. O sucesso do modelo se explica por ser de uma marca já estabelecida no mercado somada à modularidade que possuía, com equipamentos de carro de passeio. Nos primeiros anos, podia ser comprado com porta traseira convencional, aberta para cima, ou duas portas que abrem em sentidos opostos, que posteriormente passou a ser o padrão; havia ainda a opção de porta lateral também do lado esquerdo. Levava cinco, seis ou sete pessoas, dependendo da versão. Nos idos de 2003, chegou o Doblò Adventure, cuja vestimenta aventureira incluía um estepe fixado à uma das portas de trás. O estilo esquisito, com faróis visualmente desmembrados (na verdade era tudo junto, com uma moldura entre eles), melhorou após a reestilização. Porém, ela chegou bem tarde, em 2009 - o europeu foi modificado em 2005 e, quatro anos depois, estreava uma nova geração. Ainda assim, com o fim de linha do Berlingo e o reposicionamento do Kangoo apenas para trabalho, o Doblò permaneceu como uma das poucas opções capazes de levar mais de 5 pessoas num carro só - fizemos matéria recentemente sobre isto, inclusive. Mas com demanda cada vez mais baixa, o Doblò, que ano passado já havia perdido a versão Furgão (concorrente interno do próprio Fiorino), agora se despede de vez - a exemplo de Palio e Punto, não chegou a ter modelo 2018.



Hyundai i30 (2009 - 2017)
O hatch médio importado da Coreia do Sul sucumbiu a um mercado cada vez mais minguante no Brasil. Quando foi lançado, em 2009, chegou a ser líder do segmento, tamanha era sua relação custo-benefício. Mas com a atual geração adotando o mesmo motor 1.6 do HB20 no lugar do mais potente 2.0, as vendas despencaram e a adoção do 1.8 foi tardia demais para evitar o baque.


Nissan Tsuru (1992 - 2017)
O fim de linha do Tsuru representa a retirada de circulação de um dos carros mais inseguros já avaliados pelo Latin NCAP, que zerou estrelas não apenas para adultos, como também para crianças. Em outra colisão, de frente contra um Nissan Versa, ficou evidente que o velho sedan - derivação empobrecida do Sentra lançado em 1990 - traz estrutura que põe em risco a vida dos ocupantes. Por outro lado, era um dos carros mais acessíveis do mercado mexicano e trazia uma lista razoável de equipamentos.


Opel Meriva (2003 - 2017)
O sucesso dos utilitários compactos fez a Opel lançar o Crossland X e retirar de produção a minivan Meriva, de porte semelhante. Na Europa, ela começou a ser comercializada quase um ano após seu lançamento no Brasil em agosto de 2002, porém no final de 2005 a minivan Opel já havia passado por uma reestilização, não acompanhada por nosso modelo. Em 2010, chegou a segunda geração, que trazia como característica mais marcante a adoção de portas traseiras que abriam em sentido oposto ao das dianteiras, com um pilar de sustentação central.


Renault Fluence (2011 - 2017)
Deixado à mercê do tempo e com preços fora da realidade, o Renault Fluence deixou nosso mercado sem ter um sucessor - uma vez que, com exceção do líder isolado Toyota Corolla, a categoria dos sedans médios também está em declínio. Lançado em março de 2011 como o sucessor do Mégane, na época o sedan da Renault se sobressaía por itens como a chave-cartão presencial com partida por botão, além de ter um dos porta-malas mais espaçosos do segmento (530 litros). Em 2013, chegou o esportivo GT, com motor de 180 cavalos e câmbio manual, mas as vendas não propiciaram a chegada do GT2, reestilizado e mais potente, que foi vendido na Argentina. Reestilizado para a linha 2015, ganhou a versão esportiva no visual GT Line, que nós do Auto REALIDADE avaliamos em junho de 2016. O sedan mostrou-se inegavelmente confortável, porém beberrão demais. Ainda em 2016, tanto esta versão GT Line quanto a Dynamique "sem Plus" deixaram de ser ofertadas.


Volkswagen CrossFox (2005 - 2017) e Space Cross (2011 - 2017)
Os dois aventureiros urbanos da Volkswagen deixam o mercado sem sucessores. O CrossFox foi apresentado como carro-conceito em 2003 e a recepção positiva motivou sua produção dois anos depois, mas com carroceria de 4 portas. Simplório, foi ganhando equipamentos e atenção com o acabamento interno com o passar do tempo, mais especialmente na reestilização de 2009. A Space Cross já pegou esta boa fase quando foi lançada. A perua era mais discreta na decoração, sem o estepe externo que estampava a traseira do hatch. Ambos adquiriram o status de versões mais completas de Fox e SpaceFox, e em 2014 adotaram o motor 1.6 de 16 válvulas, com rendimento superior ao de 8 válvulas das versões de entrada e intermediárias. Mas o preço bastante elevado dos modelos, somada à intenção da VW de aumentar a produção do Polo e de seu sedan Virtus em 2018, acabaram pondo a pá de cal dos modelos.


Volkswagen CC (2008 - 2017)
A despedida não é tão dramática porque o CC, modelo que seguiu o modismo "cupê de 4 portas" inaugurado pelo Mercedes-Benz CLS, recebeu um sucessor à altura de seu visual: o Arteon, baseado no Passat B8 (o CC estruturalmente era um Passat B6 mais estiloso).


Volkswagen Fusca (2012 - 2017)
As vendas da mais recente encarnação do besouro - baseado na plataforma do Golf VI, uma geração atrás do modelo atualmente comercializado no Brasil - já não justificavam a manutenção das importações do modelo, que também tem futuro incerto no exterior.

Comentários

  1. Obrigado pelo post com a relacao dos carros que encerraram sua fabricacao, so nao entendi porque por esse Nissan Tsuru, que eu saiba nunca veio para o Brasil.

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