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Ford Escort, o médio "global" da marca, completa 35 anos de Brasil


O Ford Escort completa em 2018 35 anos de lançamento no Brasil. O modelo mundial da marca, classificado como um notchback (subespécie de hatchback onde a traseira possui “dois volumes e meio” e a tampa do porta-malas abre junto com o vidro traseiro), trazia frente em cunha, faróis retangulares, janelas amplas e traseira curta. E foi desejado entre o público jovem na época principalmente pela versão esportiva XR3, nas carrocerias hatch ou conversível.



Lançado no Brasil em 1983, o Escort foi o primeiro carro mundial da Ford, tendência que buscava o compartilhamento de projetos e componentes em diferentes mercados, para reduzir custos de produção. Quando chegou ao País, o Escort já estava na terceira geração na Europa, onde esta geração foi lançada três anos antes. Equipado com motor transversal, tração dianteira e suspensão independente nas quatro rodas - um conjunto incomum entre os automóveis da época - o Escort tinha tamanho compacto (3,97 metros de comprimento) e o coeficiente aerodinâmico mais apurado entre os carros nacionais (0,385 Cx).

Numa época em que não existiam motores flex, o Escort oferecia versões movidas a álcool ou a gasolina, 1.3 e 1.6. Além da direção leve, boa visibilidade e acabamento interno de qualidade, o Ford trazia embreagem com ajuste automático de folga e garantia de três anos contra corrosão.

O Escort foi o primeiro carro brasileiro a trazer simultaneamente opção de duas ou quatro portas e tinha três versões: básica, L e GL. A versão Ghia, topo da gama, chegou depois trazendo vidros e travas elétricos, vidros com efeito dourado, limpador de pára-brisa ajustável e indicadores de desgaste do freio, nível de combustível, óleo e líquido de arrefecimento. Os bancos de veludo e o relógio azul no teto eram outros diferenciais.


A versão esportiva XR3 (sigla para Experimental Research 3) surgiu no mesmo ano e se tornou o ícone da linha, com quatro faróis auxiliares, aerofólio traseiro, teto solar, rodas de 14 polegadas no estilo “trevo de quatro folhas” e pneus de perfil baixo. O motor era o mesmo 1.6 com 10 cavalos a mais de potência. A versão XR3 Conversível chegou em 1985 e era fabricada em parceria com a Karmann Ghia do Brasil.


Em 1986 o Escort recebeu sua primeira reestilização, com mudanças no capô, grade, faróis, piscas e ganhando para-choques envolventes. O modelo passou a ser trazer somente o motor 1.6 e a carroceria de duas portas. Com a formação da Autolatina, em 1989 as versões XR3 e Ghia receberam o motor AP 1.8 da VW e a família foi ampliada com um sedã de duas portas, o Verona - que foi o carro usado como base para a gestação do primeiro carro criado sob a gestão Autolatina, o Volkswagen Apollo, que podia ser considerado um Verona "de luxo" e fez pouco sucesso, sendo retirado de linha no fim de 1992.


Em 1991 a linha ganhou a versão hatch Guarujá com quatro portas, produzido na Argentina e que marcou a volta da disponibilidade desta opção desde 1986, quando foi tirada de campo por conta das baixas vendas. Outra novidade era a série especial Fórmula, com amortecedores traseiros eletrônicos e bancos Recaro.


No Salão do Automóvel de São Paulo de 1992, o Escort foi revelado em sua segunda geração, passando por sua primeira remodelação completa. O XR3 recebeu o motor 2.0 AP com injeção eletrônica de 115 cavalos, e a carroceria antiga continuou a ser produzida na versão Hobby para o recém-criado segmento de carros populares, com motor 1.6, depois trocado pelo 1.0 de apenas 50 cavalos, o mesmo utilizado no Gol 1000. Simples ao extremo, só vinha com ventilação interna e banco traseiro rebatível. Itens como retrovisor direito, vidros laterais traseiros basculantes e banco do passageiro reclinável eram opcionais.


Em 1996, o Escort passou a ser produzido na Argentina com a grade mais arredondada, ganhando o motor 1.8 Zetec. As versões XR3, Conversível, Ghia e Hobby saíram de linha; como paliativo, a marca lançou o Escort Racer, com o mesmo motor 2.0, porém sem diversos dos itens de comodidade da antiga versão esportiva. Este modelo 96 é um dos mais raros, por ter ficado apenas 6 meses em produção.


No final de 1996, o Escort passou por sua última grande reestilização, voltando a ter opção de quatro portas na carroceria hatchback, já como modelo 97. O Verona, fruto da Autolatina que recebeu este nome somente no mercado brasileiro, foi rebatizado e passou a se chamar Escort Sedan, como em outros mercados. Porém, o sedan foi produzido só até 1998.

Finalmente, o Brasil passou a contar com a Escort Station Wagon. Para suprir a lacuna do XR3, foi apresentado em 1997 o Escort RS, com duas portas, pacote mais completo de equipamentos e apelo esportivo, porém com o mesmo motor 1.8 de 16 válvulas de 115 cavalos da versão GL. 


Em 2000 o Escort ganhou a opção do motor Zetec Rocam 1.6 8 válvulas nacional que equipava o Fiesta e rendia 95 cavalos, perdurando até o encerramento da produção na Argentina em 2003 - coexistindo quase três anos com seu sucessor, o Focus Hatch de primeira geração.


Atualmente, a Ford usa o nome Escort em um sedã médio produzido na China, que não guarda nenhum parentesco com o antigo modelo - e sim, por ironia do destino, com seu "sucessor", o Focus Sedan de segunda geração. O modelo traz motor 1.5 de quatro cilindros e câmbio manual de 5 marchas ou automático de seis. Lançado em 2015, este ano o Escort chinês passou por uma reestilização.

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