Nissan Frontier Attack: a picape dos pôneis malditos


Muita gente ficou com uma musiquinha irritante na cabeça há alguns meses: era a campanha “Pôneis Malditos” da Nissan, feita pela Lew/Lara. A propaganda chamava a atenção do consumidor de picapes médias: “Você quer uma picape que tenha cavalos... ou pôneis?”. Até que as vendas reagiram após o comercial, que gerou polêmicas e reclamações no Conar. Agora o Auto REALIDADE destaca os pontos positivos e negativos da recém-lançada versão Attack da Frontier.


Os diferenciais externos são a grade superior, o para-choque traseiro, as maçanetas externas e as rodas pintadas de grafite; faróis com máscara negra; rack de teto e o adesivo na lateral da caçamba. 


O visual ficou bem mais interessante que a maioria de suas concorrentes, mas ainda deve em alguns aspectos: não há protetor de caçamba ou santantônio de série.


Por dentro, o acabamento é o da versão SE, com direito a sistema de som e airbags duplos (existe também a versão Attack baseada na Frontier LE, completa). 


O banco traseiro é bom, mas a porta de trás é pequena como a maioria das picapes médias, embora na Frontier seja um pouco mais fácil entrar e sair. O acabamento interno da porta é simples.


A Frontier realmente é a picape média com mais cavalos (172 contra 163 de Hilux e Amarok, ambas diesel). O motor 2.5 garante bom desempenho e baixo ruído, aliado à suspensão macia e ao câmbio de cinco marchas (tanto na versão manual quanto na automática).

E na terra, como vai? O modelo Attack possui capacidade de carga de 1005 quilos e seletor de tração no painel (curiosamente, chamado de “Shift on the Fly”), mas o estribo lateral diminui a altura entre a carroceria e o solo.


A Frontier Attack vem por um preço razoável: R$ 93 990, com cabine dupla e câmbio manual de cinco velocidades. É o mesmo preço da Frontier Strike de mesma configuração. Já o modelo completo Attack LE não sai por menos de R$ 127 900.


Veredicto: a Frontier tem potencial semelhante ao das concorrentes. Para o consumidor tradicional, a confiabilidade da Toyota Hilux fala mais alto, mas o modelo Attack tem personalidade, conforto ao rodar e disposição para enfrentar terrenos.

Nota Final

8,8

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