Destaques do Auto REALIDADE

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ênfase em eficiência energética [Alta Roda]


O encerramento do Inovar-Auto, no final deste ano, abre oportunidades de debates sobre a sua evolução. O programa causou polêmicas por envolver medidas consideradas protecionistas pela União Europeia e Japão. Projetado para um período de cinco anos (2012-2017), incluiu muitas exigências burocráticas e teve saldo final discutível. Tudo agravado pela severa recessão econômica que atingiu indústria automobilística e fornecedores.

Introduziu, porém, com sucesso, metas de diminuição de consumo de combustível. Foi responsável direto pela boa evolução dos motores produzidos no País. Tornou conhecido o conceito de eficiência energética com etanol e gasolina, embora referências em MJ/km não sejam bem compreendidas pelos motoristas. Mas todos sentiram uma evolução dos consumos, tanto de gasolina (E27) quanto de etanol (E100), na tradicional medição em km/l.



Agora surge uma boa notícia. O governo federal prepara para agosto um novo programa batizado de Rota 2030. Diretrizes de longo prazo são tudo o que executivos de empresas e engenheiros precisam para desenvolver tecnologias. A cilindrada dos motores deixaria de balizar unicamente a carga fiscal sobre automóveis. Ainda não se sabem pormenores, mas a taxação poderia considerar emissões de CO2, um gás de efeito estufa (GEE) ligado umbilicalmente ao consumo de combustível. Traria liberdade para soluções avançadas e específicas.

Outra ideia seria introduzir o conceito de emissão total de GEE desde a sua produção até o que sai pelo escapamento dos veículos (no jargão técnico, do poço à roda). Forma justa e tecnicamente correta de estimular o uso de biocombustíveis como etanol. Há de se valorizar as externalidades dessa alternativa de baixo carbono total, quando continuam as preocupações mundiais com CO2 e possíveis mudanças climáticas. Não se trata de subsidiar o biocombustível, mas de revisar a taxação sobre os de origem fóssil a fim de encontrar um equilíbrio para atrair o consumidor e incentivar o produtor.

Embora ainda sem repercussão fora da comunidade técnica, chegou a hora de explicar ao governo e aos consumidores as vantagens de introdução de um novo tipo de etanol com menor teor de água, meio-termo entre anidro e hidratado. Seria utilizável puro ou misturado à gasolina sem qualquer problema técnico, considerando-se a temperatura ambiente média do País.


Essa mudança poderia ser gradual e identificada de início como etanol premium. Haveria aumento de autonomia nos motores flex ao utilizar o combustível renovável, além de ganhos pela melhor adequação às novas tecnologias. O custo para desidratar o etanol tem caído com a introdução da técnica de peneira molecular.


Outra solução de médio prazo contemplaria estímulos ao veículo híbrido com a combinação de motor elétrico e motor a combustão flex otimizado para etanol. O Brasil teria vantagem competitiva quanto ao GEE, pois um carro médio nacional emitiria apenas 20 g/km de CO2. Já um modelo equivalente puramente elétrico, cuja geração de energia para recarregar as baterias dependesse de usinas térmicas a combustível fóssil (como ocorre na maioria dos países), se situa hoje entre 30 e 40 g/km de CO2 ou até 100% a mais.

RODA VIVA


PRIMEIRAS unidades do Argo saem da linha de montagem da Fiat, em Betim (MG) para lançamento no próximo mês. Esse novo compacto anabolizado sucede ao Punto. A Coluna antecipa: serão três versões (Attractive, Essence e Sporting) e sete variações. Motores Firefly 1,0 e 1,3 L e 1,8 L EtorQ. Opções de câmbio automatizado no motor menor e automático no maior.


CHEVROLET S10 com motor flex (2,5 L/206 cv/27,3 kgfm) passa a oferecer câmbio automático de seis marchas. Disponível apenas para as versões de cabine dupla LT e LTZ. Apesar de seu porte e peso pode acelerar de 0 a 100 km/h em surpreendentes 9,5 s. Recebeu classificação A em consumo no Programa de Etiquetagem do Inmetro: etanol 6,4 km/l na estrada e 5,3 km/l na cidade; gasolina 9,4 km/l e 7,9 km/l, respectivamente. Preços: R$ 107.990 a 129.990.


DEPOIS de chegar ao Chile, Peugeot 301 importado da Espanha agora está disponível na Argentina. Este sedã tem dimensões próximas a de um médio a preço de compacto como Logan, Cobalt, Versa e City. Marca francesa afirmou que o carro não viria para o Brasil, mas com o fim da sobretaxa do IPI quem sabe? No país vizinho, preços entre R$ 65.000 e 77.000.

QUEM já circulou em estacionamentos com aquelas luzes vermelhas e verdes indicando vagas disponíveis sabe que é mão na roda. Sistema foi criado pela SmartMotion, do engenheiro eletrônico português Paulo Lourador, radicado no Brasil. Depois de implantado em Portugal, México, Colômbia e Equador, ele planeja entrar no gigantesco mercado americano.


RESSALVAS: novo BMW Série 5 está em sua sétima geração e não sexta, como publicado na coluna da semana passada. Quanto ao Mercedes-Benz Classe S, apresentado no Salão de Xangai, trata-se de uma reestilização de meia vida da atual sexta geração.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e  de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).






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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Avaliação do leitor: como se sai o Renault Duster 1.6 no uso diário


Texto de Carlos Matos Andrade
Fotos de Carlos Matos Andrade e Júlio Max

Olá amigos!

Mais um teste para vocês leitores do site Auto Realidade, agora foi a Duster o carro testado, como foi minha primeira vez com uma SUV fiquei impressionado com essa categoria.

DADOS

Locadora: Movida
Quilometragem da retirada: 85 km (provável que fui o primeiro a pegar o carro)
Quilometragem na entrega: 295 km
Combustível utilizado: Etanol
Modelo: Duster Expression 1.6 16v ano 2017


IMPORTANTE: Aluguei o carro para o período de carnaval e seria um Fiat Mobi, no dia a locadora não tinha o modelo alugado e dai para atender minha reserva levei a Duster pelo preço do Mobi, isso é normal por partes das locadoras ainda mais em dias de feriados onde a demanda é grande.


Mas o que seria um feriado bacana acabou em 24hs, pois no dia seguinte perdi a chave do carro e dai para não ficar a pé a Movida cedeu um Volkswagen Gol 1.6, em breve mando o teste sobre ele.

Graças a Deus a chave foi encontrada e devolvida a Movida e está tudo tranquilo.

PONTOS POSITIVOS


A primeira vez a gente nunca esquece e essa foi com a Duster, nunca tinha dirigido uma SUV, então a experiência foi fantástica mesmo sendo por pouco tempo.

O carro ficou bonito depois da renovação feita pela Renault, o carro ficou com visual mais bonito. Por dentro tem bons arremates e tudo bem feito tendo aparência bem bacana.


O espaço não há que reclamar para passageiros e na hora de levar a tralha também é um show a parte, como tinha alugado um carro pequeno não mudei em nada minha estratégia e levei pouca coisa, então foram três malas para um compartimento gigante, achei que perderiam elas (risos).


Na hora de dirigir nada a reclamar, posição, banco, comandos a vista, visão ampla e altura top em relação ao solo, precisei passar por algumas ruas com valetas e buracos que mais pareciam crateras e foi numa boa, já os outros carros era um show de raspada de assoalho.


Painel de instrumentos bem legal, O motor 1.6 tem força para puxar o grandalhão na boa, mesmo com ar ligado nada de sofrimento, mas em alguns momentos ele mostra que se tivesse carregado seria mediano seu desempenho e aceitável, esse foi o carro com motor com mais “pegada” que já dirigi até o momento e com uma força brutal quando se pisa fundo, nada de barulho dentro do carro, em alto giro o silencio é total.


Acionei o modo econômico onde limita o giro do motor e o carro se comporta da maneira para não consumir muito combustível, a ideia era andar um dia com ele ligado e no outro desligado para poder sentir a diferença, mas não foi possível, andou muito bem para uma condução tranquila e suave na cidade.

O cambio se mostrou acertado com o motor, mas para quem dirigiu outros modelos da Renault senti que o trambulador do cambio de marca “agarra” alavanca dando brecha para que eu fizesse coisas erradas. Mas pegando o macete vai tranquilo sem passar vergonha, acho que é questão de costume.


O consumo não dava para medir com a falta de computador de bordo, entreguei o carro com meio tanque e 270 km rodados menos os 80 km quando peguei. Rodei 50% estrada e cidade.

Peguei transito pesado, sai de SP rumo ao litoral sul e com 10 km de rodovia já estava tudo parado até a cidade Mongaguá, não pude pisar forte e sentir a potencia com gosto e ter ideia real do seu consumo.

PONTOS NEGATIVOS


Quase nada por ter ficado pouco tempo e ainda um carro zero km, mas algumas observações e nada que desmereça o veiculo.

O escape poderia ter uma ponteira mais bacana para condizer com o carro, parece um cano de água da Amanco onde fica com visual feinho (risos).


Faltou cinto de três pontos e encosto de cabeça pra quem senta no meio.

O volante também precisa mudar seu visual, não combina com o carro dando ar antiquado ao carro.

Faltou computador de bordo, não interessa se é versão de entrada ou topo de linha, um carro essa categoria onde se paga caro precisa vir como item de série e informações para o motorista.

O carro se mostra instável nas curvas, precisa de um controle de estabilidade, isso é um problema com qualquer carro alto e não só com a Duster.

Sempre percebi que o trambulador da Renault é que torna os engates imprecisos das marchas, já havia percebido isso antes em outros modelos da marca. Mas ao pegar o macete você consegue fazer uma condução tranquila, mas a quem diga que seja a caixa de cambio, discordo.

VEREDICTO


Compraria sim uma Duster, mas optaria pelo motor 2.0 onde é mais condizente com o tamanho do carro, compraria com o motor 1.6 sim desde que fizesse um teste mais detalhado com peso total e saber se tem força ou é fraco.


O carro por ser uma SUV e com preço a partir de 37 mil reais no mercado de usados, é uma boa pedida do que comprar carros Hatch ou tipos compactos, pelo seu visual é carro para família, mas que consegue agradar também aos jovens.


Também optaria por alguma versão já com computador de bordo e com mais apetrechos até do tipo 4x4 transformando aquelas idas esporádicas para sítios em uma aventura. O carro se sai muito bem para o dia em nossas ruas que mais parece solo lunar e alagamentos também não fará feio, pois já vi muitas enfrentarem a mesma sem problemas.

A Duster surpreendeu por ser macia e top na condução, lógico que só dirigi carros pequenos e tinha um Palio Weekend Adventure ano 2000 e acaba sendo descomunal a comparação.

Aprovada, espero em breve testar um exemplar com mais tempo!


Segue minha lista pessoal dos carros que mais se destacaram nos testes.

SUV

1 – Renault Duster Expression 1.6 2017

SEDAN

1 – Renault Logan Dynamique 1.6 2017

HATCH

1 – Ford Ka 1.0 SE 2016
2 – Nissan March 1.0 S 2016
3 – Fiat Uno Attractive 1.0 Evo 2016

terça-feira, 25 de abril de 2017

Chevrolet S10 Flex agora traz câmbio automático em 2 versões



Finalmente a Chevrolet S10 equipada com o motor 2.5 SIDI Flex (gasolina e etanol, com injeção direta de combustível) passa a contar com opção de câmbio automático, que será disponibilizado nas versões LT e LTZ, com tração traseira ou 4x4. A picape, que foi a primeira a ter motor Flexpower no segmento (há exatos dez anos), passa a combinar o motor de 197/206 cavalos a 6000 rpm e 26,3/27,3 kgfm de torque a 4400 rpm ao câmbio de 6 marchas com trocas sequenciais na alavanca.


Pelos resultados do Inmetro, a S10 Flex automática chega com classificação A na categoria quando o assunto é consumo de combustível. A versão 4x2 roda, com gasolina, 9,4 km/l na estrada e 7,9 km/l na cidade. Com etanol os resultados são de 6,4 km/l e 5,3 km/l, respectivamente. Mesmo com estes resultados, isso representa uma vantagem de até 1,3 km/l em relação à principal rival, a Toyota Hilux Flex.


Outro destaque é o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h: 9,5 segundos. Com mais de 50% de participação atual de mercado entre as picapes com motor flex, a Chevrolet S10, nestes 10 anos, soma aproximadamente 200 mil unidades emplacadas.



A transmissão automática está disponível inicialmente apenas nas configurações LT e LTZ. Esta última traz, entre outros itens, direção elétrica progressiva com ajuste de altura, alerta de colisão à frente, alerta de saída de faixa, assistente de partida em ladeiras, controles eletrônicos de estabilidade e tração, faróis e lanternas com LED, banco do motorista com ajustes elétricos, pacote OnStar Exclusive com serviço de concierge e central multimídia MyLink com tela touchscreen de 8 polegadas, espelhamento de celulares compatíveis com Android Auto e Apple Car Play, além de Bluetooth e entradas USB e auxiliar.

A possibilidade de partida remota do motor pela chave é novidade na versão automática, uma herança dos modelos a diesel mais completos. Assim, a cabine é climatizada antes dos ocupantes entrarem na picape.


Outra mudança que estreia com a linha Flex 2018 é a adoção do padrão global de identificação do nome do veículo e da versão pela carroceria. O logotipo “S10” aparece agora tanto na parte inferior das portas dianteiras quanto na esquerda da tampa da caçamba. No lado direito fica a identificação da versão (LT ou LTZ).

Foi feito um extenso trabalho de calibração tanto no propulsor quanto na transmissão, que usa o mesmo hardware da configuração a diesel, porém com uma programação específica do módulo de controle da transmissão, que, no caso da S10, fica embutido, proporcionando maior robustez por evitar que componentes fiquem expostos a sujeira e impactos. Outra alteração promovida na transmissão foi o alongamento da relação do diferencial para tentar conter o consumo e reduzir as rotações do motor.

 
O câmbio automático da S10 Flex possui o recurso Clutch to Clutch, parecido com um câmbio automatizado de dupla embreagem em sua velocidade de trocas de marcha. Outra tecnologia aplicada é o Electronic Capacity Clutch Control, onde uma embreagem dentro do conversor de torque eleva a capacidade de acoplamento do conjunto e, consequentemente, a transferência de força do motor para as rodas. Completando o conjunto, o mapa de aceleração foi herdado de sua meia-irmã norte-americana Chevrolet Colorado.

Os coxins da S10 Flex tiveram sua rigidez alterada para que o nível de vibração seja suavizado. A picape começa a chegar às concessionárias ainda neste mês de abril. Veja os preços:

S10 2.5 Flex AT LT 4x2: R$ 107.990
S10 2.5 Flex AT LT 4x4: R$ 116.990
S10 2.5 Flex AT LTZ 4x2: R$ 122.990
S10 2.5 Flex AT LTZ 4x4: R$ 129.990


Honda Civic Type R quebra recorde de volta em Nürburgring



Revelado durante o Salão de Genebra de 2017, o Honda Civic Type R estabeleceu o recorde de volta para carros de produção em série com tração dianteira no circuito de Nürburgring Nordschleife, na Alemanha. No dia 3 de abril de 2017, um modelo de pré-produção completou uma volta em pista seca em 7 minutos e 43,8 segundos - melhoria de cerca de sete segundos em comparação com a geração anterior.


O novo Civic Type R é baseado na carroceria hatchback da décima geração do modelo, que passou a ser fabricada no Brasil em 2016 na carroceria sedan. O modelo esportivo traz motor 2.0 VTEC Turbo de 320 cavalos e 40,8 kgfm de torque. As relações de marcha no câmbio manual de 6 velocidades estão mais curtas, enquanto o conjunto de spoilers, para-choques e aerofólio traseiro entrega mais estabilidade em alta velocidade.


A carroceria do novo Civic Type R é 16 quilos mais leve que a do modelo anterior, com rigidez torcional 38% superior, melhorando a resposta de direção e a estabilidade em curvas. A nova suspensão traseira multilink aprimorou a estabilidade em frenagens e reduziu a rolagem da carroceria, permitindo frenagens mais próximas das curvas. Por exemplo, os pilotos normalmente entram na curva após a Metzgesfeld em velocidades de cerca de 150 km/h. Mesmo nesta curva de média velocidade, o Type R consegue estar cerca de 10 km/h mais rápido.


O carro de desenvolvimento usado durante o tempo de volta representa praticamente a especificação do modelo que será vendido na Europa; contudo, um santoantônio flutuante foi instalado por razões de segurança, ainda que a Honda assegura que sua presença não proporcione nenhum tipo de rigidez torcional adicional para a carroceria. O peso extra da gaiola foi compensada com a remoção temporária do sistema multimídia e dos bancos traseiros. O carro usado trazia pneus radiais homologados para rua, mas com acerto para pista de corrida.


A produção do novo Civic Type R irá começar no início do segundo semestre no Reino Unido, em Swindon, e o modelo será exportado para toda Europa, e outros mercados ao redor do mundo, incluindo Japão e Estados Unidos. A chegada na América do Norte marca a primeira vez em que, oficialmente, um Honda Type R é vendido nos EUA.


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