Novidades 2020: os detalhes de Volkswagen Polo e Virtus GTS



A Volkswagen tinha atiçado os fãs de esportivos compactos desde 2018, com a apresentação de Polo GTS e Virtus GTS no Salão do Automóvel de São Paulo em novembro daquele ano, na época como carros-conceito. A demora foi grande, mas finalmente a dupla já aparece nas concessionárias da marca pelo Brasil. Eles só serão lançados no dia 22 de janeiro, mas o Auto REALIDADE antecipa alguns detalhes dos dois apimentados para você.


Visualmente, Polo e Virtus GTS são parecidos com os Concepts do Salão, porém não iguais. O primeiro lote de unidades que colocaram os pneus nas concessionárias (ano 2019/modelo 2020) é pintado na cor Cinza Platinum, a mesma dos conceitos. Mas as rodas, que eram de 18 polegadas nos carros exibidos no evento, passaram a ser de 17 polegadas no modelo de produção, calçadas por pneus 205/50 Pirelli P7. Curiosamente, o Polo GTS Concept trazia o nome do carro à esquerda da tampa do porta-malas e a sigla da versão à direita, mas nos carros agora em loja convencionou-se por manter apenas a sigla GTS.


O GTS - seja Polo ou Virtus - vem com mais detalhes em preto-brilhante, como parte central do para-choque e grade, além de capas dos retrovisores, base da antena, aerofólio traseiro e moldura do para-choque, no caso do Virtus. O Polo teve a base do para-choque redesenhada para acomodar as duas saídas de escape, exclusivas para o hatch. Comum a ambos é o discreto spoiler que percorre toda a lateral inferior.


A sigla GTS atualmente não costuma ser muito utilizada em outros Volkswagen pelo mundo, mas no Brasil possui uma simbologia toda especial, por ter sido sobrenome de modelos esportivos marcantes da marca, como o Gol GTS (evolução do GT, lançado em 1987 e que foi produzido até 1994), além do Passat GTS Pointer. Também pesou na opção pelo nome GTS o fato do modelo ser diferente do Polo GTI europeu, que traz motor 2.0 de 200 cavalos. Aqui, tanto Polo quanto Virtus GTS virão com o 1.4 TSI de 150 cavalos e 25,5 kgfm de torque, já usado em modelos como Jetta (exceto GLI) e T-Cross Highline.



Com injeção direta de combustível e turbocompressor, o motor 1.4 possui uma capa superior simples (sem indicação "VW" ou "TSI", que vem no Golf e até no Polo 1.0 TSI) e o capô, a exemplo das outras versões da linha 2020, não traz manta acústica. O propulsor está aliado ao câmbio automático de 6 marchas, com conversor de torque e opção de trocas sequenciais - tanto em trilho na alavanca quanto nas aletas junto ao volante.


O interior é idêntico para Polo e Virtus GTS, com exceção do espaço no banco traseiro. O ambiente é marcado pelos tons mais escuros, com o preto dominando no forro de teto (e por consequência para-sóis, botões e molduras, porta-óculos, colunas e moldura do retrovisor) e também nos plásticos e revestimentos internos - as texturas dos materiais e os encaixes são idênticos aos das outras versões. A faixa central do painel é cinza (no Highline, prata) e os detalhes vermelhos surgem nas costuras de volante, apoio de braço e bancos, bem como em frisos da alavanca de câmbio e das saídas de ar laterais.



O quadro de instrumentos digital configurável passa a exibir detalhes em vermelho (os que no Highline são azuis). Pelo botão OK no raio direito do volante é possível alternar entre os três modos de visualização dos instrumentos. Revestido em couro, o volante ajusta em altura e profundidade, e possui um emblema GTS fixado ao raio central.



A central multimídia Discover Media, com tela sensível ao toque de 8 polegadas, traz adicionais como o cronômetro Lap Timer (acionado quando o carro começa a se movimentar ou quando o botão play é apertado) e o menu que exibe informações esportivas, como temperatura e pressão do óleo, pressão do turbocompressor e força G. Outro detalhe exclusivo do GTS é o seletor de modos de condução. Por um botão no console é possível escolher entre os modos Eco, Sport, Normal e Individual, onde o motorista altera parâmetros da direção, ar-condicionado, transmissão e ronco do motor.



Por ser 1.4, o conjunto mecânico inclui também pela primeira vez na dupla o Start-Stop, que pode ser inibido por um botão no console.



Os bancos do GTS são revestidos em uma mescla de couro sintético e tecido, com costuras vermelhas em contraste. Na dianteira, os assentos trazem abas notavelmente maiores e encostos de cabeça integrados. Há ajuste de altura para o assento do motorista.



No mais, os equipamentos são os mesmo da versão Highline. Os destaques são: ar-condicionado automático digital com saídas de ar traseiras, câmera de ré, porta-luvas com iluminação e climatização, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, apoio de braço dianteiro em couro com porta-objetos revestido de veludo, suporte de celular flexível e removível com entrada USB, além de outra USB para os ocupantes traseiros; sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial e partida por botão, além do sistema de som Beats, de 300 Watts.



Os preços, pelo menos neste início de vendas, estão elevados em decorrência das unidades virem sempre completas, incluindo os dois únicos opcionais (som Beats e pintura metálica), mas é preciso lembrar que lá nos anos 80, as versões GTS e GTi do Gol também tinham preço salgado ante o resto da linha. O Polo GTS tem preço de tabela de R$ 103.440, e o Virtus GTS, R$ 108.670.



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