Destaques do Auto REALIDADE

quinta-feira, 23 de março de 2017

Semana japonesa [Alta Roda]


Fabricantes até tentam evitar lançamentos muito próximos aos dos concorrentes para não dividir a atenção dos consumidores e da mídia, mas com tantas novidades, nem sempre é possível. Às vezes a coincidência é proposital para embaçar a superexposição de um modelo muito aguardado. No entanto, sem combinação, surgiu a “Semana Japonesa no Brasil”: de segunda a sexta-feira passadas estrearam Honda WR-V, Toyota Corolla 2018 e Nissan Frontier.


Embora um observador mais atento encontre muito pontos em comum com o Fit, objetivo do projeto do WR-V foi pegar uma base bem conhecida e transformá-la em um crossover-SUV urbano, desejado segundo pesquisas. A faixa de preços apertada entre o Fit EXL e o HR-V LX pode levar a alguma canibalização. O novo produto – de R$ 79.400 a 83.400 – custa em média cerca de 8% abaixo do HR-V. Este é 29 cm mais longo e tem porta-malas maior (437 x 363 litros).


A frente do WR-V ficou bem resolvida. Já as lanternas traseiras parecem de certa forma exageradas. Com 20,7 cm de altura livre do solo, o fabricante foi competente na reformulação da suspensão. O carro apresenta boa relação conforto-dirigibilidade. Seu diâmetro de giro de 10,6 m facilita as manobras. De série há bolsas de ar frontais e laterais (mais duas do tipo cortina na versão de topo), além de luzes diurnas em LED. O interior é praticamente igual ao do Fit com 2,5 cm extras de entre-eixos, mudando apenas forração dos bancos e apliques no painel frontal. Motor e câmbio CVT são os mesmos, lidando bem com um aumento de massa marginal (mais 22 kg).


O Corolla atual completou três anos e apesar de liderança folgada entre os sedãs médios-compactos chegou a hora de fazer os retoques de praxe, principalmente na parte frontal que ficou, de fato, melhor. Linha de cintura está levemente mais alta. O carro ganhou itens de segurança de série antes inexistentes como sistema de controles de trajetória, tração e subida de rampa, além de sete bolsas de ar (uma para joelho do motorista). Manteve motor de 2 litros, 154 cv, 20,5 kgfm e câmbio CVT de sete “marchas” (virtuais). Única mudança mecânica está nas suspensões em razão de rodas altas (17 pol), pneus de perfil baixo (215/50) e 0,5 cm de elevação na altura de rodagem. Esta ficou ligeiramente mais áspera em pisos irregulares, sem chegar a incomodar.


Por dentro não houve grandes modificações, mas a versão de topo Altis finalmente ganhou controle bizona do ar-condicionado. Foi acrescentada a versão esportivada XRS, sem nenhuma alteração do trem de força (nem opção de câmbio manual, como no Civic Sport), porém o pacote visual ficou agradável. Os preços vão de R$ 90.990 a 114.990. A Toyota absorveu os custos de alguns dos equipamentos extras na linha 2018. A nova geração do modelo só chega em 2019.


A Nissan não quis perder tempo e começou a importar a nova Frontier do México, em versão única e completa ao preço de R$ 166.700. No próximo ano essa picape média de cabine dupla e quatro portas virá da Argentina. Carroceria, chassi, motor (2,3 litros biturbo; 190 cv; 45,9 kgfm) e câmbio automático (sete marchas, antes apenas cinco) são todos novos. Além de uma curva de torque favorável, o desempenho melhorou porque o peso em ordem de marcha diminuiu de 2.066 kg para 1.985 kg.


Em estradas de terra o conforto de marcha evoluiu bastante em razão da substituição das tradicionais molas semielípticas traseiras por helicoidais, mantendo o eixo rígido. No asfalto, fazem falta rodas de 17 pol. de diâmetro (são de 16 pol.) para melhorar a estabilidade direcional. O motorista ganhou posição de dirigir melhor graças às novas regulagens elétricas do banco. Ar-condicionado tem duas zonas de atuação, muito útil em um veículo com interior deste porte. Atrás há bastante espaço, mas o assoalho em posição alta prejudica o conforto, como em todas as picapes que utilizam chassi tipo escada ao qual a cabine é aparafusada.


RODA VIVA


AGORA que a GM iniciou, em São Caetano do Sul, o processo de modernização total de sua primeira fábrica inaugurada em 1930, abre-se a possibilidade de produção de um SUV (novo Tracker) e uma picape compacta de nova geração (Montana). Projetos não serão mais executados aqui, mas nos EUA e China. Brasil perdeu seu centro de desenvolvimento.


TOYOTA decidiu lançar na Argentina o Innova, monovolume médio-grande importado da Indonésia. Utiliza a mesma base mecânica da Hilux e do SW4 fabricados no país vizinho. Se tiver boa aceitação lá e pesquisas indicarem algum interesse do mercado brasileiro e sul-americano, é possível a marca japonesa decidir produzi-lo em Zarate, a 90 km de Buenos Aires.



LAND ROVER começa a entregar novo Discovery (5ª geração) no final de junho, apenas três meses depois da Europa. SUV de grande porte – sete passageiros – perdeu 480 kg ao ampliar estrutura de alumínio. Melhorou também em aerodinâmica (Cx 0,33, antes 0,40). Interior inclui rebatimento elétrico de cinco bancos. Rodas até 22 pol. Preços: R$ 363.000 a 429.000.


Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).







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Alpine A110: as especificações do pequeno (e poderoso) esportivo


Um ano após a apresentação do Alpine Vision Show Car, a Alpine revelou no Salão de Genebra seu primeiro modelo de produção em décadas: o novo A110, cupê de dois lugares com proposta fiel à berlineta dos anos 1960. O novo carro será construído em Dieppe, França, e as vendas começarão ainda em 2017 na Europa. As entregas no Reino Unido e no Japão começarão em 2018. A grande promessa está em oferecer prazer ao dirigir.

 
Com apenas 1080 quilos (excluindo opcionais) graças ao farto uso de alumínio em sua carroceria, o Alpine da nova era possui 4,18 metros de comprimento, 1,80 m de largura e 1,25 metro de altura, com distribuição de peso de 44% sobre o eixo dianteiro e 56% na seção traseira. O centro de gravidade foi literalmente centralizado em sua carroceria, com o posicionamento do motor entre os eixos e o tanque de combustível entre o eixo dianteiro e o propulsor.


O Alpine A110 tem motor 1.8 quatro-cilindros turbinado com diversos componentes específicos para o novo modelo, com rendimento de 252 horsepower e 32,6 kgfm de torque. Esta relação peso-potência explica porque o A100 é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 250 km/h. Já o câmbio é o automatizado de sete marchas Getrag banhado a óleo.


Estarão disponíveis os modos de condução Normal, Sport e Track, que incluem nas configurações de motor, câmbio, assistência da direção, controle de estabilidade, som do motor e gráficos do quadro de instrumentos.


A carroceria teve atenção especial em aerodinâmica, sem uso de spoilers e outros artifícios que acabariam comprometendo o design. Um artifício usado foi a carenagem da parte de baixo, que ajudou a fechar o coeficiente aerodinâmico em 0,32. Pinças de freio e rodas de 18 polegadas são de alumínio, e para reduzir o peso, até os bancos entraram na dieta, pesando apenas 13,1 quilos cada.



A primeira fornada da série Premiére Edition será limitada a 1955 carros - número em alusão ao ano de fundação da Alpine por Jean Rédélé. Com três opções de cor para a carroceria (Alpine Blue, Noir Profond ou Blanc Solaire), cada um terá plaqueta com o número de produção no console central, além de detalhes com as cores da bandeira da França, bancos esportivos Sabelt de couro, sistema de som Focal, pedaleiras de alumínio, detalhes internos em fibra de carbono e pintura especial das rodas, pelo preço de 58.500 euros.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Volkswagen Sedric é o 100% autônomo da marca para 2025


Nem visualmente, nem sequer pelo nome, o Sedric tem sinais típicos de um carro da Volkswagen (seu batismo lembra Cedric, um sedan grande da Nissan). Isto se explica porque o modelo não é da VW em si, e sim do Grupo Volkswagen (assim como a GM é um conjunto de marcas que inclui a Chevrolet). Mas o Self-Driving Car é a materialização de uma das maiores ambições do Grupo VW: lançar mais de 30 modelos com propulsão elétrica até 2025 e estabelecer a tecnologia de condução autônoma a partir da próxima década. Só em 2017, as marcas do grupo Volkswagen vão lançar cerca de 60 novos veículos para clientes de todo o mundo, incluindo modelos que serão determinantes para a marca no nosso mercado, como o novo Polo (que poderá ser vendido com este nome no Brasil, ao invés de Gol) e sua versão sedan, o Virtus.

O Sedric possui o estável 5 da condução autônoma, o mais alto de automação) em Genebra. Com um toque no OneButton, o carro é quem irá buscar seu passageiro. Executando de forma independente todas as tarefas de direção, o modelo não possui volante, pedais ou qualquer espaço que lembre que aquele automóvel é "conduzível". A ideia é comercializar carros para um público maior, que englobe pessoas que não têm carteira de habilitação, adolescentes e crianças, aposentados, pessoas com deficiência ou simplesmente quem prefira aproveitar a vista a dirigir.


O Sedric foi concebido, desenvolvido e construído no Future Center em Potsdam, em colaboração com o Centro de Pesquisas do Grupo Volkswagen de Wolfsburg. No lugar do quadro de instrumentos, o para-brisa traz LEDs orgânicos que servem para transmitir informações em realidade aumentada.

Com formato quadrado, o Sedric acomoda quatro passageiros, posicionados em duplas de frente entre si. O modelo traz ar-condicionado com purificação de ar e elementos da natureza como bambu, carvão e couro de bétula para melhor bem-estar dos ocupantes.

 

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