Destaques do Auto REALIDADE

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ferrari 812 Superfast: bela forma de se celebrar 70 anos


Em praticamente todo Salão de Genebra, a Ferrari realiza a apresentação de um novo modelo - e em 2017, ano de seu septuagésimo aniversário, não será diferente. A bem de verdade, a 812 Superfast é uma evolução da F12berlinetta, revelada em 2012. Mas, do visual até a mecânica, houve diversos aprimoramentos. O motor 6.5 V12 passa a entregar 800 cavalos e ter limite de giro de 8500 rpm, graças à injeção direta de combustível com pressão mais elevada; já o torque é de 73,2 kgfm a 7000 rpm, sendo que 80% desta força está disponível a 3500 rpm. O câmbio automatizado de dupla embreagem também traz nova programação. E trata-se da primeira Ferrari a contar com direção de assistência elétrica.


Esteticamente, a 812 Superfast faz uma discreta homenagem às Ferrari anteriores com seu duplo par de lanternas arredondadas, que predominou nos esportivos até a primeira metade dos anos 2000. A cor Rosso Setanta também é uma referência à história da montadora do cavallino rampante. A silhueta tem elementos de contato com a 365 GTB4 (mais conhecida como Daytona), com suas entradas de ar mais proeminentes. Mas, com faróis Full LED e flaps aerodinâmicos ativos, traz os mais recentes aparatos da marca.


O interior da Ferrari 812 Superfast também está mais ousado, com elementos suspensos no console central e painel horizontalizado com saídas de ar que lembram turbinas de jato. Volante, bancos, comandos de ar-condicionado e interface multimídia foram redesenhados para o novo modelo.


Pagani Huayra Roadster estreia no Salão de Genebra


Seis anos após a revelação do Pagani Huayra, é apresentada no Salão de Genebra sua derivação Roadster, que surpreende não apenas pelo visual, como também por suas características técnicas: a carroceria teve incremento de rigidez torcional de 52%, e ainda assim ficou 80 quilos mais leve que o modelo fechado, resultando em 1280 quilos (sem fluidos) - milagre da mistura de carbono-titânio empregada na carroceria.


O motor 6.0 V12 preparado pela Mercedes-AMG rende 764 horsepower a 6200 rpm e torque de 102,0 kgfm já a 2400 rpm. O câmbio é automatizado de dupla embreagem com 7 marchas. Este conjunto suporta a maior aceleração lateral (força G) em um automóvel com pneus de rua - no caso, os Pirelli PZero Corsa com rodas de 20 polegadas na frente e 21 atrás: se a maioria dos carros de passeio fica no 1,0 G ou menos, o Huayra Roadster atinge 1,8 G.


Serão oferecidos dois tipos de teto (ambos com instalação manual) para o Huayra Roadster: o primeiro de fibra de carbono, com parte central de vidro, que lembra bastante um cupê quando fechado; já o "soft roof" é uma combinação de fibra de carbono e tecido, mais fácil de ser inserido quando se começa a chover, por exemplo.


No Huayra Roadster, foram mantidos os modos de atuação do controle de estabilidade do Huayra BC: Wet, Comfort, Sport, Race e ESC Off. E como diria a própria Pirelli, já que "potência não é nada sem controle", o Pagani traz freios Brembo de carbono-cerâmica de 380 por 34 milímetros com 6 pistões na frente e de 380 x 34 mm com 4 pistões atrás.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Emplacamentos globais apontam maior crescimento dos SUVs em 2016


No estudo que computa as vendas mundiais de automóveis zero-quilômetro em 2016 considerando 29 dos maiores mercados mundiais, observa-se uma tendência crescente pelo segmento de SUV’s, com 20% de crescimento em 2016 em relação ao ano anterior. Outros destaques são observados nos aumentos de vendas para os segmentos C (médio-grandes como Corolla e Golf) e F (segmento de alto luxo, representado por Audi A8, Mercedes-Benz Classe S e BMW Série 7), além de pequena queda nos segmentos mais populares A (subcompactos como Mobi e up!) e B (compactos). Entre os utilitários esportivos, os Nissan X-Trail e Rogue (mesmo carro com nomes diferentes) lideraram em números absolutos; já o modelo com participação de mercado mais ampla em todo o mundo é o Hyundai Tucson.


Correção

No estudo da JATO Dynamics divulgado em 31/01/2017, apontou-se que o grupo PSA teve uma queda de 2,7%, com total de 2.552.913 unidades emplacadas em 2016, porém na verdade houve um crescimento de 5,8% em suas vendas, atingindo 3,1 milhões de unidades em mais de 90 mercados em todos os continentes.

Os dados são fornecidos pela JATO Consult, divisão de consultoria da JATO Dynamics que fornece soluções e consultoria para atender a uma ampla gama de empresas ligadas ao setor automotivo. Para mais informações visite www.jato.com/brazil/.

Inspeção ambiental volta à pauta [Alta Roda]


Passou algo despercebido, em 2016, o aniversário de 30 anos do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores). Como a indústria instalada no País completou 60 anos também em 2016, significa que metade de sua trajetória histórica foi regida por regulamentações que, se não estão entre as mais rigorosas do mundo, pelo menos ajudaram a mitigar as chamadas emissões reguladas de três gases: monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos.

No caso de motores de ciclo Otto o controle pôde ser feito com relativa facilidade por meio de gerenciamento eletrônico de injeção e ignição, além de um dispositivo muito eficiente, o catalisador de três vias, que recebe este nome por atuar sobre aqueles gases. Quando a peça atinge a temperatura de trabalho – hoje de forma muito mais rápida – e uma eficiência de conversão de 98%, os subprodutos no escapamento são nitrogênio e vapor d’água.

Um dos acertos do Proconve foi trabalhar com fases e prazos a exemplo do exterior. Isso atraiu fabricantes de catalisadores para o Brasil. Primeiramente a Umicore, que completou 25 anos, e depois a BASF. Stephan Blumrich, presidente da primeira, afirmou com exclusividade à Coluna:


“Devemos continuar, como o resto do mundo faz, a buscar emissões menores do que hoje é permitido. O legislador deve atuar em harmonia com a indústria quanto a metas e o tempo necessário para alcançá-las. O catalisador faz a sua parte e pode durar o mesmo que um motor, se a manutenção deste for feita de acordo com as normas do fabricante. Funciona de modo simples por meio de reações químicas. Além disso, ao fim da vida útil pode ser reciclado e seus metais nobres, recuperados. A saúde da população é preservada, mas com o aumento da frota circulante e condições de tráfego mais difíceis há necessidade não apenas de avançar nas regulamentações, mas também ter um controle sobre a efetiva manutenção dos veículos por meio de inspeções”.

O fato é que não se vislumbram ainda os próximos passos do Proconve. Ministério do Meio Ambiente e Ibama deveriam ter avançado nas propostas, mas parece haver certa letargia em parte pela situação política e econômica do País. Nesse cenário o governo de São Paulo resolveu, depois de 20 anos de indefinições, propor a continuidade na legislação e, pela primeira vez, iniciar um programa estadual de inspeção veicular.

De fato, um esforço isolado da cidade de São Paulo deixa de trazer benefícios maiores porque a poluição se estende por toda a região metropolitana e começa a preocupar também em concentrações urbanas do interior. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente anunciou na semana passada que em 2018 todos os veículos a diesel, leves e pesados, começarão a ser inspecionados.

Segundo o secretário, Ricardo Salles, as 46 agências regionais da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) se encarregarão do programa. É imprudente achar que uma companhia com várias atribuições e em momento de finanças tão apertadas possa coordenar e executar inspeções. Isso não deu certo no Estado do Rio de Janeiro e nem no exterior. A fórmula com menos possibilidade de erros é boa regulamentação e licitação dos serviços entre empresas especializadas.

RODA VIVA

APESAR de muito se falar sobre alternativas de mobilidade no mundo, as vendas de automóveis e comerciais leves continuam em ascensão. Segundo a consultoria inglesa Jato, 84,24 milhões de unidades ganharam as ruas em 54 principais países pesquisados no ano passado. Crescimento de 5,6% sobre 2015. Nada indica que esse ritmo diminua em 2017.

EMISSÕES de novas carteiras nacionais de habilitação (CNH) caíram 13% em 2015 e também em 2016. Leitura mais apressada pode concluir que há menos interesse em comprar carros. Mas, na realidade, comparada à queda de cerca de 50% do mercado brasileiro no mesmo período, o percentual acumulado menor de CNH emitidas indica justamente o contrário.


SANDERO surpreende em desenvoltura graças ao novo motor 1,6-L SCe, bem superior ao utilizado antes. Mesmo com potência maior o consumo foi reduzido. Sistema de desligar-ligar o motor (pode ser inibido por botão no painel) funciona de modo silencioso e preciso, pois basta um leve toque no pedal de embreagem. Comando do câmbio, agora a cabo, ficou bem melhor.

MEXICANOS estão comprando mais veículos novos (crescimento de 50% em dois anos) depois que o governo regulamentou a importação de modelos seminovos dos EUA e assim reduziu em 90% essa prática. O mercado do México, agora, é duas vezes maior que o da Argentina. Oportunidade para diversificar exportações brasileiras, o que já vem ocorrendo.

FERRAMENTA Consulta Recall verifica se qualquer veículo tem pendência relativa a defeitos de segurança. Desenvolvida pela Tecnobank, inclui todas as revocações dos fabricantes desde 1999. Serviço hospedado em nuvem e a informação individual é paga. Essa informação deveria aparecer no licenciamento anual, mas vem sendo adiada seguidamente.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


Mercedes-Maybach G 650 Landaulet: bruto sim, mas com muito conforto


Limitado a 99 unidades, o Mercedes-Maybach G 650 Landaulet é uma louca simbiose entre a rusticidade do ex-militar Classe G (que está perto de completar 40 anos) com a finesse inerente ao estilo Maybach. A Mercedes já havia criado outras derivações muito insanas do Geländewagen, como o modelo 6 x 6 e o G 500 4x4², e este segue o mesmo tom. Com quase meio metro de altura em relação ao solo, o Landaulet tem 5,34 metros de comprimento, 3,43 m de distância entre-eixos e 2,23 m de altura. E leva quatro ocupantes.


O nome Landaulet se explica pelo tipo de carroceria, com a parte de trás ao ar livre - a capota com revestimento de tecido é acionada eletricamente, com 3 opções de cores, todas contrastantes com a carroceria. Esteticamente, também vale destacar as rodas de 22 polegadas com pneus 325/55, os logotipos V12 Biturbo e Maybach nas laterais, além do suporte traseiro de estepe que também abriga o brake-light.


O interior, como é comum nos Maybach, mima mais os ocupantes de trás do que os da frente. Opcionalmente, há até um vidro retrátil para manter a privacidade atrás, e que ao toque de um botão fica opaco. Os passageiros dispõem de mais espaço para as pernas - são precisamente 57,8 cm a mais de distância entre-eixos em relação aos outros Mercedes G - e os assentos contam com massageadores, aquecimento e ajustes elétricos. Outras mordomias disponíveis são os tablets individuais de 10 polegadas atrás dos bancos dianteiros, os controles individuais de ar-condicionado, as mesas retráteis e os porta-copos que aquecem ou esfriam as bebidas


Honda Civic Type R está de volta no Salão de Genebra


Após algum tempo "esquecido", o Honda Civic Type R retorna em sua nova geração na carroceria hatch - que diga-se de passagem, tem muito a ver esteticamente com o sedan lançado no Brasil em 2016. Desenvolvido em paralelo com o Civic Hatch "normal", o motor 2.0 VTEC é turbinado, embora ainda não tenha sido revelado seu rendimento.


A produção do novo Civic Type R começará durante o verão europeu de 2017 na fábrica da Honda em Swindon, Reino Unido, e o carro será exportado para a Europa e outros mercados em todo o mundo, como o Japão e os EUA - por lá, será o primeiro esportivo da marca a ostentar o logotipo Type R. A apresentação do modelo nervoso da Honda está marcada para o dia 7 de março, às 11:30 (CET), no Hall 4 do Salão de Genebra. 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Os detalhes do Audi A3 Sedan 2017 na versão Attraction


Cerca de três anos após seu lançamento no Brasil - que culminou em uma rápida popularização em nosso mercado e mobilizou a marca a realizar sua produção em solo nacional, mais especificamente em São José dos Pinhais (PR) - o Audi A3 Sedan já está nas concessionárias pelo País em sua linha 2017. Já publicamos no Auto REALIDADE as fotos do modelo Ambiente; agora é a vez de ver de perto as mudanças na versão Attraction 1.4 TFSI.


As alterações visuais englobam faróis (mais recortados, ao estilo A4) e lanternas (com novo arranjo interno), além de grade com arestas mais pontiagudas e para-choques mais esportivos. No interior, as mudanças envolvem o volante (também assemelhado ao A4) e suas hastes; além disso, as saídas de ar foram redesenhadas e o sistema multimídia MMI tem gráficos redefinidos, passando a contar com maior integração ao trazer duas bem-vindas entradas USB.


De série, o A3 Attraction vem com ar-condicionado, direção eletromecânica com comandos de som/computador de bordo e ajuste de altura e profundidade, faróis de xenônio nos fachos baixo/alto com ajuste automático de altura e lavadores, computador de bordo entre conta-giros e velocímetro, sensor de estacionamento traseiro, bancos dianteiros com ajuste de altura, volante e alavanca de câmbio revestidos de couro, bancos e portas revestidos em tecido, vidros laterais e traseiro com isolamento térmico, start-stop (desligamento do motor em paradas de trânsito, fornecendo até 10% de economia de combustível), freio de estacionamento eletromecânico e rodas de alumínio com 16 polegadas.


O conjunto mecânico permanece idêntico: o motor 1.4 TFSI Flex, que dispensa tanquinho de partida a frio, conta com turbocompressor e injeção direta de combustível, rendendo 150 cavalos entre 4500 e 5500 rpm e torque de 25,5 kgfm de 1500 a 5000 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol. O câmbio automático Tiptronic de 6 marchas com modo sequencial (na alavanca ou paddle-shifts no volante) e o conjunto de suspensão são resultados da adaptação para o mercado brasileiro. Com este conjunto e peso de 1240 quilos, o A3 Sedan acelera de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e atinge 215 km/h.


No mais, permanece o A3 que conhecemos, com seus 4,46 metros de comprimento, 1,42 m de altura, 1,80 m de largura e distância entre-eixos de 2,64 metros. O porta-malas segue levando razoáveis 425 litros e o tanque tem capacidade de 50 litros. Causa boa impressão o painel revestido em material emborrachado, o touchpad ao centro do console (para comandar o MMI) e o teto moldado em tecido, ainda que os ocupantes de trás, além de se intrometer com um túnel elevado, sintam ausências como apoio central de braço ou saídas de ar-condicionado - há um porta-objeto no fim do apoio de braço dianteiro. Seu preço de tabela é de R$ 115.190.


Curta a página do Auto REALIDADE!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...