Destaques do Auto REALIDADE

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Dilema do preço [Alta Roda]


Situação difícil do mercado garante ao consumidor, mais do que nunca, a decisão de escolher. Entre os sedãs médios-compactos trava-se uma verdadeira batalha para atrair os possíveis (e poucos) compradores. Este ano vem sendo marcado pela renovação em diferentes níveis. Começou com a atualização do Nissan Sentra, seguido pelo inteiramente novo Chevrolet Cruze. Esta semana começam as vendas da décima geração do Honda Civic. A Citroën aproveitou o embalo para lançar o C4 Lounge 2017 apenas com motor turbo de 1.6 L/173 cv (etanol), conforme antecipado pela Coluna.


As atenções concentram-se no constante desafiador ao líder Toyota Corolla. A décima geração do Civic foi muito bem recebida no mercado americano e logo assumiu a primeira posição no segmento. Não teria porque ser diferente aqui, pois o carro ficou maior, mais equipado, com bom espaço para pernas no banco traseiro, porta-malas amplo de 519 litros e estreia versão de topo, Touring, que utiliza o novo motor turbo de 1,5 L/173 cv (apenas gasolina inicialmente e flex quando for nacionalizado daqui a um ano). Além disso, o estilo – fundamental para o brasileiro – é bastante arrojado, mas dentro dos limites. Até as lanternas traseiras superdimensionadas harmonizam-se, sem chegar ao exagero.


Tudo estaria no bom caminho, mas há entraves. A Honda terá que administrar a capacidade da atual única fábrica em Sumaré (SP), onde produz quatro modelos, sem contar o WR-V uma derivação crossover do Fit já na fase final de desenvolvimento. A oferta inicial do Civic será de 3.000 unidades/mês, certamente abaixo do seu potencial. Existe uma nova unidade fabril pronta em Itirapina, a 110 km de Sumaré. Mas só pode entrar em operação ao se esgotar a capacidade em dois turnos de Sumaré e quando for possível fabricar mais 5.000 unidades/mês em Itirapina, mesmo que em turno único. A maioria das marcas japonesas não aprecia trabalhar em três turnos, o que em teoria resolveria a questão.



Este dilema industrial e a decisão de não produzir mais do que se possa vender explicariam a política de preços, tão ousada para cima como o próprio modelo, para segurar a demanda não atendível. O Civic agora começa em R$ 87.900 e vai a R$ 124.900. De início, a versão de entrada (Sport) representará 24% da produção, as intermediárias (EX e EXL) 48%, todas com o atual motor de 2 litros de aspiração natural, e a nova Touring, 28%. Esse não é um mix normal, nem o definitivo, porém reflete a situação de hoje e dos próximos meses.



O carro deixa boas impressões ao guiar. Caixa de direção eletroassistida de relação variável (apenas 2,2 voltas de batente a batente), nova suspensão traseira multibraço e câmera acoplada ao espelho retrovisor direito são destaques. A caixa de câmbio automática CVT tem desempenho melhor com o motor mais potente, quando se podem usar borboletas atrás do volante e as sete marchas virtuais apresentam respostas que beiram alguma esportividade. Assoalho traseiro deixou de ser plano por razões de aerodinâmica e de espaço vertical interno incontornáveis em um projeto moderno. Entrada de fio para telefone inteligente obriga a certo contorcionismo para a idade média dos clientes de sedãs.


RODA VIVA


CONGRESSO da Fenabrave (associação das concessionárias) destacou o clima de possível reação das vendas no último trimestre do ano. Barry Engle, presidente da GM América do Sul, além de projetar crescimento do mercado de 12% em 2017, reconheceu que a indústria se empolgou demais no seu planejamento anterior. É raro um executivo fazer análise tão sincera.

EXPECTATIVA maior do Congresso foi sobre o que pensava o governo federal acerca do plano de renovação de frota, rebatizado de Programa de Sustentabilidade Veicular. Ainda está em análise para possível anúncio no próximo ano. Já se sabe, no entanto, de fortes limitações no orçamento público. Ordem é aguardar e peneirar as sugestões, de fato, viáveis.

DEPOIS de investimento de R$ 46 milhões, a Toyota está apta para desenvolvimentos locais. Em sua fábrica de Diadema (SP) inaugurou esta semana seu 15º centro de pesquisas. Os demais estão no Japão, EUA, Europa, Ásia e Austrália. Nos planos, além de reestilizações e testes de motores, surgirão derivações de produtos específicos para a América Latina.


NOVO MINI Cabrio mostra que nunca convém ficar de fora do restrito mercado de conversíveis. Oferecido apenas na variante Cooper S, o carro é harmonioso, independentemente da capota aberta ou fechada. O recente motor BMW 2-litros/192 cv “empurra” de verdade. Acabamentos e materiais são de primeira qualidade e o preço acompanha: R$ 164.950.


FORD modernizou sua central multimídia com tela capacitiva de 8 pol. na linha 2017 dos Focus hatch e sedã, além de incluir luzes diurnas de LED. Preços ainda não foram anunciados, porém versões intermediárias continuarão com o sistema anterior. Nova central mais rápida e intuitiva inclui Android Auto e Car Play, integrando pacote de itens de segurança e conforto.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Nissan Kicks será prêmio de vencedor do programa Masterchef Brasil


Após a massiva divulgação nas Olimpíadas Rio 2016, a Nissan lança mão de mais uma grande ação para a divulgação do Kicks: o modelo será o prêmio do vencedor da terceira temporada do programa de culinária Masterchef Brasil, que será apresentado pela emissora de TV aberta Band na noite desta terça (23). O principal reality show culinário do mundo possui versões em mais de 40 países. Aliás, o vencedor receberá uma unidade da série especial Rio 2016 - as mil unidades do crossover foram reservadas em poucos dias.

Fiat Doblò chega à linha 2017 com leves incrementos


Sem perspectivas de alinhar o Doblò ao modelo europeu, a Fiat apresenta a linha 2017 do multivan com pequenos acréscimos de conteúdo. A versão Attractive deixa de ser oferecida; já a opção Adventure traz rodas de liga leve e estepe de 16 polegadas com pintura escurecida, além de novo acabamento cinza-escuro na moldura do para-choque dianteiro. 


Internamente, o Doblò Adventure passa a trazer volante revestido em couro com comandos do rádio, apoio de braço no banco do motorista, banco traseiro bipartido com cinto de três pontos, além, opcionalmente, do bloqueio de diferencial Locker, que distribui o torque entre os dois semieixos frontais em casos de perda de aderência.


As versões Essence, 5 e 7 lugares, também ganharam itens de série: banco traseiro bipartido com cinto de três pontos e descansa-braço no banco do motorista. Eles completam a lista de equipamentos: ar-condicionado, direção hidráulica, travas elétricas, barras longitudinais no teto, entre outros.


Como opcional, o Doblò Essence oferece o Kit Evolution, composto por: rádio Connect com CD MP3/WMA Player, retrovisores externos elétricos, faróis de neblina, volante revestido em couro com comandos do rádio e sensor de estacionamento traseiro.


O Fiat Doblò também conta com os acessórios Mopar oferecidos nas concessionárias. Entre eles, central multimídia com câmera de ré, grade divisória do banco traseiro, alarme antifurto, barras transversais de teto, bagageiro de teto, entre outros.

Tabela de preços

Doblò Essence 5 lugares 1.8 – R$ 76 890
Doblò Essence 7 lugares 1.8 – R$ 78 290
Doblò Adventure 1.8 – R$ 85 230


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Chevrolet Montana 2017 adota modificações para poupar combustível


Acompanhando as evoluções pelas quais boa parte da linha Chevrolet passou este ano para economizar combustível, a linha 2017 da Montana recebeu mudanças para obter nota A do Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro, com até 13,2% de melhora em eficiência energética. Por fora, é praticamente a mesma de 2010; a diferença é que as versões LS e Sport contam de série com capota marítima, spoilers laterais e peças aerodinâmicas embaixo do assoalho para diminuir a resistência frente ao ar.


Mecanicamente, o motor 1.4 8 válvulas passa a contar com novos pistões e bielas, alternador de rendimento aprimorado, sistema de arrefecimento com ventilador de menor atrito, utilização de óleo de baixa viscosidade (0W20), freios de baixo arrasto, novos rolamentos e pneus “verdes”, além de indicador de mudança de marcha no quadro de instrumentos.


De acordo com dados do Inmetro, a Montana percorre 11,7 km/l na cidade e  13,4 km/l na estrada usando gasolina. Com etanol, os números são de 7,9 km/l em circuito urbano e 9,2 km/l em percurso rodoviário. Segundo a GM, a aceleração de 0 a 100 km/h é feita agora em até 10,4 segundos, quase um a menos que o modelo anterior.


A versão LS passa a ter rodas de ferro de 15 polegadas com calotas. Outras pequeníssimas novidades são as duas opções de cores para a carroceria: Vermelho Pull me Over (sólida) e Preto Ouro Negro (metálica), que se juntam ao Branco Summit, Cinza Grafite e ao Prata Switchblade.


A caçamba possui protetor plástico de série, dez ganchos para amarrar cordas e, nas laterais, os degraus "Step Side". A capacidade de carga é de 756 quilos.


Desde a versão LS, são itens de série: direção hidráulica, banco do motorista e cinto de segurança com regulagem de altura, alerta sonoro de esquecimento dos faróis ligados, iluminação na cor "Ice Blue", para-sóis com espelho, para-choques na cor da carroceria, lanternas escurecidas, airbag duplo e freios ABS com EBD. São opcionais: ar-condicionado, grade do vidro traseiro e travas, vidros e retrovisores elétricos.


Na versão Sport, que por fora se diferencia pelas rodas de liga leve aro 16'', faróis com máscara negra, rack de teto, faróis de neblina e adesivo preto entre as janelas laterais, são equipamentos adicionais: acendimento automático dos faróis, coluna de direção regulável em altura, detalhes plásticos na cor cinza, controlador de velocidade de cruzeiro, computador de bordo e som com Bluetooth e entrada USB. 


O motor 1.4 rende, com etanol, 99 cavalos e 13,0 kgfm de torque. O câmbio é sempre manual de 5 marchas. Nas concessionárias estão disponíveis itens como suporte de bicicleta (para magrelas de aro 20 a 29), tapete de E.V.A. removível para caçamba, módulo para ativação da função Tilt Down do retrovisor externo direito, sensor de estacionamento traseiro, santantônio, entre outros equipamentos.

Fotos - Montana LS (a linha 2017 traz spoilers laterais de série)


Fotos - Montana Sport

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