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sábado, 22 de julho de 2017

Audi revela nova geração do A8; sedan avança em condução autônoma



A quarta geração do Audi A8 faz sua estreia mundial em Barcelona. Aos 23 anos de idade, o sedan de grande porte pioneiro no emprego maciço de alumínio em sua carroceria se destaca evoluindo no design, na mecânica e nos assistentes de condução, que incluem ajudas no estacionamento, na hora de deslocar o carro em uma garagem e no trânsito, atingindo o grau 3 de condução autônoma.


O estilo do Audi A8 buscou diferenciações dos outros modelos da linha em pontos como a frente com grade alargada, acompanhando o corte dos faróis com iluminação Matrix LED, os para-lamas mais musculosos e, na traseira, as lanternas compostas por LEDs orgânicos que se fundem ao atravessar a tampa do porta-malas. Haverão duas opções de carroceria: a standard, de 5,17 metros de comprimento, e o A8 L, com distância entre-eixos 13 centímetros maior.


Em ambas as carrocerias, o espaço interno está maior. As saídas de ar são fechadas quando o carro é desligado. Na parte traseira direita, há um assento para relaxamento opcional no A8 L vem com quatro opções de ajuste e um apoio para os pés com aquecimento e massageador. Os passageiros do banco de trás também controlam a iluminação ambiente, as luzes de leitura e massageadores no assento. O controle remoto do assento traseiro, com tela OLED do tamanho aproximado de um smartphone, é removível e fica localizado no apoio de braço central.


Ao centro do painel há uma tela sensível ao toque de 10,1 polegadas que, quando desligada, funde-se visualmente ao entorno do acabamento em preto-brilhante. A interface do usuário é exibida assim que o carro é aberto. Há uma segunda tela sensível ao toque no console central para acessar as funções de ar-condicionado e interação com o sistema multimídia. Quando o motorista acionar uma função nas telas superior e inferior, ouvirá e sentirá um clique de confirmação. Os botões acionadores dos vidros respondem da mesma forma.


O motorista poderá acionar uma ampla gama de funções no automóvel usando uma forma nova e natural de controle de voz. Informações sobre destinos e mídias estão disponíveis a bordo ou pela internet (conexão LTE). A ampla gama de dispositivos de conexão também inclui reconhecimento de semáforos e informações sobre riscos no trânsito. O GPS é otimizado com base nas rotas recentemente percorridas, sugerindo outras rotas e exibindo gráficos detalhados das principais cidades europeias.


A Audi alardeia que o novo A8 será o primeiro carro com condução autônoma nível 3 a ser produzido em série. O assistente de trânsito assume o controle da condução quando o trânsito está lento, até 60 km/h, em rodovias onde uma barreira física separa as duas faixas da pista. O sistema é ativado usando o botão AI no console central e administra a partida, aceleração, direção e frenagem. O motorista não precisa mais monitorar o carro permanentemente, como é comum em outros modelos. Ele poderá retirar suas mãos do volante e, dependendo das leis de cada país, ler ou assistir TV. Assim que o sistema não puder mais atuar por si (quando a velocidade ultrapassar 60 km/h, por exemplo, ele convocará o motorista para retomar o comando do carro.



Durante a condução pilotada, um controlador central de assistência ao motorista (zFAS) processará permanentemente uma imagem das imediações combinando os dados dos sensores. Já o assistente de estacionamento remoto conduz autonomamente o A8 para dentro e fora de uma vaga de estacionamento ou uma garagem, enquanto a manobra é monitorada pelo motorista – que poderá estar do lado de fora do carro. Aciona-se o sistema a partir do smartphone usando o aplicativomyAudi. Para monitorar a manobra, mantém-se o botão do Audi AI pressionado para visualizar uma imagem ao vivo gerada no seu dispositivo pelas câmeras de 360 graus do carro.


Outra inovação é a condução dinâmica de todas as rodas. A razão de direção das rodas frontais varia em função da velocidade, e as rodas traseiras são giradas na direção ou no sentido contrário da condução dependendo da velocidade. O diferencial distribui ativamente o torque de tração entre as rodas traseiras, complementando a tração permanente nas 4 rodas quattro que agora é de série em todas as versões.


A suspensão ativa é capaz de elevar ou rebaixar cada roda separadamente com atuadores elétricos. Esta flexibilidade confere ampla liberdade às características da condução, além de minimizar as consequências de uma possível colisão lateral. Esse conjunto de suspensão é alimentado por um sistema elétrico de 48 volts.



O novo A8, que será lançado inicialmente no mercado alemão, traz duas opções novas de motores turbo V6: um 3.0 TDI e um 3.0 TFSI. O motor a diesel desenvolve 286 cavalos, e a versão a gasolina, 340 cv. Futuramente haverão duas versões de oito cilindros – um 4.0 TDI com 435 cv e um 4.0 TFSI com 460 cv. A versão com o exclusivo motor de ponta é o 6.0 W12. Todos os cinco motores operam juntamente com um dispositivo de arranque com alternador de correia, que é o centro nervoso do sistema elétrico de 48 volts. Essa tecnologia micro-híbrida leve permite que o carro fique parado com o motor desligado, e seja suavemente reiniciado. Além disso, há uma recuperação de energia de até 12 kW e uma redução no consumo de combustível.

Posteriormente haverá o A8 L e-tron quattro, híbrido plug-in com motor 3.0 TFSI aliado a um conjunto elétrico, que alcançam 449 cv de potência combinada. A bateria de íon de lítio armazena autonomia para cerca de 50 quilômetros de condução elétrica. Ela poderá ser opcionalmente carregada pelo sistema sem fio de recarga: um dispositivo de conexão no piso transfere por indução a potência para uma bobina receptora no automóvel com uma saída de potência de 3,6 kW.

Os novos Audi A8 e A8 L estão sendo fabricados na unidade de Neckarsulm e estarão disponíveis no mercado alemão no final de 2017.




Mercedes-Benz Classe X: a inédita picape da marca é mostrada por inteiro



A Mercedes-Benz apresenta por inteiro sua picape média Classe X, que será produzida em breve na Argentina, juntamente com a Nissan Frontier e a Renault Alaskan. Como aposta de risco moderado, a marca preferiu conceber a Classe X com base no chassi da atual geração da Frontier, modificando seu exterior, interior e gama de motorizações para se adequar melhor ao portfólio de utilitários da marca. Suas medidas, portanto, são similares às da picape Nissan: comprimento de 5,34 metros, largura de 1,92 metro (excluindo retrovisores) e altura de 1,82 m. A capacidade de carga é de 1100 quilos, podendo rebocar cargas de até 3500 kg.


Muitas das ousadias do carro-conceito, como os faróis alongados e a traseira com lanternas que se uniam ao transpassar a tampa da caçamba, foram perdidas na Classe X de produção. Para desvencilhar a imagem da picape da Mercedes às irmãs da Nissan e Renault, houve um redesenho de vários painéis de carroceria, ainda que as maçanetas, retrovisores e janelas sejam iguais (exceto pelo fato que a Classe X, nas versões mais completas, traz vidro traseiro eletricamente basculante). Como é de praxe nos Mercedes-Benz, há uma gama maior de personalização, que inclui 9 cores para a carroceria (as sólidas danakil red, chisana white e granite green, além das metálicas kabara black, axinite bronze, rock grey, cavansite blue, diamond silver e bering white), além de rodas aro 17'', 18'' ou 19'' com diferentes acabamentos, totalizando 6 estilos.


O interior da nova picape possui uma ambientação familiar para quem conhece outros modelos da Mercedes. Tanto o volante quanto o quadro de instrumentos, com cúpulas separadas para velocímetro/conta-giros e tela do computador de bordo de 5,4 polegdas ao centro, são similares ao Classe C. Ao centro do painel vai a tela do sistema multimídia, que é operado pelo touchpad entre os bancos, também como em outros modelos da marca. Os comandos de ar-condicionado, maçanetas internas e as saídas de ar que lembram turbinas são outros detalhes típicos dos Mercedes. Da Frontier, vieram o esquema de operação do câmbio (por alavanca tradicional no console central, no lugar da haste à direita na coluna de direção), o freio de mão com acionamento mecânico, o acionamento da tração por seletor giratório e o posicionamento de botões nas portas e console central.


A Classe X terá três versões: Pure, Progressive e Power. Desde a opção Pure, voltada para o trabalho, vêm de série: retrovisores elétricos, ar-condicionado, sistema de som Audio 20 USB com alto-falantes nas portas, tapetes de plástico, rodas de ferro de 17 polegadas, bancos revestidos em tecido "Tunja" preto, bancos dianteiros ajustáveis manualmente e câmbio manual, de seis marchas. Opcionalmente, há sensor de estacionamento traseiro e trilhos na base da caçamba.  A versão movida a diesel pode ser equipada com o câmbio automático de 7 marchas e tração nas quatro rodas.


Na versão Progressive (amarela, nestas fotos), o pacote de equipamentos inclui para-choques pintados, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensor de chuva, para-brisa com isolamento térmico, bússola digital no retrovisor interno, som com 8 alto-falantes, revestimentos de couro no volante, alavanca de freio de mão e manopla do câmbio, iluminação na região dos pedais, soleiras de alumínio, entre outros itens. Há dois conjuntos de opcionais: o Comfort Package adiciona bancos dianteiros elétricos com ajuste lombar, ar-condicionado digital automático, bancos revestidos em couro, além de uma rede porta-objetos para o passageiro da frente. Já o Style Package agrega faróis e lanternas com LEDs, rodas de 18 polegadas, rack de teto, vidros traseiros escurecidos, estribos laterais e vidro traseiro com abertura elétrica.


A versão Power é a mais completa e traz detalhes cromados na grade e no para-choque traseiro, além de rodas de liga leve de 18 polegadas, faróis de LED, sistema multimídia Audio 20 CD com tela de 7 polegadas (opcionalmente há o sistema COMAND Online com tela de 8,4 polegadas), retrovisores aquecíveis, elétricos e rebatíveis automaticamente, chave presencial com partida por botão, ar-condicionado automático, retrovisor interno anti-ofuscante, bancos revestidos em couro (com costuras feitas à mão), bancos dianteiros eletricamente ajustáveis com regulagem lombar e rede porta-objetos para o passageiro dianteiro. Como opcionais, estão disponíveis: rodas de 19 polegadas, rack de teto, vidros traseiros escurecidos, estribos laterais e vidro traseiro com abertura elétrica. Haverão ainda os acessórios livres, como três modelos de santantônio, protetor de caçamba, proteção na parte inferior do chassi, e uma capota rígida (canopy) com vidros escurecidos, que a assemelha a um utilitário esportivo.


A gama de motorizações também é assemelhada à da Frontier. O motor 2.3 movido a diesel está disponível em duas configurações: com um turbocompressor e rendimento de 163 horsepower (versão X 220 d) ou biturbo, com 190 horsepower (X 250 d, com tração traseira ou 4x4; o câmbio automático de 7 marchas é opcional). Haverá ainda a versão X 200, movida a gasolina, com motor de 165 horsepower (com tração traseira e câmbio manual de 6 marchas). Em meados de 2018, chega a versão para brigar diretamente com a Volkswagen Amarok mais potente: também será equipada com motor V6, e virá com seletor de modos de condução.


Em termos de segurança, a Classe X avança, contando com 7 airbags em todas as versões (frontais de duplo estágio, laterais dianteiros, de cortina e para os joelhos do motorista; a bolsa de ar frontal do passageiro não infla caso o assento esteja desocupado), dois pontos traseiros de fixação ISOFIX para cadeirinhas infantis, câmera de visão em 360 graus (opcional), assistente de manutenção na faixa de rodagem, monitoramento de pressão dos pneus, assistente de estabilidade de trailer, chamada de emergência, frenagem automática de emergência e detecção de placas de trânsito.


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