Destaques do Auto REALIDADE

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Nissan Note e-Power será oferecido para test-drive pela Amazon


A Nissan associou-se à loja virtual Amazon no Japão para promover uma ação que facilita o agendamento de test drives para o novo Note e-Power. Entre fevereiro e março, interessados ​​em conhecer o modelo elétrico não precisam ir a uma revenda da marca: basta solicitar pelo aplicativo da loja que o Note será levado até a casa do cliente.


A campanha inova no uso de um sistema de "entrega de unidade de teste" para gerar novos pontos de contato entre a Nissan e uma ampla gama de clientes potenciais que podem estar interessados ​​no Note e-Power, mas não têm tempo para visitar uma concessionária. Quando um membro do programa "Amazon Prime" usa o aplicativo "Prime Now" para encomendar um mini catálogo gratuito do Nissan Note e-Power terá a opção de selecionar um horário disponível para o teste. 

O veículo chegará à casa do cliente em menos de uma hora e cada test-drive terá duração de 30 minutos. Os clientes serão acompanhados por um membro da equipe da Nissan durante o percurso. A oferta é válida para determinadas áreas das cidades de Yokohama e Kawasaki. Lançado no Japão em novembro do ano passado, o Nissan Note e-Power traz motor a gasolina para gerar a energia que carrega a bateria do veículo.

Por que a blindagem de veículos cresce no Brasil?


Apesar de o setor de carros leves amargar consequentes retrações na venda de veículos, ocasionando crise na produção e demissões em massa, o segmento de blindagem de veículos permanece em plena ascensão. Segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), em 1995, a frota de blindados no país somava 388 veículos. Mais de vinte anos depois, esse montante ultrapassa, com folga, os 160 mil. Um crescimento bastante significativo, responsável por alçar o Brasil à liderança mundial neste tipo de processo, ultrapassando países tradicionais como Estados Unidos e México.

Paralelamente a estes dados, crescem de forma acelerada, em território nacional, os índices de violência urbana, com aumento nos números de homicídios e roubos de veículos. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há mais assassinatos no Brasil do que em países que estão em guerra. Na Síria, por exemplo, em quatro anos, morreram 256 mil pessoas. No Brasil, no mesmo período, quase 279 mil. E os casos que mais crescem são aqueles ligados ao latrocínio – roubos seguidos de morte (crescimento de 7,8% em 2015).

Para o especialista em segurança e blindagem de veículos automotivos, Glauco Splendore, a busca por proteção particular é, cada vez mais, uma preocupação das famílias brasileiras, que têm deixado de investir em outras frentes para garantir este tipo de segurança. “Temos notado que o crescimento da violência e a sensação de insegurança vêm acompanhando o desejo de se criar alternativas de proteção. As pessoas, muitas vezes, deixam de fazer viagens ou investir na compra de um veículo zero quilômetro para realizar a blindagem”.


Splendore chama a atenção, ainda, para um outro fator que vem marcando esta crescente busca – o maior envolvimento da classe média. “Se antes quem blindava o veículo era o grande empresário, o artista e o político, hoje, pelo que tenho notado, a classe média vem sendo um dos maiores consumidores deste serviço”.

Com mais de mil blindagens realizadas e uma vasta experiência em todo o processo, o especialista destaca, no entanto, que não só por tratar-se de um investimento significativo – custa, em média R$ 57 mil – é preciso garantir a efetiva segurança ao optar pela blindadora parceira. “Estamos lidando com vidas. E vida só tem uma. Não existe margem para erros ou jeitinho”, ressalta.

Obter referências documentais da blindadora, conferir minunciosamente o material utilizado e acabamento interno, conhecer o sistema de testagem e obter garantias de que todos os itens, como vidro, portas, ar-condicionado e comandos do veículo estão funcionando perfeitamente ao sair da fábrica são algumas das orientações do especialista.

Além de todos estes cuidados, o profissional destaca que é, literalmente, vital para garantir a tranquilidade do cliente, conhecer as certificações da empresa e saber se ela segue todas as normas, exigidas pelo Exército Brasileiro para obtenção da licença de blindagem. “Se houve uma falha na blindagem, por mínima que seja já não há garantia da proteção”, ressalta Splendore, que inaugura, neste mês, em São Paulo, a empresa Splendore Blindagem. “É um segmento que deverá ter um crescimento entre 15% a 20% neste ano”, enaltece.

Sobre Glauco Splendore
Formado pela Faculdade de Engenharia de São Paulo (Fesp) e com mais de mil carros blindados no currículo, o sócio da Splendore Blindagem possui mais de trinta anos de experiência no setor automotivo como executivo e empreendedor de operações internacionais e locais com foco em carros importados, veículos de design personalizados, desenvolvimento de marca, startups de concessionárias e blindados.

Participou do lançamento do Volvo Cars, junto ao Grupo Feffer e Mitsubishi Motors para Brabus Brasil (Grupo Souza Ramos). Foi responsável pela introdução de marcas como Peugeot e Asia Motors, no país, com mais de 15 revendas próprias. Atuou como representante exclusivo da Fittipaldi Racing e é pioneiro na blindagem de veículos do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

Integrou o Grupo Casas Bahia como diretor de Segurança, sendo responsável pelo projeto de reestruturação e gestão de novos processos da rede. Foi também responsável pela construção da maior frota de carros blindados pesados do Brasil. Fundou a Splendore Security Consulting e Splendore Motor Sport. É, também, fundador e proprietário da marca de luxo Splendore Charutos.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ferrari 812 Superfast: bela forma de se celebrar 70 anos


Em praticamente todo Salão de Genebra, a Ferrari realiza a apresentação de um novo modelo - e em 2017, ano de seu septuagésimo aniversário, não será diferente. A bem de verdade, a 812 Superfast é uma evolução da F12berlinetta, revelada em 2012. Mas, do visual até a mecânica, houve diversos aprimoramentos. O motor 6.5 V12 passa a entregar 800 cavalos e ter limite de giro de 8500 rpm, graças à injeção direta de combustível com pressão mais elevada; já o torque é de 73,2 kgfm a 7000 rpm, sendo que 80% desta força está disponível a 3500 rpm. O câmbio automatizado de dupla embreagem também traz nova programação. E trata-se da primeira Ferrari a contar com direção de assistência elétrica.


Esteticamente, a 812 Superfast faz uma discreta homenagem às Ferrari anteriores com seu duplo par de lanternas arredondadas, que predominou nos esportivos até a primeira metade dos anos 2000. A cor Rosso Setanta também é uma referência à história da montadora do cavallino rampante. A silhueta tem elementos de contato com a 365 GTB4 (mais conhecida como Daytona), com suas entradas de ar mais proeminentes. Mas, com faróis Full LED e flaps aerodinâmicos ativos, traz os mais recentes aparatos da marca.


O interior da Ferrari 812 Superfast também está mais ousado, com elementos suspensos no console central e painel horizontalizado com saídas de ar que lembram turbinas de jato. Volante, bancos, comandos de ar-condicionado e interface multimídia foram redesenhados para o novo modelo.


Pagani Huayra Roadster estreia no Salão de Genebra


Seis anos após a revelação do Pagani Huayra, é apresentada no Salão de Genebra sua derivação Roadster, que surpreende não apenas pelo visual, como também por suas características técnicas: a carroceria teve incremento de rigidez torcional de 52%, e ainda assim ficou 80 quilos mais leve que o modelo fechado, resultando em 1280 quilos (sem fluidos) - milagre da mistura de carbono-titânio empregada na carroceria.


O motor 6.0 V12 preparado pela Mercedes-AMG rende 764 horsepower a 6200 rpm e torque de 102,0 kgfm já a 2400 rpm. O câmbio é automatizado de dupla embreagem com 7 marchas. Este conjunto suporta a maior aceleração lateral (força G) em um automóvel com pneus de rua - no caso, os Pirelli PZero Corsa com rodas de 20 polegadas na frente e 21 atrás: se a maioria dos carros de passeio fica no 1,0 G ou menos, o Huayra Roadster atinge 1,8 G.


Serão oferecidos dois tipos de teto (ambos com instalação manual) para o Huayra Roadster: o primeiro de fibra de carbono, com parte central de vidro, que lembra bastante um cupê quando fechado; já o "soft roof" é uma combinação de fibra de carbono e tecido, mais fácil de ser inserido quando se começa a chover, por exemplo.


No Huayra Roadster, foram mantidos os modos de atuação do controle de estabilidade do Huayra BC: Wet, Comfort, Sport, Race e ESC Off. E como diria a própria Pirelli, já que "potência não é nada sem controle", o Pagani traz freios Brembo de carbono-cerâmica de 380 por 34 milímetros com 6 pistões na frente e de 380 x 34 mm com 4 pistões atrás.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Emplacamentos globais apontam maior crescimento dos SUVs em 2016


No estudo que computa as vendas mundiais de automóveis zero-quilômetro em 2016 considerando 29 dos maiores mercados mundiais, observa-se uma tendência crescente pelo segmento de SUV’s, com 20% de crescimento em 2016 em relação ao ano anterior. Outros destaques são observados nos aumentos de vendas para os segmentos C (médio-grandes como Corolla e Golf) e F (segmento de alto luxo, representado por Audi A8, Mercedes-Benz Classe S e BMW Série 7), além de pequena queda nos segmentos mais populares A (subcompactos como Mobi e up!) e B (compactos). Entre os utilitários esportivos, os Nissan X-Trail e Rogue (mesmo carro com nomes diferentes) lideraram em números absolutos; já o modelo com participação de mercado mais ampla em todo o mundo é o Hyundai Tucson.


Correção

No estudo da JATO Dynamics divulgado em 31/01/2017, apontou-se que o grupo PSA teve uma queda de 2,7%, com total de 2.552.913 unidades emplacadas em 2016, porém na verdade houve um crescimento de 5,8% em suas vendas, atingindo 3,1 milhões de unidades em mais de 90 mercados em todos os continentes.

Os dados são fornecidos pela JATO Consult, divisão de consultoria da JATO Dynamics que fornece soluções e consultoria para atender a uma ampla gama de empresas ligadas ao setor automotivo. Para mais informações visite www.jato.com/brazil/.

Inspeção ambiental volta à pauta [Alta Roda]


Passou algo despercebido, em 2016, o aniversário de 30 anos do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores). Como a indústria instalada no País completou 60 anos também em 2016, significa que metade de sua trajetória histórica foi regida por regulamentações que, se não estão entre as mais rigorosas do mundo, pelo menos ajudaram a mitigar as chamadas emissões reguladas de três gases: monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos.

No caso de motores de ciclo Otto o controle pôde ser feito com relativa facilidade por meio de gerenciamento eletrônico de injeção e ignição, além de um dispositivo muito eficiente, o catalisador de três vias, que recebe este nome por atuar sobre aqueles gases. Quando a peça atinge a temperatura de trabalho – hoje de forma muito mais rápida – e uma eficiência de conversão de 98%, os subprodutos no escapamento são nitrogênio e vapor d’água.

Um dos acertos do Proconve foi trabalhar com fases e prazos a exemplo do exterior. Isso atraiu fabricantes de catalisadores para o Brasil. Primeiramente a Umicore, que completou 25 anos, e depois a BASF. Stephan Blumrich, presidente da primeira, afirmou com exclusividade à Coluna:


“Devemos continuar, como o resto do mundo faz, a buscar emissões menores do que hoje é permitido. O legislador deve atuar em harmonia com a indústria quanto a metas e o tempo necessário para alcançá-las. O catalisador faz a sua parte e pode durar o mesmo que um motor, se a manutenção deste for feita de acordo com as normas do fabricante. Funciona de modo simples por meio de reações químicas. Além disso, ao fim da vida útil pode ser reciclado e seus metais nobres, recuperados. A saúde da população é preservada, mas com o aumento da frota circulante e condições de tráfego mais difíceis há necessidade não apenas de avançar nas regulamentações, mas também ter um controle sobre a efetiva manutenção dos veículos por meio de inspeções”.

O fato é que não se vislumbram ainda os próximos passos do Proconve. Ministério do Meio Ambiente e Ibama deveriam ter avançado nas propostas, mas parece haver certa letargia em parte pela situação política e econômica do País. Nesse cenário o governo de São Paulo resolveu, depois de 20 anos de indefinições, propor a continuidade na legislação e, pela primeira vez, iniciar um programa estadual de inspeção veicular.

De fato, um esforço isolado da cidade de São Paulo deixa de trazer benefícios maiores porque a poluição se estende por toda a região metropolitana e começa a preocupar também em concentrações urbanas do interior. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente anunciou na semana passada que em 2018 todos os veículos a diesel, leves e pesados, começarão a ser inspecionados.

Segundo o secretário, Ricardo Salles, as 46 agências regionais da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) se encarregarão do programa. É imprudente achar que uma companhia com várias atribuições e em momento de finanças tão apertadas possa coordenar e executar inspeções. Isso não deu certo no Estado do Rio de Janeiro e nem no exterior. A fórmula com menos possibilidade de erros é boa regulamentação e licitação dos serviços entre empresas especializadas.

RODA VIVA

APESAR de muito se falar sobre alternativas de mobilidade no mundo, as vendas de automóveis e comerciais leves continuam em ascensão. Segundo a consultoria inglesa Jato, 84,24 milhões de unidades ganharam as ruas em 54 principais países pesquisados no ano passado. Crescimento de 5,6% sobre 2015. Nada indica que esse ritmo diminua em 2017.

EMISSÕES de novas carteiras nacionais de habilitação (CNH) caíram 13% em 2015 e também em 2016. Leitura mais apressada pode concluir que há menos interesse em comprar carros. Mas, na realidade, comparada à queda de cerca de 50% do mercado brasileiro no mesmo período, o percentual acumulado menor de CNH emitidas indica justamente o contrário.


SANDERO surpreende em desenvoltura graças ao novo motor 1,6-L SCe, bem superior ao utilizado antes. Mesmo com potência maior o consumo foi reduzido. Sistema de desligar-ligar o motor (pode ser inibido por botão no painel) funciona de modo silencioso e preciso, pois basta um leve toque no pedal de embreagem. Comando do câmbio, agora a cabo, ficou bem melhor.

MEXICANOS estão comprando mais veículos novos (crescimento de 50% em dois anos) depois que o governo regulamentou a importação de modelos seminovos dos EUA e assim reduziu em 90% essa prática. O mercado do México, agora, é duas vezes maior que o da Argentina. Oportunidade para diversificar exportações brasileiras, o que já vem ocorrendo.

FERRAMENTA Consulta Recall verifica se qualquer veículo tem pendência relativa a defeitos de segurança. Desenvolvida pela Tecnobank, inclui todas as revocações dos fabricantes desde 1999. Serviço hospedado em nuvem e a informação individual é paga. Essa informação deveria aparecer no licenciamento anual, mas vem sendo adiada seguidamente.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Mercedes-Maybach G 650 Landaulet: bruto sim, mas com muito conforto


Limitado a 99 unidades, o Mercedes-Maybach G 650 Landaulet é uma louca simbiose entre a rusticidade do ex-militar Classe G (que está perto de completar 40 anos) com a finesse inerente ao estilo Maybach. A Mercedes já havia criado outras derivações muito insanas do Geländewagen, como o modelo 6 x 6 e o G 500 4x4², e este segue o mesmo tom. Com quase meio metro de altura em relação ao solo, o Landaulet tem 5,34 metros de comprimento, 3,43 m de distância entre-eixos e 2,23 m de altura. E leva quatro ocupantes.


O nome Landaulet se explica pelo tipo de carroceria, com a parte de trás ao ar livre - a capota com revestimento de tecido é acionada eletricamente, com 3 opções de cores, todas contrastantes com a carroceria. Esteticamente, também vale destacar as rodas de 22 polegadas com pneus 325/55, os logotipos V12 Biturbo e Maybach nas laterais, além do suporte traseiro de estepe que também abriga o brake-light.


O interior, como é comum nos Maybach, mima mais os ocupantes de trás do que os da frente. Opcionalmente, há até um vidro retrátil para manter a privacidade atrás, e que ao toque de um botão fica opaco. Os passageiros dispõem de mais espaço para as pernas - são precisamente 57,8 cm a mais de distância entre-eixos em relação aos outros Mercedes G - e os assentos contam com massageadores, aquecimento e ajustes elétricos. Outras mordomias disponíveis são os tablets individuais de 10 polegadas atrás dos bancos dianteiros, os controles individuais de ar-condicionado, as mesas retráteis e os porta-copos que aquecem ou esfriam as bebidas


Honda Civic Type R está de volta no Salão de Genebra


Após algum tempo "esquecido", o Honda Civic Type R retorna em sua nova geração na carroceria hatch - que diga-se de passagem, tem muito a ver esteticamente com o sedan lançado no Brasil em 2016. Desenvolvido em paralelo com o Civic Hatch "normal", o motor 2.0 VTEC é turbinado, embora ainda não tenha sido revelado seu rendimento.


A produção do novo Civic Type R começará durante o verão europeu de 2017 na fábrica da Honda em Swindon, Reino Unido, e o carro será exportado para a Europa e outros mercados em todo o mundo, como o Japão e os EUA - por lá, será o primeiro esportivo da marca a ostentar o logotipo Type R. A apresentação do modelo nervoso da Honda está marcada para o dia 7 de março, às 11:30 (CET), no Hall 4 do Salão de Genebra. 


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