Detalhes do Chevrolet Tracker 2021 nas versões LT, LTZ e Premier



O COVID-19, ou novo coronavírus, se tornou um problema de saúde pública que atravessou as fronteiras de diversos países e chegou ao Brasil. No momento do fechamento desta matéria, havia 2201 casos confirmados de pessoas infectadas em nosso País. A ordem é cancelar eventos com grandes aglomerações de pessoas, evitando a disseminação do vírus. A Chevrolet, que faria a apresentação do novo Tracker à imprensa nos dias 17 e 18 de março, cancelou de última hora o evento - uma ação que visa resguardar a saúde dos jornalistas. Mas o SUV já está nas concessionárias da marca.



O Tracker lançado agora conserva pouca coisa do anterior além do nome. A geração feita entre 2013-2019 era baseada na plataforma do Chevrolet Sonic e, desde 2016, passou a ter motor 1.4 Turbo com injeção direta de combustível e até 153 cavalos. Era importado do México, e sempre teve vendas discretas: de início, o segmento de SUVs de seu porte não forte; posteriormente, sofreu com a ausência de uma versão PCD e características pouco apreciadas pelos consumidores, como o porta-malas pequeno. Agora fabricado no Brasil, o novo Tracker conta com uma gama maior de versões, para concorrer em uma faixa maior de mercado. Confira as versões disponíveis, todas em pacotes fechados de equipamentos, sem opcionais:


Tracker 1.0 Turbo AT para PCD: R$ 70.000 (antes das isenções) 
Tracker 1.0 Turbo manual: R$ 82.000
Tracker 1.0 Turbo LT AT: R$ 89.900 
Tracker 1.2 Turbo AT: R$ 90.500 
Tracker 1.2 Turbo LTZ AT: R$ 99.900 
Tracker 1.2 Turbo Premier AT: R$ 112.000 


Nós do Auto REALIDADE pudemos conferir estaticamente unidades do novo Tracker em showroom em 3 versões (LT, LTZ, na foto acima) e Premier), embora o temor por conta da disseminação do novo coronavírus tenha postergado nosso test-drive, que será feito futuramente, em data oportuna. Por fora, o Tracker parece bem mais moderno e maior que o anterior, muito embora a carroceria tenha crescido apenas 1,2 centímetro no comprimento e 1,5 cm na largura - a altura foi ligeiramente reduzida, inclusive. Mas as linhas mais horizontais do novo modelo são determinantes na impressão de que o Tracker está mais contemporâneo.



A frente traz faróis Full LED na versão Premier, com projetores para luz baixa e alta, garantindo iluminação de duas a três vezes maior que as lentes tradicionais. Os faróis trazem ainda luzes de condução diurna (DRL) e um auxiliar de luz lateral que amplia em 11% a área iluminada nas manobras e curvas. As luzes de seta na versão Premier ficam no para-choque e são de LED.

Já nas versões LTZ e inferiores, as luzes de seta são halógenas e ficam junto dos faróis, enquanto o espaço do para-choque passa a ser ocupado pelas luzes de posição em LED. Outra diferença: só o modelo Premier traz luzes de seta em LED incorporadas aos retrovisores, enquanto nas outras versões as luzes de seta ficam nos para-lamas, a exemplo do Onix Plus.



O capô, assim como toda a carroceria, é marcado por vincos bem definidos. A grade superior é mais estreita e acomoda a gravata da marca, enquanto a inferior é mais larga para ajudar na refrigeração do motor. Na base do para-choque há um aplique em cinza na versão Premier (preto nas demais versões).



Na lateral, é possível notar mais vincos e, agora, uma terceira janela na coluna traseira, inexistente no modelo anterior e que ajuda na impressão de que o carro cresceu. As maçanetas trazem detalhes cromados na versão Premier. Já a parte inferior possui aplique em plástico e formato mais quadrado das molduras das caixas de roda. Todas as versões contam com rodas de liga leve, sendo que o LT possui rodas de 16 polegadas, e as versões LTZ e Premier, rodas de 17 polegadas. Curiosidades: as rodas são sustentadas por 5 parafusos (contra 4 do Onix) e a portinhola do tanque de combustível agora fica à esquerda, um reflexo da participação chinesa no desenvolvimento destes novos modelos da General Motors.



Atrás, as lanternas abandonam a posição vertical para se estenderem sobre a tampa do porta-malas. A versão Premier, mais uma vez, traz um diferencial: as luzes de posição de LED (nas outras versões, são lâmpadas convencionais). A tampa traseira abandona o nicho para a placa, que desceu para o para-choque (que traz refletores e luz de neblina, e na versão Premier, aplique central em cinza). Nas concessionárias, estarão disponíveis cerca de 30 acessórios para o novo modelo.



Para a carroceria há um leque com sete opções de cores. A única que não é cobrada à parte é o Azul Eclipse, metálico e que parece quase preto. O Azul Power (R$ 1600) só está disponível na versão Premier. Em compensação, o modelo topo-de-linha não pode ser adquirido na cor Branco Summit (sólida, por R$ 750), disponível em todas as outras versões. Os outros tons metálicos, cobrados à parte por R$ 1600, são: Prata Switchblade, Cinza Satin Steel, Preto Ouro Negro e Vermelho Chili.



O interior, assim com o exterior, pouco lembra o Tracker anterior. Também prevaleceram as formas mais horizontais e alguns componentes trazidos do novo Onix. É o caso dos instrumentos analógicos com a tela de computador de bordo de 3,5 polegadas ao centro (colorida somente na versão Premier) e do volante com teclas de acionamento do cruise-control à esquerda e de funções do MyLink à direita, incluindo ainda as hastes de faróis/seta e também dos limpadores de para-brisa/computador de bordo, além do ajuste em altura e profundidade. O que o Tracker tem a mais, e só na versão Premier, é o botão para acionamento do alerta de colisão frontal, recurso que também inclui a frenagem automática de emergência entre 8 e 80 km/h.



A tela do sistema multimídia MyLink 3, agora de oito polegadas, fica levemente inclinada para a esquerda, assim como a parte central do painel.



O quadro de instrumentos traz tela central que indica o nível de combustível e o não uso do cinto tanto na frente quanto atrás. O computador de bordo possui até 14 funções, entre elas o indicador de distância do veículo à frente, o monitoramento da pressão dos pneus e o percentual da vida útil do óleo.



Em termos de acabamento, o Tracker traz algumas (poucas) evoluções em relação aos novos Onix. No painel, as versões LT, LTZ e Premier trazem um inserto central em couro (com costuras duplas na versão Premier), embora o material seja muito fino nessa região. Nas portas, a textura é bem mais macia, e a textura, agradável. Porém, assim como no Onix, só há revestimento nos forros dianteiros, até mesmo nas versões mais completas. Outro detalhe mais refinado do SUV é o apoio de braço central com revestimento em couro (só na versão Premier), enquanto em todas as versões do Onix que dispõem com este item a peça é de plástico. No mais, a simplicidade predomina em componentes como os forros de teto (até mesmo na versão com teto panorâmico) e os porta-objetos, praticamente todos em plástico rígido (com exceção para o porta-objeto que incorpora um carregador de celular sem fio, que (adivinhe só) está disponível somente na versão Premier. Este modelo possui dois tons de cores para o interior: Preto Jet Black e Azul Captain, um tom escuro.

Cabe aqui uma observação em relação ao carregador wireless de bateria de celulares. Diferente do Cruze, que possui um nicho bastante específico para se por um smartphone, aqui o espaço aberto à frente da alavanca de câmbio pode ser tentador para colocar moedas, cartões e outros objetos. A recomendação é não colocá-los junto com o celular, pois eles poderão esquentar e, no caso de um pen-drive, até perder dados.



Os comandos do ar-condicionado passam a ser os mesmos do Onix. Em todas as versões com exceção da Premier, o aparelho é manual, enquanto no modelo topo-de-linha é automático e digital. Mesmo considerando que possui zona única e regulagem de um em um grau (há rivais com aparelhos dual-zone e regulagem de meio em meio grau), já é um avanço em relação ao Tracker anterior, que nunca teve ar digital. As informações de ar-condicionado são replicadas na tela do sistema multimídia.



Acima, há um console com alguns botões. As versões mais básicas trazem o botão para travamento de portas, desativação do controle de estabilidade e do Start-Stop. Já o Premier adiciona ainda o inibidor dos bipes dos sensores de estacionamento e o assistente de estacionamento semi-automático.



Até aqui deu para perceber que a versão Premier tem vários itens exclusivos, mas o sistema multimídia MyLink é o mesmo para LT, LTZ e Premier. Traz o novo layout presente em modelos como o Cruze, e a tela tem a parte superior saltada do painel, como no Onix. Incorpora o Wi-Fi a bordo compartilhável (são 3 GB ou três meses de cortesia para experimentação, com opção de compra de planos de dados adicionais de 2 GB até 20 GB/mês), além de 3 entradas USB (uma no início do console entre os bancos, com transmissão de dados, e outras duas voltadas aos ocupantes traseiros, para carregamento), Bluetooth pareável simultaneamente com 2 dispositivos, espelhamento de tela de celulares através do Android Auto e Apple Car Play, som com 4 alto-falantes e 2 tweeters, comandos de voz e funcionalidades acessíveis a partir do aplicativo myChevrolet.

Também é comum para LT, LTZ e Premier o OnStar, com informações e funções do carro que podem ser acessadas pelo telefone, além de monitoramento da posição atual do veículo, chamada automática de emergência em acidente com deflagração dos airbags, além dos serviços de concièrge, através de uma central de atendimento.



Os bancos possuem encostos de cabeça ajustáveis, diferentemente dos novos Onix, em que encosto para as costas e para a cabeça formam um conjunto inteiriço. Os ajustes são sempre manuais - a regulagem lombar elétrica existente no modelo anterior sumiu. Na versão LT, o revestimento é inteiro em tecido, com faixas estilizadas e costuras aparentes. Na versão LTZ, as laterais passam a vir em couro sintético, com a parte central ainda vindo em tecido. E a versão Premier traz o banco quase inteiro em couro sintético na cor azul escuro, com uma discreta faixa em tecido para permitir maior transpiração.

A distância entre-eixos cresceu apenas 1,5 centímetro, mas o redesenho de alguns componentes fez com que o espaço efetivo para os passageiros aumentasse, principalmente atrás, onde a área das pernas cresceu 7,4 centímetros, o espaço para os ombros está 4,6 cm maior e ainda há 1,9 cm a mais de espaço para a cabeça, apesar da carroceria estar 5,2 cm mais baixa. A versão Premier traz como extra o apoio de braço central com porta-copos. No verso do banco do passageiro, há um porta-revista.



Outra evolução está no porta-malas, que cresceu dos 306 litros (a menor capacidade da categoria até então) para 393 litros (superando T-Cross e Renegade, porém atrás de HR-V, Creta e Kicks). A base do compartimento agora pode ser ajustada em dois níveis de altura. No mais baixo, ganha-se 36 litros de espaço. Já com a bandeja no nível mais alto, facilita-se o acesso para colocar objetos no porta-malas. O encosto do banco traseiro é bipartido na proporção 40/60. Como de costume nos Chevrolet, o estepe é fino e recomendado para ser usado a no máximo 80 km/h.

A estrutura do Tracker passa a contar com maior percentual de aços de alta resistência. Todas as versões trazem seis airbags (frontais, laterais dianteiros e de cortina; antes, esse conjunto só estava disponível na versão mais completa), cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores, controles eletrônicos de estabilidade/tração e assistente em partida em ladeiras.



Os freios mantém os discos ventilados na dianteira e tambores na traseira. Eles agora trazem o assistente de frenagem para situações de perda de eficiência por aquecimento e também o controle de freio em curvas, além do recurso que ajuda a manter a trajetória em frenagens em linha reta, podendo aplicar uma força específica em cada roda, compensando variações comuns de aderência da pista ou da distribuição irregular do peso de carga.



O alerta de colisão frontal (por meio de alarme sonoro e luminoso) não é propriamente uma novidade, pois já existia no Premier anterior. O novo Tracker perdeu ainda o alerta de saída da faixa de rodagem, que estava disponível no modelo antigo. Mas a frenagem automática de emergência é inédita: caso não haja reação do motorista, o sistema aciona automaticamente os freios em iminência de acidente. O alerta de veículos em ponto cego mudou de lugar: saiu da lente do espelho para a moldura interna da peça, em posição mais visível. A versão mais completa traz sensores de estacionamento dianteiros e traseiros com indicação gráfica na tela do computador de bordo, e as versões LT, LTZ e Premier trazem câmera de ré com linhas de guia.



Outro equipamento inédito no Tracker (Premier) e também presente na versão mais completa do Onix é o assistente de estacionamento semi-automático para vagas paralelas e perpendiculares, que esterça o volante sozinho e passa ao motorista instruções como a alteração da posição do câmbio.



Desde a versão LT, são itens de série: chave presencial, partida do motor por botão, travas e retrovisores elétricos, vidros acionados por um toque, abertura interna da portinhola do tanque de combustível no piso, direção elétrica, ar-condicionado, lanterna de neblina, ajuste interno da altura dos faróis, iluminação do porta-luvas e porta-malas, luzes de teto na dianteira (individuais) e centro, banco traseiro bipartido e ar-condicionado, além dos demais itens mencionados na matéria.



Os adicionais do LT 1.0 em relação ao 1.0 "sem nome", além do câmbio automático e do controlador de velocidade de cruzeiro, são: aplique preto entre as janelas, grade frontal com cromados, maçanetas externas na cor do veículo, rack de teto na cor prata, câmera de ré, capas dos retrovisores na cor do veículo, Stop/Start, além de para-sóis com espelho e cobertura.

A partir da versão LTZ, o Tracker vem com sensor de chuva e acendimento automático dos faróis, além de alerta de ponto cego, rodas de 17 polegadas, revestimento de couro no volante e bancos com revestimento parcial de couro.



Na versão Premier, outra novidade é o retrovisor interno eletrocrômico, que se escurece temporariamente para evitar ofuscamento da visão do motorista sob luz alta. O modelo traz ainda iluminação nos para-sóis e o teto solar panorâmico, porém, diferentemente dos vidros, o acionamento dele não ocorre por um toque.



A carroceria do Tracker está até 144 quilos mais leve que a geração anterior. O eixo traseiro agora tem perfil fechado e 8,5 kg a menos.



São duas as opções de motores, ambas de 3 cilindros, com bloco de alumínio, cabeçote com duplo comando variável de válvulas, coletor de escape integrado, correira dentada imersa em óleo com durabilidade de 240 mil km e bomba de óleo de duplo estágio de pressão variável. As versões 1.0 manual, PCD e LT trazem o mesmo motor Turbo Flex de 3 cilindros da linha Onix, com rendimento de 116 cavalos a 5500 rpm (com gasolina ou etanol) e torque de 16,3 kgfm com gasolina ou 16,8 kgfm com etanol, a 2000 rpm. A versão manual, na cidade, chega a 9,0 km/l com etanol e 13,0 km/l com gasolina. Já no uso rodoviário, ele registra 10,4 km/l com etanol e 14,8 km/l com gasolina. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos.



Já as versões automáticas chegam às marcas de 8,2 km/l com etanol na cidade e 11,9 km/l com gasolina também na cidade. Na estrada, as marcas são de 9,6 km/l com álcool e 13,7 km/l com gasolina.



As versões 1.2 AT, LTZ e Premier trazem o inédito 1.2 Turbo Flex, também de 3 cilindros e sem injeção direta de combustível. Em relação ao Tracker anterior com motor 1.4 Turbo Flex, a potência caiu de 153/150 cavalos para 133/132 cavalos (com etanol e gasolina, respectivamente), enquanto o torque reduziu de 24,5/24,0 kgfm para 21,4/19,4 kgfm. Mas com a redução de peso da carroceria, o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h declarado pela marca se manteve em 9,4 segundos.



De acordo com o Inmetro, o consumo de combustível do modelo 1.2 é de 7,7 km/l de etanol na cidade e 11,2 km/l de gasolina na cidade. Já na estrada, o modelo faz 9,4 km/l com etanol e 13,5 km/l com gasolina.

Porém, o tanque de combustível diminuiu de 53 para 44 litros. Ou seja, apesar do novo Tracker ser mais econômico que o modelo 1.4, sua autonomia chegou a diminuir em relação ao modelo anterior.



Os modelos aqui mostrados trazem o câmbio automático de seis marchas, com conversor de torque. Infelizmente, ele manteve o pouco anatômico modo sequencial acionado unicamente por botões no pomo da alavanca de transmissão, embora o modelo anterior conseguia ter o acionamento ainda pior, com os botões muito juntos. O trilho traz a posição Low, recomendada para encarar subidas e descidas mais íngremes.

Fotos de Divulgação


Fotos do Tracker em concessionária - Versão Premier 1.2



Fotos do Tracker nas concessionárias - Versão LT 1.0



Comentários

  1. Más estamos na era digital o painel vem com vários botões, dificulta um pouco o manuseio.

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  2. Más apaixonei pelo novo Tracker 2021 vou comprar um.

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