Dez anos se passaram desde a sua estreia no Brasil, e a Fiat Toro continua a ser a líder isolada do segmento de picapes monobloco de porte intermediário - mesmo surgindo cada vez mais opções ano a ano nesta categoria. De 2023 até 2025, o volume anual de vendas da Toro praticamente se estabilizou em pouco mais de 50 mil unidades no mercado nacional. E, para manter sua atratividade para os consumidores, a picape da Fiat passou por uma reestilização em agosto de 2025. Oferecida em seis versões, a Toro só não vende mais do que a Strada (que é menor e possui versões mais baratas). Mas afinal, o que justifica a Toro fazer tanto sucesso em nosso País? E quais são as razões deste êxito perdurar por tantos anos, mesmo após a introdução de outras picapes intermediárias no mercado? Nós, do Auto REALIDADE, dirigimos mais de 900 quilômetros a recém-renovada versão Ranch com o novo motor 2.2 Turbodiesel para descobrir!

Lançada no Brasil em fevereiro de 2016, a Fiat Toro passou por várias modificações ao longo de uma década de produção. A picape recebeu novas opções de motorização, reestilizações externas e mudanças na cabine; além disso, com o tempo, ela passou a ter mais versões na sua gama. As reestilizações mais abrangentes aconteceram nos anos de 2021 e 2025. Coincidentemente, em setembro de 2024 nós tivemos a oportunidade de avaliarmos outra Toro Ranch (e também na cor Azul Jazz), o que permitiu analisar detalhadamente o que mudou nesta picape com o passar do tempo.

Na dianteira, a Toro passa a ter novidades na parte superior do conjunto ótico. As lentes estão mais volumosas e retilíneas; agora, existem oito segmentos de luzes de cada lado. A iluminação de posição se converte na luz de seta, caso necessário. Mais abaixo, os faróis principais de LED permanecem como estavam desde a reestilização de 2021, conservando a inscrição LED Technology. A grade dianteira também foi redesenhada: agora, ela possui formas mais retas e barras verticais (com áreas cromadas nesta versão). As molduras da grade, que abandonam os cromados em prol do plástico cinza-fosco, estão maiores e mais retas. A Fiat Flag, com as cores da bandeira da Itália, permanece no canto inferior esquerdo. O para-choque dianteiro também recebeu modificações, e também assume formas retangulares. Abaixo da seção pintada na cor da carroceria, há uma área em preto-fosco com moldura prateada, entradas de ar (agora com trama quadriculada, ao invés das aberturas hexagonais anteriores), faróis de neblina de LED e sensores de estacionamento dianteiros. Também mudou a capa de acesso ao ponto de reboque. Detalhes texturizados, posicionados verticalmente nas extremidades do para-choque, emulam entradas de ar para as caixas de roda - mas são somente itens decorativos. O capô, com vincos longitudinais e cavidade central, permanece o mesmo e conserva os dois esguichos aparentes.
Lateralmente, a principal novidade da Toro está na atualização do design das rodas de liga-leve - agora presentes em todas as versões, até mesmo na Endurance, que tinha rodas de aço com calotas. Conforme a versão, as rodas podem ser de 17 ou de 18 polegadas. Na Ranch, elas são de aro 18'' e possuem cinco raios vazados, com detalhes diamantados e partes pintadas em cinza-chumbo. Cada roda é sustentada por cinco parafusos e os pneus Pirelli Scorpion HT são de perfil 225/60. Eles devem ser calibrados com 32 psi; caso a picape esteja com carga máxima, deve haver a calibração dos pneus traseiros com 48 psi. Quem é mais detalhista vai notar que os freios traseiros, que antes utilizavam tambores, agora possuem discos. As configurações Turbodiesel possuem novos emblemas TD450 4x4 na parte superior das portas dianteiras. O número 450 identifica o torque do motor em Newtons-metro. No mais, a Toro mantém suas características já conhecidas no ângulo lateral. As molduras plásticas dos para-lamas contam com cavidades na parte superior-central. Esta versão possui cromados nos contornos que circundam a parte inferior das janelas laterais e nos frisos da parte de baixo das portas.
As maçanetas externas são cromadas e, nas portas dianteiras, dispõem de botões pretos que, quando apertados, permitem o travamento e destravamento das portas caso a chave esteja próxima. Na verdade, para destravar a Toro, nem é necessário apertar o botão: basta encaixar a mão no vão da maçaneta que ocorre o destravamento. Especificamente na maçaneta do motorista está presente uma fechadura para encaixar a lâmina da chave caso necessário. Já os retrovisores externos, com capas cromadas nesta versão, possuem rebatimento elétrico, luzes de seta em LED e iluminação de cortesia (também em LED) que se projeta no chão quando uma das portas dianteiras é aberta e segundos depois do destravamento das portas. Entre as janelas laterais, existem molduras em preto-fosco e detalhes em preto-brilhante. O teto traz ranhuras longitudinais e antena convencional na parte traseira. As quatro caixas de roda trazem coberturas em plástico rígido e a versão Ranch mantém os quatro para-barros com o nome Toro em relevo (curiosamente, ainda com a fonte anterior). As barras de teto, com detalhes em prata-anodizado e em preto-brilhante, são funcionais e podem ser utilizadas para apoiar racks transversais, com a capacidade de 50 quilos sobre a capota. Os estribos laterais fixos também mudaram. Eles tinham formato tubular e eram mais saltados; agora, estão mais planos e integrados à carroceria. Se antes a utilidade destes itens já era limitada, agora eles se tornaram ainda mais decorativos. Já o santantônio com barras cromadas incorpora o novo emblema Toro e deixa de ter as barras de proteção do vidro traseiro - que mantém o desembaçador.
A traseira da Toro passa pela primeira reformulação desde a sua estreia, há dez anos. Até então, as mudanças tinham se limitado aos emblemas. Agora, a picape possui novo formato para as lanternas. Elas continuam a se projetar em direção às laterais, mas passam a ter formato mais reto e iluminação totalmente de LED com múltiplos segmentos (antes, as luzes de freio e os piscas eram halógenos; a gravação LED Technology passa a estar presente nas laterais). A tampa traseira, que continua a ser dividida em duas partes, recebeu modificações na estampagem para abrigar a nova moldura plástica octogonal (agora, mais larga), que abriga a câmera de ré, esconde o botão de destravamento da tampa esquerda, integra o logo da Fiat e também serve como puxador da porta do lado esquerdo. Os emblemas da parte inferior também são novos: é a primeira vez que há mudança na tipologia do nome Toro. O para-choque traseiro foi reformulado e incorpora formas mais retas. As luzes de ré e refletores, que provinham do Fiat Punto 2007-2012, finalmente dão lugar a novas peças - agora, são compartilhadas com o atual Jeep Commander. O para-choque também possui sensores de estacionamento e alojamento para a placa. As duas luzes de placa, que eram halógenas, agora são de LED. Na altura dos racks de teto fica o brake-light, composto por seis focos de LED.
Com as modificações, a Toro está 0,9 centímetro mais comprida, 0,4 cm mais alta e, curiosamente, 0,9 cm mais estreita, de acordo com os dados da Fiat. A versão Ranch possui 4,954 metros de comprimento, 1,849 metro de largura (desconsiderando retrovisores), 2,032 metros de largura incluindo os espelhos, 1,677 metro de altura (quando vazia), 2,982 metros de distância entre-eixos e altura livre do solo de 19,8 centímetros, quando vazia, e 15,4 cm quando totalmente carregada (antes, a marca declarava o vão-livre de 22,2 cm para esta versão). O ângulo de entrada é de 25°, enquanto o ângulo de saída é de 28°.

A cabine da Toro, que já havia passado por uma extensa reformulação na reestilização de 2021, desta vez teve alterações discretas - entre elas, atualizações do layout do quadro de instrumentos, substituição do freio de mão pelo freio de estacionamento eletrônico, mudança da manopla de câmbio e adoção de duas entradas USB para os ocupantes traseiros. Além disso, o tom de marrom dos revestimentos da versão Ranch está um pouco mais escuro do que era anteriormente, e as costuras dos bancos mudaram levemente. A picape mantém o forro de teto preto, moldado em tecido macio, e o painel de plástico rígido texturizado (nesta versão Ranch, sua faixa horizontal é lisa, com desenho que remete a madeira; cada opção da Toro possui um acabamento diferente nesta região).

Revestido de couro com costuras aparentes em tom marrom, o volante conta com detalhes dos raios e moldura central (vazada) em preto-brilhante. Ele traz botões de frente para o motorista e também atrás do volante. Na parte esquerda, concentram-se os comandos de computador de bordo, telefone (o botão verde permite acesso ao menu de dispositivos conectados ou aceita chamadas; o botão vermelho recusa chamadas) e comandos de voz do GPS nativo; do lado direito, é possível fazer a operação do controlador de velocidade de cruzeiro, que opera pouco acima dos 40 km/h (este piloto automático é do tipo tradicional, que não mantém distância do veículo à frente), e também do limitador de velocidade. Atrás do volante estão as aletas para trocas sequenciais de marcha e os comandos de som, com botões atrás do raio esquerdo para avançar/retroceder arquivos de música/estações de rádio e comando central para alternar entre os favoritos, além dos comandos por trás do raio direito para ajustar o volume e, no comando central, alterar a fonte de áudio. A coluna de direção conta com regulagem manual de altura e profundidade através de uma alavanca do lado esquerdo. Assim como no Renegade, esta coluna possui coifa em couro na parte superior e uma cobertura de tecido na parte inferior.
O quadro de instrumentos digital incorpora mudanças no layout da tela colorida de 7 polegadas, e as luzes interativas das extremidades com cores variáveis também mudaram de formato, mantendo a disposição vertical. Barras de luz, também dispostas verticalmente, mostram o nível de temperatura do líquido de arrefecimento do motor à esquerda e para o nível de combustível à direita. Ao ligar a ignição, surge uma nova animação de um touro estilizado, dando lugar ao nome da versão da picape. Agora, a Toro exibe uma mensagem no quadro de instrumentos que adverte o motorista a verificar o banco traseiro toda vez que o motor é ligado e, no mínimo, a posição da alavanca de câmbio é alterada. O monitor exibe as seguintes informações:
- Menu Principal: possui três modos de visualização:
- Modo Padrão: dá ênfase ao conta-giros, com "ponteiro" virtual, faixa vermelha iniciando em 4000 rpm e escala até 6 mil rpm. Dentro dele fica o velocímetro e a posição do câmbio. Neste modo, as luzes interativas nas extremidades da tela são vermelhas.
- Modo Econômetro: no lugar do conta-giros, é exibida um semi-círculo que "cresce" se deslocando para a esquerda à medida em que o motorista conduz de forma mais econômica. Também vem acompanhado do velocímetro e da posição de câmbio. As luzes interativas variam de cor de acordo com a condução. Quando o motorista dirige de forma mais econômica, o mostrador exibe gráficos nas cores verde e azul; quando o veículo está consumindo mais combustível, a barra fica laranja ou até mesmo vermelha.
- Modo "Minimalista": exibe somente velocímetro e posição do câmbio. As luzes interativas nas extremidades da tela possuem tom similar ao roxo.
- Percurso: Este e os demais menus fazem com que o velocímetro digital e a posição do câmbio sejam deslocados para a parte superior da tela. Ao centro, ficam as informações do Percurso A, com distância percorrida, consumo médio, velocidade média e tempo de viagem; estas informações podem ser resetadas pelo botão Ok no volante. Também é possível conferir o Percurso B e criar outros registros de Percursos (trip C e trip D). Também há o registro Percurso desde o Abastecimento, com as informações registradas desde a última vez em que é detectado que o tanque recebeu combustível (mostra distância e consumo médio atuais, além da última distância e do último consumo médio, para comparação) e o Histórico de consumo, que confronta o consumo mais recente com outros quatro registros parciais, computados em trechos de 20 quilômetros, e exibe a média destes cinco registros mais recentes.
- Veículo: possui ao todo cinco visualizações. A primeira é a do menu Assistência de Direção, no qual são exibidos em maior tamanho os gráficos de assistência de direção. O indicador de saída da faixa de rodagem mostra a cor verde caso a picape esteja dentro das faixas, ou a cor amarela caso a Toro esteja invadindo ou fique muito próxima de alguma das bordas da pista. Passando para o lado, este menu também informa se a pressão dos pneus está normal ou se algum deles deve ser calibrado; para reiniciar o sistema depois de calibrar corretamente, é necessário apertar e segurar o botão Ok a partir desta tela. Há a informação de revisão, que mostra quantos dias e quantos quilômetros faltam para o próximo serviço, além do hodômetro total. Também é possível conferir o percentual do Arla 32 restante e o nível de óleo do motor.
- Segurança & Assistência: permite ativar ou desativar o airbag frontal do passageiro e estabelecer o alerta sonoro de velocidade excedida, que pode ser ativado em velocidades entre 30 e 200 km/h, em intervalos de 5 em 5 km/h. Em Funções Automáticas, é possível definir se o rebatimento elétrico dos retrovisores externos e o acionamento automático do freio de estacionamento eletrônico ocorrerão ou não. O freio de estacionamento eletrônico é automaticamente liberado se o câmbio por posto na posição R ou D e o pedal do acelerador for acionado, desde que o motorista esteja usando o cinto de segurança; ao colocar o câmbio em P, o freio de estacionamento é automaticamente acionado. Já o rebatimento elétrico dos espelhos pode ser vinculado ao travamento da picape.
- Alertas: aparece somente caso haja alguma informação que deva ser vista pelo motorista com urgência, como indicação de porta aberta, necessidade de verificação de luzes queimadas, alerta de colisão frontal indisponível, entre outros.
- Configurações: é subdividido nos seguintes submenus:
- Principal: é possível configurar quais informações serão exibidas nos cantos da tela. Podem ser exibidas até quatro informações "orbitando" a parte central: a posição 1 fica na parte superior direita da tela, a posição 2 está na parte central direita, a posição 3 fica na parte inferior esquerda e a posição 4 é exibida na parte inferior direita. Em todas as posições é possível escolher entre autonomia, consumo da trip A, da trip B, da trip C ou da trip D, hora, data, hodômetro, temperatura externa ou vazio. Além disso, os títulos de cada informação podem ficar ativos ou desativados.
- Iluminação: permite alterar o brilho dos instrumentos entre os níveis 1 a 8 e ativar ou desativar as luzes interativas que ficam nos cantos do quadro de instrumentos.
- Sons: é possível ajustar o volume dos alertas (baixo/médio/alto) ou deixa-los desligados.
- Restauração das configurações de fábrica.
O quadro de instrumentos também mostra a indicação individual de portas, tampa traseira e/ou capô abertos, além de mostrar os gráficos dos sensores de estacionamento dianteiros e traseiros (os bipes dos sensores de ré tocam em tom ligeiramente mais alto do que os dianteiros; se os sensores estiverem ativos na dianteira e na traseira, prevalecem os bipes dianteiros), entre outros avisos. A animação de boas-vindas inclui as luzes-espia acesas e as barras de luz das extremidades do quadro de instrumentos acendendo até o fim de suas escalas e, em seguida, exibindo as informações corretas. Se o alerta de colisão frontal estiver indisponível, aparece um ícone em que a Toro está atrás de um Fastback, acompanhado da frase de alerta ao motorista.
A haste esquerda da coluna de direção integra os comandos de faróis (integrando, de cima para baixo, as posições de acendimento automático dos faróis, luzes de posição dianteiras e traseiras acesas (O) e faróis baixos ligados) e, no aro central, o acendimento dos faróis de neblina (girando para cima) e da iluminação da caçamba (girando para baixo). Para apagar, basta fazer o movimento novamente. As luzes de neblina dianteiras contam com a função Cornering: ao girar o volante ou dar seta a até 40 km/h, se acende o farol no mesmo sentido da conversão. Ao dar um leve toque na alavanca, as setas são acionadas 5 vezes. Há a comutação automática do facho dos faróis se o seletor de luzes estiver na posição Auto e a alavanca for deslocada para a posição fixa de farol alto. Especificamente quando o temporizador está definido para a opção "0 s" no sistema multimídia, é possível, pela alavanca (puxando-a em direção ao motorista), controlar a função Follow Me Home, que mantém os faróis acesos momentos após a ignição ser desligada, entre 30 e 210 segundos. No sistema multimídia é possível definir o acionamento temporizado dos faróis para o intervalo de tempo de até 90 segundos.
Já a haste dos limpadores traz dois modos de funcionamento do sensor de chuva (1, com intermitência de baixa velocidade, e 2, em velocidade mais rápida), além do acionamento contínuo lento (Lo) e rápido (Hi), bem como a operação 1x, feita na velocidade Hi enquanto a alavanca estiver sendo acionada para cima. O líquido dos lavadores é dispersado em jatos.
A versão Ranch traz de série o sistema multimídia Uconnect com tela vertical de 10,1 polegadas. O aparelho traz menus personalizáveis, sendo possível adicionar de 2 a 4 widgets por tela. Com layout personalizável, é possível criar diferentes perfis de usuário e, a partir deles, salvar diversas preferências, como as informações exibidas nos menus e as configurações do veículo, ou entrar no "modo manobrista", que protege o conteúdo exibido pelo sistema multimídia. O sistema de som conta com 6 alto-falantes (dois no painel e um em cada porta), que transmitem boa qualidade de som, especialmente com a função "Sonoridade" ativa, e nítida distribuição espacial. A base da tela possui sete ícones de atalho, que podem ser livremente reordenados (ao apertar, segurar e arrasta-los) e são os seguintes:
- Principal: exibe as telas iniciais que podem ser personalizáveis. É possível escolher dois, três ou até quatro widgets por página, sendo possível adicionar os menus "em execução" (do sistema de som), favoritos do telefone, chamadas recentes do telefone, percurso A, percurso B, conforto (com informações do ar-condicionado), GPS (só pode aparecer em uma única página), atalhos personalizados ou remover widget. Todas as páginas podem ser reordenadas e apagadas.
- Mídia: concentra as informações sobre rádio AM/FM e outras opções de mídia, como a reprodução de áudio nos dispositivos Bluetooth e USB. É possível salvar estações de rádio, fazer pesquisas por mídias através de teclado, ver capas de álbuns (caso disponível) e ouvir os áudios de vídeos, embora não seja possível visualizar suas imagens. Arquivos de áudio em MP3 e FLAC podem ser reproduzidos.
- Conforto (seu ícone exibe o nível atual de ventilação, caso esteja em funcionamento): exibe as informações de ar-condicionado automático digital de duas zonas. É possível ajustar a temperatura de meio em meio grau entre 16 e 28 graus Celsius, sincronizar a temperatura do passageiro com a escolhida pelo motorista, escolher o direcionamento do vento, regular a velocidade da ventilação e selecionar o desembaçamento dianteiro, desembaçador traseiro, modo de funcionamento do ar-condicionado automático ou A/C Max (temperatura mínima e ventilação máxima), além de desligar o compressor de ar, o aparelho por completo ou alternar entre recirculação de ar ou admissão do ar externo. Mesmo quando a tela do sistema multimídia está desligada, as informações de ar são momentaneamente exibidas quando a temperatura ou ventilação são alteradas pelos comandos físicos.
- Nav (seu ícone possui uma bússola funcional): mostra as informações do GPS TomTom instalado na memória do aparelho, que conta indicação de radares de velocidade (não há, porém, a informação de trânsito em tempo real), visualização em 2D ou 3D, opção de ativação/desativação dos sons de GPS, busca por pontos de interesse, definição de locais favoritos (como casa e trabalho) e planejamento de percursos. Caso o carro esteja com baixo nível de combustível, o GPS pode perguntar se o motorista deseja encontrar um posto de gasolina. Também é possível utilizar comandos de voz para encontrar locais e traçar rotas.
- Telefone: é possível parear dois telefones simultaneamente por Bluetooth com o sistema multimídia, atender e recusar chamadas telefônicas, além de gerenciar a lista de contatos e fazer discagens. Quando um celular está espelhado com a central multimídia, este menu se converte no Apple CarPlay/Android Auto.
- Veículo: neste menu é possível acessar os controles (desligar a tela), as informações de percurso (inclusive a funcionalidade de consumo de combustível instantâneo, que registra até 50 km/l) e alterar as configurações do veículo.
- Apps: vários ícones de atalho podem ser encontrados neste menu, podendo ser favoritados. Os atalhos padrão são: Assist (permite ativar a assistência emergencial 24h e a central de atendimento), Avisos (exibe mensagens), Bluetooth, configurações de áudio, câmera de ré, configurações do veículo, conforto (comandos de ar-condicionado), controles (nesta versão, visualizar a câmera de ré e desligar a tela), atalho para apagar a tela, gestão de aparelhos conectados com o veículo, Hotspot Wi-Fi, mídia (rádio, USB, Bluetooth...), navegação GPS, notificações armazenadas, informações de percurso A/B, perfis de motorista, rádio AM, rádio FM, telefone e acesso ao conteúdo na entrada USB.
É possível realizar o espelhamento de conteúdo de celulares sem fio, tanto para Android Auto quanto para Apple CarPlay. Mas a conexão sem fio do Android Auto fica registrada como se fosse a rede de wi-fi em que o celular está logado. Para usar internet nessa condição, é preciso recorrer aos dados móveis ou à internet embarcada no carro. Pareando o celular com fio, é possível utilizar uma rede de wi-fi normalmente. O sistema multimídia é capaz de se conectar a redes de Wi-Fi para atualizações de software e o Bluetooth está disponível para chamadas telefônicas e reprodução de áudio. Estão inclusos os serviços conectados do Fiat Connect Me, que integra uma série de funcionalidades (entre elas, verificação de informações do veículo através de smartphone, smartwatch ou dispositivos acionados por voz, além de acionamento de comandos à distância, monitoramento da localização em tempo real do veículo, chamada automática para o resgate em caso de emergência e internet Wi-Fi a bordo, compartilhável com até oito dispositivos).
A tela também exibe a imagem da câmera de ré, com linhas de guia virtuais que podem ser desativadas, acompanham o movimento do volante e possuem as escalas vermelha, amarela e verde. A imagem da câmera pode ser configurada para continuar mostrando a imagem traseira por até 10 segundos (ou em velocidades de até 13 km/h) depois que se retira a alavanca de câmbio da posição de ré. Se a tampa traseira esquerda estiver aberta, surge a frase "Câmera não posicionada" na parte superior da tela.
Os comandos físicos do ar-condicionado automático digital de duas zonas ficam logo abaixo da tela do sistema multimídia. Ele possui regulagem de meio em meio grau Celsius, com ajuste entre 16 e 28 graus, além de controle dos desembaçadores dianteiro e traseiro, possibilidade de sincronização entre as zonas (neste caso, o passageiro dianteiro terá a mesma temperatura selecionada pelo motorista) e a alternância entre captação de ar externo ou recirculação de ar. Ao ser ligado, o ar-condicionado sopra vento primeiro para os pés, mesmo no modo de ventilação somente para as saídas do painel.
Logo abaixo dos comandos de ar-condicionado há uma fileira de botões acionados com toques para baixo. O primeiro botão da esquerda para a direita aciona a tração nas quatro rodas. Em situações normais, o eixo de transmissão é desativado conforme as situações de rodagem, mas, ao apertar o botão 4WD, o cardã estará sempre acoplado e transmitindo torque para os dois eixos. Já o botão 4WD Low ativa a função reduzida, habilita a função do freio ABS Off-Road (nas frenagens ocorrerão travamentos intermitentes das rodas, para que os montes de terra formados com o arrastamento dos pneus ajude a encurtar o espaço de frenagem) e desativa os controles de estabilidade e tração, além do alerta de colisão frontal. Para o 4WD Low ser engatado, é necessário que o veículo esteja parado (caso esteja em movimento, uma mensagem surge no quadro de instrumentos para alertar o motorista) e não esteja com o câmbio em Parking.
Há também, exclusivamente nas versões a diesel, o controlador de velocidade de descida, que funciona quando o modo 4WD Low está ativo e permite estabelecer uma velocidade segura que a picape irá manter em declives com inclinação a partir de 8%, mantendo uma velocidade entre 2,5 e 25 km/h e dispensando a necessidade do motorista pisar no freio ou no acelerador. Ainda assim, o motorista pode controlar a velocidade da travessia através dos dois pedais. Ao centro fica o botão do pisca-alerta. Mais à direita fica a tecla ASR Off - que, quando apertada brevemente, desativa somente o ASR (controle de tração convencional) e permite a atuação do Traction Control Plus, que também está disponível nas versões da Toro com motor flex e atua em situações em que uma das rodas está perdendo aderência, freando estas rodas e transferindo mais torque para as rodas que estiverem com mais tração. Já ao apertar e segurar esta mesma tecla por 5 segundos, é desativado o controle de estabilidade (ESC), aparecendo esta informação no quadro de instrumentos. Há também o botão para ativar ou desativar os bipes dos sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, e ainda o comando para acionar ou desligar o assistente de permanência na faixa de rodagem.
A parte dianteira do console central possui duas entradas USB, uma do tipo A e outra do tipo C, ambas com funções de dados e carregamento. Na parte frontal há um porta-objetos que incorpora um carregador de celular por indução com saída de ventilação do ar-condicionado. Uma luz azul acende caso esteja carregando um smartphone, uma luz verde é ligada quando o aparelho chega a 100% de carga e uma luz vermelha surge caso seja detectado algum objeto "estranho" no habitáculo. Aliás, a marca desaconselha deixar a chave por cima da superfície deste carregador. Nesta reestilização, as abas para a acomodação do celular ficaram ligeiramente mais altas.
Outra novidade é o pomo da alavanca do câmbio automático, agora mais ergonômica e com revestimento em couro com costuras nas laterais. Curioso notar que a coifa da alavanca (em material sintético, com costuras aparentes) não possui a Fiat Flag, diferentemente de outros modelos vendidos hoje pela marca - será um indício do começo do fim de sua aplicação? O pequeno alojamento quadrado que existia em modelos anteriores agora é ocupado pelos botões do freio de estacionamento eletrônico e do Auto Hold (cujo status só pode ser alterado se a transmissão estiver na posição Drive). O espaço anteriormente ocupado pela alavanca do freio de mão se converteu em um estreito porta-objetos, dividido em duas partes. O porta-objeto central é mais raso e tem tamanho pouco maior que a chave do carro. Também há, no console, dois porta-copos emborrachados com as laterais flexíveis, para recipientes de até 700 mL. O recipiente dianteiro também é mais fundo do que o traseiro.
Também revestido de couro com costuras em marrom (em material emborrachado, um pouco mais firme que o couro dos bancos), o apoio de braço frontal pode deslizar no sentido longitudinal e esconde um porta-objetos. Amplo e com fundo nivelado, ele traz um tapete de plástico no seu fundo. Levantando o apoio ao apertar seu botão, é possível notar uma fenda na face interna do apoio (que pode servir para guardar lenços, como sugerido no ícone gravado no plástico) e um vão na lateral direita do porta-objeto pelo qual pode passar um cabo de conexão sem haver seu esmagamento quando o apoio for fechado.
O lado esquerdo do painel traz um porta-objetos aberto, com fundo em plástico rígido. Abaixo do painel fica a alavanca para a abertura do capô. A Toro possui apoio para o pé esquerdo em plástico rígido texturizado, além de pedal do freio com superfície emborrachada e pedal do acelerador em plástico rígido. Os tapetes são de carpete e trazem verso em material áspero para melhor fixação ao carpete do assoalho. Do lado do motorista há duas presilhas no assoalho que permitem o encaixe da peça. A parte superior central do painel, logo acima da tela do sistema multimídia, também possui outro porta-objetos mais raso, e também em plástico rígido.
O porta-luvas tem tampa que desce suavemente. Seu espaço é bom, embora não haja divisórias para guardar objetos pequenos. A Toro não possui mais iluminação neste compartimento, item que agora é reservado à Rampage.
Em material espumado, os para-sóis trazem espelhos com tampas. Curiosamente, o espelho do passageiro possui iluminação, mas o do motorista não (em compensação, além da etiqueta com informações do serviço Confiat 24 horas, só na peça do condutor há uma tira porta-documento, e o seu espelho é um pouco maior). Entre as sombreiras estão as luzes de leitura dianteiras, que vem acompanhadas de dois botões: SOS (que realiza manualmente uma chamada para o serviço de resgate em casos de urgência, como em acidentes; caso seja acionado por engano, o usuário tem 10 segundos para cancelar a chamada) e Assist (para habilitar o serviço de concierge da Fiat). Aliás, o console de teto também abriga uma "ambient light", nome dado para um foco de LED branco que fica entre os botões de acendimento das luzes de teto e passa a brilhar quando os faróis estão acesos. Quando ligado, ele ilumina discretamente a moldura da alavanca de câmbio. Pelo sistema multimídia é possível apagar ou ajustar o brilho deste foco. O retrovisor interno eletrocrômico escurece automaticamente quando há incidência de luzes fortes atrás da picape (há um botão na moldura para ativar ou desativar esta função; quando ativa, uma luz verde se acende). Logo acima dele há um indicativo luminoso que mostra se o airbag frontal do passageiro está ativado ou desativado.
A porta do motorista concentra os comandos das regulagens dos espelhos (com botão para rebatimento elétrico e função tilt-down do lado direito ao engatar a ré; esta função fica ativa com o botão de posição do espelho direcionado para o lado direito), vidros elétricos com função um-toque para cima e para baixo, acionamento temporizado por 60 segundos após o desligamento do motor (desde que as portas dianteiras permaneçam fechadas) e recurso anti-esmagamento, além de bloqueio das janelas traseiras e travamento/destravamento central. Os forros de porta dianteiros trazem amplas áreas em couro, além de fendas dos puxadores de porta com fundo em plástico texturizado. O passageiro dianteiro também dispõe de botão para travar e destravar todas as portas. Se a trava do motorista junto da maçaneta for movida, ela afeta também todo o restante da Toro, inclusive a trava da caçamba. Já no caso das travas dos passageiros, a movimentação da trava só afeta a porta em que houve a ação manual. Com a Toro travada, os ocupantes dianteiros podem destravar a picape ao puxar as maçanetas externas; para os ocupantes traseiros, é necessário mover mecanicamente a trava junto da maçaneta. Há também espaços nas portas dianteiras e traseiras para guardar objetos, com divisórias (na parte de trás, porém, os nichos são bem menores).

Os bancos trazem revestimento na cor marrom, com costuras aparentes e o logo Ranch estampado nos encostos das costas dianteiros. O motorista traz banco com ajustes elétricos de inclinação do encosto, altura e distância do assento (a altura é variável tanto na região das coxas quanto na região próxima da junção com o encosto das costas; o assento vai para a frente assim que é elevado, quando há o ajuste da região mais próxima do encosto das costas) e regulagem lombar - mas agora somente em duas direções, longitudinais (anteriormente, a regulagem podia ser feita em quatro direções). Para o passageiro da frente, há somente as regulagens manuais de inclinação do encosto e distância do assento. Os dois ocupantes dispõem de regulagens de altura para os encostos de cabeça e para os cintos de segurança. A versão Ranch traz soleiras dianteiras em plástico fosco com o nome da picape (em fonte atualizada), no lugar dos frisos cromados que existiam no modelo anterior. Os fechos dos cintos dianteiros possuem as laterais revestidas de carpete.

Quem senta atrás e possui 1,80 metro de altura dispõe de razoáveis sobras de espaço para joelhos, pés e cabeça, mesmo se o ocupante da frente tiver a mesma estatura. Se alguém precisar sentar ao meio do banco, é preciso levar em consideração que o assento é um pouco mais elevado, o encosto para as costas é mais vertical e o ressalto no assoalho deixa as pernas mais flexionadas (ainda assim, como a elevação é plana, é possível acomodar os pés nela, e uma pessoa de 1,80 m de altura não encosta a cabeça no forro de teto na posição central). O fecho do cinto central possui a gravação "Center". O assento traseiro é perceptivelmente mais elevado (e um pouco mais curto) do que os dianteiros. No verso dos bancos dianteiros há dois porta-revistas, com revestimento em tecido macio. As alças de teto traseiras, que retornam suavemente, possuem pequenos ganchos móveis que podem servir para pendurar cabides e as luzes embutidas junto às alças traseiras podem ser acendidas ao apertar as próprias lentes das lâmpadas. Há um porta-objeto aberto e de plástico rígido no final do console central que pode acomodar um celular e, abaixo dela, mais duas entradas USB exclusivas para carregamento, sendo uma do tipo A e outra do tipo C (antes, existia uma tomada de 12 Volts e uma entrada USB-A). Os vidros traseiros abrem por inteiro. O apoio de braço traseiro, em couro, agora é idêntico ao da Ram Rampage. Ele possui uma tira de tecido que facilita puxa-lo para baixo. Ao deitar o apoio, é possível ter acesso a dois porta-copos (com garras laterais flexíveis) e uma fenda entre eles, que pode acomodar um celular.

Também é possível rebater o encosto do banco traseiro ao puxar uma tira de tecido próxima ao apoio de cabeça central. Assim, é possível ter acesso ao triângulo de sinalização (envolto em carpete) e a parte dos fusíveis e módulos. Essa área revela a lataria da picape, assim como na Rampage. E possível acessar, atrás do encosto, as duas ancoragens Top Tether para cadeirinhas infantis - há também dois pontos de fixação Isofix.

A caçamba mantém o prático esquema de abertura em duas portas que se abrem horizontalmente em um ângulo de até 90 graus: primeiramente destrava-se a porta esquerda, por um botão emborrachado (agora maior e retangular, ao invés de oval) atrás do escudo de plástico com o logo da Fiat, para depois ter acesso à porta direita através de uma alavanca, que é empurrada para baixo e possui uma marcação em amarelo (indicando o movimento a ser feito). O fechamento deve ser feito primeiro pela porta direita, e depois pela esquerda. Há iluminação em LED na parede direita da caçamba (que só fica acesa com o veículo parado), protetor de caçamba de plástico rígido e ganchos laterais para amarrar cargas (tanto na parte superior quando nas extremidades inferiores, região onde os ganchos possuem coberturas de borracha). A capota marítima é de lona e possui dois trilhos de metal para a fixação (que podem ser removidos ao fazer o movimento de torção para a frente), além de elásticos que permitem reter a capota quando ela estiver aberta e enrolada.
O volume da caçamba é de 937 litros. Curiosamente, o comprimento do compartimento de carga (1,314 metros) é um pouco menor do que a largura máxima, que é de 1,378 m na região fora das caixas de roda. A altura da caçamba é de 56,2 cm. Já a capacidade de carga é de 1010 quilos (incluindo o peso do condutor), enquanto a capacidade de reboque é de 400 kg.
O estepe está fixado à parte inferior do assoalho e parcialmente escondido por uma bandeja. Ele possui tamanho bem menor que o dos outros quatro pneus no chão, trazendo roda de ferro de 17 polegadas e pneu 145/70, que deve receber 60 psi. Vale lembrar que o macaco para levantar a picape na troca do pneu fica guardado por baixo de uma cobertura no assoalho logo atrás do tapete do motorista. Há também ferramentas complementares que ficam concentrados em uma capa logo atrás dele, acessível ao deslocar o banco do motorista para a frente.
Presencial, a chave conta com botões para travamento das portas (os piscas acendem uma vez, a buzina pode ser acionada uma vez, os retrovisores externos se recolhem, o alarme é ativado e os vidros esquecidos abertos se fecham automaticamente), destravamento das portas (os piscas acendem 2 vezes e a buzina pode soar duas vezes; as luzes de posição dianteiras e traseiras, além das luzes de cortesia sob os retrovisores, acendem por 25 segundos; ao apertar e segurar este botão, os quatro vidros baixam - ao soltar o comando depois das janelas começarem a descer, elas continuam o movimento até o fim), além de botão para destravamento somente da caçamba (os piscas também acendem duas vezes), acendimento por até 180 segundos das luzes internas e dos piscas externos em frequência mais rápida que o normal (para facilitar a localização da picape em locais de baixa luminosidade) e partida remota (ao apertar o comando duas vezes; não é necessário travar antes, pois esta ação é executada automaticamente). Neste caso, é possível ligar o motor à uma distância de cerca de 50 metros, função útil para que o ar-condicionado climatize a cabine antes dos ocupantes entrarem na Toro. Inicialmente, ele opera no modo Max A/C, de temperatura mínima e ventilação máxima; depois do destravamento, o ar-condicionado volta para o estado antes do desligamento. O motor pode ficar ligado por até 15 minutos. Por motivos de segurança, é necessário haver o destravamento e, ao entrar na picape, é preciso apertar o botão de partida para que seja possível começar a dirigir. Também é possível desligar a picape à distância quando a partida remota está ativa. Caso o nível de combustível seja insuficiente, por exemplo, o motor até liga, mas é desligado em 10 segundos.
Incorporada ao detalhe cromado da chave está a lâmina para abrir manualmente as portas em caso de necessidade. Não há a funcionalidade de travamento automático da picape ao se afastar com a chave. Curiosamente, a chave é detectada se estiver na "grelha" do capô, mas não é reconhecida se estiver sobre a capota marítima ou sobre o para-choque traseiro. Se a Toro for destravada mas nenhuma porta for aberta, o retravamento acontece automaticamente em 1 minuto. Caso se tente travar a picape mas alguma porta estiver aberta, três buzinadas de advertência soam e as luzes externas acendem.
Ao abrir a porta do motorista, se acendem o quadro de instrumentos e as luzes internas, que permanecem acesas por 10 segundos. As luzes de teto se apagam em fade. Com todas as posições do seletor de faróis, caso a ignição esteja ligada, se acendem: os botões do volante de frente para o motorista (exceto paddle-shifts), os comandos de retrovisores, vidros e travas nos forros das portas, todos os botões da parte central inferior do painel, as molduras das quatro entradas USB, as posições de câmbio (com luz verde para posição engatada e luz branca para as demais posições), a luz verde do retrovisor eletrocrômico ativo, a indicação luminosa do airbag, além dos botões do console de teto. Mas o botão de partida não fica iluminado. Desligada a ignição, as indicações das posições do câmbio apagam em cerca de 5 segundos e os botões das portas apagam em 1 minuto, desde que não haja a abertura de alguma porta.
A lista de equipamentos de segurança desta versão inclui 6 airbags (frontais, laterais dianteiros e de cortina), alarme perimétrico, travamento automático das portas a partir de 20 km/h, sinalização luminosa de frenagem de emergência, ASR e TC+ (controle de tração avançado), auxiliar de frenagem de pânico, vetorização dinâmica de torque (Dynamic Steering Torque), assistente de partida em ladeiras, controle anti-capotamento (Electronic Rollover Mitigation), controlador de velocidade em descidas (Hill Descent Control), frenagem autônoma de emergência com detecção de automóveis, assistente de permanência em faixa, freios ABS, controle de estabilidade e alerta do não-uso dos cintos dianteiros e traseiros (detecta o peso sobre os assentos na dianteira).

O motor 2.2 Turbodiesel estreou na Toro em fevereiro de 2025 (portanto, alguns meses antes da reestilização da picape, que ocorreu em agosto), substituindo o 2.0 Turbodiesel que a picape conservava desde o lançamento. O propulsor 2.2 Pratola Serra entrega 200 cavalos a 3500 rpm e 45,87 kgfm de torque a 1500 rpm - um ganho de 18% na potência e 29% no torque em relação ao 2.0. O novo motor, que trabalha à taxa de compressão de 15,7:1, possui cabeçote de alumínio e duplo comando de válvulas, coletor de admissão variável, injeção de diesel de alta pressão (2.000 bar), turbocompressor com geometria variável, intercooler ar-água e duplo circuito de refrigeração do motor. Quando houve a mudança do motor, o câmbio automático de nove marchas também passou por modificações, passando a contar com novo conversor de torque, recalibração do seu funcionamento e um diferencial 14% mais longo, de acordo com a Fiat. As relações de todas as marchas, porém, permaneceram. A bateria de 12 Volts, de 72 Ampères, foi mantida em relação ao modelo anterior. A alavanca externa do capô para sua liberação é um pouco complicada de ser utilizada, pois o vão de acesso a ela é pequeno. Vale levantar um pouco o capô antes de apertar a alavanca. A face interna do capô dispõe de manta de isolamento acústico.
A adoção do motor 2.2 fez com que a Fiat alterasse as cargas de suspensão, para que ficassem mais adequadas ao novo conjunto, objetivando mais conforto ao rodar. Na dianteira, o esquema é o McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora. Os amortecedores são hidráulicos e pressurizados, com molas helicoidais. Atrás, a suspensão é do tipo multilink com links transversais/longitudinais e barra estabilizadora. Também há amortecedores hidráulicos e pressurizados, além de molas helicoidais.
Com a substituição do motor 2.0 pelo 2.2, os freios dianteiros foram redimensionados e os discos ventilados aumentaram de diâmetro: de 30,5 para 33 centímetros. A espessura é de 2,8 centímetros. Os freios do eixo traseiro, que antes utilizavam tambores de 29,5 centímetros de diâmetro por 2,38 cm de espessura, foram alterados na reestilização e agora utilizam discos ventilados, com pinça flutuante e um cilindro de comando para cada roda. O diâmetro dos discos aumentou e agora é de 32 centímetros, mas eles ficaram um pouco menos espessos (2,2 cm).
O tanque de combustível possui a capacidade de 60 litros, sendo 8 litros de reserva. A portinhola, que fica no para-lama traseiro direito e é aberta ao pressionar o relevo na tampa quando as portas estão destravadas. É importante dizer que a Toro Ranch deve ser abastecida com diesel S-10, para evitar danos ao motor e consequente perda da garantia de fábrica. Já o acesso ao bocal do reservatório do Arla 32 fica dentro da caçamba, mais especificamente sobre o para-lama traseiro esquerdo. A capacidade é de 13 litros.

Fabricada em Goiana (Pernambuco), a Fiat Toro Ranch atualmente tem preço de tabela de R$ 235.490 e dispõe das seguintes opções de cores para a carroceria: Vermelho Colorado (sólida, sem custo adicional), Azul Jazz (metálica, + R$ 2.490; é a cor do exemplar avaliado); Preto Carbon (metálica, + R$ 2.490), Prata Billet (metálica, + R$ 2.490), Granite Crystal (cinza metálico, + R$ 2.490), Branco Polar (perolizada, + R$ 2.490) e Cinza Sting (perolizada, + R$ 2.490). Não há opcionais de fábrica para a versão Ranch. A garantia de fábrica é de 3 anos, sendo opcionalmente extensível por mais um ou dois anos, em planos que abrem somente motor e câmbio ou o veículo inteiro.
Impressões ao dirigir

A Toro tem posição de dirigir naturalmente elevada, como é desejável em uma picape (não tão alta como em uma equivalente de porte médio feita sobre chassi), e dispõe de bons ajustes para coluna de direção, banco do motorista e cintos. A ergonomia é, em geral, boa, com acesso fácil à maioria dos comandos principais e superfície bem-dimensionada para apoiar para o pé esquerdo; além disso, os apoios de cabeça dianteiros possibilitam bom repouso e as laterais dos bancos dianteiros apoiam bem o corpo. Mesmo ao colocar o assento em posição baixa, o condutor enxerga parte do capô (que traz vincos fortes, porém não é exageradamente distanciado da grade dos limpadores do para-brisa, como na Rampage), o que ajuda a ter uma certa noção da largura da picape, e possui boa visão à frente, graças ao amplo para-brisa. Em repouso, os limpadores ficam parcialmente visíveis, mas não chegam a atrapalhar. Os retrovisores externos são bem-dimensionados e as lentes permitem bom campo de visão. Porém, em algumas situações, sente-se a falta do monitor de pontos cegos. Vez ou outra, era preciso ter atenção redobrada com as motocicletas trafegando na região lateral-traseira. O vidro traseiro é quase vertical e, através da lente do espelho interno, também permite ótimo nível de visibilidade para uma picape: a caçamba toma pouca visão para trás e os encostos de cabeça traseiros podem ficar recolhidos a um nível em que não vão interferir na visão para trás. No exemplar avaliado, não houve a atuação da função anti-ofuscante do espelho, mesmo com a luz verde (que indica a ativação deste item) acesa. O passageiro dianteiro fica bem elevado no seu assento e não pode contornar este fato, já que não há regulagem de altura.

A direção da Toro é bastante cômoda em baixas velocidades e, ao esterçar muito, a sensação é de que o final do curso do volante se torna mais leve. A progressividade de assistência da direção elétrica satisfaz em velocidades baixas e altas; além disso, o formato do volante proporciona bom apoio para as mãos e o material do aro é agradável ao tato. Ao dar seta, é necessário ter um pouco de atenção para não lampejar o facho alto dos faróis, por conta da maleabilidade da alavanca. Em desvios rápidos de trajetória, sente-se a direção um pouco "anestesiada". O acionamento da buzina com um toque leve é possível, mas neste exemplar não foi tão fácil fazer esta ação como em outros exemplares da Toro avaliados anteriormente. De acordo com a Fiat, houve uma ligeira redução do diâmetro de giro na reestilização: era de 12,4 metros e passou a ser de 12,3 m. Nas versões à diesel, são demandadas 3 voltas de batente a batente.
O conjunto de suspensão absorve bem as irregularidades, mas a Toro se mostra um pouco mais firme do que em outros carros da plataforma Small-Wide que dirigimos recentemente, como Renegade, Compass e Rampage R/T - afinal, a Toro tem capacidade de carga de pouco mais de 1 tonelada e foi projetada para rodar vazia ou totalmente carregada, além de ter pneus de uso misto. A picape da Fiat passa bem por lombadas e valetas, graças à altura em relação ao solo elevada, e faz curvas com ótimo nível de estabilidade, passando segurança graças aos pneus largos, ao conjunto de suspensão independente nos dois eixos e ao centro de gravidade da carroceria mais equivalente ao de um SUV médio. É fácil constatar que o comportamento da Toro é bem diferente na comparação com as picapes médias construídas sobre chassi, com eixo rígido atrás e feixes de mola, que costumam apresentar oscilações verticais e/ou horizontais durante a condução.
Mesmo se tratando de uma picape movida a diesel, o nível de vibrações a bordo da Toro é bastante contido, lembrando o patamar de um automóvel movido a gasolina - mesmo na fase fria de funcionamento do motor. Já o ruído típico de um motor a óleo diesel é ouvido, principalmente do lado de fora. Dentro da cabine, ouve-se o propulsor em um "volume" mais aceitável, com o ronco mais percebido de 2 mil rpm em diante. Além disso, como a picape da Fiat dispõe de uma boa entrega de torque desde baixas rotações, no uso cotidiano a rotação normalmente vai ser mantida em patamares baixos, colaborando com um maior nível silêncio ao rodar.
Neste exemplar, os esguichos e os limpadores de para-brisa funcionaram de forma adequada. Os faróis de LED proporcionam boa iluminação à noite no facho baixo (a luz alta não chega a se destacar tanto) e os piscas são projetados por distâncias longas, mas, no escuro, o reflexo da tela do sistema multimídia incide no vidro traseiro (a Rampage possui esta mesma característica, inclusive). No exemplar avaliado, vez ou outra aparecia no quadro de instrumentos a instrução de verificar as luzes de seta quando a alavanca era acionada levemente (indício de alguma lâmpada poderia estar queimada), mas ao descer do carro constatamos que os piscas funcionaram normalmente. A articulação dos para-sóis para cobrir a parte superior do para-brisa é agradável. O Auto Hold amplia bastante o conforto nas paradas, pois permite que o pé seja liberado do pedal do freio nas paradas, mesmo em locais mais íngremes. Além disso, a liberação do Hold e do freio de estacionamento eletrônico se mostrou mais suave do que no Fastback que testamos recentemente. Os freios mostraram boa atuação, mesmo em paradas mais emergenciais. Os bipes dos sensores de estacionamento dianteiros soam em tom mais baixo do que os traseiros; se houver a proximidade simultânea de objetos na frente e atrás, prevalecem os bipes dos sensores dianteiros.
A 100 km/h constantes, o ponteiro do conta-giros se estabiliza em cerca de 1500 rpm, com o câmbio em 8ª marcha - menos que os 1800 rpm da Toro com motor 2.0 Turbodiesel. Além disso, a reatividade do pedal de acelerador também está melhor do que no modelo anterior. Com o motor ligado e a picape a 0 km/h, o nível de rotações é de 850 rpm com ar desligado e 920 rpm com ar ligado.
O câmbio automático apresenta trocas suaves, levemente perceptíveis, e a transmissão normalmente mantém relativamente marchas altas em velocidade baixas, para o motor trabalhar em rotações menores. Sob condução tranquila, as trocas normalmente são feitas em cerca de 1900 rpm ou menos. No avanço da segunda para a terceira marcha, vez ou outra se sentia um tranco um pouco maior. A Toro pode ligar em P ou N; em outra posição de câmbio, não é feita a partida. Se houver a tentativa de desligar em outra posição, um bipe soa e o quadro de instrumentos lembra que a transmissão não está em Parking, só permitindo o desligamento do motor nesta posição (mas podendo ser sem o pé no freio). Em Drive, sem acelerar, a picape anda para a frente a até 11 km/h em piso plano.
Quase sempre, a Toro sai de segunda marcha: a primeira normalmente acaba sendo engatada no modo sequencial, em subidas acentuadas ou quando a tração 4WD Low está ativa. Na prática, o motorista pouco gerencia a efetiva distribuição da tração para as rodas, pois pelos botões só é possível alternar entre os modos 4WD (de gerenciamento automático do envio da força para os dois eixos) e 4WD Low (que é o modo de tração reduzida, para velocidades mais baixas). Vale dizer que, ao desligar a Toro, na ignição seguinte o modo de tração retorna para o Auto.
Se a Toro estiver sem Auto Hold ativo e a porta do motorista for aberta com o câmbio em Drive, surge um alerta para por o câmbio em P, embora nenhuma ação seja tomada automaticamente pelo veículo. Quando o cinto do motorista é retirado, nem sequer a informação de por o câmbio em P é exibida. Mas, assim como no Fastback, se simultaneamente a porta do motorista estiver aberta e o cinto estiver desafivelado, o freio de estacionamento é aplicado com o câmbio em D assim que o motorista libera o pedal de freio.
O modo sequencial da Toro traz diferenças na operação pelas aletas junto do volante e pelo trilho da alavanca. Nas paddle-shifts, o controle passa para o motorista em velocidades acima de 9 km/h, mas o câmbio automaticamente volta para a operação em Drive se a transmissão detectar que o pedal do acelerador está sendo pouco demandado. Já ao deslocar a alavanca, o motorista tem maior autonomia para manter uma marcha engatada mesmo com muitas variações de aceleração. Mesmo assim, a transmissão pode fazer automaticamente reduções de marcha (nas desacelerações) e avançar sozinho para a marcha seguinte (se o motor estiver próximo de seu limite de giros). Quando o motorista tenta fazer uma troca em momento inadequado, não há indicação sonora de advertência.
Veja as velocidades em que ocorre o engate automático de marchas em piso plano e no modo de tração Auto, acionando levemente o pedal do acelerador:
D1: -
D2: 0 km/h
D3: 22 km/h
D4: 36 km/h
D5: 51 km/h
D6: 68 km/h
D7: 77 km/h
D8: 92 km/h
D9: 117 km/h
Em relação aos assistentes de condução, a picape da Fiat traz o assistente de permanência em faixa, que atua em velocidades de 60 a 180 km/h. Quando detecta que a picape está saindo da pista sem dar seta (situação que o sistema interpreta como sendo uma mudança involuntária de faixa), o sistema detecta de que lado está a faixa que está sendo invadida, apresentando essa informação na forma de um ícone amarelado no quadro de instrumentos. A Toro aplica esterço no volante para corrigir a rota na tentativa de manter o motorista em sua pista. A partir do modo médio, é nítido que a direção "briga" um pouco mais com as mãos do condutor para acompanhar as demarcações da pista, o que pode ser um tanto incômodo em determinadas situações. Mas há um botão no painel que permite facilmente desativar esta assistência.
Se o motorista passar cerca de cinco segundos sem exercer nenhuma força sobre o volante, é dado um alerta sonoro e visual (nos instrumentos) informando que o motorista precisa colocar de volta as mãos no volante, por motivos de segurança. A desobediência a este aviso faz com que o assistente seja momentaneamente desativado, podendo ser manualmente reativado pelo botão no painel. Pelo sistema multimídia é possível ajustar a intensidade da correção da direção (níveis baixo, médio e alto) e a reação (mais tardia, mediana ou mais cedo). O sistema da Toro somente faz a picape evitar a faixa mais próxima e não a centraliza na pista, mas auxilia na condução ao diminuir o esforço no volante principalmente em viagens longas.
A frenagem autônoma de emergência funciona entre 7 e 50 km/h. Pelo sistema multimídia é possível ajustar a distância (curta, média ou longa) em que será deflagrado o alerta. Se o espaço em relação ao veículo à frente se tornar criticamente curto, o motorista será avisado por meio de um sinal sonoro (que emudece momentaneamente o sistema de som) e visual (no quadro de instrumentos), acionando os freios de forma parcial ou total conforme a gravidade da situação. O sistema da Fiat Toro reconhece apenas veículos mais largos. Além disso, em alguns momentos de incidência da luz forte do Sol ou muitas gotas de chuva diretamente no para-brisa, o sistema fica temporariamente indisponível, e não retém a última configuração selecionada pelo condutor após o veículo ser desligado. O modo padrão deste sistema é a distância "Perto" com alerta e frenagem automática.
O assistente de partida em ladeiras atua quando a inclinação for maior que 5%, segurando a picape por cerca de 2 segundos antes dela descer. Já o controle de velocidade em descidas (HDC) só opera no modo 4WD Low e em inclinações superiores a 8%, A velocidade definida para o HDC pode ser regulada através do pedal do freio e do acelerador, no intervalo de 2,5 km/h a 25 km/h). Quando atingida a velocidade, basta soltar os pedais: o HDC manterá a velocidade definida. O controle manual de frenagem e aceleração pode ser feito a qualquer momento.
Abaixo de 120 km/h é permitido efetuar a mudança do modo Auto para o modo 4WD e vice-versa. O uso da função 4WD Low só é aconselhável para pisos de estrada irregulares/escorregadios e é engatado quando o câmbio está na posição D, R ou N. A marca recomenda que a travessia de trechos alagados seja feita a até 8 km/h, em profundidades de até 22 centímetros.
Em termos de desempenho, a Toro 2.2 mostra uma notável evolução em relação ao modelo 2.0. Na largada, a Toro sai com motor a cerca de 1700 rpm, e não canta os pneus. As trocas de marcha são efetuadas a cerca de 4 mil rpm com o pé fundo no acelerador. Confira os resultados das nossas acelerações e retomadas (os testes do Auto REALIDADE são realizados em ambiente seguro, com ar desligado, uma pessoa a bordo, tanque abastecido com diesel S-10, controles eletrônicos ativados e câmbio na posição Drive, com cronometragem automática via app GPS Acceleration):
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,5 segundos
Retomada de 40 a 80 km/h: 4,0 segundos
Retomada de 60 a 100 km/h: 5,2 segundos
Retomada de 80 a 120 km/h: 5,8 segundos
Condições do teste
Temperatura externa: 29º C
Altitude (estimada): 71 metros
Pressão dos pneus: não disponível
Nível de combustível: últimas 2 barras do marcador
Quilometragem do veículo durante os testes: 7149 km
Outra boa notícia é que a melhora em performance vem acompanhada de uma redução do consumo de combustível. Obtivemos uma média significativamente melhor que a declarada pelo Inmetro na utilização em ciclo urbano, de 10,5 km/l. A reserva de combustível foi anunciada com autonomias de 67 e 66 quilômetros, e a devolução ocorreu com a autonomia estimada de 39 quilômetros. A título de informação, o nível do Arla 32 baixou de 65% para 55% em oito dias de utilização da Toro. Veja como foi o consumo de diesel durante nossa convivência com a Toro Ranch:
Primeiro tanque
Consumo de combustível: 12,3 km/l
Distância percorrida: 515,3 km
Velocidade média (estimada): 19 km/h
Após o primeiro abastecimento - 15,4 litros
Consumo de combustível: 14,1 km/l
Distância percorrida: 160,3 km
Velocidade média (estimada): 28 km/h
Após o segundo abastecimento - 8,0 litros
Consumo de combustível: 11,8 km/l
Distância percorrida: 114,0 km
Velocidade média (estimada): 18 km/h
Após o terceiro abastecimento - 8,06 litros
Consumo de combustível: 10,0 km/l
Distância percorrida: 57,5 km
Velocidade média (estimada): 17 km/h
Após o terceiro abastecimento - 6,0 litros
Consumo de combustível: 12,8 km/l
Distância percorrida: 66,3 km
Velocidade média (estimada): 22 km/h
Acumulado até o fim da avaliação - média geral
Consumo de combustível: 12,4 km/l
Distância percorrida: 913,4 km
Velocidade média (estimada): 20 km/h
Boletim comentado da Fiat Toro Ranch 2.2 Turbodiesel 4x4

Design = 9,5
A reestilização da Fiat Toro é a mais abrangente já feita na parte externa desta picape desde o seu lançamento no Brasil, há dez anos. As modificações deixam o visual mais robusto (característica muito valorizada nesta categoria), e agradam bem mais quando a picape é vista ao vivo do que em fotos. Agora, toda a iluminação externa é de LED, e as novidades nas lentes superiores, grade, para-choques, rodas, tampa traseira e lanternas dão à Toro um aspecto mais contemporâneo, antecipando-se às novidades esperadas para este segmento no Brasil - como Renault Niagara, BYD Mako e Volkswagen Tukan. Além disso, a versão Ranch teve modificações que, a nosso ver, a deixaram mais interessante. A grande moldura cromada em volta da grade dianteira deu lugar ao plástico fosco, mantendo-se os cromados nas barras verticais (deixando o visual mais discreto e o material da moldura mais condizente com um veículo de proposta de uso fora-de-estrada), enquanto as rodas de 18 polegadas estão bem mais bonitas que as do modelo anterior e os estribos laterais ficaram mais integrados à carroceria. Com esta reestilização, a Toro se alinha à filosofia "Pixel" de design que foi adotada no Grande Panda italiano e em outros modelos mais recentes da Fiat, garantindo sobrevida à esta geração da picape por mais alguns anos.
Espaço interno = 9,0
Neste aspecto, a Toro permanece com as características já conhecidas. Com tamanho intermediário entre as picapes compactas e as de porte médio concebidas sobre chassi, a Toro oferece bom espaço para quatro adultos de 1,80 metro de altura e uma criança, principalmente para a cabeça; as pernas de quem senta atrás ficam próximas do banco da frente, mas sem encostar. Se forem cinco adultos, o ocupante do meio do banco traseiro irá com um tanto menos de conforto, pois o assento é mais alto, o encosto é mais vertical e há o ressalto do túnel central no assoalho - que até permite acomodar os pés, mas em posição elevada. A cabine dispõe de bons espaços para guardar objetos, especialmente no console central, que se somam aos bons nichos disponíveis nos forros das portas dianteiras e nos apoios de braço. A caçamba traz o volume de 937 litros, possuindo comprimento de 1,33 metro por 1,36 metro de largura máxima e 1,09 metro de largura entre as caixas de roda. Dentro do segmento de picapes monobloco oferecidas no Brasil, é uma das maiores capacidades disponíveis.
Conforto = 9,25
Este é um bom atributo da Toro dentro de seu segmento. A direção elétrica tem ótima progressividade, sendo bastante leve nas manobras de estacionamento e transmitindo segurança à medida em que se desenvolve maior velocidade. O conjunto de suspensão transmite bom nível de conforto em pisos ruins, principalmente considerando que esta versão é preparada para um uso fora-de-estrada. A cabine é bem isolada de ruídos e, principalmente, de vibrações. A operação do ar-condicionado também agrada, sendo capaz de esfriar rapidamente a cabine mesmo sob calor forte. O apoio de braço dianteiro é prático, podendo ser deslocado mais para a frente. Já o freio de estacionamento eletrônico com acionamento automático e o Auto Hold garantem maior conforto na utilização cotidiana desta picape: nas paradas, não é necessário manter o pé no freio. O comprimento da carroceria da Toro e o diâmetro de giro grande podem exigir um pouco de paciência em lugares muito apertados, mas é uma picape mais fácil de ser usada do que as médias construídas sobre chassi e, em velocidades baixas, o volante fica bem leve para ser esterçado com maior facilidade.
Acabamento = 8,5
O acabamento da Fiat Toro utiliza materiais mais simples do que seus irmãos de plataforma Rampage, Renegade, Compass e Commander - mas, ainda assim, a picape demonstra ter mais refinamento do que outras opções deste segmento. O couro marrom, de boa qualidade, reveste bancos, volante, painéis de porta dianteiros, coifa da alavanca de câmbio e apoios de braço; além disso, há o forro de teto moldado em tecido macio, para-sóis em material espumado, porta-copos com garras emborrachadas e cuidados como os espessos forros empregados na coluna de direção, os botões com emborrachamento no painel e os fechos dos cintos dianteiros com laterais acarpetadas, por exemplo. Porém, os forros de porta traseiros também mereciam o capricho dos insertos em couro e, em pisos ruins, notaram-se alguns barulhinhos em certas situações. Mas praticamente não existem parafusos aparentes, e os plásticos são, no geral, bem-cortados e encaixados.
Equipamentos = 9,25
A Toro Ranch vem com um pacote de equipamentos que é bem completo para uma picape de porte intermediário - e todos os itens são de série nesta versão, sem opcionais de fábrica. A lista inclui banco do motorista com ajustes elétricos (inclusive lombares, em duas direções), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros com câmera de ré, apoios de braço dianteiros e traseiros, ar-condicionado automático digital de duas zonas, chave presencial com partida remota, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva e retrovisor interno eletrocrômico. Porém, no quadro de instrumentos digital, as versões movidas a diesel não possuem o menu de performance (com porcentagens de uso de potência e turbina, além de medidor da força G), presente nas versões flex mais baratas. Em relação à Toro Ranch que avaliamos anteriormente, o modelo novo perdeu a iluminação do porta-luvas e o ajuste lombar para cima e para baixo no banco do motorista. E, agora que Pulse e Fastback possuem a opção do teto panorâmico nas suas versões mais completas, sente-se ainda mais a falta do teto solar para a Toro. Este item esteve disponível como opcional para a picape desde os seus primeiros anos de fabricação, mas deixou de ser oferecido logo após a reestilização de 2021. Nem na Rampage o teto solar é oferecido.
Instrumentos, Multimídia & Sistema de Som = 9,0
O quadro de instrumentos utiliza tela de 7 polegadas, mesma medida presente em versões de Jeep Renegade e Fiat Pulse/Fastback. O layout, que passou por uma atualização, é agradável e dividide as informações em seis submenus. Mesmo sendo menor que a tela de 10,25 polegadas da Rampage, de um modo geral a Toro aproveita melhor o tamanho do seu display, pois a Ram exibe alguns ícones e textos em tamanho muito pequeno. A picape da Fiat exibe na tela a marcha engatada em Drive (D1, D2...), permitindo ao motorista uma melhor noção da operação da transmissão.
A tela do sistema multimídia possui 10,1 polegadas e fica em posição vertical. Com boa nitidez, o aparelho permite a criação de perfis de usuário e operação intuitiva, assemelhada a um smartphone ou tablet. Também é possível espelhar o conteúdo do celular sem fio, carregar o smartphone por indução (inclusive com resfriamento) e parear dois aparelhos por Bluetooth. Ao todo, são quatro entradas USB: duas do tipo C e duas do tipo A (as entradas dianteiras possuem função de dados, enquanto as portas traseiras são exclusiva para carregamento). Também vale destacar a ampla personalização do sistema através de perfis de usuário, a rede de internet integrada ao veículo e os serviços conectados, que permitem comandos remotos através de aplicativo no smartphone, além de concierge e chamada de emergência. Mas, no exemplar avaliado, a tela nem sempre reagia adequadamente aos toques.
Mesmo sem um sistema de som de grife, os seis alto-falantes presentes na Toro transmitem qualidade de áudio agradável (um pouco mais do que no Fastback que avaliamos recentemente), com boa definição espacial e amplo volume. É preciso, porém, atenuar os graves no equalizador para que a sonoridade não fique tão abafada.
Desempenho = 9,25
A substituição do motor 2.0 Multijet pelo 2.2 Turbodiesel de 200 cavalos e 45,9 kgfm no início de 2025 fez um bem danado à Toro. Para começar, a responsividade do pedal do acelerador está perceptivelmente melhor no modelo novo, o que ajuda a extrair melhor a força - mesmo exercendo pouca força no pé direito. Subidas e ultrapassagens são feitas com agilidade surpreendente, e as acelerações e retomadas ficaram perceptivelmente mais ágeis do que na Toro 2.0: na aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, a picape cumpriu a prova em 2,2 segundos a menos. Agora, o desempenho da versão movida a diesel está até ligeiramente melhor do que nas configurações com o motor 1.3 Turbo Flex.
Dirigibilidade = 9,0
O comportamento da Toro lembra o de outros veículos construídos sobre a plataforma Small-Wide: é bem neutro, com tendências leves à saída de frente em velocidades mais altas no asfalto (ela só desgarra de traseira quando muito provocada na terra, com os controles eletrônicos desabilitados), e lembra muito mais a dirigibilidade de um SUV monobloco do que de uma picape feita em cima de chassi, sendo bem assentada ao chão. A direção elétrica conta com calibração bem-ajustada para velocidades mais elevadas, mas tem efeito um tanto quanto anestesiado em desvios rápidos de trajetória.
Segurança = 9,25
A Toro Ranch vem de série com 6 airbags, alerta sonoro em caso do não-uso dos cintos dianteiros e traseiros, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em subidas, ajuste de altura dos cintos dianteiros, fixações para cadeirinhas infantis, freios a disco nas rodas dianteiras e tambores atrás, faróis com comutação automática do facho baixo para o alto (e vice-versa), alerta de colisão frontal com frenagem autônoma de emergência e alerta de saída da faixa de rodagem com assistente de permanência na pista. O monitoramento de veículos em pontos cegos seria uma adição importante para a Toro - até por ser um item disponível em carros mais baratos (como no Jeep Renegade, feito na mesma linha de produção da picape da Fiat) e que, sem dúvida, ajudaria no uso cotidiano de um veículo de quase 5 metros de comprimento. Se serve de consolo, a picape da Fiat adotou freios a disco nas quatro rodas - sistema que ajuda a parar a picape em espaços ligeiramente mais curtos.
Consumo de combustível = 9,25
A introdução do motor 2.2 Turbodiesel também veio acompanhada de uma redução no consumo de diesel. O modelo anterior havia feito 10,8 km/l em uso predominantemente urbano; agora, nossa média foi de 12,4 km/l. O fato do tanque desta versão à diesel ser 5 litros maior do que nas opções Flex da Toro ajuda a garantir uma maior autonomia - aspecto especialmente desejável em viagens mais longas. O percentual do Arla 32 exibido no quadro de instrumentos ajuda o motorista a ter um melhor monitoramento do gasto deste reagente em trajetos maiores.
Relação custo-benefício = 8,5
Para quem busca uma picape de porte intermediário, que possa ser utilizada tanto para o trabalho quanto para ser conduzida com conforto dentro da cidade, a Fiat Toro continua a ser um produto com características atraentes. Junto com a Rampage, a alternativa da Fiat é uma das poucas que contam com a opção de motor movido a diesel, ainda preferido por uma parcela significativa da clientela (em especial, os clientes vindos de picapes médias feitas sobre chassi), além de dispor das opções abastecidas com gasolina e/ou etanol. A virtude da Toro está no fato de ser uma picape que não chega a extrapolar os 5 metros de comprimento, mas que oferece bom espaço interno, lista satisfatória de equipamentos, variedade de versões e dirigibilidade agradável, sem alguns dos desconfortos típicos de picapes do segmento logo acima. Isso explica seu sucesso, mesmo depois de 10 anos de estrada (perdão pelo trocadilho). A versão Ranch carrega o status de ser uma versão topo-de-linha e dispõe de decoração externa e interna exclusiva - que foi refinada nesta reestilização. Porém, o valor de tabela assusta, sendo mais elevado do que o da Ram Rampage Big Horn e também mais alto do que o valor da Toro Volcano Diesel com o pacote Tech, que inclui nessa versão os itens que praticamente à igualam com a opção topo-de-linha, como central multimídia com tela de 10,1 polegadas, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e comutação automática do facho dos faróis. Com isso, é preciso se encantar muito com os detalhes adicionais da Ranch para pagar este valor a mais. Mas vale a pena consultar a concessionária de sua preferência - porque, na prática, estes preços normalmente costumam ser menores.
Nota Final = 9,1
As notas são atribuídas considerando a categoria do automóvel analisado, os atributos oferecidos pelos concorrentes (diretos ou por aproximação), além das expectativas entre o que o modelo promete e o que, de fato, oferece. Um mesmo carro avaliado duas vezes pode ter sua nota diminuída em uma avaliação posterior, caso não evolua para os níveis de exigência que se aprimoram continuamente no mercado automotivo. Frações de pontuação adotadas: x,0, x,25, x,5, x,75. Em caso de notas com valores fracionados na casa dos centésimos, os décimos da nota do resultado final são arredondados para cima. Critérios - Design = analisado o aspecto estético do automóvel, considerando-se as linhas e formas do veículo, bem como as proporções entre tamanho de rodas e o restante da carroceria, a presença de itens de estilo diferenciados, entre outros detalhes. Espaço interno = julgada a amplitude do espaço para passageiros (dianteiros e traseiros, de acordo com a capacidade declarada do carro), locais para acomodar objetos e bagagem. Conforto = considera o nível de comodidade transmitida pelo conjunto de suspensão e pela operação de transmissão, pedais, alavancas e outros mecanismos, bem como o nível de ruído e de vibrações dentro do automóvel, a posição de dirigir, a ergonomia interna e outras amenidades adicionais. Acabamento = analisada a atenção aos detalhes internos do veículo (encaixes de peças, qualidade dos materiais empregados e padronagens dos revestimentos). Equipamentos = analisam-se itens de série e opcionais disponíveis no automóvel avaliado. Aqui são considerados os equipamentos de conveniência. Instrumentos, Multimídia & Sistema de Som = na análise do quadro de instrumentos, são julgados a facilidade de leitura e a disponibilidade de informações. O sistema multimídia do veículo é avaliado de acordo com os recursos disponíveis (espelhamento de tela de celulares, entradas para dispositivos, facilidade de operação do aparelho, visualização de câmeras, etc). Caso o veículo avaliado não possua um sistema multimídia mas disponha de rádio, este aparelho será analisado sob os mesmos critérios. Se o automóvel não dispuser de sistema de áudio, iremos considerar a presença de pré-disposição para som (fiação, antena e falantes). Desempenho = julgadas a aceleração do veículo, as retomadas de velocidade e a entrega de torque e de potência pelo automóvel. Dirigibilidade = são analisados o comportamento em curvas, a manobrabilidade do veículo (incluindo diâmetro de giro e número de voltas de batente a batente do volante) e o funcionamento da transmissão. Segurança = levam-se em conta a visibilidade pelos retrovisores e pela carroceria, a iluminação do veículo, os itens de proteção ativa e passiva, o desempenho nas frenagens (assim como a modulação do pedal do freio) e a presença e facilidade de operação dos assistentes de condução. Consumo de energia/combustível = energia/combustível gasto durante a avaliação e autonomia. Custo-benefício = avaliada a relação de vantagem entre o preço pago e o que o carro entrega.
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