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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Avaliação: ao volante, Fiat Toro Freedom Flex justifica vendas em alta


Fotos, vídeo e edição | Júlio Max, de Teresina (PI)
Colaborador | Francisco Santos
Agradecimentos | Assessoria de Imprensa Fiat-Chrysler

Ainda estão frescas na memória as lembranças do primeiro contato com o Fiat Toro no dia de seu lançamento, em 15 de fevereiro: desde a chegada daquele modelo de visual futurista, o movimento de pessoas interessadas (sejam proprietárias de picapes pequenas, médias-grandes ou até mesmo quem nunca se atraiu por uma picape) disparou: no Piauí, o Toro vende mais que a Strada desde abril. Neste mesmo mês, tivemos a oportunidade de avaliar a versão Freedom 4x2 Diesel manual - e agora, é hora de analisar em detalhes a versão Freedom 1.8 Flex automática, uma das mais comercializadas (tanto pelo preço de compra inferior, quanto pela comodidade da transmissão de 6 marchas de série).


Se fosse gente, o Toro não seria homem ou mulher, mas sim genderfluid (pessoa não-binária). Aparentemente, trata-se de uma picape média, mas ela não é construída sobre chassi como as representantes deste segmento, e sim sobre a plataforma de um utilitário esportivo - o Jeep Renegade. Assim, analisando por fora sem conhecer, diríamos: "a Toro". Mas o Toro gosta de ser tratado no masculino e se assume como SUP, ou Sport Utility Pick-Up.



Por fora, o Toro apresenta visual com apelo aventureiro, reforçado pelas molduras plásticas que circundam a parte inferior dos para-choques e das laterais, além do rack de teto que lembra um aerofólio, com toques de modernidade como as luzes de posição em LED e os faróis de neblina com função "cornering" (perceba, em algumas fotos, que as rodas estão apontando para um lado e a luz correspondente a esta direção está acesa). Em relação à versão Freedom Diesel que avaliamos, há apenas duas diferenças: a óbvia exclusão do logotipo nas portas e o estilo das rodas, que nesta versão são de 16 polegadas, com pneus 215/65 Bridgestone Dueler H/T. Atrás, as lanternas prolongadas e a tampa traseira bipartida são uma espécie de marca registrada do modelo.


Internamente, o Toro traz detalhes incomuns a uma picape, como a boa amplitude interna, a atenção ao acabamento e a boa disponibilidade de equipamentos. Até pouco tempo desconhecida no segmento, a direção elétrica progressiva (com regulagem em altura e profundidade) possui uma maciez digna de elogios ao manobrar. À esquerda situam-se os atalhos do computador de bordo e de telefonia (comandos de voz, atender e recusar chamadas); ao lado direito, estão os comandos do controlador e limitador de velocidade. Há ainda botões na parte de trás dos raios, que, no lado esquerdo, alternam as faixas/estações de rádio, e à direita ajustam o volume.


O computador de bordo traz tela monocromática de 3,5 polegadas, porém de boa definição. Exibe velocímetro digital, limitador de velocidade (entre 30 e 200 km/h), monitoramento individual da pressão dos pneus (em nosso carro, este recurso não estava operante), temperatura da transmissão, quilometragem restante para revisão (a cada 10 mil km, enquanto na versão Diesel os intervalos são de 20 mil quilômetros), horímetro do motor, trip A e trip B com tempo decorrido, distância percorrida e consumo, marcador de autonomia, informações sobre música e personalização de opções (como o que exibir nos cantos superiores da tela, ou desativação de recursos de segurança como o assistente de partida em subidas e o airbag frontal do passageiro).


O sistema multimídia Uconnect integra tela touchscreen de 5 polegadas, seis alto-falantes (um em cada porta e outros dois no painel), Bluetooth para telefonia e streaming de áudio, câmera de ré com linhas de guia, comandos de voz, reprodução de músicas em formato MP3, GPS com informações de trânsito em determinadas regiões, duas entradas USB, duas tomadas 12 Volts (que funcionam unicamente com a chave no contato) e entrada auxiliar, além de bússola, informações do computador de bordo e múltiplas opções de configurações (distribuição e intensidade do som, acendimento dos faróis, acionamento dos vidros e travas, entre outros). Vale destacar que a corrente elétrica é bem eficiente, e a operação da central é facilitada com os botões grandes e os comandos giratórios.


A alavanca esquerda ajusta entre acender somente as luzes de posição ou os faróis, enquanto no canto inferior direito estão os botões de acionamento dos faróis e lanterna de neblina, além do comando regulador da intensidade de iluminação. Interessante que esta graduação do brilho não afeta só a tela do computador de bordo, como também a iluminação dos principais comandos. Ainda tratando de iluminação, a luz no porta-luvas é item de série, mas o foco de luz para a caçamba é opcional.


Com ajuste de meio em meio grau, o ar-condicionado digital permite escolher temperaturas entre 16 e 32 graus Celsius, diferenciadas entre motorista e passageiro; há também modos de sincronia e ajuste automático da temperatura. É praticamente o mesmo sistema do Renegade, com exceção do desembaçador traseiro, que é ausente no Toro. Se serve de consolo, o compartimento oculto pelo apoio de braço dianteiro é refrigerado.


Além das luzes de cortesia (que acende ao abrir as portas dianteiras, permitindo enxergar o chão em locais escuros), os retrovisores externos são rebatíveis ao travar as portas (ou por botão manual), trazem piscas em LED e o espelho direito possui a função tilt-down, apontando para baixo ao engatar a ré, facilitando as manobras de estacionamento.


O espaço para os passageiros foi privilegiado, com distância entre-eixos de 2,99 metros (O.K., parte deste comprimento envolve a caçamba). Quatro adultos e uma criança não têm do que reclamar: há bom espaço para a cabeça (mesmo com o teto solar tomando alguns centímetros na parte superior) e para as pernas. Atrás, os passageiros contam com descansa-braço com porta-objetos e porta-copos integrado, além de entrada USB e tomada 12 Volts - e, mais importante, de dois pontos de fixação ISOFIX para cadeirinhas infantis. O encosto do banco traseiro pode ser rebatido. Abaixo do banco do motorista estão as ferramentas para trocar o pneu.


São itens de série da versão Freedom: alertas de limite de velocidade e manutenção programada, alças de teto traseiras com luzes de leitura, alças fixas nas colunas dianteiras, apoio de pé para o motorista, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, porta-revistas, porta-latas nas portas, chave-canivete com abertura e fechamento das portas e vidros, além de destravamento da caçamba e acendimento das luzes de posição (para achar o carro em locais escuros), direção elétrica com ajuste de altura e profundidade, espelhos nos para-sóis, faróis com função Follow me home, limpador e lavador do para-brisa com intermitência, soleira cromada no para-choque traseiro, controlador automático de velocidade, porta-escadas (!), travamento das portas a 20 km/h, indicador de portas abertas, luz interna com temporizador e travamento da tampa do combustível, lanterna de neblina porta-luvas iluminado, porta-óculos (ausente em "nosso" carro), computador de bordo, luzes de seta nos retrovisores, 4 vidros elétricos com função um-toque (com recurso anti-esmagamento para o motorista), sensor de ré e um sistema de som mais simples, batizado Connect, com rádio com função RDS (exibição de informações disponíveis na tela), comandos no volante, entradas USB e auxiliar no console central, além de Bluetooth para ligações e streaming de áudio. 


Prática, a caçamba tem tampa bipartida: um botão embutido no escudo da Fiat abre a parte esquerda, e empurrando-se uma alavanca para baixo, é aberta a tampa direita. Esta operação poupa o usuário do esforço das pesadas tampas sem amortecimento vistas em muitas picapes médias grandes; além disso, o protetor plástico da caçamba e os ganchos de fixação de cargas são de série, mas a capota marítima com drenos, que leva o logotipo Mopar, é opcional. A capacidade volumétrica é de 820 litros - mais que a Strada cabine simples e menos que picapes como S10 e Ranger - mas por ser Flex, a capacidade máxima de carga é de 650 quilos, ante 1000 kg da versão Diesel.


Em termos de segurança, o conjunto de série é composto por: ASR (controle de tração, que pode ser desativado), airbags frontais (a bolsa do motorista traz furo de alívio de pressão que ajusta a vazão do ar de acordo com a intensidade do impacto e do biotipo do motorista), ESP (controle de estabilidade), cintos de 3 pontos (reguláveis em altura na frente) e apoios de cabeça para os cinco ocupantes, freios ABS com distribuição eletrônica da força de frenagem (a disco na frente e a tambor na traseira) e o Hill Holder (atua nos freios por alguns segundos após o freio de mão ser acionado, evitando que o carro desça em ladeiras). Opcionalmente há o pacote que integra monitoramento individual da pressão dos pneus, além de airbags laterais dianteiros, de cortina e para os joelhos do motorista, totalizando 7 bolsas infláveis.


O motor 1.8 16 válvulas E.torQ EVO VIS (sigla em inglês para sistema de admissão variável) não é o suprassumo da modernidade, mas na picape da Fiat teve seu rendimento aprimorado em relação ao Jeep Renegade, que já tinha recebido um leve incremento de força em relação aos carros da Fiat que adotam esta motorização. O aumento de força é providencial em um modelo de 1619 quilos. São 135 cavalos com gasolina e 139 cv com etanol (sete a mais que o Jeep), a 5750 rpm. O torque é de 18,8/19,3 kgfm a 3750 rpm, mas mesmo abaixo de 2000 rotações há uma boa disposição, uma vez que esta é a faixa em que o motor gira na cidade em aproximadamente 80% de seu tempo de funcionamento.


O parceiro do propulsor é o câmbio automático de 6 marchas (do tipo tradicional, com conversor de torque - bem mais suave em relação aos automatizados tipicamente utilizados pela marca, como pudemos aferir com o Bravo Blackmotion). Ao pisar no acelerador em até 30% de seu curso, o motor irá priorizar a economia; quando o pedal é pressionado em mais de 40% do curso e o motor está acima de 4000 rpm, o torque é entregue de forma mais rápida.


Ao volante, o Toro garante tranquilidade ao motorista, graças à direção levíssima, que dá uma ajuda fundamental na hora de entrar e sair de espaços apertados - o raio de giro nesta versão é de 12,2 metros, ante 12,9 m nas opções a diesel. A visibilidade é acima da média, com seus grandes retrovisores e o auxílio da câmera de ré. A despeito de seu corpão, o torque do motor garante boa disposição em praticamente todas as situações - menos em subidas muito íngremes e com ar ligado, situação em que fica mais "amarrado". Nos testes da Fiat, o Toro acelera de 0 a 100 km/h em 12,2 segundos com etanol (12,8 s com gasolina) e alcança a velocidade máxima de 175 km/h (172 km/h utilizando gasolina). Voltando à questão da ideologia de gênero: mesmo sendo uma picape, o Toro transparece uma sensação de guiar que lembra o Renegade.


Já o câmbio proporciona passagens de marcha bastante suaves, praticamente imperceptíveis, tanto que é preciso se guiar pelo quadro de instrumentos para saber a marcha engatada... Sua operação é caracterizada por engatar marchas longas em velocidades baixas no intuito de diminuir o nível de ruído e tentar poupar combustível. Apenas em acelerações bruscas e no modo manual fora do tempo certo é que o câmbio vai reclamar; neste modo sequencial, há indicador de trocas de marcha e borboletas no volante para facilitar o processo (também é possível passar as marchas na alavanca), mas o câmbio também pode executar operações automaticamente para minimizar desgastes.


As médias de consumo, com gasolina e em percurso "relativamente" urbano, oscilaram entre 5,4 e 6,6 km/l, mais próximos das médias obtidas pelo Inmetro com etanol (5,8 km/l) do que com gasolina (8,3 km/l). Mesmo considerando o tanque de 60 litros, a autonomia não chega a ser muito animadora...


Vale destacar a suspensão: o conjunto é formado na dianteira pelo esquema McPherson e atrás pelo Multi-link, assim como o Renegade, o que garante mais flexibilidade em terrenos desnivelados e, em altas velocidades, garante mais estabilidade. Já a absorção de irregularidades do solo com estes pneus é similar ao da versão Diesel que avaliamos, que tinha rodas 1 polegada maiores. Mesmo sem dispositivos específicos para o uso no fora-de-estrada, a altura em relação ao solo de 20,6 centímetros permite transpor boa parte dos obstáculos cotidianos.


O Fiat Toro 1.8 Flex Freedom tem preço inicial de R$ 79 240. A pintura metálica Vermelho Tribal de "nosso" carro, metálica, acrescenta R$ 1512. Ainda deverão ser adicionados para ficar igual ao Toro das imagens: teto solar elétrico (R$ 3833), Kit Safety (por R$ 3716, inclui airbags laterais dianteiros, de cortina e para os joelhos do motorista, além do sensor individual de pressão dos pneus), bancos revestidos em couro (R$ 2186), Kit Techno 1 (ao preço de R$ 4920, traz ar-condicionado digital de duas zonas, volante revestido em couro com borboletas para trocas de marcha, tapetes em carpete e sistema multimídia Uconnect), Kit Pleasure 1 (pelo preço de R$ 2080, inclui faróis de neblina, retrovisores elétricos com memoria, função tilt-down do lado direito ao engatar a ré, rebatimento e luz de cortesia, além da capota marítima), Kit Pleasure 2 (por R$ 1753, agrega apoio de braço dianteiro com entradas USB e tomada 12 Volts para os ocupantes do banco traseiro, alarme, desanca-braço traseiro, brake-light (!) com iluminação de caçamba, Kit externo [grade frontal com filetes cromados, além de capas dos retrovisores e maçanetas externas pintadas na cor da carroceria], Kit High Tech [sensor de chuva, acendimento automático dos faróis e retrovisor interno eletrocrômico], para-sois iluminados e porta-objetos embutido no banco do passageiro), além das rodas de liga leve de 16 polegadas com pneus 215/65 (R$ 1647), totalizando o valor de R$ 100 887.


O Fiat Toro está disponível nas cores Branco Ambiente, Preto Shadow, Vermelho Colorado (sólidas), além das metálicas Marrom Horizon, Prata Melfi, Verde Botanic, Preto Carbon e, evidentemente, no Vermelho Shadow das imagens. A garantia é de 3 anos, opcionalmente expansível para 4 ou 5 anos. Com a produção aquecida, ainda não está disponível a versão 1.8 Flex com câmbio manual, porém ela está nos planos da Fiat para um futuro próximo, como opção mais acessível.


Boletim comentado do Fiat Toro Freedom Flex AT6

Design_ 9,25
Com os kits oferecidos como opcionais, o Fiat Toro Freedom deixa de lado o ar simples para adotar uma postura mais cosmopolita, com os cromados que adornam grade, moldura dos faróis de neblina e para-choque traseiro, além de retrovisores com luzes de seta e focos de iluminação úteis à noite. Isoladamente, as rodas de liga leve de 16 polegadas tem belo estilo, mas parecem pequenas diante das caixas de roda do Toro, o que a fez ter nota 0,25 décimo inferior ao modelo Freedom Diesel, que conta (como opcional) com rodas aro 17'', mais proporcionais ao tamanho da carroceria.

Espaço interno_ 9,0
As dimensões avantajadas do Toro contribuem para uma amplitude interna comparável a de uma picape média, ainda que por fora o modelo da Fiat não seja exageradamente grande. É um dos méritos de se construir uma picape sobre um monobloco ao invés de chassi. Desta forma, quatro adultos não têm do que reclamar; uma quinta pessoa provavelmente falaria mal do descansa-braço, que quando fechado incomoda um pouco as costas, e do túnel central do piso, mas não tira o mérito do espaço para cabeça e pernas ser um dos maiores em sua faixa de mercado. Isso sem falar na caçamba, muito mais ampla que o porta-malas de 260 litros do Renegade...

Conforto_ 9,0
Além da inegável despreocupação que o câmbio automático proporciona, e do fato do nível de ruído do motor da versão Flex ser significativamente inferior ao da versão Diesel, o Toro tem rodar suave, transmitido tanto pela direção elétrica quanto pela suspensão que filtra de forma regular as imperfeições do solo. O típico sacolejo que as picapes dão aos passageiros com a caçamba vazia neste caso é atenuado pelo centro de gravidade menor e pela caçamba integrada à carroceria.

Acabamento_ 8,75
Ainda que o Toro não seja tão refinado quanto o Renegade (sem plásticos emborrachados no painel ou revestimentos nas portas traseiras), para uma picape o cuidado interno é acima da média: há teto moldado em tecido, bancos revestidos em couro, porta-objetos com fundo emborrachado e maçanetas internas metalizadas. A ressalta vai para os plásticos rígidos: as fivelas dos cintos dianteiros raspam nas colunas e a parte interna da tampa direita da caçamba estava bastante riscada.

Equipamentos_ 9,0
A boa sacada da Fiat foi disponibilizar itens ainda incomuns para o Toro, mesmo que opcionais. De série, o pacote de itens é o esperado para um automóvel de 80 mil reais, que inclui ar-condicionado, direção elétrica com regulagem de altura e profundidade, rádio com entrada USB e Bluetooth, vidros elétricos com função um-toque e sensor de ré. As opções incluem equipamentos incomuns para uma picape, como teto solar elétrico, ar digital com duas zonas, câmera de ré e borboletas para trocas sequenciais de marcha no volante.

Desempenho_ 8,0
O Toro Flex é manso, já que sua proposta é mais urbana - as versões Diesel e 4x4 assumem a vertente aventureira. Ainda assim, o modelo mostra bom fôlego mesmo na cidade, já que foi feito um trabalho para incrementar a disponibilidade do torque em baixas rotações - portanto, é um daqueles carros em que a ficha técnica não anima, mas na convivência diária se sai bem. Já nas situações em que se demanda ainda mais força, o prudente é utilizar o câmbio em modo sequencial.

Segurança_ 9,5
De série, traz um pacote abrangente de itens de segurança: os controles eletrônicos de tração e estabilidade ainda estão se propagando entre as picapes, bem como o assistente de partida em subidas. A sensação de segurança ao guiar também é boa, com a boa visibilidade e os auxílios da câmera de ré e sensor de estacionamento. O monitoramento da pressão dos pneus e as bolsas infláveis laterais, de cortina e para os joelhos do motorista valem os R$ 3716 adicionais (de "brinde", estão atrelados os revestimentos de couro).

Consumo_ 7,0
Era de se esperar que o Toro Flex fosse menos econômico que a versão Diesel, já que a diferença de concepção entre os dois motores favoreceria o motor do ciclo Otto em termos de consumo de combustível. E na prática, a diferença foi bem nítida a favor do modelo Diesel, mesmo considerando que, básico, custa R$ 18 030 a mais em relação à Flex básica. Por via das dúvidas, se está em mente adquirir um Toro Flex, cadastre-se na promoção "Tanque Cheio" do Fiat Club (que dá um ano de combustível grátis) e boa sorte...

Custo-benefício_ 9,0
Ainda que o Fiat Toro tenha recebido dois reajustes de preço desde seu lançamento, o modelo segue firme como uma opção no segmento de picapes que merece ser analisado até por quem nunca se viu como proprietário/proprietária de uma picape. A Renault já reagiu, com uma versão automática da Duster Oroch 2.0 (esperamos poder fazer uma avaliação com ela também...), ao preço de R$ 78 180 com pintura metálica, portanto, mais em conta que o Toro mais simples. Como diria o filósofo grego Aristóteles, "a virtude está no meio", e nesse quesito o Toro encontra a medida certa para o sucesso: nem apertado e simples como as picapinhas, nem gigante e pouco refinado como algumas das picapes médias-grandes. A Fiat, entretanto, deveria disponibilizar mais uma versão agregando os principais dos (muitos) opcionais do Toro como itens de fábrica, como ocorreu com a série limitada Opening Edition. Além de poupar os consumidores (e a própria fábrica de Goiana, Pernambuco) de pedidos bastante específicos, uma opção como essa tende a manter maior valor de revenda no futuro. Quem sabe uma versão Volcano Flex? Queremos royalties por essa ideia caso ela seja aplicada...

Nota Final = 8,7

As notas são atribuídas considerando a categoria do carro analisado, os atributos oferecidos pelos concorrentes, além das expectativas entre o que o modelo promete e o que, de fato, oferece. Frações de pontuação adotadas: x,0, x,25, x,5, x,75. Critérios - Design = aspecto externo. Espaço interno = amplitude do espaço para passageiros (dianteiros e traseiros) e bagagem. Conforto = suspensão, nível de ruído, posição de dirigir, comodidades. Acabamento = atenção aos detalhes internos. Equipamentos = itens de tecnologia e conforto, sejam de série ou opcionais. Desempenho = aceleração, velocidade máxima, retomada, handling e outros fatores. Segurança = itens de proteção ativa e passiva. Consumo = combustível gasto e autonomia. Custo-benefício = relação de vantagem entre o preço pago e o que o carro entrega.

A Galeria de Fotos do Fiat Toro Freedom Flex AT6 está linda! Confira:





Um comentário:

  1. Uma excelente picape, bom para cidade e também para estrada, pena que o preço seja tão salgado, mesmo sendo um Fiat. Pra quem quiser, dá pra saber o preço do seguro Fiat Toro aqui http://segurodecarrovalor.com.br/seguro-novo-fiat-toro-2017-valor/

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