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domingo, 8 de novembro de 2015

Após 10 anos, Toyota Hilux muda por inteiro



Em abril de 2005, a Toyota Hilux passou por uma transformação radical, que eliminou os traços quadrados em favor de um estilo robusto, com interior próximo ao conforto dos automóveis. As rivais correram atrás e a Hilux se acomodou na vice-liderança (chegando a ultrapassar a S10 em vendas durante este ano), ainda que em 10 anos tenham sido promovidas apenas duas mudanças estéticas em 2008 e 2011. Agora, a picape é apresentada em uma geração renovada, e que promete fazer sucesso assim que chegar às concessionárias Toyota a partir de 18 de novembro - ainda que sob o efeito colateral do grande aumento de preços.


Acompanhando as mudanças profundas que recebeu na Tailândia e Austrália, a Hilux teve sua evolução pautada nos anseios de quem já possuía a picape, com ganhos em segurança, dirigibilidade, durabilidade e conforto. No Brasil, serão oferecidas seis versões: chassi-cabine 4x4 (sem caçamba) e câmbio manual; Standard 4x4 (com cabine simples ou dupla, ambas com câmbio manual de seis marchas); SR, SRV e a topo de linha SRX, equipadas com tração 4x4 e transmissão automática de seis marchas.



A nova Hilux está 7 centímetros mais longa (5,33 metros), 2 cm mais larga (1,85 m) e 4,5 cm mais baixa (1,81 metro), com o entre-eixos inalterado de 3085 mm. Os destaques visuais são a grade "infiltrada" aos faróis como no Corolla, eliminação da entrada de ar do intercooler, para-lamas mais robustos, capas cromadas dos retrovisores, faróis de LED na versão SRX com projetor e ajuste automático de altura, rodas de 17 polegadas (em aço com pneus 225/70 nas versões básicas e de liga leve com pneus 265/65 nas versões SR e SRV) e 18 polegadas (265/60 na versão SRX),  maçaneta da caçamba cromada com câmera de ré integrada, dois vincos no teto que favorecem a aerodinâmica e lanternas mais largas, que invadem as laterais.




Nas versões cabine dupla, a caçamba está 0,5 centímetro maior (1,525 metro), 2,5 cm mais larga (1,54 m) e 3 cm mais alta (48 cm).



Por dentro também houve mudança total, com aspectos que lembram o Corolla e o RAV4. Nas versões SRX e SRV, um friso metálico horizontal cruza o painel de instrumentos de ponta a ponta. o painel de instrumentos assume a cor azul, e o volante conta com controles de volume e telefone desde a versão SR. Desde a versão chassi-cabine, a Hilux conta com direção hidráulica progressiva, ar-condicionado, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, medidor de economia de combustível, aviso sonoro de chave na ignição e luzes acesas, limpador do para-brisa com temporizador e nivelador dos faróis.



A versão SR vem com vidros com dispositivo antiesmagamento, travas e retrovisores elétricos, com função "um toque" para subida e descida, display monocromático no quadro de instrumentos, porta-luvas refrigerado, ar-condicionado analógico, apoio de braço com dois suportes para copos na parte de trás, banco traseiro bipartido em proporção 60/40 e sistema de som com tela sensível ao toque de 7 polegadas com DVD, MP3 Player, entrada auxiliar de vídeo, 6 alto-falantes e com visor da câmera de ré e informações sobre o consumo de combustível.



Na Hilux SRV, há controlador de velocidade de cruzeiro, GPS, TV Digital, ar-condicionado automático digital com duas saídas de ar para os ocupantes traseiros, tomada de 220 Volts para carregar dispositivos eletrônicos e display colorido de 4,2 polegadas no quadro de instrumentos, que exibe informações do som, GPS e indicador ECO, que ajuda a poupar combustível.



A versão SRX traz o Smart Entry System, chave que desbloqueia as portas com a simples pressão do botão na maçaneta, e o botão Push Start de ignição. A altura entre o assento dos bancos dianteiros e o teto foi elevada, assim como o espaço lateral para os ombros nos bancos dianteiros em 1,9 centímetro (1,441 mm). Nas versões SR, SRV e SRX, ajuste do banco do motorista agora chega a 6 centímetros. Já o espaço para os joelhos no banco de trás cresceu 3,5 centímetros.



A nova Hilux possui suspensão dianteira independente com braços duplos triangulares, molas helicoidais e barra estabilizadora, e de eixo rígido com molas semielípticas de duplo estágio na traseira, reduzindo vibrações ao rodar em pistas irregulares em baixas velocidades, e ondulações, em média e alta velocidades. Para isso, elevou-se o tamanho das molas longitudinais (de 1,30 metro para 1,400 m) e alterou-se sua posição. A espessura da barra estabilizadora foi aumentada, e as molas longitudinais da suspensão traseira foram realocadas 50 mm em direção às extremidades laterais, a fim de melhorar sua estabilidade quando carregada. O ruído da combustão e as vibrações do novo motor diesel foram reduzidos: o painel de isolamento do som do motor teve seu tamanho ampliado em 50%, e foram desenhadas novas mantas isolantes para as portas.



O novo motor 2.8 Turbo Diesel 1GD conta com quatro cilindros em linha, com turbo compressor de geometria variável e intercooler. Apesar de ser menor que o 3.0 que equipava a Hilux na geração passada, este rende 6 cavalos a mais (177 cv a 3400 rpm) e torque de 42,8 kgfm entre 1400 e 2600 rpm (com câmbio manual) e 45,9 kgfm entre 1600 e 2400 rpm na versão automática.



De acordo com o programa de etiquetagem veicular do Inmetro, a Hilux automática faz 9,03 km/l na cidade e 10,5 km/l em uso rodoviário, números que passam para 9,3 km/l e 11,5 km/l, respectivamente, com câmbio manual.

As versões SR, SRV e SRX passam a contar com o novo câmbio automático de 6 marchas, com relação ajustada para aumentar a força do arranque em primeira marcha, e economizar combustível em sexta. O recurso Super ECT adequa o desempenho do veículo ao estilo de condução do motorista, quantidade de carga à inclinação do terreno. Nas outras versões, o câmbio é manual de seis marchas, com capacidade de reboque de até 3,5 toneladas, com trailer.


Há ainda dois modos de condução: o ECO suaviza a aceleração, para economia de combustível e, ao mesmo tempo, dosa o funcionamento do ar-condicionado; já no modo Power, é feito um ajuste da ECU do motor, de acordo com o ângulo do pedal do acelerador, proporcionando respostas mais rápidas em ultrapassagens ou ainda quando o veículo transporta cargas pesadas por longos percursos ou aclives acentuados.

O novo chassi está 20% mais rígido, com maior espessura em certos pontos, pivôs da suspensão reforçados, maior quantidade de pontos de solda e emprego de aço de alta resistência com propriedades anticorrosão. O protetor de cárter, item de série em todas as versões, está maior e mais espesso.

Nas versões SRV e SRX, há assistente de partida em ladeiras (HAC) e controle de tração ativo (A-TRC). Todas as versões vêm com bloqueador do diferencial traseiro, que permite que as duas rodas traseiras girem na mesma velocidade, mas só a versão SRX conta com o assistente de controle de descida (DAC), em situações onde o freio motor não é suficiente, e a pressão do freio é enviada às quatro rodas.

Todas as versões trazem freios ABS com distribuição eletrônica da força de frenagem (EBD) e assistente de frenagens emergenciais (BA) e cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores, limitadores de força e alarme de não-afivelamento, além do airbag duplo e para os joelhos do motorista. Nas versões cabine dupla, há cintos traseiros com alarme de seu não-uso, 3 apoios de cabeça traseiros e fixação ISOFIX para cadeirinhas infantis.



A partir da versão SRV, há controle de tração ativo, controle de estabilidade, assistente de reboque, assistente de partida em ladeiras e luzes de neblina. Na SRX, há controle de descida em ladeiras, airbags laterais dianteiros e de cortina, totalizando sete bolsas infláveis. O pacote de segurança permitiu à Hilux ser avaliada com 5 estrelas para proteção de adultos e 4 estrelas na proteção de crianças em sua versão produzida na Tailândia, avaliada pelo Latin NCAP.

Disponível nas cores Branco Polar (Sólido), Prata Névoa, Cinza Granito, Preto Atitude e a nova Vermelho Volcano das imagens, a Hilux parte de R$ 114 860 na versão 2.8 4x4 sem caçamba. A Cabine Simples é oferecida por R$ 118 690.



A Hilux STD, cabine dupla com câmbio manual de 6 marchas, custa R$ 130 960. Já a SR, automática, é tabelada em R$ 162 320. Quem optar pela SRV agora terá que pagar R$ 177 mil. Mas o preço mais alto é o da SRX: R$ 188 120.

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