Análise: Need For Speed No Limits


A atual aposta da franquia Need For Speed é disponibilizar para dispositivos móveis uma versão gratuita e que retoma elementos que fizeram a fama da franquia. Desenvolvido pela Firemonkeys Studios (responsável pelo aclamado Real Racing 3) e publicado pela Electronic Arts, No Limits (iOS/Android) foi apresentado mundialmente no final de setembro de 2015 e atrai por sua jogabilidade simples, aliada à ampla personalização aplicável aos automóveis.


Em No Limits, você inicia sua carreira no modo Underground (uma referência óbvia ao game de 2003) com um Subaru BRZ - o clone do Toyota GT 86, que também está presente no jogo. Optando pelos comandos sensíveis ao toque, é fácil manter o controle: a aceleração é automática e toques para a esquerda e direita apontam as direções. O uso do nitro recarregável ocorre com um movimento de deslize para cima, enquanto os drifts são feitos deslizando-se o dedo para baixo e logo após apertando para a esquerda ou direita.


Com os desafios sendo cumpridos, são desbloqueados novos lugares na cidade para obtenção e personalização dos veículos. Neste Need For Speed, não basta ter dinheiro em caixa para comprar carros: eles só são liberados ao se encontrarem cartas de bônus, obtidas após corridas ou ao aguardar algumas horas, que também dão direito a peças. 

Alguns modelos comuns exigem 3 cartas; outros, mais de 40... Cada modelo pode ser avaliado em três aspectos: velocidade máxima, aceleração e nitro. O "CD" é a pontuação geral de cada carro, que aumenta conforme vão sendo aplicados componentes de motor, transmissão, central eletrônica (ECU), além de rodas, turbo e nitro. Estas partes são ganhas pelas cartas, mas demandam dinheiro ($) para serem instaladas.


Assim como em outros Need For Speed, um carro inicial pode se manter competitivo ao serem instalados componentes de performance. No entanto, no nível 5 chega a fase da Série Automobilística (Car Series Races) que demanda modelos específicos para cada competição (exemplo: só modelos alemães ou apenas carros da Subaru).


A grande maioria das corridas é curta, durando menos de 2 minutos e indo de um ponto a outro. São sete os tipos de competição: Rush Hour [o objetivo é terminar em primeiro em meio ao tráfego (composto por carros como Nissan Leaf, Dodge Charger, Ford Crown Victoria táxi, Ford Explorer e Nissan Quest)]; Time Trial (é preciso chegar ao fim do percurso antes do tempo demarcado), Delivery (entrega de um carro especial; para cada colisão é adicionada uma penalidade de tempo), Team Battle (corrida entre membros de uma equipe), Hunter (alcance seu adversário e terminar a corrida antes dele), Nitro Rush (parecido com o Time Trial, porém com a obrigação de finalizar a corrida com carga completa de nitro), Blockade (corrida com a "participação" da polícia) e Airborne (onde rampas são adicionadas para ampliar os bônus de tempo no ar).


As corridas trazem alguns aspectos curiosos: em algumas delas, antes da partida, é preciso acelerar: se ao final do "3, 2, 1, Go" o ponteiro estiver na faixa amarela, conta-se como boa largada; na faixa verde, como largada ótima (agregando mais óxido nitroso) e, na faixa vermelha, largada atrasada. Além disso é possível derrotar oponentes com takedowns, empurrando-os para o lado a toda velocidade.


Em termos de gráficos, Need For Speed No Limits não chega a impressionar para os padrões atuais e chegou a frustrar um pouco na realização de printscreens para esta matéria, mas isso ajuda a deixar o jogo a rodar em uma taxa de quadros por segundo sem paradas. Além disso, há detalhamentos externos e internos da carroceria. O dinamismo das corridas lembra a franquia Asphalt.


É possível perceber a diferença de desempenho entre modelos, apesar do grande efeito de velocidade causado pelo nitro. Os carros também recebem danos visuais, como para-choques soltos, além de um medidor que aparece toda vez que se bate. Apesar disso, o veículo estará sempre íntegro na corrida seguinte.


Há outras "moedas" além do dinheiro ganho em corridas e como bônus. Toda nova partida demanda de 1 a 3 galões de combustível para ser iniciada ou repetida em caso de derrota. São 10 galões e é preciso esperar para eles se encherem. Ao passar de nível, o "tanque" é recarregado.


As barras de ouro são pagas com dinheiro real ou obtidas através de passagens de fase e ao assistir vídeos. Elas podem ser usadas para obter mais bonificações ou para escolher caixas misteriosas que dão prêmios, ou ainda no mercado-negro, que oferta itens que seriam inacessíveis ao jogador na fase em que ele se situa, porém a preços mais altos.


Já os pontos de estilo permite personalizar diversas partes da carroceria, a começar pela pintura da carroceria, que pode ser sólida, metálica, com flakes, cromada ou fosca. As rodas também podem receber cores diferenciadas, assim como as janelas e as pinças de freio.


Outras opções de personalização são: faróis (com apliques "zangados"), rodas, retrovisores, entradas de ar no teto, body-kits completos... assim, um "pacato" Fiesta ST, por exemplo, pode ficar igual ao Ford utilizado por Ken Block em suas Gymkhanas. 


Apesar de pequena em relação a outros Need For Speed, a lista de veículos em No Limits é interessante e abrange "tribos" automotivas bem distintas. A ordem de desbloqueio é variável de acordo com o decorrer da carreira. O Subaru BRZ é sempre o modelo inicial, porém o carro mais "fraco" é o Ford Fiesta ST, com CD de 200.


Já o Golf GTI (que passaria pelo modelo comercializado pela Volkswagen do Brasil, não fosse a carroceria de duas portas) está um patamar superior aos gêmeos GT 86 e BRZ, com seu CD de 275.

Confira os outros automóveis disponíveis em Need For Speed: No Limits:






BMW M3 Coupé: a geração E36, que foi produzido entre 1992 e 1995 e apareceu nos Need For Speed Shift e Shift 2 Unleashed. Em "No Limits", pertence à classe Classic Sport.


Mazda RX-7 (FD): arroz-de-festa da franquia NFS desde o Underground - na verdade, o primeiro Road & Track Presents The Need For Speed já tinha um exemplar vermelho do esportivo japonês de motor rotativo... Também é um Classic Sport.


Subaru Impreza WRX STI: modelo inédito na linhagem Need For Speed, é a versão sedan do WRX STI que apareceu em títulos como o Hot Pursuit 2010. Incluso na classe Street, seu coeficiente de performance está um degrau acima em relação aos esportivos da década de 1990.


Porsche 911 Carrera: pertencente à geração 993 - a última com motor refrigerado a ar - certamente traz boas lembranças aos marmanjos que jogaram Need For Speed High Stakes (O.K., lá era o modelo Turbo...) e Porsche Unleashed. O 993, que foi produzido entre 1993 e 1998, é mais um dos modelos Classic Sport.


Toyota Supra Turbo: assim como o Mazda RX-7, a quarta geração do Supra esteve no primeiro NFS e em praticamente todos os títulos desde o Underground. Aliás, esta é a versão Turbo, enquanto nos NFSU, NFSU2 e Most Wanted de 2005, utilizava-se o modelo aspirado, que andava significativamente menos... Faz companhia aos Classic Sport.


Dodge Challenger SRT8 392: primeira série do muscle-car após a fusão do grupo Fiat-Chrysler, já com novo interior. O modelo estreou no Most Wanted de 2012 e é o representante inicial da classe Muscle. Houve até uma edição com personalização "Snoop Dogg" por tempo limitado.


Nissan Skyline GT-R R32: se não alcançou a popularidade da geração R34 entre os gamers, o Skyline R32 também é mais um presente a série desde 1994, retornando no NFS World. É o mais poderoso entre os modelos da classe Classic Sport.


Ford Mustang GT: a sexta geração do aclamado cupê norte-americano começou sua fama no filme Need For Speed (clique para ler nossa análise), e sua primeira aparição em jogos da franquia se deu no NFS Rivals. Na época do lançamento do jogo, esteve disponível uma edição em referência ao antagonista Razor, do Most Wanted de 2005.


Porsche 911 Carrera: a geração 991 é exclusividade do NFS No Limits, e serve como parâmetro de evolução entre os vinte anos que se passaram entre o Porsche 993 e o presente. Também faz aparição como carro de polícia em níveis de procurado elevados.


BMW M4: outro que faz uma ponte de ligação com um "ancestral" no jogo - no caso, o M3. Assim como o Mustang, teve uma série especial com temática do Razor. O cupê é pertencente à série Sport.


Ferrari F40: a partir do Rivals, as macchinas da montadora italiana voltaram a ser pilotáveis no Need For Speed, algo que não ocorria desde o NFS Hot Pursuit 2 (de 2002). A rústica F40 é a primeira opção da classe Super.


Mercedes-AMG GT: uma opção para rivalizar com o Porsche 911 Turbo, o AMG GT estreou em No Limits e está disponível também no "renascimento" do Need For Speed de 2015. Pertencente à classe Sport.


Nissan GT-R (R35): o atual representante da saga dos Skylines esportivos recebeu a atenção de, no NFS No Limits, receber a atualização visual promovida pela montadora em 2013, diferenciando-se levemente do modelo que ficou famoso desde o título ProStreet. Também pertence à classe Sport.


SRT Viper GTS: o modelo que marcou o renascimento da víbora no ano de 2012 apareceu em NFS Most Wanted e, em No Limits, é integrante da série Super.


Ferrari 458 Italia: seu retorno abrilhantou a chegada de Need For Speed Rivals e sua presença em No Limits se dá na classe Super, a mesma da F40.


McLaren 650S: iniciados o reconhecem como um MP4-12C com nova roupagem. O superesportivo apresentado em 2014 e está presente na classe Super, como modelo de rua, e também como carro de polícia em alguns eventos mais desafiadores.


Lamborghini Aventador: eis o primeiro integrante da classe Hyper. O sucessor do Murciélago estreou em NFS World e, desde então, apareceu em praticamente todos os títulos subsequentes.


Pagani Huayra: estreou como um dos modelos mais poderosos do Need For Speed Shift 2 Unleashed e, aqui, também faz bonito. Assim como os outros Hyper, não pode ser visualmente modificado.


Koenigsegg CCX: estreou como carro-bônus (e que bônus...) no Need For Speed Carbon, aparecendo constantemente em outros títulos. Em No Limits, possui a maior pontuação em CD dos modelos do jogo.


Ferrari LaFerrari: deu o ar da graça na atualização de Need For Speed: No Limits em dezembro. É o modelo que demanda a maior quantidade de selos para ser obtida: 60 ao todo. E não pode ser visualmente modificada.


Need For Speed: No Limits demanda dos smartphones Android a interface a partir da 4.0.3, além de 1 GigaByte de memória RAM, processador de 1,2 GHz, display de 800 x 600 e processador de vídeo Tegra 3, Adreno 302, Mali 400 ou PVR SGX 543/545. Para celulares iPhone 4S ou superiores, demanda-se o sistema iOS 6.1.

NFS No Limits tirou...

Design Gráfico_ 7,0
Enredo_ 8,0
Jogabilidade_ 9,0
Intuitividade_ 8,5
Verossimilhança_ 6,0
Trilha Sonora_ 8,0
Compatibilidade_ 8,0
Nível viciante_ 7,5

Total = 7,7

Galeria de fotos - Need For Speed No Limits



Comentários