Renault Scénic completa 20 anos de carreira


Vinte anos atrás, chegava ao mercado europeu a minivan compacta da Renault, derivada da família Mégane e batizada Scénic. O projeto, que teve design coordenado pela projetista Anne Asensio, foi tão bem sucedido que Citroën e Opel se apressaram para criar as rivais Xsara Picasso e Zafira. Confira mais detalhes desta trajetória!


Na verdade, a proposta da Scénic foi mostrada primeiramente como carro-conceito no Salão de Frankfurt de 1991, uma proposta de Sergio Coggiola de um monovolume para o futuro. Naquela época, as minivans ainda eram quadradonas; a proposta era tornar o estilo mais aerodinâmico e propiciar mais comodidade aos ocupantes, com portas deslizantes que se abriam em direções opostas com fechamento automático (sem coluna central), sistema de navegação Carminet e uso de materiais recicláveis.


Em 1996, chegava ao mercado europeu a Mégane Scénic de produção, mais compacta e acessível em relação à Espace, pioneira das minivans em território europeu, lançada em 1984 e que foi atualizada em 1997 buscando inspirações na irmã menor. 


A Scénic aproveitava a gama de motorizações dos Mégane hatch e sedan, que por sua vez eram estruturalmente baseados no monobloco do antecessor Renault 19. As opções eram 1.4, 1.6, 1.8 e 1.9, esta última movida a diesel.


No Brasil, a Scénic inaugurou a linha de montagem de São José dos Pinhais (Paraná) e foi lançado em março de 1999, trazendo bom espaço para cinco pessoas. Ainda naquele ano chegaria o Mercedes-Benz Classe A, montado em Juiz de Fora (MG), porém mais curto e com foco maior na segurança.


No Brasil inicialmente eram duas as versões: RT e RXE, esta última completa. O motor era o 2.0 de oito válvulas e 115 cavalos. Meses depois chegou a versão 1.6 16v, que rendia 110 cv.


No ano 2000, chegaram as séries especiais Egeus e Alizé, com mais equipamentos, e que motivaram a extensão destas versões para a linha Mégane no Brasil no ano seguinte.



Em 2001, a Scénic foi submetida aos crash-tests do Euro NCAP. A minivan obteve quatro estrelas para adultos e duas estrelas de proteção a pedestres, de um total de 5 estrelas possíveis.


A Scénic foi reestilizada na Europa nos idos de 1999, quando a homônima brasileira tinha poucos meses de vida. As mudanças chegaram à minivan paranaense em abril de 2001, envolvendo faróis (maiores), grade com aberturas ao estilo colmeia, para-choques, lanternas com lentes claras e capô com novas formas. O motor 2.0 passou a ter 16 válvulas, rendendo 138 cavalos.


Na Scénic 2000 europeia, o vidro traseiro contava com abertura independente da tampa do porta-malas. Nesta fase, o prenome "Mégane" foi abandonado.


Na versão RT, o ar-condicionado era item opcional. Já a Scénic RXE trazia pacote completo de equipamentos, que contemplava airbag duplo, ar-condicionado e bancos de couro. No ano de 2002, a RXE passou a poder ser equipada com motor 1.6 e 2.0.


Ainda na linha 2002, as versões com motor 2.0 passaram a contar com a opção do câmbio automático de 4 marchas. Também retornou a série especial Alizé.


O volante ficava em posição bem mais horizontal que nos automóveis. Na linha 2005, o motor 1.6 passou a beber álcool e gasolina, e a versão aventureira-urbana Sportway foi apresentada em 2006.


O projeto da Scénic II foi conduzido por Patrick Le Quément e resultou em uma minivan de linhas mais angulosas e futuristas. Entre as novidades estavam a chave-cartão e o freio de estacionamento eletrônico.


Pela primeira vez, a Scénic contava com uma versão de 7 lugares, a Grand Scénic. Ela contava com 5 centímetros a mais de distância entre-eixos e era 23 centímetros mais longa, além de 2 centímetros mais alta. Também havia a Grand Scénic para 5 passageiros, com maior porta-malas.


Outros itens práticos que estrearam na Scénic II foram o segundo retrovisor, convexo, que permitia observar o banco traseiro, e o encosto do assento do passageiro que se abaixava, formando uma mesinha. Faróis com acendimento automático e sensor de chuva também estavam presentes.


Em fevereiro de 2008, a Grand Scénic passou a ser importada da França. Ela pouco tinha a ver com a homônima nacional, uma geração atrasada, que contava com versões mais acessíveis, como a Authentique 1.6 16v. 


Em junho de 2008, chegava a arquirrival do modelo ao mercado brasileiro: a Citroën Grand C4 Picasso.



Trazida unicamente na versão Dynamique 2.0, a Grand Scénic trazia ar-condicionado digital, banco do motorista com ajuste de altura, faróis de neblina, controlador e limitador de velocidade, Rádio/CD player com MP3, retrovisores externos rebatíveis eletricamente, rodas de liga leve de 16 polegadas, sensor de luminosidade e de chuva, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e, como opcional, teto panorâmico.


Em julho de 2009, foi apresentada na Europa a Scénic III, também com versões de 5 e 7 lugares, com dimensões intermediárias entre a Renault Modus (baseada na terceira geração do Clio) e a Espace de 4ª geração.

O ano de 2010 marcou o fim da produção da Scénic no mercado brasileiro, abrindo espaço para a fabricação do Nissan Livina, para 5 passageiros, e de sua variante Grand Livina para sete ocupantes.


No ano de 2013, chegou a versão aventureira da Scénic, a XMOD, com suspensão elevada, para-choques e rodas desenhadas especialmente para esta versão e molduras em plástico preto. Atualmente, a minivan da Renault é a segunda colocada em vendas no mercado europeu.


A quarta geração da Scénic será apresentada no próximo Salão de Genebra, em março, e terá inspirações no carro-conceito R-Space, apresentado em 2011.



Comentários

  1. O Scenic foi uma inovação na época do lançamento e continua ainda sendo um artigo de luxo, porém e um veículo muito visado um dos mais roubados do mercado, indico um rastreador veicular www.raroprotege.com.br ou um seguro para seu scenic.

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  2. O Scenic foi uma inovação na época do lançamento e continua ainda sendo um artigo de luxo, porém e um veículo muito visado um dos mais roubados do mercado, indico um rastreador veicular www.raroprotege.com.br ou um seguro para seu scenic.

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