Danilo Vercesi, o homem-Vectra: ele já teve 13 exemplares do sedã na garagem!

Texto | Júlio Max, baseado em contribuição de Danilo Vercesi 
Fotos | Danilo Vercesi e Divulgação/GM

Antes de contar a história do Danilo, vamos fazer um retrospecto sobre o histórico do Vectra...

No Brasil, o Chevrolet Vectra teve uma trajetória marcante durante os seus 18 anos de comercialização, dando continuidade à bem-sucedida carreira do seu antecessor, o Monza. No anos 90, a montadora buscou oferecer um portfólio mais alinhado à linhagem Opel disponível em países da Europa, dando fim à carreira dos "veteranos retocados" em nosso mercado, como Opala e Chevette, para citar alguns.



A primeira geração do Vectra (A), montada no Brasil em regime CKD, chegou tarde ao nosso mercado, em 1993 - com praticamente cinco anos de atraso em relação ao modelo europeu - em três versões: GLS, CD e GSi, esta última com motor 2.0 16 válvulas de 150 cavalos, enquanto as duas primeiras opções vinham com motor 2.0 de 116 cv. Se o Vectra A demorou muito a dar o ar de sua graça em nosso País, o Vectra B chegou às concessionárias brasileiras apenas quatro meses após seu lançamento na Europa. 

Com muita personalidade em suas linhas e modernidades como airbags frontais, controle de tração e computador de bordo disponíveis, a segunda geração do Vectra chegou em fevereiro de 1996 e foi inicialmente comercializada nas versões GL, GLS e CD, com opções de motores 2.0 de 8 válvulas (110 cavalos) ou 16v (141 cv), propulsores que em 1998 dariam lugar ao 2.2 com 8 válvulas (123 cv) ou 16 válvulas (138 cv).

No ano de 1999, veio um face-lift (B2) que alterou para-choques, rodas, retrovisores e revestimentos. Ao longo dos anos, teve ainda várias versões especiais, como Milenium, Challenge e Expression. Em 2002, o Velho Continente conhecia o terceiro Vectra, que passou a ser de segmento superior, equivalente ao do Volkswagen Passat. No Brasil, o Vectra B ganhou mais um face-lift para a linha 2002 (B3), voltou a ter opção de motor 2.0 em 2003 com a redução das alíquotas de IPI e permaneceu em produção por aqui até junho de 2005 com pequenas modificações. O modelo teve uma série de despedida, a Collection, limitadas a 1000 unidades com motor 2.0 e câmbio manual, todas na cor Cinza Mayon. 

Em setembro de 2005, o Brasil era apresentado ao novo Vectra, essencialmente uma versão sedã do Astra H com adaptações pensadas para reaproveitar soluções mecânicas e componentes de outros Chevrolet já feitos no País. Chegou em duas versões, Elegance e Elite, sendo que o primeiro tinha motor 2.0 flex de 128 cv e câmbio manual ou automático, e o segundo, top de linha, linha com motor 2.4 16v flex de 150 cv e câmbio automático. Em 2007 veio a versão de entrada Expression 2.0 e o modelo GT, seu irmão hatchback (com duas versões, GT e GT-X, ambas com motor 2.0). Era a primeira vez que um Vectra não-sedã era vendido no Brasil. 

Esta geração passou por um discreto face-lift em 2009, que alterou frente, rádio e detalhes internos, aumentou a potência do 2.0 para 140 cavalos e abandonou o motor 2.4. O fim deste Vectra foi decretado em junho de 2011, pouco antes de ser lançado o Cruze, e para marcar esta despedida, foi feita outra série Collection - desta vez com tiragem de 2000 unidades, com motor 2.0 e câmbio automático, pintadas no Verde Lótus.

Mesmo estando fora de linha há muitos anos, e considerando que sua última geração não alcançou tanto prestígio e status de colecionável quando os modelos anteriores, o Vectra ainda conta com uma legião grande de fãs, especialmente da segunda fase do modelo. É o caso de Danilo Vercesi, empresário do interior de São Paulo que já teve nada menos que 13 Vectras. O amor pelo carro é tanto que Danilo prometeu para si dar um tempo a este hobby quando se aproximou a chegada de seu filho e um dos exemplares ter lhe rendido grandes decepções. Mas a paixão falou mais alto... e neste mês de outubro, foi para sua garagem um raro Vectra Elite 2.2 Automático na cor Verde Adhara, ano 2005.

Confira todos os exemplares que Danilo teve na garagem, listados em ordem cronológica:

Vectra GL 2.0 manual Verde West 1997/1998

Esse exemplar pertenceu ao pai de Danilo quando este era adolescente, e por anos só ouvia elogios e passava bons momentos com o carro - foi o início da história com o Vectra. Sem CNH na época, sua vivência dirigindo este carro se resumiu apenas a pequenos passeios, o que instigou ainda mais sua curiosidade de como seria realmente ter esse carro. Recentemente, Danilo descobriu o paradeiro desta unidade, com documentos atrasados e em mau estado. Ele pretende recomprá-lo, para futuro restauro.

Vectra Elegance 2.0 manual Prata Polaris 2009/2010

Esse Vectra foi adquirido zero-quilômetro pelo pai de Danilo, e depois de 2 anos, passado para o filho. Era a versão Elegance manual com o pacote mais completo, que incluía controlador de velocidade de cruzeiro, retrovisor interno fotocrômico e computador de bordo. Era um bom carro, potente, espaçoso e completo, mas ficou a curiosidade de como era ter o tão elogiado Vectra B...

Vectra Elegance 2.0 manual Prata Polaris 2004/2005

Finalmente, depois de anos na expectativa, Danilo matou a vontade de ter um Vectra B. Conseguiu um exemplar impecável, muito completo, com o confiável, mas não tão potente, motor Família II, de 110 cavalos. Teve bons momentos com esse carro, que também foi o daily car (carro de uso diário) de sua esposa. Mas ficou a curiosidade de como seria ter um exemplar top de linha, com teto solar e câmbio automático... Este carro foi vendido para uma pessoa de Ribeirão Preto (SP) e depois comprado por um amigo de Goiânia (GO).

Vectra CD 2.2 16v automático Cinza Virgo 2003

Danilo diz que esse Vectra foi um presente. No dia anterior ao seu aniversário, apareceu um anúncio de um Vectra B, na rara cor Cinza Virgo, na versão top de linha com interior claro - e com um valor bastante justo - na capital de São Paulo. 

No dia da comemoração, ao invés de fazer festa, Danilo, com a companhia de um amigo, foi a São Paulo ver o carro. Chegando ao destino, verificou que era um exemplar muito bom, de primeiro dono, e com alguns poucos detalhes a se fazer. Acabou comprando o carro no limite de seu orçamento, e Danilo teve que anunciar o Elegance, que demorou mais que o previsto para vender. Então, acabou fazendo primeiro o anúncio para o exemplar Cinza Virgo, que foi vendido no mesmo dia em que foi anunciado. Foi um carro que teve uma breve estadia na garagem, mas que deixou a sensação de querer ter outro Vectra automático. Na época, esse carro foi comprado pelo mesmo amigo de Goiás que comprou o Elegance Prata Polaris. Hoje, este exemplar está em Tocantins.

Vectra CD 2.2 16v automático Vermelho Cardeal 2003

Pouco tempo após a venda do Cinza Virgo, apareceu um interessado no Vectra Elegance, que ainda estava na garagem de Danilo. Após a venda, ele procurou alguns carros, mas nada interessante surgia, até aparecer este exemplar na cor Vermelho Cardeal. O carro estava com muitos detalhes a fazer, mas mecanicamente estava bom. Então, com o tempo, Danilo foi deixando o carro impecável. Hoje esse carro está no Estado do Maranhão, e participa de algumas exposições.

Vectra CD 2.2 16v automático Preto Liszt 2002

Exemplar íntegro, que foi visto em um anúncio no Clube do Vectra, e comprado juntamente com um amigo. Foi o primeiro Vectra que Danilo teve com interior preto. Ficou pouco tempo na garagem, pois logo foi vendido para outro amigo, e pouco tempo recomprado por ele e vendido para o Maranhão, por recomendação da pessoa que comprou o Vermelho Cardeal, onde está até hoje.

Vectra CD 2.2 16v automático Azul Darsena 2001/2002

Em determinado momento, Danilo passou a querer um outro veículo para usar diariamente e poupar o Vectra Vermelho Cardeal. Pesquisando, achou esse exemplar impecável, um modelo pré-série incorporando a segunda reestilização do Vectra B (a grande maioria dos exemplares 2001/2002 ainda são carros da fase da primeira reestilização), que tinha alguns poucos detalhes a serem reparados, mas todos os aspectos originais mantidos - inclusive nota fiscal original, rede no porta-malas, e alguns pormenores que acabam se perdendo em Vectras fabricados anos depois, como as borrachas de calço do capô e as capas das torres dos amortecedores. Ainda nesse carro havia o porta-copos com aspecto amadeirado, acessório original, e curiosamente, a capa do manual era a do cultuado Monza 500 EF, e no interior do manual foi achada uma plaqueta dessa lenda, assinada por Emerson Fittipaldi.

O carro foi comprado em Mogi das Cruzes (SP), e mantido em companhia do exemplar Vermelho Cardeal por um bom tempo na garagem de Danilo. A compra dos Vectras já tinha se tornado um vício àquela altura, e ele foi atrás de um novo projeto... Posteriormente, esse carro foi vendido para o Mato Grosso do Sul, onde o proprietário o mantém até hoje.

Vectra CD 2.2 16v automático Preto Liszt 2003

Como já tinha dois Vectras impecáveis, Danilo quis abraçar esse projeto, que lhe deu bastante trabalho, tanto esteticamente como mecanicamente. Famoso “barato que sai caro”, foi o carro que lhe trouxe mais experiência. 

Com vontade de ter um Vectra Elite 2005, mas ainda não ter encontrado um exemplar dessa versão em bom estado, Danilo resolveu caracterizar este CD de Elite, colando os emblemas do exemplar mais raro (vale comentar que as versões GL, GLS e CD deram lugar aos modelos Comfort, Elegance e Elite em meados de 2004).

A essa altura, Danilo já estava com 3 Vectras na garagem, mais seu carro de uso para o trabalho (uma S10 LTZ diesel 2015, que "dormia" no relento), e os vizinhos e familiares começaram a duvidar de sua sanidade mental... Esse veículo foi posteriormente vendido e hoje se encontra em Niterói (RJ).

Vectra CD 2.2 16v automático Prata Polaris 2002

Nesta época, Danilo resolveu vender dois Vectras (que foram o Azul Darsena e o Vermelho Cardeal) e ficar apenas com o CD "Elite" Preto Liszt, que àquela altura estava impecável, tanto mecanicamente como esteticamente. Mas então apareceu um Prata Polaris, com um ótimo histórico de manutenção, em Uberaba (MG) - e Danilo, claro, foi verificar.

Quando chegou, viu que o carro tinha vários retoques (alguns evidentes), mas com o valor atrativo, e para não perder viagem, ele acabou adquirindo o carro, que esteticamente foi um dos piores exemplares que Danilo já teve. Pouco tempo depois foi vendido para Blumenau (SC).

Vectra Challenge 2.2 16v manual Cinza Pontal 2000/2001

Com a curiosidade de ter um Vectra manual, Danilo acabou adquirindo um Vectra Challenge, que pertenceu a um motorista que trabalhou em sua empresa por mais de 5 anos. O carro era bem íntegro de estrutura, mas merecia atenção a detalhes, que foram refeitos. Porém, como é fã de teto solar, Danilo sentiu a falta desse equipamento e vendeu este carro para uma pessoa de sua cidade...

Vectra CD 2.0 8v manual Preto Liszt 2004

Nas procuras nos sites de busca em horários vagos, Danilo achou essa raridade, um carro considerado excelente, com alguns retoques normais para a idade, interior que precisava de atenção, e histórico de leilão por instituição financeira. 

Para quem não sabe, essa versão com motor 2.0 8v e todos os opcionais é extremamente desejada e difícil de achar, pois alia o motor mais simples ao pacote mais completo de opcionais, e até mesmo por isso o valor se aproximava muito quando 0km ao preço da versão com câmbio automático e motor mais potente, o que o tornava uma compra pouco atrativa na época. 

Foi um carro extremamente prazeroso de ter, pois além da manutenção simples e barata, tinha apenas poucos detalhes a se fazer. Por isso, Danilo resolveu se empenhar em deixar o carro como zero-quilômetro, e refez todo o interior no padrão original. Por gosto pessoal, instalou o rádio Clarion, que saiu nos últimos Astra e Zafira e trazia entrada USB, Bluetooth e outras funções de aparelhos mais modernos. 

Quando anunciado, esse carro mereceu até atenção de um famoso caçador de carros, que fez uma reportagem em um conhecido site, falando sobre os defeitos e o fato de o carro ter passagem por leilão, sem ao menos ter visto pessoalmente o veículo, apenas pela descrição dos detalhes que Danilo passou de forma sincera - o que o deixou desanimado... A essa altura ele já tinha vendido o “Elite”, e estava nutrindo a péssima ideia de começar outro projeto, talvez o mais ousado...

Vectra CD 2.2 16v (nascido automático, recebeu swap para câmbio manual) Preto Liszt 2001/2002

Seguindo as ideias de alguns membros de clubes de Vectra, Danilo quis aliar o câmbio manual de um Challenge com o conforto do teto solar, item que ele fazia questão de ter. Havia três opções: ou mexer na estrutura de um Challenge para instalar um teto solar, ou garimpar algum raro exemplar que tinha o equipamento original, ou ainda trocar o câmbio de um carro automático com teto. A terceira opção foi a escolhida quando ele achou um Vectra muito bom, que já havia pertencido à General Motors do Brasil, mas com o câmbio automático em más condições. 

Todas as peças necessárias para a transformação foram compradas em um desmanche autorizado. Com as dicas passadas pelos amigos, o swap de transmissão parecia que iria dar certo, e realmente tudo se encaixou em seu devido lugar e funcionou perfeitamente. Mas depois disso vieram outros problemas de motor e foi preciso uma intervenção mais profunda... Junte isso à péssima mão-de-obra, e temos uma combinação perfeita para tudo não dar certo. 

Foram várias decepções com o carro, idas e vindas à oficina, gastos exagerados, que ultrapassaram o valor pago por esta unidade, o que fez Danilo desanimar e vender o carro no estado em que se encontrava. Parcelou o valor para um colega de grupo de Vectras de Anápolis (GO), que também sofreu bastante, mas hoje está feliz com o carro. Tudo isso, somado à proximidade da chegada de seu primeiro filho, o fez desistir dos Vectra, sair de todos os grupos do carro nas redes sociais, e prometer que nunca mais teria um exemplar desse sedã, porém...

Vectra Elite 2.2 16v automático Verde Adhara 2005

Próximo ao dia de seu aniversário, que é dia 28 de setembro, em uma visita despretensiosa a um grupo de Vectras no Facebook, Danilo viu - de acordo com suas próprias palavras - algo que fez seu coração bater mais forte, seus olhos brilharem, e as mãos tremerem. Fazia exatos 37 minutos que uma pessoa havia anunciado um Vectra Elite top de linha, na raríssima cor Verde Adhara, em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, a mais de 1300 quilômetros de sua casa de Danilo (que estima que existam menos que 5 exemplares desse carro em todo o Brasil nessa mesma configuração). 

Rapidamente chamou o proprietário para uma conversa particular, que lhe passou todos os detalhes do veículo, e no mesmo dia Danilo fechou negócio. Detalhe: sem ver o carro pessoalmente. O carro foi enviado via transportadora. Quatro dias depois, o veículo estava no ponto de chegada, a 200 quilômetros de sua casa, onde foi retirado por um amigo próximo, e poucos dias depois, o carro chegou às suas mãos. Danilo afirma que esse é o Vectra mais legal que ele já teve, e está bastante empolgado, providenciado as melhorias para que o carro se pareça como no dia que saiu da fábrica. 

Disse que, agora, esse será o Vectra para seu filho ficar. Mas quem sabe como será o futuro desse doente por Vectras...

Entrevista com Danilo Vercesi

Auto REALIDADE: Danilo, em primeiro lugar, de onde surgiu a paixão tão grande especificamente pelo Vectra B, que o levou a ter diversos exemplares deste modelo? 

Danilo Vercesi: Quando adolescente, meu pai comprou um Vectra GL. Foi nosso primeiro carro bom, e eu tinha uma grande curiosidade de dirigir ele, porém no alto dos meus 15 anos, não tinha CNH, e os rolês se resumiam à algumas voltas escondidas. Prometi que quando pudesse, compraria um carro daqueles. Comprei um, dois, três... logo virou um vício.

Auto REALIDADE: E qual é a sua opinião sobre o Vectra C?

Danilo Vercesi: É um carro legal, barato de comprar e manter, espaçoso, completo de opcionais, mas nem de longe tem a empolgação e dirigibilidade de um Vectra B. Tive um comprado 0km, era um excelente carro, mas parece que faltava alguma coisa.

Auto REALIDADE: Após ter tantos exemplares do Vectra, com certeza você já percebeu detalhes modificados ano a ano que passariam batido para um leigo, mas que são relevantes. Que exemplos destes itens são interessantes de serem mencionados?

Danilo Vercesi: Apesar de ter começado minha paixão com os exemplares do Vectra B1 (1996 a 1999), os que mais gosto são os B3 (reestilização de 2002 a 2005). 
Alguns detalhes do B3 que realmente passam despercebidos são:
-De 2002 para 2003 mudou o pino da trava das portas, além do 2002 ter toca-fitas com disqueteira, e o 2003 ter toca CD com disqueteira também.
-A maioria dos interiores de 2002 eram pretos, mas saíram cinza também.
-Ainda em 2002, que considero o auge do modelo, dava para equipar um Vectra “básico” com praticamente todos os opcionais. Já vi um raríssimo GLS com tudo o que o CD tinha, menos bancos de couro (mas sim um veludo de banco que saiu só no GLS 2002).
-Sei que em 2002 daria para comprar um Vectra Challenge, que só saiu com câmbio manual, ou um CD 2.2 16v manual, com praticamente os mesmos opcionais. A diferença é no câmbio manual, que no CD era F18 (longo), e no Challenge era F23, mais curto.
-O Elite 2005 perdeu borrachas de acabamento do capô, acabamento das torres dos amortecedores e barra estabilizadora traseira, além dos adesivos “locktronic” do rádio, e mudaram os adesivos de verificação do para-brisa.
Sei de outros detalhes que foram mudando nos anos anteriores, como a ausência de cinto de 3 pontos para o passageiro central em algumas unidades de 1999 e a ausência de coluna de direção com regulagem de altura em 1996 quando equipado com airbag. Ar digital apareceu só em 1997...

Auto REALIDADE: Pra fechar a matéria, que dicas você dá para quem estar pensando em pegar um Vectra?

Danilo Vercesi: A dica de ouro é que o barato sai caro. Procure sempre as unidades mais impecáveis e com histórico de manutenção. 
-Arrefecimento é um problema crônico, se tiver reservatório de expansão enferrujado é um sinal de alerta.
-Tanto o 8v quanto o 16v, independente da cilindrada, tem problema crônico com vazamentos de óleo, mas são de fácil resolução.
-Peças de acabamento só são encontradas em desmanche, se estiver tudo em seu devido lugar é um bom sinal.
-Na minha história sofri com alguns mecânicos, portanto é bom ter um de confiança.
-As buchas hidráulicas da suspensão traseira são caras, e somente as de primeira linha são duráveis. Caso estiver com barulhos na suspensão, prepare-se para ter um bom gasto.
-Se a unidade escolhida tiver câmbio automático, reparar se o câmbio está patinando, dando kickdown, trocando as marchas com suavidade, e principalmente, reparar no óleo de câmbio, que deve estar limpo e sem odor de queimado.


Comentários

  1. O detalhe mais marcante do Vectra B "de cair o queixo" era e ainda é o retrovisor integrado ao capô. Esse detalhe aparecia com protagonismo nos comerciais.

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