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sábado, 11 de junho de 2016

Ao volante: Nissan March e Versa CVT inspiram tranquilidade ao rodar


Fotos e redação de Júlio Max, de Itatiba (SP)
Viagem à convite da Nissan

Algumas coisas na vida são boas, até que você conhece outras e... bom, acaba mudando de opinião. A direção hidráulica era uma grande vantagem em relação ao (pesado) sistema mecânico, mas bastou a direção elétrica ser difundida para o consumidor perceber a maciez em manobras, aliada a uma boa progressividade. O câmbio manual, que no passado já foi "dessincronizado", em alguns modelos adota relações mais longas, poupando o esforço de pisar na embreagem, engatar e marcha e... bom, você sabe. Mas os modelos automáticos estão ganhando cada vez mais mercado e a Nissan, visando alcançar mais e mais participação no mercado brasileiro, apresenta agora à imprensa o hatch March e o sedan Versa equipados com a transmissão continuamente variável XTronic CVT.


A transmissão de movimento sem interrupções, que um dia foi idealizada por Leonardo da Vinci (!), começou a equipar automóveis de produção em série no final da década de 1950, mais notavelmente o pequeno DAF 600. A Nissan entrou na onda do CVT inicialmente na Europa em 1992. No Brasil, o câmbio estreou no utilitário Murano e foi incorporado ao Sentra em 2007. Hoje, equipa Altima, Qashqai, Juke, Maxima, Pathfinder...

No Brasil, existem compactos automatizados de embreagem única (grosso modo, são manuais convertidos para passarem marcha automaticamente, como up!, Fox, Gol, Sandero, Palio e Uno), os automatizados de dupla embreagem (Fiesta), automáticos com conversor de torque e 4 marchas (Etios) ou 6 marchas (Onix e HB20). Pesquisas da Nissan apontam que 40% dos compradores de compactos desejam adquirir um automático - e dos que possuem carros automáticos, 95% querem outro modelo com esta comodidade. March e Versa, assim como os Honda Fit e City, embarcaram na onda do CVT, com as premissas de entregar força sem perda de rotação e consumo de combustível contido. Será que cumprem a missão?


A princípio de conversa, a demora em lançar March e Versa XTronic CVT está relacionada às próprias características mecânicas dos modelos, baseados sobre a plataforma V. Com duas polias no lugar de engrenagens, o CVT traz relações infinitas (sem marchas virtuais) e botão overdrive, entregando torque de forma mais ágil e em maior faixa de giros. O quadro de instrumentos ganha indicador de marcha engatada (Park, Neutro, Drive, Low ou Ré). Para arrematar, o pacote antirruídos envolve console central, painel, para-brisa, para-lamas e parede corta-fogo de maior densidade. Isto explica a protuberância maior na área acima do porta-luvas. Tais melhorias nos materiais fonoabsorventes surtiram efeito prático, e também estarão presentes nas versões manuais.


Outra levíssima mudança está nos retrovisores do Versa, agora com novo formato e piscas mais volumosos; além disso, a antena agora está na parte da frente do teto, em tamanho maior. As demais novidades estão relativas aos equipamentos - estas informações foram divulgadas com exclusividade pelo Auto REALIDADE no mês passado (veja aqui). As versões 1.0 S e 1.6 S do March passam a vir de fábrica com capas dos retrovisores na cor da carroceria e vidros elétricos traseiros (itens que existiam desde o lançamento, porém foram retirados na linha 2016). Já a versão SL incorpora o sistema multimídia Multi-App, que era um opcional vinculado ao Pack Colors.


No Versa, todas as versões passam a contar com vidros elétricos nas 4 portas, incluindo o modelo 1.0 de entrada, que passa a ser chamado Conforto. Na versão SV, a fixação de cadeirinhas infantis passa a ser de série, enquanto o SL incorpora o Multi-App (anteriormente vendido como opcional) e o Unique passa a existir somente com o câmbio CVT. Por R$ 1600 a mais em relação ao SL, traz aerofólio na tampa traseira, frisos nas portas e ponteira de escapamento cromada.


Neste test-drive foram disponibilizadas cinco unidades do March SL e 10 Versa Unique, mas o câmbio CVT também estará disponível para a versão intermediária 1.6 SV, sempre ao custo de R$ 4800. Após as explicações sobre as novidades, os jornalistas pegaram a estrada entre Itatiba e Guarulhos - um percurso de aproximados 110 quilômetros - com uma parada em Atibaia para revezamento dos convidados.


Nossa experiência ocorreu com o March SL prata de número 01 e, de fato, o modelo correspondeu às nossas expectativas. Em manobras de estacionamento, a direção é bastante cômoda e o curto raio de giro (4,5 metros no hatch, 5,2 m no Versa) facilitou o acesso a alguns locais durante o trajeto. E o câmbio proporciona grande comodidade na rodovia Fernão Dias, ainda mais considerando que enfrentamos trechos de lentidão, curvas acentuadas... No modelo manual, a embreagem certamente seria acionada algumas centenas de vezes nesta viagem... Além disso, a disposição do motor 1.6 continua bem interessante para quem pega estradas. 


O visor de marcha no quadro de instrumentos é mera formalidade, já que a luz vermelha no próprio câmbio é mais informativa. Destaque para a central Multi-App, que demonstrou boas funcionalidades em todo o trajeto: câmera de ré com linhas de guia, aplicativo iGO com determinação precisa de toda a rota, CD/DVD Player... Sem falar no consumo de 14,5 a 14,7 km/l com gasolina na estrada obtido em nosso percurso. Assim até dá para relevar a capacidade do tanque de limitados 41 litros.


Para ser mais específico, de acordo com o Inmetro o March obteve as médias de 7,8 km/l com etanol na cidade e 9,7 km/l na estrada. Com gasolina, os números são de 11,7 km/l em percurso urbano e 14,5 km/l em percurso rodoviário. Já o Versa, na cidade, chega a 7,8 km/l com etanol e 11,6 km/l com gasolina, enquanto na estrada o sedan atinge 10,0 km/l com etanol e 14,1 km/l com gasolina.


Assim como o Sentra 2017 e o Fluence GT Line que avaliamos recentemente, o câmbio CVT garante a March e Versa níveis baixos de ruídos e de rotações, sem passagens perceptíveis de marcha e uma suavidade em baixas velocidades digna de deixar os automatizados passarem vergonha. Estas características casam bem com as propostas dos modelos de oferecer bom espaço interno aos passageiros e um nível de equipamentos ainda incomum neste segmento. 


No mais, hatch e sedan mantém suas características. O March SL traz rodas de 16 polegadas, ar-condicionado digital com regulagem automática, central Multi-App, airbags frontais, freios ABS com EBD e Brake Assist, revestimentos dos bancos e portas dianteiras em veludo, maçanetas cromadas, aerofólio, faróis e lanternas escurecidos, chave com botões de travamento/destravamento e alarme, faróis de neblina e regulagens de altura da coluna de direção e banco do motorista. Já o Versa Unique vem também com bancos de couro (combinação de material natural e sintético), quadro de instrumentos com graduação da iluminação, entradas USB e auxiliar entre os bancos, abertura do porta-malas pela chave, fixação ISOFIX para cadeirinhas infantis e moldura traseira cromada.


O motor 1.6 com variação contínua da fase da abertura das válvulas, de quatro cilindros e 16 válvulas, rende os mesmos 111 cavalos a 5600 rpm e 15,1 kgfm de torque a 4000 rpm, seja com gasolina ou etanol. Os números da Nissan demonstram desempenho satisfatório: o March realiza a prova de aceleração de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos (ante 9,3 s do modelo manual) - com o CVT, o March SL pesa apenas 999 quilos, 19,5 kg a mais do que com câmbio mecânico. A velocidade máxima dos modelos, assim como a aceleração do Versa (que pesa 1100,5 quilos na versão Unique), não está disponível.


Tanto March quanto Versa CVT chegarão às concessionárias brasileiras a partir da próxima semana. Confira abaixo os valores de todas as versões:

Tabela de preços

March 

1.0 Conforto: R$ 38.790
1.0 S: R$ 41.690
1.0 SV: R$ 44.690
1.6 S: R$ 46.190
1.6 SV: R$ 49.290
1.6 SV CVT: R$ 54.090
1.6 SL: R$ 53.590
1.6 SL CVT: R$ 58.390

Versa

1.0 Conforto: R$ 44.690
1.0 S: R$ 47.990
1.6 S: R$ 50.690
1.6 SV: R$ 53.190
1.6 SV CVT: R$ 57.990
1.6 SL: R$ 59.890
1.6 SL CVT: R$ 64.690
1.6 Unique CVT: R$ 66.290


Os modelos contam com 3 anos de garantia, 2 anos de assistência 24 horas e um dos menores custos de manutenção do segmento - R$ 2344 para realizar todas as revisões até os 60 mil quilômetros, com intervalos de 10 mil km ou 12 meses. 

Para o March, as cores disponíveis são: Preto Premium, Vermelho Alert, Branco Aspen (sólidas), Prata Classic, Cinza Magnetic (metálicas), Azul Pacific e Branco Diamond (perolizadas), enquanto o Versa dispõe das tonalidades Branco Aspen (sólida), Prata Classic, Preto Premium, Cinza Titanium, Cinza Magnum e Vermelho Malbec (metálicas).

Se esta galeria de fotos dos Nissan Versa e March estiver apreciável, então o frio de SP valeu a pena!




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