Destaques do Auto REALIDADE

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Finalmente, Honda apresenta o novo Fit


A Honda criou muitas expectativas em torno da terceira geração do Fit, e apresenta tudo sobre a novidade, que será comercializada a partir do início de maio. Quem visitou alguma concessionária da marca no mês de abril certamente realizou o Tour Virtual, utilizando um tablet Samsung Galaxy Tab 3 e um "tapete" de peças do novo modelo, gerando uma imagem em três dimensões no dispositivo.

Fabricado em Sumaré (SP) e, a partir de 2015, na nova fábrica de Itirapina (SP), o Fit teve 500 mil unidades produzidas no Brasil desde 2003 e já ultrapassou 5,2 milhões de unidades comercializadas globalmente desde o lançamento no Japão, em junho de 2001.


A nova geração do Fit ostenta visual mais arrojado, com inúmeros vincos e formas predominantemente horizontais. Todas as versões - DX, LX, EX e EXL, contarão com motor 1.5 i-VTec FlexOne. Para as opções de entrada, DX e LX, o câmbio é manual de cinco marchas, sendo o CVT (Continuously Variable Transmission, transmissão continuamente variável, que retorna após seis anos) opcional. Já os modelos EX e EXL contam unicamente com a transmissão CVT. 


A versão EXL é a única com repetidores das luzes de seta nos retrovisores. A versão LX é distinguível pelas rodas de liga leve aro 15'', enquanto EX e EXL possuem rodas aro 16''. A carroceria teve largura mantida (1,695 metro), enquanto a distância entre-eixos foi esticada em três centímetros (2,53 m) e o comprimento passou de 3,90 metros para 3,997 m. O tanque de combustível de 45,7 litros foi mantido ao centro (houve reposicionamento das estruturas de assoalho que mantêm o tanque seguro).


Tudo novo também por dentro: os bancos passam a ser compostos de uretano de baixa repulsão, tornando-os mais densos e macios; os encostos dos bancos dianteiros são  ajustáveis através de alavancas; na versão EXL, os bancos de couro (DX, LX e EX trazem revestimento em tecido); com a redução do comprimento do braço de suspensão traseiro, a distância entre os passageiros aumentou oito centímetros, o espaço para as pernas dos ocupantes de trás cresceu 12,2 cm e a distância de regulagem do banco é 10 mm maior.


O sistema ULT (Utility Long Tall) evoluiu para ULTRa-Seat nas versões LX, EX e EXL, agora contando com o modo Refresh, onde o encosto os bancos da frente alinham-se ao banco traseiro. O motorista passa a contar com um porta-objetos à sua esquerda com "flip" retrátil, que comporta um celular ou mesmo um copo grande.


Desde a versão DX, há ar-condicionado, direção elétrica EPS (Electric Power Steering) com ajuste de altura, vidros verdes com filtro ultravioleta, airbag duplo e freios ABS (a disco na frente e a tambor atrás) de série; nas versões LX, EX e EXL, há travas e ajustes dos espelhos elétricos, sistema de abertura e fechamento das portas com alarme e, nos modelos EX e EXL, imobilizador na chave-canivete e ajuste de altura e distância do volante.

O painel de instrumentos traz, na versão EXL (abaixo, na foto à esquerda), predominância da cor azul, indicador da posição da manopla (CVT), relógio, hodômetros total e parcial, consumo médio e instantâneo (em km/l) e medidor de combustível no visor digital à direita. Há ainda indicador ecológico e de consumo de combustível instantâneo. As outras versões possuem iluminação âmbar dos instrumentos.


Nas versões EX e EXL há sistema de som double-DIN, com Rádio AM/FM, visor de LCD de 5 polegadas, Bluetooth, câmera de ré com três ângulos de visão (panorâmica, normal e superior), leitor de MP3/WMA, entradas auxiliares P2 (para fone de ouvido), entrada USB e sistema HFT (Hands-Free Telephone) para atendimento de ligações através da conexão sem fio. O LX possui Rádio AM/FM doule-DIN com Bluetooth e entrada USB, e o DX, apenas o cabeamento para a instalação de som.


O 1.5L i-VTEC FlexOne, que dispensa reservatório para partida a frio, gera 116 cavalos @ 6000 rpm e 15,3 kgfm de torque @ 4800 rpm com etanol. Segundo a Honda, o consumo de combustível diminuiu 17% nas versões CVT e 8% nas versões manuais. O câmbio CVT possui conversor de torque e elasticidade de giro maior, sendo ainda 16% mais leve e com elasticidade de rotação 12% maior que o câmbio automático de cinco marchas adotado no Fit anterior.

Na cidade e com etanol, o Fit tem consumo de 8,25 km/l (manual) ou 8,34 km/l com o câmbio CVT. Na estrada, também utilizando etanol, os consumos são de 9,49 km/l (manual) e 9,90 km/l (CVT).

Já utilizando gasolina, seu consumo na cidade é de 11,65 km/l com câmbio manual ou 12,27 km/l com câmbio CVT. Na estrada, os números sobem para 13,55 km/l (manual) e 14,14 km/l (CVT).


O Fit traz, ainda, airbags frontais, aviso de uso de cintos de segurança, airbags laterais frontais (na versão EXL), cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes e pontos de ancoragem para cadeirinhas infantis compatíveis com os tipos ISOFIX e LATCH.



Disponível nas cores Azul Netuno Metálico (nova tonalidade), Vermelho Rally Sólido, Preto Cristal Perolizado, Cinza Barium Metálico (nova tonalidade), Cinza Iridium Metálico, Prata Global Metálico e Branco Taffeta Sólido, com três anos de garantia e sem limite de quilometragem, o Fit parte de R$ 49 900 na versão DX manual (com câmbio CVT, o preço sobe para R$ 54 500). A versão LX custa R$ 54 200, ou R$ 58 800 com câmbio CVT. Os modelos EX e EXL (sempre com câmbio CVT) custam R$ 62 900 e R$ 65 900, respectivamente. As pinturas metálicas e perolizadas são pagas à parte (+ R$ 990).

A Honda espera vender 5000 unidades do novo Fit todos os meses.




segunda-feira, 28 de abril de 2014

Este é o interior do Nissan New March


A Nissan apresenta o New March no Aeroporto de Congonhas (SP) a partir de amanhã (29 de abril), e mostra o painel da versão completa. Diversos itens serão oferecidos, como volante multifuncional de estilo idêntico ao do Sentra, direção elétrica progressiva, ar-condicionado digital automático, sistema de navegação por satélite com tela sensível ao toque, câmera de ré, entradas USB e auxiliar, entre outros.

O hatchback reestilizado começou a ser produzido no Complexo Industrial da Nissan em Resende (RJ) e deverá chegar às concessionárias no início da segunda quinzena de maio.


domingo, 27 de abril de 2014

Mais unidades de Agile e Classic envolvidas em recall


No início de fevereiro, a Chevrolet convocou unidades dos modelos 2014 de Agile e Classic para recall. O problema no rolamento do cubo das rodas traseiras passa a envolver mais unidades: os Classic fabricados de 08 de outubro de 2013 a 13 de dezembro de 2013, e os Agile produzidos entre 11 de outubro de 2013 e 12 de dezembro de 2013 (antes, haviam sido convocadas apenas unidades feitas entre 11 de outubro de 2013 e 15 de novembro de 2013).


Nestas unidades, o excesso de torque aplicado para apertar a porca do cubo da roda pode ocasionar superaquecimento do rolamento, gerando o risco do travamento ou mesmo a soltura da roda traseira, com risco de acidentes. As unidades terão o rolamento do cubo das rodas traseiras substituído e a aplicação do torque correto na sua porca de fixação. Este serviço é realizado nas oficinas autorizadas em cerca de uma hora.

Chassis envolvidos

Agile - ER140857 a ER162697

Classic - ER120938 a ER163131

Maiores informações

0800 702 4200

MINI revela picape baseada no Paceman


Se por aqui as picapes compactas são comuns, para os designers de Munique e Dingolfing, na Alemanha, a ideia de conferir ao MINI Paceman uma caçamba soou criativa. Batizada de Adventure (assim como a Fiat Strada), foi construída com base na versão Cooper S Paceman ALL4 (originalmente na cor vermelha, substituída pela Jungle Green), que conta com motor 1.6 turbinado de 184 hp. 

A carroceria foi recortada, com a caçamba composta por chapas de alumínio similares às usadas nos pisos dos ônibus urbanos, sem serem moldadas às caixas de roda. A "sobra" da tampa do porta-malas abre-se de forma invertida. Para arrematar, a picape Paceman Adventure conta com faróis de longo alcance, bancos tipo concha, engate na traseira, snorkel, pneus off-road e rack de teto com estepe. Não há planos para produzi-la em série.



sábado, 26 de abril de 2014

Nissan apresenta Note com pintura auto-limpante


A Nissan desenvolve uma nova e interessante tecnologia de nano-pintura automotiva na Europa: a tinta Ultra-Ever Dry, que repele água, óleo, borrifos, poeira e lama. O modelo escolhido para demonstrar a nova pintura é o Note, que está cotado para ser produzido em Resende (RJ) no próximo ano. Foram vários meses de testes, em diversas condições - e os resultados em uso cotidiano são animadores, mesmo sob geadas e até chuvas de granizo.



Atualmente, não há planos da Nissan em oferecer um carro de série com a nova pintura, embora ela possa ser oferecida como opcional no futuro. Confira abaixo o vídeo de demonstração da Ultra-Ever Dry:



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Pré-reservas do Porsche Macan iniciam no Brasil


Os mais ansiosos pela chegada do mais recente modelo da Porsche ao mercado brasileiro, o utilitário esportivo Macan, já podem realizar a pré-reserva junto à Stuttgart Sportcar, importadora oficial da Porsche no Brasil. Sua previsão de chegada é no mês de julho. 

Para ter a primazia de ter um Macan na garagem, os preços cobrados são exorbitantes: a versão S, que possui motor 3.0 de 340 cavalos, custa R$ 399 000 (para efeito de comparação, o Cayman sai por R$ 349 000), enquanto o Macan Turbo, com motor 3.6 e 400 cv, sai por nada menos que R$ 499 000 (preço superior ao do Cayenne S, que custa R$ 459 000). Ainda assim, a previsão da Stuttgart Sportcar é vender cerca de 500 unidades do Macan até dezembro deste ano. 


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pote de ouro [Alta Roda]


O atual momento de vendas fracas no mercado brasileiro, que pode se estender de 2014 para 2015, não representa o melhor pano de fundo para o grande investimento feito pela Nissan em Resende (RJ). Afinal, não é todo dia que se despendem R$ 2,6 bilhões para produção de 200.000 carros e 200.000 motores por ano. Mas segundo o presidente mundial da aliança Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, o grupo considera esse movimento estratégico.


“Não investimos pensando nos próximos seis meses e sim nos próximos dez anos. Precisamos dessa fábrica para crescer junto com o mercado. O Brasil, hoje, é o quarto maior do mundo em termos de vendas internas de veículos, porém mal chega a uma taxa de motorização de 200 veículos por 1.000 habitantes. O potencial, no entanto, é muito maior. Por que não 400 veículos por 1.000 habitantes ou algo próximo, hoje, a Portugal?”, assinalou.


O executivo também considera que a participação da Nissan no País de apenas 2%, atualmente, se deu por uma série de fatores e o principal agora está equacionado. Prevê avançar pelo menos um ponto percentual por ano e chegar aos 5% em 2016. Admitiu que precise de pelo menos mais dois modelos, além do novo March, neste momento, do sedã derivado Versa, dentro de seis meses, e dos produtos de São José dos Pinhais (PR), México (inclusive o antigo March) e EUA.


Atual arquitetura compacta V comporta um SUV, cujo esboço surgiu no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2012. É candidato natural para a nova fábrica. O monovolume compacto Note seria outra opção, embora já seja produzido no México e a integração dos dois mercados continuará. Há um ano Ghosn disse que a produção de algum produto da nova submarca Datsun, de produtos de baixo custo, dependeria de uma consolidação prévia da Nissan no mercado brasileiro. Mas, sua resposta agora à mesma pergunta feita antes pela coluna foi menos evasiva, na linha de “uma coisa de cada vez”, ainda para manter o ar de mistério.


Capacidade alta de produção de motores tamém indica que o fornecimento das unidades de 1 litro/4 cilindros feitas pela Renault no Paraná, pode ser trocado por motores de origem da própria Nissan. Essa cilindrada tende a voltar a subir de participação no mercado brasileiro (hoje, 40%) em curto prazo. E os tricilíndricos parecem que vão dominar o cenário, abrindo essa oportunidade em instalações modernas de Resende.


Em alguns momentos, naturalmente, o executivo se mostrou de certa forma decepcionado por este período de mercado nacional “acomodado” – para usar de polidez. Mas os planos de expansão do grupo estão mantidos e, no dia seguinte, anunciou novo ciclo de investimentos de R$ 500 milhões para a marca Renault. Confirmou que serão dois produtos novos, sem antecipar os escolhidos. No entanto, consideram-se certos a versão picape do Duster e o SUV compacto Captur derivado do atual Clio IV europeu (da Argentina vem o Clio II).

Uma coisa se tem como exata: pote de ouro é mesmo o segmento que inclui EcoSport, Duster, Tracker e, no futuro próximo, Peugeot 2008, Taigun, GLA, X1, Captur, HR-V, Renegade (mais o Fiat correspondente) e derivados do HB20 e até do Etios, sem falar dos chineses. Para todos os gostos e bolsos.

RODA VIVA

MODELO alemão de enfrentamento de crises de demanda temporárias tem alguma chance de emplacar agora no Brasil. Para não desempregar mão de obra especializada, governo, empresas e sindicatos estudam suspensão do contrato de trabalho em alternativa às demissões. Parte dos salários seria pago pelo seguro-desemprego. Falta avançar nas negociações.

VOLKSWAGEN achou o caminho das pedras para produzir, na China, um carro de entrada mais barato (equivalente a R$ 25.000 aqui). Solução é a mesma aplicada pela Renault na sua subsidiária romena Dacia: partir de uma arquitetura fora de linha, de duas ou três gerações anteriores, e criar nova carroceria. Como o dito popular, “o que os olhos não veem, o coração não sente”.


APENAS no final de 2014 a JAC terá disponível o seu novo T6, SUV de porte médio, que está à venda na China há um ano. Surpreende pelos bons materiais de acabamento e a vedação dupla de portas (no entanto, pesadas para manusear). Motor de 2 litros/155 cv tem ótima resposta em baixas rotações; engates do câmbio manual poderiam ser melhores.

FORD E TOYOTA trombetearam, na mesma semana, que Focus e Corolla, respectivamente, foram os modelos mais vendidos no mundo em 2013. Fontes diferentes, as consultorias Polk e Focus2Move, somam todas as versões de igual nome-modelo (hatch e sedãs). Já que é assim, Golf e sedãs derivados Jetta, Sagitar, Bora e Lavida passam de longe os dois citados.


COM admissão da Maserati, este ano, o exclusivo clube de 18 marcas centenárias ainda em produção aumentou. Em ordem alfabética: Alfa Romeo, Aston Martin, Audi, Bugatti, Buick, Cadillac, Chevrolet, Fiat, Ford, Lancia, Maserati, Mercedes-Benz, Opel, Peugeot, Renault, Rolls-Royce, Skoda e Vauxhall. Próximo da fila a Dodge, em 2015.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


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