Nissan revela as novidades da Frontier 2019, agora feita na Argentina


A poucas semanas do início do Salão do Automóvel de São Paulo, a Nissan apresenta a Frontier 2019, que deixa de ser trazida do México e passa a ser produzida em Córdoba, Argentina. As vendas das novas versões começam ainda em novembro. Antes de ganhar a nacionalidade argentina, a picape foi testada em mais de 300 mil km por variados tipos de terrenos e condições no Brasil e na Argentina.


Antes eram oferecidas apenas as versões SE e LE, ambas com o mesmo conjunto de motor e câmbio, diferindo apenas na quantidade de equipamentos. Agora, são 5 opções: S 4x4, Attack 4x2 e 4x4, XE 4x4 e LE 4x4. Por fora, a versão LE traz poucas mudanças - entre elas, a alteração do tamanho das rodas de liga leve de 16 para 18 polegadas, a inclusão da cor azul no catálogo de opções para a carroceria e a eliminação do spray que revestia a caçamba das primeiras unidades importadas para o Brasil em março de 2017.


A Nissan Frontier 2019 traz de volta a versão Attack, que surgiu pela primeira vez entre 2006, e foi reeditada em 2011. No Salão de Buenos Aires 2017, a Nissan apresentou a Attack Concept, que antecipou alguns dos detalhes visuais presentes no modelo de produção em série. O apelo é aventureiro, mas os adesivos laterais e na tampa traseira com o nome da versão, bem como a inscrição "4x4", já parecem datados. Além disso, as rodas foram reaproveitadas da antiga Attack - o estilo dos raios até combinava com as formas quadradonas da geração anterior, mas neste modelo novo parecem um improviso. Outros diferenciais deste modelo são: estribos laterais, santantônio traseiro, rack de teto na cor preta, barra tubular dianteira e pneus todo-terreno.


Esta versão conta com o novo sistema multimídia A-IVI, com tela de 8 polegadas sensível ao toque, e controles de áudio no volante. Porém, mesmo na versão automática, o controlador automático de velocidade foi abolido. Repare também que os controles do ar-condicionado manual ficaram mais simples (na versão SE, o direcionamento do ar era selecionado por botões, ao invés do comando giratório mais barato de se produzir). A Attack terá opção com tração traseira 4x2 (o motor 2.3 Diesel possui um turbocompressor, o que limita sua potência a 160 cavalos) e 4x4 (que mantém os 2 turbos e a potência de 190 cavalos).


Já a versão LE 4x4 teve a inclusão de diversos equipamentos. Um dos destaques são as quatro câmeras de visão em 360 graus, já presente no Nissan Kicks SL. As câmeras são posicionadas na grade dianteira, na tampa da caçamba e duas na parte inferior dos retrovisores externos. Um botão exibe a união das imagens formadas pelas 4 câmeras, que estão associadas ao Detector de Objetos em Movimento, que emite alerta sonoro no caso de obstáculos estarem próximos ao manobrar de ré.


A central multimídia A-IVI possui tela de oito polegadas e espelhamento de conteúdo de dispositivos compatíveis com Android Auto e Apple CarPlay, além de comandos de voz e atualizações de software e do aplicativo do GPS via Wi-Fi. Outro destaque é a integração com o aplicativo "Door-To-Door Navigation", que ajuda na localização da picape em um estacionamento movimentado e transfere a rota para o destino do celular para a tela central da picape.


O quadro de instrumentos mantém o layout, mas recebeu novas funções exibidas na tela colorida do computador de bordo de 5 polegadas: velocímetro digital, temperatura externa e bússola digital.


A Frontier passa a ser a única do segmento a contar com a opção do teto solar elétrico. E ganha, em todas as versões, o travamento automático das portas em movimento, embora o controle dos vidros elétricos continue demandando o toque no botão em todo o processo de subir ou descer (só na porta do motorista há a função de um toque).


Houve variados aprimoramentos da picape argentina em relação à mexicana, como a modificação do conjunto de direção para oferecer respostas mais precisas e diminuir o peso do volante nas manobras.


No banco traseiro, os assentos e encosto foram remodelados. O ângulo do encosto está 3,5 graus maior e a almofada do assento cresceu 12,9 centímetros no comprimento para aumentar a área de contato das pernas. Todo o estofamento foi trocado e está mais macio. Outras novidades no banco de trás são a inclusão do apoio de braço com porta-copos embutido em todas as versões, e - mais importante - a adição do encosto de cabeça central, com cinto de 3 pontos, e a fixação ISOFIX para cadeirinhas infantis.


A suspensão traseira, única no segmento que adota simultaneamente os braços multilink com molas helicoidais junto com o eixo rígido, tem nova calibração para permitir a adoção das rodas aro 18'' calçadas em pneus Bridgestone (para a versão LE). As molas estão maiores, visando melhorar a performance dinâmica e dar mais estabilidade. E a suspensão dianteira de arquitetura com braço duplo assistido por barra estabilizadora ganhou nova geometria. 


Com a aplicação de para-brisa acústico e isolamentos sonoros nos para-lamas, capô, console central e painel, a cabine ficou até 5 decibéis mais silenciosa, de acordo com as medições da Nissan.


Além dos mencionados cintos de 3 pontos e apoio de cabeça para todos, a Frontier LE passa a contar com airbags frontais, laterais e de cortina, totalizando 6 bolsas (até agora, só existiam as frontais). Os freios ABS e os cilindros traseiros estão maiores para tornar a reação do pedal mais rápida e eficiente.


As dimensões da carroceria foram mantidas: 5,26 metros de comprimento, 1,82 m de altura (1,86 metro na LE) e 1,85 m de largura (sem retrovisores).


Espalhados pelo interior, há 28 espaços para guardar objetos, como os porta-latas diante das saídas de ar laterais e os nichos do console central. Na versão LE são cinco ajustes elétricos do banco do motorista (para frente, para trás, inclinação, ângulo e altura do assento e lombar) e o ar-condicionado é digital e automático de duas zonas, com saídas traseiras.


A Nissan Frontier traz itens como controlador de velocidade de descida, auxiliar de partida em ladeira e, conforme a versão, pode contar com sensor de ré, luzes diurnas e brake-light de LED, controles eletrônicos de estabilidade e tração, além do limitador de diferencial (LSD): quando uma das rodas está deslizando, o LSD a freia automaticamente e manda a força extra às rodas com mais tração.


O seletor giratório de tração Shift On The Fly, com tração 4x2, 4x4 ou reduzida, pode ser alternado com o carro em movimento a até 100 km/h. A picape conta com ângulo de saída de 27,4º e ângulo de entrada de 30,6º, além de vão-livre de 23,4 centímetros. Na parte inferior da carroceria, uma placa de ferro protege o veículo contra avarias em peças como cárter, radiador, motor e tanque de combustível.


As versões S 4x4 e Attack 4x2 têm 160 cavalos de potência e um turbocompressor, enquanto as demais (Attack 4x4, XE 4x4 e LE 4x4) rendem 190 cavalos com o biturbo. O motor para toda a linha é o mesmo 2.3 16 válvulas Turbodiesel, aliado ao câmbio manual de 6 marchas (existente só na versão S 4x4) ou automático de sete marchas, com modo sequencial na própria alavanca.

Comentários

Unknown disse…
Tá show. Faz a diferença, teto solar isso é ótimo. Com 190.000 não pensaria, entre as picape a escolhida seria a le top de linha.