Por que gostamos tanto de carros com painéis macios ao toque?


Em tempos onde os custos de produção dos automóveis são cada vez mais racionados, é raro encontrar veículos que ainda encantem pelo acabamento interior. E uma das coisas mais apreciadas por parte dos consumidores e da imprensa especializada - incluindo nós do Auto REALIDADE - está no acabamento emborrachado do painel, também conhecido como "soft touch". Já sei o que você deve estar pensando: "por que raios um painel de um carro precisa ser emborrachado, se ninguém dirige apalpando ele?!". Tentamos explicar este nosso gosto peculiar com uma argumentação um pouco mais racional...



Uma série de vídeos sobre segurança veiculado pela Mercedes-Benz no começo da década de 1990 demonstrava uma vantagem da aplicação de material macio ao toque: numa freada por exemplo, um objeto lançado para a frente teria o impacto "absorvido" pelo painel, enquanto a mesma peça em plástico rígido causaria o risco do mesmo objeto se espatifar. Inclusive, esse é o aspecto que distancia os carros com painel efetivamente macio dos modelos que trazem painel de plástico duro com couro por cima (a exemplo de Chevrolet Cruze e Nissan Kicks SL).


A aplicação do painel macio ao toque também tende a reduzir a tendência do carro a apresentar ruídos de acabamento, especialmente se os forros das portas dianteiras também contarem com este capricho. Porém, com o aumento da rigidez torcional das carrocerias e a precisão cada vez maior nas linhas de montagem, hoje carros com acabamento de plástico rígido conseguem ser igualmente menos propensos aos "grilos" com o passar do tempo.


Outra vantagem, embora esta seja mais sutil e nem sempre verdade, é que o painel com material emborrachado tende a apresentar menos reflexos quando a luz do Sol incide diretamente nele. O que é verdade é que o painel soft touch é menos suscetível a riscos de unhas, moedas, etc. E por fim, seu emprego em um carro demonstra que a montadora teve um mínimo de cuidado na parte interna do carro, que é onde, afinal, conviveremos mais intensamente com um automóvel.

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