Em detalhes: Mercedes-Benz Classe A 250 Launch Edition



A quarta geração do Mercedes-Benz Classe A começou a chegar às concessionárias da marca nas últimas semanas de 2018, embora, até mesmo por conta do recesso de jornalistas e assessores de imprensa, a apresentação oficial do novo hatch tenha sido postergada. O Auto REALIDADE conferiu alguns detalhes do A 250 em sua série de lançamento Launch Edition, lote composto por apenas 100 unidades. Mecanicamente e em termos de equipamentos, o conjunto é o mesmo da versão Vision, que tem preço inicial de R$ 194 900. Os 5 mil reais cobrados a mais pela versão Launch Edition se justificam pelo pacote visual AMG (para-choques, tapetes e rodas), suspensão levemente rebaixada e detalhes de acabamento, como forro de teto preto, detalhes do painel em alumínio escovado e revestimentos dos bancos que mesclam couro e microfibra "Dinamica".


Externamente, o novo Classe A é uma evolução natural de sua terceira geração de 2013 (a primeira assumidamente definida como hatchback médio, ao contrário das duas primeiras gerações, que eram monovolumes). Suas formas ficaram mais esbeltas, como é possível perceber nos faróis Full LED mais estreitos, na grade com pontos cromados mais larga, nos vincos mais marcantes e nas lanternas que passam a atravessar a tampa do porta-malas. As rodas são de 18 polegadas nas versões Vision e Launch Edition, calçadas por pneus 225/45.


O novo A está 11 centímetros mais comprido e substanciais 22,5 cm mais largo. Parte desse incremento foi destinado à distância entre-eixos da carroceria (3 cm, passando para 2,729 metros), enquanto o porta-malas teve um incremento de 29 litros.


O que mudou para valer e causa boa impressão na nova geração do Classe A é seu interior. Com inspiração nos modelos de segmento superior Classe E e Classe S, chama a atenção a adoção de duas telas de 10,25 polegadas visualmente unidas, de alta definição e diversas opções de configuração. Depois de conhecer o novo Classe A, chega a ser um choque entrar em um modelo bem mais caro como o GLE Coupé e constatar, no SUV de grande porte, a presença de instrumentos analógicos e uma tela do sistema multimídia que parece ser bem pequena.


O volante passa a ser o mesmo do novo Classe C, com boa empunhadura, revestimento de couro (no A, possui costuras vermelhas) e ajuste manual de altura e profundidade. O grande destaque da peça são os botões pretos em seus raios, que interpretam os gestos dos dedos e vão alternando as informações.


O acabamento do Classe A pode não impressionar tanto quanto o do Classe C, mas para seu segmento está acima da média. O painel tem boa área emborrachada, sendo a parte central revestida com couro perfurado, e a tampa do porta-luvas também recebe o mesmo cuidado. Nas portas, a parte superior também conta com o revestimento soft-touch, que minimiza ruídos de acabamento e riscos. O revestimento em microfibra causa ótima impressão, assemelhando-se ao material Alcantara, e também está presente nas portas. Detalhes em preto-brilhante estão na ampla tampa central de porta-objetos e na moldura das saídas de ar traseiras. O teto é forrado em tecido preto. Por fim, porta-luvas e porta-objetos central são fartamente forrados em carpete, enquanto os porta-objetos do início do console são emborrachados.


Como é de costume nos atuais carros da Mercedes, os comandos dos faróis e também do freio de estacionamento estão concentrados no seletor à esquerda - na haste da esquerda, só há o comando dos faróis altos, já que todos os comandos dos limpadores estão concentrados neste local. A haste à direita da coluna de direção opera o câmbio.


A adoção das telas digitais, juntamente com a estreia do sistema MBUX (Mercedes-Benz User Experience), fez com que as diversas teclas presentes no centro do painel do Classe A anterior fossem eliminadas. Duas "ilhas" de botões foram concentradas: uma para operar o ar-condicionado, outra para usar a central multimídia, em torno do touchpad central, que ficou maior. Através do MBUX, é possível dar diversas "ordens" ao carro em uma linguagem mais natural, em português. Dá, por exemplo, para ligar o motor ou ajustar o banco pela voz. E - coisa rara em se tratando de Mercedes - a tela central é sensível ao toque.


Entre os ajustes disponíveis está o seletor de modo de condução, com três configurações pré-definidas (Sport, Comfort e Eco), além do Individual, em que o motorista altera parâmetros da direção, suspensão, câmbio e assistentes eletrônicos do modo que achar melhor (por exemplo, aliar direção esportiva e suspensão confortável).



Na hora de estacionar, além dos sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, o A 250 passa a vir com câmera de ré com linhas de guia e o assistente semi-automático (outra novidade trazida do Classe C) que intervém na direção, acelerador e freio para entrar em vagas paralelas e perpendiculares que o sistema detectar.

Outra novidade do A 250 2019 é o assistente de frenagem ativo, que alerta visual e sonoramente sobre o risco de colisão à frente, e ajusta a servoassistência do freio para a situação (exemplo: caso o motorista pise com menos força que o adequado no pedal de freio). Caso a batida seja iminente (ao serem detectados veículos parados e pedestres), e o carro esteja a até 60 km/h, o veículo freia sozinho para evitar ou minimizar um acidente.


Tanto o banco do motorista quanto o do passageiro dianteiro contam com regulagens elétricas e 3 memórias de posição. Os apoios de cabeça são integrados tanto nos bancos da frente quanto atrás (exceto o central, embutido), o que dá um ar mais esportivo à cabine, mas atrapalha um pouco a visão pelo retrovisor interno - uma característica já recorrente do modelo.


Os passageiros das "pontas" de trás contam com espaço razoável para pernas e cabeça, e agora, mais comodidade. A parte final do console agora traz duas saídas de ar, e ainda um alojamento para pequenos objetos que esconde 2 entradas USB (uma delas de 5 Volts, para carregar bateria). Atrás dos bancos dianteiros há redes para acomodar, por exemplo, revistas.


O porta-malas teve a capacidade ampliada de 341 para 370 litros. O habitáculo é bem acabado, enquanto a tampa possui uma iluminação de segurança e duas alças nos cantos para fechá-la manualmente. Abaixo do forro, assim como no Classe C, um kit veda-furos de pneu dispensa o estepe. O encosto do banco traseiro é tripartido, possibilitando levar cargas mais longas dentro do carro e, ainda assim, levar 3 ou 4 pessoas (no sedan da Mercedes, esse mesmo encosto é inteiriço).


Esta versão conta com teto solar elétrico e a chave passa a ser a mesma do novo Classe C, do tipo presencial, com partida por botão.


O motor 2.0 Turbo é fundamentalmente o mesmo do A 250 anterior, mas sua taxa de compressão agora é de 10,5:1, ante 9,8:1. Com isso, a potência aumentou de 211 para 224 cavalos (sempre a 5500 rpm). O torque de 35,7 kgfm foi mantido, porém ele passa a ser alcançado em 1800 rpm (antes, 1200 rpm). Na ponta do lápis, conforme dados da Mercedes, houve uma melhora no desempenho: o novo A 250 passa a acelerar de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos (0,4 s mais ágil que o modelo anterior) e alcança 250 km/h (antes, a velocidade máxima era de 240 km/h). Mas o tanque de combustível da nova geração do Classe A encolheu de 50 para 43 litros. Curiosamente, o A 250 conta com suspensão independente nas 4 rodas (adotando o esquema multi-link na traseira), mas versões mais básicas utilizam o eixo de torção atrás.


O Classe A chega ao Brasil com 3 opções de cores sólidas (Branco Polar, Vermelho Júpiter e Preto Noite) e mais cinco metálicas (Branco Digital, Cinza Montanha, Prata Iridium, Prata Mohave e Preto Cosmos), todas sem cobrança adicional. Na versão Vision, não há insertos em microfibra, e os detalhes em alumínio são substituídos por apliques em estilo de fibra de carbono. Em compensação, só nele é possível pedir os revestimentos de couro no tom bege "macchiato" para quem não quiser o interior preto, sem custo adicional.

Ainda neste ano, a Mercedes deverá trazer o Classe A Sedan de Aguascalientes, México, na medida para rivalizar com o A3 Sedan.



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