Avaliação: Nissan Versa Advance ganha sofisticação e conserva qualidades do antecessor


Texto e Fotos | Júlio Max, de Teresina - Piauí
Agradecimentos | Assessoria de Imprensa Nissan

Pode-se dizer que o Nissan Versa é um velho conhecido dos brasileiros. Ele chegou ao nosso mercado em outubro de 2011 (já vai fazer dez anos!), e o volume de vendas do sedã justificou sua produção nacional em Resende (RJ) a partir de 2015, já com sua primeira reestilização. Sua sorte no Brasil foi melhor que a de seu irmão March, que acabou saindo de linha em 2020. Tanto que o Versa anterior (agora com o sobrenome V-Drive, para evitar confusões) está convivendo pacificamente nas concessionárias com o novo Versa. Antes que se diga que o convívio entre as gerações diferentes seria uma particularidade brasileira, é importante lembrar que os dois sedans também coexistem em mercados como Argentina, Chile, Malásia e México.

Falando no México, é de lá que vem o novo Versa vendido em nosso País (em quatro versões: Sense manual, Sense CVT, Advance CVT e Exclusive CVT, todas com motor 1.6), enquanto o V-Drive continua a ser feito no Brasil (em cinco versões: 1.0 manual, 1.6 manual, 1.6 Special Edition CVT, 1.6 Plus CVT e 1.6 Premium CVT). O estilo do novo sedan foi muito bem elaborado, com proporções mais equilibradas - afinal, o V-Drive tinha basicamente o mesmo comprimento do modelo novo, mas em termos de largura ele era bem mais próximo do March, do qual deriva. Já o novo Versa está 4,5 centímetros mais largo - e parece maior, graças às linhas predominantemente horizontais da carroceria.

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Auto REALIDADE conviveu por uma semana com a versão intermediária Advance CVT, que se diferencia externamente, em relação à versão Sense, por trazer faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas com pneus 205/55 Continental PremiumContact 6 e retrovisores externos com luzes de seta.

Na parte frontal, os faróis que se projetam para os para-lamas dianteiros e a grade com aplique cromado "V-Motion", aberturas em colmeia e bordas do para-choque em preto-brilhante são elementos de estilo alinhados com outros sedãs da Nissan vendidos globalmente, como o Lannia e o Sentra, assim como a moldura preta que está nas colunas traseiras. O para-brisa traz uma tag do Sem Parar, para realizar pagamentos por débito automático sem necessidade de entrar nas filas comuns ou de contato físico no guichê. 

Os retrovisores ficaram mais afastados da carroceria (de 2 para 4 centímetros), detalhe que ajuda a reduzir o ruído de vento em velocidades maiores. E na traseira, as lanternas passam a se infiltrar na tampa do porta-malas, sendo que as duas partes acendem quando as luzes estão acionadas. 

O interior do Versa também foi totalmente renovado. O painel lembra o do Kicks, mas ao observar atentamente alguns detalhes é possível constatar as diferenças presentes no sedã. A cúpula dos instrumentos é exclusiva, e o velocímetro, além da escala em km/h, possui uma graduação menor em milhas por hora (uma herança que carrega do modelo anterior com os instrumentos "Fine Vision"). 

Curiosamente, o Versa vendido nos Estados Unidos, onde é adotado o padrão mph, possui esquema "invertido" do velocímetro, em que predomina a marcação em mph e existe a graduação menor em km/h). Uma haste junto ao marcador de velocidade faz a graduação do brilho dos instrumentos, caso girada, ou zera o hodômetro parcial (A/B), quando pressionada por mais de um segundo.

Na versão Advance, o painel possui um inserto bege com texturas que dão a impressão de costuras sobre couro, mas na verdade é uma peça de plástico rígido (na versão completa Exclusive, aí sim temos couro e costuras duplas). Por outro lado, na versão intermediária os forros de porta dianteiros e traseiros possuem revestimentos em couro sintético preto. Os apoios de porta trazem plástico texturizado na região dos puxadores com trama que lembra fibra de carbono. Existem, também, maçanetas internas cromadas e detalhes em preto-brilhante nas molduras das saídas de ar laterais, na central multimídia e ao redor da alavanca de câmbio.

Com base achatada e ajuste de altura e profundidade (raridade neste segmento), o volante é o mesmo do Kicks e possui comandos de computador de bordo, som, telefone e fonte do som no raio esquerdo, enquanto o raio direito traz os botões do comando de voz, de chamada telefônica e do controlador de velocidade de cruzeiro (sua operação é fácil: basta apertar o botão inferior com o símbolo do velocímetro, em seguida apertar o botão "Set" e depois ajustar a velocidade pelos botões "+" e "-"). Na versão Advance, a peça não é revestida de couro como na Exclusive, mas mesmo assim a textura do volante agrada: ele possui boas abas para os polegares e pequenas ranhuras na face interna do aro para encaixar melhor as pontas dos dedos.

Um dos charmes da versão Advance é a vistosa tela colorida de 7 polegadas que reúne diversas informações do veículo - só o velocímetro permanece analógico. Pelo visor é possível conferir as seguintes informações, alternadas pelos botões do raio esquerdo do volante:

  • Indicadores: exibe o conta-giros digital (marca até 8 mil rpm, com faixa vermelha iniciando pouco depois de 6500 rpm, e integra o indicador de autonomia estimada. Mas na verdade a rotação máxima deste motor é de 6750 rpm).
  • Áudio: mostra informações de som, como nome da música/estação. É possível alterar a fonte pelo botão "OK" (USB, Bluetooth, rádio AM ou FM, entrada auxiliar).
  • Economia de combustível: exibe dois estilos de gráficos relativos ao consumo instantâneo de combustível: um em forma de barras verticais, outro representado por uma barra horizontal que mostra se o motorista está superando a média de consumo anterior ou não.
  • Computador de bordo: exibe as seguintes três telas: 
    • 1 - computador de bordo (com média de consumo de combustível, velocidade média, distância percorrida e tempo de viagem)
    • 2 - velocímetro digital acompanhado do nome da música/estação 
    • 3 -  indicador de temperatura do líquido do motor
  • Definições: neste menu é possível: 
    • desativar/ativar o controle de estabilidade (VDC)
    • alterar os alertas ao motorista (é possível regular o volume dos bipes do sensor de ré e sua sensibilidade, bem como desativar os bipes ou a imagem dos gráficos do sensor de estacionamento traseiro; emitir ou não alerta de baixa temperatura, ativo abaixo de 3º C, bem como programar alertas para troca de óleo/filtro e pneus em intervalos de quilometragem de 500, 1000, 1500... quilômetros, ou ainda lembretes que podem ser programados em 30, 60, 90, 120... minutos)
    • fazer a customização do display (é possível ocultar alguma(s) das 3 telas de computador de bordo, bem como suprimir o histórico do consumo de combustível e a animação de boas-vindas do carro ao ligar)
    • acessar definições do veículo (é possível ativar ou desativar variadas funções, como o alerta de esquecimento de objetos no banco traseiro, a função da seta ser acionada 3 vezes com um toque leve na haste esquerda da coluna de direção as funções de sensitividade de luzes externas e luz interna, as funções de travamento/destravamento das portas e a operação dos limpadores variável conforme a velocidade)
    • fazer ajustes de relógio e opção de visualização em 12 ou 24 h
    • escolher unidades de quilometragem, medição de combustível, temperatura e idioma
    • resetar para os padrões de fábrica.

Entre as informações exibidas de forma fixa na tela estão a temperatura externa, o hodômetro total (que pode dar lugar ao hodômetro parcial A ou B), o marcador de nível de combustível e o relógio. Vale mencionar, também, que esta tela possui indicação individual de porta aberta, e que mostra também se a tampa do porta-malas ficou aberta (porém não exibe caso o capô ou a tampa do tanque de combustível tenham sido esquecidos abertos). De todo modo, é bem mais informativo que a pequena luz-espia do Versa antigo, que obrigava a "adivinhar" qual das portas estava mal-fechada. Existe até luz de advertência caso o nível do fluido do limpador de para-brisa esteja baixo.

Porém, essa tela só exibe as informações em inglês, francês ou espanhol, enquanto o sistema multimídia do modelo possui bem mais opções de idioma, incluindo aí o português brasileiro. Outro ponto que poderia ser considerado pela Nissan é a integração de mais informações em uma mesma tela, porque é preciso alternar entre os vários menus para se encontrar os detalhes do carro. Por exemplo: é impossível ver ao mesmo tempo o conta-giros e a velocidade de forma digital.

O lado esquerdo do painel possui um console retangular onde fica abrigado o seletor de altura do facho dos faróis. Um pouco mais abaixo estão as alavancas para abrir a portinhola do tanque de combustível e o capô. Já no piso, do lado esquerdo do motorista, há uma alavanquinha para destravar o porta-malas.

Na haste à esquerda são acionados os faróis principais e de neblina, inclusive com posição para acendimento automático das luzes principais. Os faróis trazem, a partir desta versão, a funcionalidade Follow me Home, que mantém as luzes acesas segundos após desligar a ignição, entre 30 segundos e 2 minutos. Com um leve toque, é possível acionar a seta 3 vezes.

Já na haste do lado direito fica o controle dos limpadores dianteiros, com função intermitente variável.

Na porta do motorista estão os comandos dos retrovisores elétricos, trava das portas (cada maçaneta interna também possui uma trava), bloqueio das janelas (traseiras e do passageiro dianteiro) e vidros elétricos nas 4 portas, embora só o motorista tenha botão iluminado e função um-toque (e apenas para descer a janela). Pelo menos ainda é possível acionar os vidros por até 45 segundos após o desligamento da ignição, a menos que alguma porta seja aberta durante a operação.

O teto possui dois pontos de iluminação (com focos dianteiros para motorista e passageiro frontal, além da iluminação central) e ainda as alças de teto (agora retráteis, e não mais fixas como no Versa antigo) para os passageiros dianteiro e traseiros. E os dois para-sóis, enormes, possuem espelhos com tampa (há ainda uma tira para guardar documentos no para-sol do motorista)O revestimento do forro é de carpete. Já os tapetes nesta versão são confeccionados em borracha e há duas fixações no tapete do motorista, para evitar que ele se solte e trave os pedais. O apoio de pé esquerdo para o motorista possui boa área e ângulo, e é revestido de carpete, como o assoalho. 

A chave I-Key é presencial e idêntica a de outros Nissan com esta funcionalidade, como o Sentra. Ela possui botões para travamento e destravamento das portas, além de comando para destravar a tampa do porta-malas (diferente de outros sedãs deste segmento, no Versa esse comando não faz levantar a tampa por completo) e para o acionamento da sirene do carro. Inclusive, recomendamos utilizar esse botão em último caso para encontrar o veículo, pois o som do alarme disparado é bastante estridente. Embutida na chave fica uma lâmina que pode inserida nas fechaduras em situações excepcionais. 

A I-Key permite que você abra e feche o carro pela presença da chave (basta apertar o botão embutido nas maçanetas dianteiras para travar ou destravar o veículo, desde que a chave esteja próxima), e também possibilita fazer a partida do motor ao toque de um botão, que fica localizado próximo à alavanca de câmbio. Curiosidade: caso você deixe a chave no vão do para-brisa dianteiro, o carro vai acusar que não há chave detectada, mas, se essa chave for deixada sobre a tampa do porta-malas, é possível fazer a ignição. Ao travar o carro, é acionado o alarme, que é perimétrico. Mas não vá se afastar do Versa pensando que ele vai se travar sozinho, pois não existe esta funcionalidade. Além disso, se algum vidro for esquecido aberto, ele não é levantado caso o carro seja travado.

A central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas, acompanhada de vários botões de atalho nas laterais e com moldura ligeiramente saltada do painel, vem de série a partir da versão Advance. O aparelho possui espelhamento de tela de celulares através do Android Auto e do Apple CarPlay, Bluetooth, comandos de voz e compatibilidade com o aplicativo "NissanConnect" para smartphones. O menu pode ser personalizado, exibindo até 3 telas de atalho para música, telefone e relógio, com ícones que podem ser customizados com a seleção dos widgets.

Curiosamente, este sistema multimídia conta com ponto de acesso a redes Wi-Fi, porém não é possível fazer a instalação de aplicativos, por exemplo. A principal função do acesso às redes sem fio é manter atualizado o software do sistema multimídia. A única possibilidade de utilização de aplicativos surge ao fazer o espelhamento de tela do smartphone.

Entre os botões de atalho estão a regulagem do brilho da tela (modo noite ou automático) e o menu do telefone, para gerenciar os dispositivos conectados e as chamadas telefônicas. Pelo botão "Camera" é possível fazer ajustes na imagem da câmera de ré, que possui linhas de guia que acompanham o esterço do volante, além de linhas com graduação de cores para visualizar melhor se há obstáculos mais próximos ou mais distantes. A título de curiosidade, ao apertar este botão com o carro em movimento para a frente, é exibida a imagem da câmera traseira até quase 20 km/h.

O sistema de som traz 4 alto-falantes nas portas e a qualidade do áudio é razoável, com bom volume, mas com moderada distorção quando o som é elevado. É possível fazer ajuste de graves, médios e agudos no som, além de selecionar balanço/fade, amplificar os graves e ajustar se o volume irá aumentar conforme o carro ganhe velocidade. Na reprodução, uma desvantagem é não haver possibilidade de tocar na barra de tempo para ir para outra parte da música - só de forma razoavelmente lenta, ao apertar e segurar os botões de avançar/retroceder, é que é possível ir para outro trecho do arquivo de música.

Os comandos do ar-condicionado na versão Advance são analógicos - os mesmos utilizados no Kicks nas versões Sense e Advance. Com ele, o resfriamento da cabine é surpreendentemente rápido.

No console central, também bem assemelhado ao do SUV, há um espaço à frente da alavanca de câmbio com uma entrada auxiliar e uma USB (para transmissão de dados e carregamento), além de uma tomada de 12 Volts. Mais atrás, há dois porta-copos e um porta-objeto aberto na parte de trás do console, próximo do qual ficam alojadas duas entradas USB, com tampinhas retráteis e que servem exclusivamente para carregamento dos dispositivos eletrônicos. 

Elas ficam em uma posição que pode ser facilmente alcançada por todos os ocupantes. Mas seria mais desejável que pelo menos duas das entradas USB permitissem a utilização de dados: é impossível utilizar o espelhamento de tela do celular (que exige uso do cabo) e escutar músicas através de um pen-drive ao mesmo tempo, por exemplo.

O motorista possui um apoio de braço retrátil e embutido em seu banco em todas as versões automáticas, revestido de tecido no modelo Advance. Apesar de parecer pequeno, sua área, ângulo e altura até que proporcionam bom conforto para o braço direito.

O porta-luvas tem bom espaço e é fácil de abrir e fechar, mas não é iluminado em nenhuma versão e também não dispõe de nichos para acomodar objetos pequenos. 

Os bancos na versão Advance são forrados inteiramente em tecido preto com as laterais em bege, uma padronagem de bom gosto que combina com o tom aplicado à faixa central do painel. Para o motorista, existe duas alavancas na lateral esquerda: a maior faz o ajuste de altura do seu assento, enquanto a menor regula a inclinação do encosto. Atrás, uma curiosidade: os encostos do banco se estendem até a junção das portas traseiras, de modo similar à geração anterior.

No banco traseiro, houve uma diminuição no espaço livre para as pernas, que passou de 94,0 centímetros no modelo antigo para 78,8 cm no modelo novo (conforme dados de fábrica), mas ainda assim a amplitude para as pernas dos passageiros "das pontas" do banco de trás é digna de carros maiores. Porém, falta um pouco de espaço para a cabeça: tenho cerca de 1,80 metro de altura e os cabelos encostam no forro de teto. Isso já ocorria no Versa antigo, diga-se de passagem, mas a situação ficou um pouco pior porque o espaço para a cabeça acabou sendo diminuindo em 7 milímetros no modelo novo. 

Outro detalhe estranho é a posição das alças de teto (seria mais conveniente que elas ficassem um pouco mais à frente, para melhorar a ergonomia). O que melhorou em relação ao V-Drive foi o assento, que permite uma melhor acomodação das coxas. Porém, o ocupante do meio do banco traseiro tem pouco espaço para as pernas, por conta do túnel central, e fica sentado numa parte do banco que é mais elevada e mais estreita, restringindo o conforto para adultos nesta região.

Quem senta atrás dispõe de porta-revista (atrás do banco dianteiro do carona), três encostos de cabeça fixos, fixações ISOFIX e LATCH para cadeirinhas infantis (no caso das ancoragens LATCH, que ficam no forro traseiro, elas ficam protegidas por tampas retráteis) e os cintos de 3 pontos para todos. E o alerta do não-uso de cinto de segurança denuncia quem não o afivelar tanto nos bancos dianteiros quanto atrás. 

O porta-malas, que abre por botão externo na tampa (recurso não disponível no Versa anterior), por botão na chave ou ainda pela alavanquinha interna no piso, passa a ter 482 litros de capacidade, 22 L a mais que o Versa antigo/V-Drive, e pode ser ampliado com o rebatimento do encosto bipartido traseiro (feito através de pinos nos cantos dos encostos dos bancos; vale ressaltar que apenas o encosto rebate, e não o assento). 

O porta-malas possui iluminação e é bem revestido, inclusive na face interna da tampa, mas optou-se pelo estepe fino, do tipo temporário, com roda de ferro de 15 polegadas e pneu 125/70 (que deve ser calibrado com 60 libras). As ferramentas para a troca do pneu, como macaco e chave de roda, são facilmente localizáveis ao levantar o forro do porta-malas.

O conjunto mecânico é composto pelo já consagrado motor 1.6 16 válvulas Flex Fuel "HR16DE" com bloco em alumínio e sistema de variação contínua de válvulas na admissão e escape, de 4 cilindros, 114 cavalos a 5600 rpm e torque de 15,5 kgfm a 4000 rpm. Estes números de potência e torque são os mesmos tanto com gasolina quanto com etanol. São 3 cavalos e 0,4 kgfm a mais que o motor 1.6 do Versa V-Drive, e tanto a potência quanto o torque são atingidos nas mesmas rotações do antecessor. 

Assim como o propulsor, o câmbio automático continuamente variável XTronic CVT também passou pelas mesmas melhorias introduzidas no Kicks. Agora, a transmissão conta com modo Sport, acionado por um pequeno botão próximo ao pomo da alavanca de câmbio e que mantém o giro do motor mais elevado, e função D-Step, com seis relações que simulam as passagens de marcha dos câmbio automáticos tradicionais. A partir da versão Advance, a manopla da transmissão possui detalhe prateado. Não existe possibilidade de trocas manuais de marcha, mas há o modo Low (L), indicado para aplicar freio-motor ao máximo em declives acentuados, e também em situações de aclives íngremes ou curvas fechadas.

Parte da mídia especializada chiou quando os novos Versa e Kicks mantiveram o motor 1.6, mas, segundo estudos de mercado da Nissan, este propulsor continua a entregar níveis de desempenho e de consumo de combustível considerados satisfatórios para os consumidores. Ademais, o HR16DE proporciona custos mais reduzidos de manutenção, especialmente nas revisões. Outra vantagem deste propulsor é o baixo nível de vibrações, mesmo em sua fase fria de funcionamento.

Segundo a Nissan, o Versa com câmbio automático acelera de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 180 km/h. Em nossos testes, o sedã surpreendeu em todas as aferições de acelerações e retomadas. Confira os resultados (os testes são realizados em ambiente seguro, com ar desligado, uma pessoa a bordo, tanque abastecido com gasolina e câmbio na posição Drive, cronometrados pelo app GPS Acceleration):

Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,2 segundos
Retomada de 40 a 80 km/h: 5,0 segundos
Retomada de 60 a 100 km/h: 6,4 segundos
Retomada de 80 a 120 km/h: 8,1 segundos

Para termos uma base de comparação, fizemos um teste de aceleração com o Versa anterior (um exemplar SL 2018/2019), que cumpriu a prova de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos. Ainda em se tratando das acelerações, é importante lembrar que, apesar de ser possível fazer a desativação do controle de estabilidade, não há como desligar o controle de tração, portanto, o novo Versa não cantará pneu em nenhuma situação.

Em relação ao consumo de combustível, o Versa também mostrou bons resultados em nossos percursos, feitos estritamente em perímetro urbano e com gasolina. Para manter o consumo de combustível em bons patamares, a montadora recomenda calibrar os pneus com 33 libras. Veja o resultado:

Consumo de combustível médio: 11,4 km/l
Distância percorrida: 429,8 km
Velocidade média (estimada): 22 km/h 

Apesar do resultado satisfatório, é importante mencionar que, nesta nova geração do Versa, o tanque de combustível manteve a capacidade do V-Drive de apenas 41 litros - a menor do segmento. Este fator exige um planejamento maior para abastecimentos caso a intenção seja fazer viagens longas com o sedã.

Mesmo com as curvaturas acentuadas do para-brisa e do vidro traseiro, a visibilidade geral do Versa é boa, auxiliada pelos vidros das portas dianteiras com partes fixas e pelos retrovisores externos que, apesar de serem razoavelmente estreitos, trazem espelhos com amplo campo de visão. 

Outro fator que ajuda neste quesito é o fato dos limpadores dianteiros ficarem "invisíveis" através do vidro do motorista, já que, quando fora de uso, eles se recolhem à área preta do para-brisa, onde não interferem na visibilidade. Apesar dos encostos de cabeça traseiros serem fixos, eles não chegam a prejudicar tanto a visão pelo retrovisor interno.

A direção se destaca pela progressividade: ela está mais leve que a do Versa antigo em baixa velocidade, o que permite manobras com mais conforto, mas ganha peso em velocidades mais altas, transmitindo mais segurança.

Na condução à noite, o Versa agrada, com iluminação em tons de branco (no quadro de instrumentos) e laranja (nos comandos internos que são iluminados). Mesmo sendo totalmente halógenos, os faróis proporcionam boa iluminação e trazem a comodidade do ajuste interno de altura de seus fachos, o que ajuda especialmente quando o carro estiver circulando com muita carga. 

Com a ignição ligada, mas sem faróis acesos, o botão de partida e o comando do vidro elétrico do motorista ficam iluminados; ao ligar as luzes externas, também ficam iluminados os botões do volante, o comando que ajusta o facho dos faróis, os botões de multimídia/ar-condicionado e a moldura com as posições do câmbio.

No quesito suspensão, o novo Versa nos causou uma ótima impressão. Carros de origem japonesa eram conhecidos por serem razoavelmente mais "duros" do que seus rivais nacionais, mas o sedã da Nissan chega bem perto do nível de conforto em pisos ruins que é proporcionado pelo Fiat Cronos, por exemplo (o.k., ele é argentino, mas derivado do Argo, todo pensado para o público brasileiro). Vale dizer que este conforto no Versa está acompanhado da rigidez necessária para contornar curvas com segurança. Conforme a marca, a suspensão traseira foi reforçada em sua estrutura e os batentes de borracha foram trocados por poliuretano.

Outro fator que colabora na absorção de impactos do solo são os pneus desta versão, que possuem perfil um pouco mais alto em comparação com os que estão presentes no Versa mais completo (205/55 no Advance, 205/50 no Exclusive).

Para a minimização de ruídos à bordo, estão presentes itens como a manta de isolamento acústico no capô (também há mantas nas colunas dianteiras e na parede corta-fogo junto ao painel). Para abafar mais os barulhos e vibrações, foram ligeiramente "engrossados" os vidros das portas dianteiras, os carpetes e as borrachas de vedação das portas, com guarnições duplas.

Em termos de segurança, o Versa Advance conta com 6 airbags (frontais, laterais embutidos nos bancos dianteiros e de cortina), alerta visual e sonoro no caso de cinto de segurança não afivelado (tanto nos bancos dianteiros quanto nos traseiros), travamento das portas em movimento (após 24 km/h), assistente de partida em subidas, controles eletrônicos de estabilidade e tração, cintos dianteiros com regulagem de altura, pré-tensionadores e limitadores de carga, além dos freios ABS com distribuição eletrônica da força da frenagem (EBD) e assistência em frenagens de pânico (Brake Assist). Em se tratando dos freios, cabe destacar a ótima modularidade do pedal: o início de seu curso exige pouquíssima força do pé. 

Outra funcionalidade de segurança interessante é o alerta de esquecimento de objetos no banco traseiro. Funciona assim: se for aberta (e depois fechada) uma porta traseira antes da partida, na hora de desligar o carro, caso não seja aberta a porta de trás, são emitidos três toques curtos da buzina e uma mensagem no quadro de instrumentos para alertar ao motorista que pode ter ficado esquecido algum objeto, animal de estimação ou criança.

Nestes tempos de aumentos constantes nos preços dos carros novos, o Versa Advance CVT tinha um preço quando recebemos este exemplar, e acabou ficando mais caro quando devolvemos o carro para a Nissan. O preço de tabela do sedã passou de R$ 86.690 para R$ 88.390. O modelo está disponível em sete opções de cores: duas sólidas (Branco Aspen e Preto Premium), três metálicas (o Prata Classic do "nosso" carro, o Vermelho Malbec e o Cinza Grafite) e duas perolizadas (Branco Diamond e Azul Cobalto). 

A garantia é de 3 anos, sem limite de quilometragem, com 2 anos de serviços de assistência 24 horas (Nissan Way Assistance), mas é possível ampliar a proteção ao contratar um dos planos do Nissan Protect. No pacote Plus, o consumidor passa a ter 3 anos de serviços 24 horas, e são pagas antecipadamente as 3 primeiras revisões do veículo. No pacote Master, a garantia do carro é estendida para 4 anos, o Nissan Way Assistance é válido por 4 anos e as 4 primeiras revisões são pagas. E no pacote Supreme, a garantia do veículo é ampliada para 5 anos, o Nissan Way Assistance é prestado por 5 anos e são pagas as 5 primeiras revisões do Versa.

A Nissan do Brasil declara não ter planos de nacionalizar o novo Versa, externando a intenção de evitar a mobilização de diferentes fábricas da Nissan na América Latina para a fabricação de produtos "redundantes", preferindo a estratégia de concentrar esforços para uma produção que atenda tanto ao mercado interno quanto os mercados de exportação. Considerando que o novo Versa se enquadra no subsegmento de "sedãs compactos premium" e que ainda existe o V-Drive feito no Brasil (e exportado para outros países latino-americanos) como opção para o público que pretende ter um sedã mais acessível e fácil de manter, a decisão da marca parece bem acertada.

As revisões são feitas em intervalos de 10 mil quilômetros ou 12 meses. Os valores dos serviços podem ser parcelados em 3 vezes:

10.000 quilômetros: R$ 413,00
20.000 quilômetros: R$ 613,00
30.000 quilômetros: R$ 413,00
40.000 quilômetros: R$ 613,00
50.000 quilômetros: R$ 413,00
60.000 quilômetros: R$ 613,00

Consideramos que os principais rivais do Versa Advance são: Toyota Yaris XL Plus Connect 1.5 CVT (R$ 85.890), Honda City LX 1.5 CVT (R$ 85.700), Volkswagen Virtus 1.6 MSI Automático (R$ 85.790) e Fiat Cronos Precision 1.8 AT6 (R$ 87.790) - afinal, todos estes modelos contam com motores aspirados e câmbio automático.

Boletim comentado do Nissan Versa 1.6 Advance CVT


Design = 9,5
Se o Versa anterior chegava a ser apontado, junto com o Etios Sedan, como um dos sedans mais feios disponíveis no Brasil, o novo Versa subverte completamente esta lógica e hoje pode ser considerado um dos carros mais bonitos de sua categoria. Alinhado com o estilo de sedans maiores da Nissan, como a nova geração do Sentra, o novo Versa dá a impressão de ser bem maior que a geração antiga (apesar das dimensões, na prática, nem terem aumentado tanto assim) e chega até a despertar curiosidade nas pessoas pelas ruas, tanto por ser novidade quanto pelo design ser bem mais expressivo e contemporâneo. E a versão Advance está bem próxima do elogiado estilo da versão top Exclusive - só fazem falta as rodas de 17 polegadas, que combinam mais com o perfil do sedã.

Espaço interno = 9,0
Na parte frontal, o espaço para cabeça e pernas é amplo, enquanto no banco de trás os passageiros também dispõem de bom espaço para esticar as pernas, mas o caimento de teto acentuado acaba tirando espaço para a cabeça das pessoas mais altas. No novo Versa, existem porta-objetos maiores e mais ergonômicos no console entre os bancos e nas portas: são nada menos que seis locais pela cabine para colocar latas ou copos. A parte frontal do console central passa a ter entradas USB, auxiliar e tomada 12 Volts; além disso, acomoda bem um celular e fica ao alcance da mão do motorista. Outra boa novidade foi o porta-malas ter aumentado de 460 para 482 litros, acompanhado do banco traseiro de encosto bipartido a partir da versão Advance - recurso que otimiza o espaço que pode ser aproveitado para transportar passageiros caso seja necessário levar objetos maiores dentro do carro.

Conforto = 9,25
O Versa passa a contar com bancos dianteiros mais largos e que acomodam melhor o corpo (denominados pela montadora de Zero Gravity), além de continuar oferecendo espaço amplo para as pernas de quem senta no banco traseiro (embora, como falamos, decepcione um pouco no espaço para cabeça atrás). Sua ergonomia foi bem pensada, com os principais comandos à mão, o volante com boa pegada e a posição de dirigir cômoda, com ajustes fáceis para a coluna de direção, o cinto e o banco do condutor. O isolamento acústico da cabine também foi bem bolado, trazendo detalhes como manta de isolamento acústico no capô, retrovisores que fazem menos barulho de vento e peças de acabamento bem-montadas, minimizando ruídos em pisos irregulares. O ar-condicionado eficiente também conta pontos aqui. A direção ficou perceptivelmente mais progressiva do que no modelo anterior, agora bastante leve nas manobras e ganhando o peso necessário quando a velocidade sobe. Outro grande destaque é o conjunto de suspensão, que possibilita que o Versa passe por asfalto ruim numa boa, sem descuidar da estabilidade.

Acabamento = 8,5
Algumas montadoras costumam dizer que seus carros tem vários níveis de acabamento (quando na verdade estão se referindo a versões de um mesmo modelo), mas no caso do Versa são três níveis de acabamento, mesmo. A versão Sense está no "nível 1" - com volante espumado, forros de portas dianteiros com insertos em couro sintético e detalhes em bege no painel (de plástico duro) e nos bancos (de tecido). A versão Advance está um nível acima, com couro também nos forros de porta traseiros. E a opção Exclusive tem volante em couro, superfície macia ao toque no painel, além das laterais do início do console central também pintados em bege fosco e dos bancos de couro. De todo modo, o acabamento do Versa supera o do V-Drive (que traz menos variações de texturas na cabine e que possui os forros de porta traseiros em puro plástico em todas as versões - uma involução em relação ao Versa antigo, que tinha o revestimento nas portas de trás), além de estar em patamar similar ou um pouco melhor ao que é encontrado em seus rivais.

Equipamentos = 9,0
Os pacotes de equipamentos do Versa são descomplicados. Não há itens opcionais nas suas versões, então quem fizer questão de determinado equipamento muda diretamente para outra versão (contudo, nada impede de serem adicionados outros itens disponibilizados como acessórios nas concessionárias). De série, o Versa Advance vai além do feijão-com-arroz desta categoria e possui comodidades muito úteis no dia-a-dia, como chave presencial, câmera de ré, tela configurável junto ao quadro de instrumentos, banco traseiro bipartido e faróis com acendimento automático, só para citar alguns exemplos.
 
Apesar disso, alguns detalhes mostram que não houve uma adaptação completa do Versa ao gosto dos brasileiros. Enquanto desde 2016 o Kicks possui a opção de todos os vidros elétricos com acionamento por um-toque a partir da versão intermediária, o Versa só tem função um-toque (e para baixo) para o vidro do motorista. Também não dá para entender por que a tela de instrumentos do Kicks exibe informações em português e o do Versa não, mesmo sendo exatamente o mesmo display. Pode-se pensar que estamos exagerando na reclamação e que selecionar o idioma espanhol deixaria a operação parecida como se fosse com o português... até cair em termos como "parpadeos" e "edo bocina tras". Não entendeu? O manual do proprietário em .PDF está aqui: https://www.nissan.com.br/content/dam/Nissan/br/manuais/Novo-Versa/MP_COMP_NOVO%20VERSA_28%2010%202020.pdf

Desempenho = 9,25
O motor 1.6 HR16DE recebeu as melhorias introduzidas no Kicks e passou a render 3 cavalos e 0,4 kgfm de torque a mais que o V-Drive. Diferentemente do que se pode pensar em um primeiro momento, a diferença de peso entre Versa e Kicks é bem pequena (o SUV é 14 quilos mais pesado, considerando a versão Advance de ambos os modelos). As discrepâncias entre os carros são bem maiores nos quesitos de coeficiente aerodinâmico (0,305 no Versa, 0,345 no Kicks; quanto menor o número, mais aerodinâmica é a carroceria) e no centro de gravidade dos veículos, já que o SUV tem 5,7 centímetros a mais de altura em relação ao solo do que o sedan. Resultado: em nosso teste de aceleração de 0 a 100 km/h, o Versa abriu vantagem de 1,3 segundo em relação ao Kicks 1.6 automático avaliado em 2018, e superou o Versa SL 2019 em 0,4 segundo, mesmo sendo 29 quilos mais pesado que o sedã antigo.

Em relação ao V-Drive, outra evolução ocorreu na transmissão, que incorpora o modo Sport e a simulação de 6 marchas, ambos inexistentes na geração antiga. Na prática, a sensação de se acelerar o Versa melhorou bastante. A única situação em que se vai sentir um pouco de falta de força é em ladeiras íngremes, mas basta acelerar mais nesta situação, ou colocar a alavanca de câmbio no modo Low, para que o sedã da Nissan faça uma subida mais vigorosa. 

Segurança = 9,5
Este é um dos quesitos em que o Versa mais evoluiu em relação ao V-Drive, e outra boa notícia é que até mesmo a versão básica do novo modelo já possui um bom pacote de proteção. No V-Drive, mesmo em sua versão mais cara (Premium), o conjunto de itens de segurança não vai muito além do que é atualmente estabelecido como obrigatório (airbag duplo, freios ABS, fixações para cadeirinhas infantis e cintos de 3 pontos para todos os ocupantes). Já o novo Versa possui 6 airbags, alerta do não-uso do cinto de segurança em todas as posições, assistente de partida em ladeiras e os controles de tração e estabilidade (ainda não exigíveis no V-Drive, mas que logo serão obrigatórios em todos os automóveis novos vendidos no Brasil).

O Versa ainda não foi avaliado nos testes do Latin NCAP, mas já teve sua segurança posta à prova pelo órgão norte-americano NHTSA, e obteve as desejadas 5 estrelas nos crash-tests frontais, laterais e contra poste, bem como na avaliação de risco de capotamento. Porém, é importante que se diga que nos Estados Unidos o Versa vem mais recheado de itens de segurança desde a versão mais básica, trazendo alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência e detecção de pedestre (no Brasil, só estão na versão Exclusive), além de alerta de saída de faixa involuntária e frenagem autônoma em caso de iminência de colisão em manobras de marcha a ré (recursos indisponíveis no Versa vendido em nosso País). 

Consumo de combustível = 9,0
Quando testamos o Nissan Kicks S na virada de 2017 para 2018, nossa maior decepção com o utilitário foi no aspecto do consumo de combustível muito elevado que obtivemos em comparação com os dados oficiais do Inmetro. No Versa, nós fomos muito mais felizes, pois o sedã obteve média de 11,4 km/l com gasolina na cidade - resultado próximo aos 11,7 km/l declarados nos testes padronizados pelo Inmetro. Mas ainda assim, o tanque de combustível deveria contar com maior capacidade, o que ajudaria a minimizar a quantidade de visitas aos postos de gasolina. Ainda mais em tempos de coronavírus e restrições de circulação em certas regiões, que incluem fechamento dos postos de combustíveis em algumas cidades... 

Relação custo-benefício = 9,25
Apesar de investir em um design bem mais atraente e em novos equipamentos que encantam os consumidores, o Nissan Versa ainda conserva um apelo forte de racionalidade e confiabilidade. Afinal, seu conjunto motor-câmbio é o mesmo utilizado há cinco anos no Kicks, com histórico de boa durabilidade e que colabora para manter os valores das revisões no patamar mais barato da categoria. Além disso, em todos os outros aspectos, o Versa reflete as vantagens de um projeto mais moderno, se comparado com o V-Drive. Ele é substancialmente mais seguro, ganhou espaço de porta-malas, acomoda os ocupantes com mais conforto, traz de fábrica equipamentos que o sedã anterior nunca sonhou em ter e possui uma dirigibilidade que chega a ser uma das referências no segmento. Com este conjunto, o Versa tem condições até mesmo de atrair parte da clientela dos sedãs médios, que atualmente dispõe de menos opções acessíveis nesta categoria.

Nota Final = 9,1

As notas são atribuídas considerando a categoria do automóvel analisado, os atributos oferecidos pelos concorrentes (diretos ou por aproximação), além das expectativas entre o que o modelo promete e o que, de fato, oferece. Um mesmo carro avaliado duas vezes pode ter sua nota diminuída em uma avaliação posterior, caso não evolua para os níveis de exigência que se aprimoram continuamente no mercado automotivo. Frações de pontuação adotadas: x,0, x,25, x,5, x,75. Critérios - Design = aspecto estético do automóvel. Espaço interno = amplitude do espaço para passageiros (dianteiros e traseiros, de acordo com a capacidade declarada do carro), locais para acomodar objetos e bagagem. Conforto = suspensão, nível de ruído, posição de dirigir, comodidades. Acabamento = atenção aos detalhes internos (encaixes e qualidade dos materiais e padronagens). Equipamentos = itens de tecnologia e conforto disponíveis no automóvel avaliado. Desempenho = aceleração, velocidade máxima, retomada, comportamento em curvas. Segurança = visibilidade, itens de proteção ativa e passiva, frenagem. Consumo = combustível gasto e autonomia. Custo-benefício = relação de vantagem entre o preço pago e o que o carro entrega.

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