Nissan Frontier PRO-4X 2023: uma volta com a versão mais Off-Road da linha

Texto e fotos | Júlio Max, de Teresina - PI

Nós, do Auto REALIDADE, fomos convidados para o lançamento da Nissan Frontier 2023, ocorrido no início de abril na cidade de Puerto Iguazú (Argentina). Na ocasião, foi possível dirigir a picape renovada na sua versão Platinum em um trecho curto de asfalto e também em terrenos enlameados e escorregadios. Agora, que a picape está disponível nas concessionárias da marca pelo Brasil, fizemos o test-drive na versão PRO-4X para explorar mais a fundo a nova Frontier em ambiente urbano. E também contamos aqui as diferenças entre a Frontier do mercado argentino e a picape vendida no Brasil!

À medida em que o tempo passa, a Frontier vai ganhando cada vez mais versões. Quando a terceira geração da picape foi lançada no Brasil, em 2017, havia somente a versão LE, trazida do México. No final do mesmo ano, passou a ser comercializada a opção SE, um pouco mais despojada de equipamentos. Com o início da produção argentina, passaram a ser quatro versões: S, Attack, XE e LE. Agora, na linha 2023, são nada menos que seis opções: S, SE, Attack, XE, Platinum e PRO-4X.

Tanto a Platinum quanto a PRO-4X são versões topo-de-linha, mas possuem características diferentes. A Frontier Platinum segue uma linha de estilo mais urbana, alinhada com Hilux SRX e Ranger Limited, e traz vários detalhes cromados (nos contornos da grade frontal, nas maçanetas externas, nos frisos na parte inferior das janelas laterais, nos emblemas da Nissan) e prateados (racks de teto, estribos laterais e molduras do para-choque dianteiro). As capas dos retrovisores são da cor da carroceria e as rodas de liga leve são maiores, de 18 polegadas, com pneus 255/60.

Já a Frontier PRO-4X é uma versão completa com roupagem aventureira. Atualmente, não existem rivais diretas para ela: há opções com pacote de equipamentos inferior (Ranger FX4) ou mais caras e com modificações mecânicas em comparação com as outras versões (Hilux GR-S). Antes que se pergunte, a PRO-4X não toma o lugar da versão Attack por conta das diferenças significativas de equipamentos e acabamento entre elas. Enquanto a Attack só traz central multimídia com câmera de ré e os acessórios aventureiros como diferenciais em relação à versão SE (a mais em conta da linha com câmbio automático), a PRO-4X traz um pacote de itens bem mais completo e vem com teto solar, câmeras de visão em 360 graus, pacote de segurança Safety Shield, banco do motorista com ajustes elétricos, revestimentos de couro e ar digital dual zone, só para citar os itens mais significativos.

A PRO-4X possui diversos detalhes em preto (estribos laterais, grade frontal, maçanetas externas e da caçamba, molduras das janelas laterais, rack de teto e capas dos retrovisores), além de rodas pretas de 17 polegadas com pneus de uso misto Pirelli Scorpion ATR 255/65, emblemas da Nissan em preto com letras vermelhas, detalhes do para-choque frontal em vermelho (Lava Red) e molduras sobre os para-lamas que também trazem detalhes em vermelho. Internamente, a versão PRO-4X se diferencia da Platinum por trazer emblemas com o nome da versão nos bancos dianteiros e costuras nos revestimentos de couro nas cores branco, vermelho e preto, enquanto a Platinum possui as costuras em bronze. Além disso, detalhes prateados na versão Platinum (como as molduras em torno da tela do sistema multimídia e no início do console central) são escurecidos na PRO-4X.

Internamente, a Frontier destinada para o Brasil dispõe de ajuste interno da altura dos faróis, no canto esquerdo inferior do painel, que não estava presente nos exemplares que dirigimos na Argentina. Em compensação, o modelo vendido em território brasileiro não dispõe do aquecimento de assento e encosto dos bancos dianteiros, selecionável em dois níveis. Esta é a razão de existirem dois botões sem função no console central, ao redor do comando de regeneração do filtro de partículas de diesel - um recurso raro entre as picapes vendidas no nosso País.

Com a integração da trava da portinhola do tanque de combustível ao travamento das portas, tornou-se desnecessário o antigo botão no painel que destravava a tampa por dentro: basta empurrar a tampa pela extremidade traseira. Aliás, aqui está mais uma diferença entre a Frontier argentina e a "brasileira": para atender às normativas de emissões do Proconve L7, foi necessário instalar um reservatório de Arla 32/AdBlue, que fica junto do bocal do tanque de combustível, com capacidade de 73 litros.

O volante da Frontier está entre as principais novidades que se observam de cara no interior. O estilo lembra o de Kicks e Versa, mas na picape o aro é todo arredondado. Com revestimento de couro e costuras aparentes, ele traz raios que acomodam as teclas para operação do computador de bordo, de funções de som, telefone e comandos de voz, além do uso do controlador e do limitador de velocidade de cruzeiro. O cruise-control opera em velocidades entre 40 e 144 km/h. 

O quadro de instrumentos passa a ter uma tela colorida de 7 polegadas em todas as versões para o computador de bordo. Permanecem analógicas as informações de conta-giros, velocímetro, nível de combustível e indicador de temperatura do líquido de arrefecimento do motor. Botões físicos próximos da cúpula dos instrumentos permitem alterar o brilho do quadro e zerar as informações de viagem/trip.

A tela do computador de bordo exibe algumas informações fixas, como relógio, temperatura externa, hodômetro, autonomia estimada, posição de câmbio, modo de condução selecionado e seleção de tração. Ao centro, é possível ver:

  • Velocímetro digital, que pode ser acompanhado de informações de rádio/música ou da velocidade média. Um submenu permite a opção de não aparecer nenhuma informação ao centro da tela;
  • Média de consumo de combustível, acompanhada de uma barra de consumo instantâneo que mostra se o gasto está sendo maior ou menor do que a última média;
  • Trip: exibe distância percorrida e tempo de viagem. A partir desta tela é possível apresentar a informação da pressão individual dos pneus na escala escolhida pelo motorista.
  • Informações de som: exibe a sintonização AM ou FM de rádio e a estação selecionada, além das informações das demais mídias (USB, Bluetooth, entrada auxiliar).
  • Assistentes: um gráfico mostra quais assistências ao motorista estão ativadas (englobadas em: monitoramento de veículos em pontos cegos, monitoramento frontal e assistência de permanência na faixa de rodagem). Este menu pode ser aberto pelo botão no canto inferior esquerdo do painel com o ícone do "Safety Shield".
  • Alertas: exibe avisos como o de porta aberta.
  • Definições: permite fazer configurações de assistências ao condutor, pressão dos pneus, relógio, exibição da tela de média de consumo de combustível, personalização da tela, seleção de unidades/idioma e retorno às configurações de fábrica.

A central multimídia manteve a tela sensível ao toque de 8 polegadas e conserva praticamente as mesmas funcionalidades já conhecidas. Com úteis botões físicos que circundam a moldura da tela, o sistema dispõe de ícones no menu principal que permitem alternar entre os submenus de Telefone, Áudio, Conexões, Informações e Configurações. Além disso, o aparelho dispõe de espelhamento de tela de celulares com fio (através do Android Auto e Apple CarPlay) e quatro entradas USB pela cabine, sendo uma do tipo C para carregamento, outras duas do tipo A para carregamento e mais uma, no início do console, com função de dados (do tipo A). A Frontier perdeu o GPS nativo que havia sido incorporado ao final de 2018, mas agora ativa automaticamente as câmeras de visão em 360 graus quando o modo 4WD Low é selecionado. Com isso, o motorista pode verificar melhor os obstáculos no entorno do veículo mesmo quando estiver andando para a frente, desde que seja a uma velocidade de até 10 km/h.

O seletor de modos de condução (D-Mode) dispõe de quatro alternativas: Tow, Sport, Standard e Off-Road. Com o seletor de tração no modo 2WD (apenas nas rodas traseiras), não é possível utilizar o modo Off-Road. Com tração nas quatro rodas (4WD), os quatro estilos de condução podem ser ativados. Já com tração reduzida (4WD Low), fica desativado o modo Sport. 

O modo Standard é selecionado automaticamente toda vez que a ignição é ligada e é recomendado para condução convencional. O modo Sport ajusta os parâmetros do motor e do câmbio para oferecer respostas mais rápidas, ao custo de uma elevação no consumo de combustível. O modo Tow é recomendado quando for necessário tracionar um reboque ou cargas pesadas, e também altera as características de operação do motor e da transmissão. Por fim, o modo Off-Road é recomendado para condições fora-de-estrada, como em trilhas, atoleiros e superfícies de areia. O quadro de instrumentos mostra em que modo de direção a picape está.

A versão PRO-4X é a única da gama que dispõe de botão na cabine para o bloqueio do diferencial traseiro, que fornece tração adicional quando uma das rodas traseiras perde aderência. Este sistema deve ser utilizado com o seletor de tração no modo 4WD Low e em velocidades de até 20 km/h. Nas outras versões, o bloqueio de diferencial é eletrônico, e, em funcionamento, desativa recursos como o ABS (antitravamento) dos freios e o controle de estabilidade.

A parte inferior do console também abriga o seletor giratório de tração "Shift-on-the-fly" (com as posições 2WD, de tração traseira, 4WD High e 4WD Low, que deve ser engatada com o veículo parado e o câmbio em Neutro) e os botões do controlador de velocidade em descidas e do on/off dos bipes dos sensores de estacionamento.

O teto solar elétrico, único no segmento, dispõe de persiana manual, acionamento por um-toque e modo "tilt", que levanta a parte traseira do vidro.

A haste de luzes traz posição para acendimento automático dos faróis e das luzes de neblina dianteiras. Já a haste dos limpadores possui posição de funcionamento automático e seleção do acionamento intermitente conforme a velocidade.

Os comandos do ar-condicionado digital e automático de duas zonas são os mesmos. O aparelho regula a temperatura de meio em meio grau Celsius entre 18 e 32° C, dispondo também de botão para sincronização das temperaturas com a escolhida pelo motorista e duas saídas de ar traseiras. Foi mantida a boa sacada dos porta-copos retráteis diante das saídas de ar laterais do painel.


O console permanece o mesmo. À frente está um porta-objetos de fundo liso, e, nas laterais, mais dois pequenos porta-objetos. A moldura em torno da alavanca de câmbio possui acabamento em preto-brilhante e a máscara em torno das posições de câmbio é cromada. Há dois porta-copos, freio de mão com revestimento de couro e, mais atrás, o apoio de braço também revestido de couro, que possui uma pequena trava para ter acesso ao porta-objetos de boas dimensões. O porta-luvas possui espaço razoável e pode ser trancado à chave, mas carece de iluminação.


A porta do motorista concentra os comandos dos retrovisores externos (inclusive com botão para rebatimento elétrico, que ocorre automaticamente ao travar a picape), travas das portas, bloqueio das janelas (que afeta os vidros traseiros e também o do passageiro dianteiro) e dos vidros elétricos. O motorista possui a funcionalidade um-toque para subir e descer a sua janela, enquanto os demais ocupantes precisam segurar o botão até o fim da operação.


O forro de teto mantém os dois para-sois revestidos de carpete com tampas, iluminação e espelhos, além de porta-óculos dianteiro revestido de carpete (acompanhado de duas luzes de leitura para os ocupantes dianteiros e uma discreta luz ambiente que se acende assim que os faróis são acesos) e mais duas luzes traseiras que ficam logo à frente das alças móveis de teto.


A versão PRO-4X possui bancos com padronagens exclusivas, trazendo o nome da versão gravado nos bancos dianteiros e costuras aparentes em branco e vermelho. O motorista tem ajustes elétricos para regulagens de altura, distância e inclinação de seu banco; há ainda ajustes lombares na direção longitudinal. Os bancos dianteiros, batizados "Zero Gravity", ajudam a evitar o cansaço em trajetos longos. As portas dianteiras trazem luzes de cortesia na parte inferior.


A picape teve um redesenho no fim do console central para adicionar, abaixo das saídas de ar, um pequeno porta-objeto acompanhado de uma entrada USB para carregamento com uma tampa flexível. Com ele, a Frontier passa a ter 27 porta-objetos pela cabine. O banco de trás permanece com o apoio de braço central com porta-objetos.


O pacote de equipamentos de segurança das versões PRO-4X e Platinum engloba alerta de colisão frontal avançado (capaz de monitorar dois veículos à frente, minimizando o risco de engavetamentos), frenagem automática de emergência, alerta de saída involuntária da faixa de rodagem com assistência de permanência na pista, alerta de atenção do motorista, alerta de veículos em pontos cegos com acionamento dos freios em caso de risco de colisão, alerta de tráfego cruzado traseiro (que funciona nas manobras de ré) e a comutação automática dos faróis altos, que funciona a partir de 30 km/h e evita o ofuscamento da visão de quem transita no sentido contrário. Um novo botão foi adicionado à parte esquerda do painel para que o motorista possa ativar ou desativar os assistentes. Todas as versões da Frontier passam a ter seis airbags, I-Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, freios ABS com controle eletrônico de distribuição de força (EBD) e assistência de frenagem de pânico (Brake Assist), além do alerta do não-uso dos cintos de segurança nos bancos dianteiros e traseiros.


A chave presencial I-Key mantém o seu formato oval e conta com botões para travamento e destravamento das portas, além de trazer uma lâmina embutida para ser inserida nas fechaduras caso necessário. Com ela na cabine, é possível ligar o motor ao toque de um botão.


O motor 2.3 Bi-Turbo Diesel manteve-se o mesmo. Com 2298 cm³, quatro cilindros e 16 válvulas, ele é movido a diesel S10 ou S50 e tem rendimento de 190 cavalos a 3750 rpm e torque de 45,9 kgfm na faixa de 1500 a 2500 rpm. O câmbio automático de 7 marchas com opção de trocas sequenciais através da alavanca também foi mantido, assim como o conjunto de suspensão, composto por eixo McPherson na dianteira e braços multilink que complementam o eixo rígido na traseira.

As modificações mecânicas feitas na Frontier 2023 incluem a adoção de freios a disco nas quatro rodas (mais eficientes do que os tambores traseiros normalmente adotados pelas rivais) e a recalibração dos amortecedores dianteiros e traseiros. Por fim, o chassi (com estrutura do tipo "duplo-C") foi reforçado.

A Frontier 2023 comercializada no Brasil não dispõe de protetor de caçamba nem da capota marítima de fábrica. Estes itens, assim como o santantônio, são oferecidos como acessórios pagos à parte nas concessionárias.

Ligeiramente maior em sua parte superior, a caçamba possui tampa amortecida (que pode ser aberta e fechada com uma mão) e quatro ganchos com argola móvel na região do do assoalho, que podem ser usados para amarrar cargas de até 400 kg cada um, além de trazer uma tomada de 12 Volts com tampa na lateral esquerda. O comprimento do compartimento é de 1,51 metro, enquanto a largura máxima é de 1,56 metro e a altura é de 47,3 cm. Vale dizer que o estepe, fixado por baixo da caçamba, possui as mesmas dimensões dos demais pneus. A capacidade de carga desta versão é de 1030 quilos e o volume da caçamba é de 1054 litros.

Com preço de R$ 314.590, a Nissan Frontier PRO-4X está disponível em três cores para a carroceria: Cinza Shark, Branco Aspen e Preto Premium, todas sem custo adicional. Segundo a Nissan, o custo de revisões até os 60 mil quilômetros da picape é de R$ 7.677. Apuramos que as concessionárias da marca já recebem regularmente exemplares das versões Attack, Platinum e PRO-4X, e a versão S manual está disponível para entrega mediante pedidos. As versões SE e XE, pelo menos até a data de fechamento desta matéria, ainda não deram as caras nos showrooms da Nissan pelo País e só deverão chegar entre junho e julho.

Impressões ao dirigir

Durante o evento de lançamento da Frontier 2023 na Argentina, o test-drive organizado pela Nissan envolveu muito mais trechos de lama escorregadia do que de asfalto propriamente dito. Aproveitamos este segundo contato com a picape renovada para podermos avaliar, por exemplo, a atuação dos novos assistentes eletrônicos de condução na estrada.

A posição de dirigir nitidamente elevada favorece a visibilidade para o motorista, e os espelhos bem-dimensionados garantem um campo de visão amplo, reforçando a sensação de segurança. Para entrar na cabine com mais facilidade, estribos e alças fixas estão presentes. O motorista consegue encontrar um bom posicionamento com os ajustes de altura da coluna de direção, do cinto de segurança e do banco, inclusive com ajustes lombares em duas direções.

A assistência da direção hidráulica exige mais força dos braços do que nos automóveis com assistência elétrica. Em manobras de estacionamento e esquinas estreitas, fica bem evidente o peso maior. Mas, nas situações de estrada, a direção se revela bem mais cômoda, transmitindo segurança. Já o conjunto de suspensão consegue transmitir bom nível de conforto e os pneus de perfil alto passam sem problemas pelos buracos tão comuns no cotidiano.

O motor entrega todo o seu torque já a partir de 1500 rpm, pouco acima do regime de giros em marcha-lenta, garantindo respostas rápidas em situações como subidas e em ultrapassagens nas estradas. O ar-condicionado possui boa eficiência, e vale destacar que os ocupantes traseiros possuem saídas de ar tanto no final do console quanto na região dos pés.

A cabine tem um nível de isolamento acústico muito bom para o segmento de picapes a diesel, permitindo ouvir adequadamente o sistema de som, de qualidade satisfatória para a categoria (falta apenas mais definição aos graves). Os assistentes eletrônicos, como o monitoramento de pontos cegos (que não apenas acende luzes nas lentes dos retrovisores, como também emite um alerta sonoro caso o motorista acione a seta com um veículo no entorno lateral traseiro), atuaram bem. O alerta de colisão frontal também foi acionado uma vez durante nosso test-drive, por precaução, não chegando ao ponto da picape iniciar uma frenagem de forma autônoma. Infelizmente, nossa volta foi curta a ponto de não conseguirmos registrar uma média confiável de consumo de combustível, e o contato também não foi suficiente para realizar as medições de desempenho em ambiente seguro, mas quem sabe surge uma oportunidade de uma avaliação completa da Frontier 2023...

Para concluir...

A estratégia da Nissan de disponibilizar duas versões topo-de-linha para a nova Frontier se mostra bem-acertada. Afinal, existe o público que valoriza mais os cromados e as rodas de maiores dimensões, que compõem um visual mais urbano (atendido pela versão Platinum), e também uma parcela de consumidores que efetivamente utiliza a picape em trechos mais desafiadores e que prefere um estilo topa-tudo, direcionado para a versão PRO-4X. Qual destes modelos da Frontier fará mais sucesso no Brasil? Esta é uma pergunta que exige mais alguns meses para uma resposta... 



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